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Vereadores aprovam atividade física e educação como essenciais em PA

Alguns professores colocaram cruzes com os números da pandemia em Pouso Alegre em protesto contra o possível retorno das aulas presenciais na rede municipal.

Magson Gomes
05/05/2021

Projeto passou em segunda votação e segue para sanção do prefeito. Foto: reprodução Terra do Mandu

Na noite desta terça-feira (04), os vereadores de Pouso Alegre aprovação, em segundo turno, o Projeto de Lei que declara a prática da atividade física como serviço essencial para a população da cidade, praticada em estabelecimentos prestadores de serviços destinados à saúde física, públicos ou privados.

A proposta inicial é do vereador Miguel Junior Tomatinho (PSDB), que justifica que a prática de exercício físico é importante na prevenção de doenças e na recuperação de pessoas que afetadas pela Covid-19.

Já na primeira votação, na semana passada, o projeto recebeu uma emenda do presidente da Câmara, vereador Bruno Dias, que também torna essencial a educação básica e superior no em Pouso Alegre.

Para esta segunda votação, o vereador Hélio Carlos de Oliveira propôs uma nova emenda para que, em caso de volta das aulas em meio à pandemia, fosse oferecida proteção dos riscos à saúde e à vida dos profissionais da educação e dos alunos.

A sugestão do vereador recebeu parecer contrário da Comissão de Justiça e Redação e do Departamento Jurídico da Câmara, sendo rejeitada pelos demais colegas.

VEJA AS DECLARAÇÕES DOS VEREADORES NO MANDU NEWS DESTA QUARTA, ÀS 18H.

O projeto de lei com a proposta do vereador Miguel Junior Tomatinho e com a emenda do vereador Bruno Dias foi aprovado por 13 votos, com o voto contrário apenas do vereador Hélio.

Mesmo concedendo o título de essencial, a definição sobre a reabertura ou não das escolas municipais para aulas presenciais depende de novo decreto do prefeito Rafael Simões. As aulas permanecem suspensas desde que o TJMG concedeu liminar a pedido do Sindicato dos Profissionais do Magistério de Pouso Alegre e Região (Sipromag).

Porém, em decisão de primeira instância, os efeitos da liminar do TJMG foram anulados, podem retornar a qualquer momento, a depender do decreto municipal.

Professores protestam contra o possível retorno de aulas presenciais na rede municipal

Ato de professores em frente à Câmara Municipal de Pouso Alegre. Foto: reprodução Sipromag

Nesta terça-feira (04), durante a sessão ordinária na Câmara, enquanto os vereadores votavam o projeto que tornou essencial a educação básica e superior em Pouso Alegre, o Sipromag, Sinpro, SindUte sede Pouso Alegre e Coletivo educadores e pais e um grupo de professores da rede municipal fizeram um ato contra a possível retomada das aulas presenciais na rede pública neste momento da pandemia.

Mais de 300 cruzes foram colocadas ao redor da Câmara. Nelas, foram inscritos os números de mortes por Covid-19 e pessoas contaminadas pelo coronavírus. Durante o ato, houve um minuto de silêncio pelas mais de 300 vítimas da pandemia, entre elas três professores da rede municipal e outros servidores do município que também faleceram em decorrência da doença. VEJA IMAGENS NO MANDU NEWS DESTA QUARTA, ÀS 18H.

A presidente do Sipromag, Dulcineia Costa, diz que são contrários ao retorno das aulas presenciais. “Neste momento em que os nossos hospitais continuam com mais de 100% de ocupação, com o número de óbitos muito maior do que em 2020. O que nos preocupa é que mesmo que a criança vier a ser contaminada pela Covid, pode apresentar sintomas leves e não agravar a situação, nós sabemos que essa criança ou adolescente pode levar o vírus para sua família, ou levar da casa ou da rua, porque vai usar o transporte público, para a escola. E a situação da pandemia pode agravar, imensamente, no município e isso nos preocupa muito mesmo”, disse a presidente do Sipromag.

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