Chuva e frio embalam Dia dos Namorados; El Niño é confirmado

Sexta-feira (12/6) tem temperaturas baixas e chuva persiste no Sul de Minas. Entenda o que tem mudado o tempo de forma atípica para junho.

Nayara Andery / 12 junho 2026

Se os dias frios favorecem a companhia a dois, esse Dia dos Namorados sofre influência de chuva e frio. Esta sexta-feira (12/6) tem previsão de temperaturas máximas baixas para o Sul de Minas e a chuva atípica para essa época, segue até o fim de semana.

Há um alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para possibilidade de chuvas intensas para grande parte de Minas Gerais e da região Sudeste, além do Sul, Centro-Oeste e Norte do país. São esperadas tempestade de até 100mm/dia com ventos intensos de até 100km/h e possibilidade de granizo.

Pouso Alegre amanheceu com névoa. A temperatura mínima chegou aos 12ºC.

Motivo das chuvas fora de época

Junho fica no período de estiagem, mas a próxima quinzena fogem à regra com expectativa de chuvas para o  Sudeste e Centro-Oeste. O Climatempo lembra que são condições climáticas incomuns, com vários dias de chuva até o Solstício de inverno, que será em 21 de junho.

Nessas duas semanas, o volume de chuva acumulado deve superar a média para junho em diversas áreas. O Sul do Brasil também terá vários dias com pancadas de chuva.

Historicamente, há baixa incidência de chuvas. Dados do Inmet, mostram que de 1991 a 2020, áreas do Sul de Minas tiveram de 30 a 60mm de chuva em junho. Mas, a previsão para a 1ª quinzena de junho é de chuva acima da média e de forte intensidade para Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

Elas são ocasionadas pela passagem e formação de várias frentes frias ligadas a ciclones extratropicais. Serão pancadas de chuva frequentes, mas o sol continua a aparecer. A chuva reduz a partir deste fim de semana e retorna de 15 a 16 de junho em nosso estado.

El Niño

O El Niño está confirmado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O anúncio oficial nesta quinta-feira (11) cita que o fenômeno climático já está presente e deve permanecer nos próximos meses.

Há 97 a 99% de chance do El Niño agir de junho de 2026 ao verão e 2027. A projeção é que seja um dos mais fortes da história, entre os registros desde 1950. Os três mais intensos aconteceram entre 1982-83, 1997-98 e 2015-16.

Esse fenômeno aquece persistentemente as águas superficiais do do Pacífico Equatorial Central e Leste, acima da média. Isso altera a circulação atmosférica tropical e a consequência é a mudança dos padrões de chuva, com frequentes temporais ou secas drásticas, além do aumento das temperaturas acima da média. Isso vale para diversas partes do planeta, principalmente no Brasil.

O aquecimento dessa região do Pacífico e as mudanças atmosféricas já foram confirmados nas últimas semanas e fortalecem anomalias típicas do El Niño. As regiões monitoradas nesta área já apresentam temperaturas acima do limiar de El Niño.

Na costa da América do Sul as anomalias superam alta de 2°C. O pico do fenômeno deve ocorrer no segundo semestre deste ano. Segundo o Climatempo, ainda é cedo para detalhar quais serão os impactos para cada região do Brasil.

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