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Há recursos disponíveis para inovação que empresas desconhecem

Seminário INOVASUL debateu sobre financiamento reembolsáveis e não reembolsáveis que instituições repassaram para desenvolvimento de projetos em empresas.

Magson Gomes / 10 junho 2026

Há dinheiro disponíveis para investimento em inovação dentro das empresas. Algumas linhas são de financiamento não reembolsáveis, ou seja, a empresa não precisa pagar. Mas desenvolver o projeto proposto.

Esse foi o principal assunto debatido durante a primeira edição do Seminário INOVASUL, que reuniu especialistas de importantes instituições das áreas de inovação, pesquisa e captação de recursos.

O evento foi realizado nesta terça-feira (9/6), no Campus do IFSULDEMINAS, em Pouso Alegre, e o Terra do Mandu foi até lá conferir. Veja o que disseram os participantes no vídeo acima!

De acordo com a organização, a proposta do INOVASUL foi de aproximar instituições de ensino, empresas, lideranças e profissionais que buscam transformar ideias em projetos reais, fortalecendo o ambiente de inovação regional por meio da colaboração entre academia, mercado e poder público.

Um dos palestrantes foi Marcelo Bortolini, que é do Parque Tecnológico de Inovação de São José dos Campos (SP), e já foi diretor de uma das instituições de financiamento de empresas e indústrias.

“Quando se trata de inovação, as pessoas têm que ter em mente que tem linhas de financiamento tanto reembolsáveis, quanto não reembolsáveis, que são direcionadas para os empresários que trabalham com inovação. Então, conhecer esses caminhos, acessar esses caminhos faz toda a diferença entre você captar um crédito a um valor muito elevado hoje no mercado, ainda mais com uma taxa Selic alta como nós estamos, e você ter acesso a um crédito ou às vezes até recurso não reembolsável que pode alavancar, ajudar a criar produtos, novos processos para a sua empresa e você deslanchar”.

Bortolini conta que a regra vale para qualquer tipo de empresa, independentemente do ramo. O que tem que ter em mente é o conceito do que é inovação.

“Inovação é você fazer algo novo, seja em termos de produto ou de processo, mas que tenha resultado econômico. Então, é importante você fazer um bom modelo de negócio, saber quem é o teu público-alvo, saber qual é o produto que você quer desenvolver, qual a rota tecnológica, os desafios, os riscos que você corre para chegar nesse produto ao final e colocar isso tudo na forma de um projeto”, explica.

Regilene Souza e Renata Iris são empresárias da Cachaça Dona Diva, aqui de Pouso Alegre. Elas desconheciam as possibilidades de acesso aos recursos para inovação. Até agora, o que fizeram foi com recursos próprios, ‘na raça’.

“Então, a gente veio hoje conhecer, buscar esse conhecimento sobre inovação e ver no que seria aplicável a Cachaça Dona Diva”, diz Renata.

“Descobrir que tem essa possibilidade de um incentivo para a inovação, para a tecnologia, é muito importante para a expansão, para o crescimento da marca”, aponta Regilene.

O empresário André Rezende, CEO da multinacional Prática, empresa nascida e com sede em Pouso Alegre, é idealizador do Instituto Active, um dos realizadores do seminário. Para ele, vivemos um “momento de tempestade perfeita no sentido positivo, de buscar a inovação, fomentar o empreendedorismo, ajudar a cidade, o nosso entorno a criar riqueza”.

“Eu acho que o objetivo final sempre é desenvolvimento humano e eu acredito muito no poder da inovação, no poder do empreendedorismo, no poder da iniciativa individual e coletiva na construção de um ambiente melhor para as pessoas”, afirma Rezende.

Confira mais opiniões nas entrevistas no vídeo acima!

Há recursos disponíveis para inovação que as empresas desconhecem. Foto: reprodução

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