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Vice-presidente Hamilton Mourão faz palestra no Inatel e fala dos desafios para o desenvolvimento do Brasil

Magson Gomes
20/11/2019

Mourão conheceu os laboratórios e pesquisas tecnológicas desenvolvidas no Inatel, em Santa Rita do Sapucaí.  Na palestra, explicou a necessidade de reformas para o país voltar a crescer. Também comentou sobre a polarização na sociedade e disse ser contra a reeleição. O vice-presidente saiu sem falar com a imprensa. Leia o conteúdo da palestra.

Vice-presidente General Hamilton Mourão no Inatel. Foto: Ascom Inatel

O vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, esteve em Santa Rita do Sapucaí, Sul de Minas, nesta quarta-feira (20). Mourão fez uma palestra no Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Durante pouco mais de uma hora, o vice-presidente falou dos desafios e reformas que o Brasil precisa enfrentar para voltar a crescer.

No ambiente de pesquisas e desenvolvimento tecnológico, o General Mourão ainda abordou a importância da economia do conhecimento.

“Aqui é uma das vanguardas existentes no nosso país. Nos laboratórios a gente vê o pessoal trabalhando com a máquina, e procurando vencer a máquina o tempo todo. Isso é a economia do conhecimento. Essa é a pressão que tem hoje no mundo. Temos que estar numa constante inovação. Aqui no Inatel temos essa integração das empresas com o gerador do conhecimento. O governo tem que fazer o papel de indutor, facilitador”, disse Mourão.

Esse foi o segundo dia do vice-presidente no Sul de Minas. No dia anterior ele teve uma agenda fechada em Itajubá, onde visitou a Helibras, fabricante de helicópteros, e esteve na Universidade federal de Itajubá (Unifei), que também se destaca com pesquisas nas áreas de tecnologia e engenharias.

Durante a visita ao Inatel, antes de seguir para a palestra, Mourão conheceu os laboratórios, as pesquisas e inovações tecnológicas desenvolvidas pelo instituto. O Inatel é pioneiro em pesquisas como o desenvolvimento da urna eletrônica, o sinal da TV Digital e já faz testes com a tecnologia 5G para telefonia móvel.

Essa foi a primeira visita do vice-presidente ao Inatel. Em junho deste ano, o General Hamilton Mourão se reuniu, em Brasília, com o diretor e vice-diretor do Instituto, Carlos Nazareth Motta Marins e Guilherme Marcondes. Na oportunidade, foram apresentadas as iniciativas da instituição em prol da educação e desenvolvimento tecnológico do país.

Cerca de 800 pessoas acompanharam a palestra do vice-presidente. Foto: Ascom Inatel

A palestra foi realizada no Teatro do Inatel para uma plateia de pouco mais de 800 espectadores, entre moradores, empresários e políticos. O evento foi aberto por ordem de inscrição antecipada. O vice-governador de Minas, Paulo Brant (Novo), e o secretário de Governo, Bilac Pinto (DEM), estiveram presentes.

“Apenas uma sociedade forte e unida vai fazer superar esses desafios”, afirmou o vice-presidente ao dizer que “hoje os mares são turbulentos”.

Mourão disse que é preciso resgatar a economia brasileira, restabelecer a confiança da população nas instituições. Para o Brasil se tornar “a mais vibrante e próspera democracia liberal do Hemisfério Sul”.

Após uma análise histórica da política mundial, destacando situações vividas em países como Venezuela, Bolívia e Chile, o vice-presidente passou a falar da realidade do Brasil, país com grande capacidade de geração de riquezas, com localização estratégica e ótima geografia, mas tem tido dificuldade em transformar isso em poder. Apontou nichos de pobreza, “extremamente preocupantes”, e que tem que enfrentar, e uma infraestrutura que ficou parada no tempo.

CONTRA A REELEIÇÃO E PAÍS POLARIZADO

Ao comentar sobre a situação atual, o vice-presidente afirmou que o Brasil vive uma crise política ligada a questão psicossocial e disse ser contra a reeleição.

“Eu considero que o instituto da reeleição não foi bom, não é bom. Cada governo tem que ter seus quatro anos. A alternância no poder considero como base para o sistema democrático”, afirmou.

Mourão continuou o raciocínio analisando que a sociedade está dividida, muito por culpa das redes sociais, onde todo mundo que emitir opinião, mesmo sem ter conhecimento do assunto e ainda tem o problema da divulgação e compartilhamento de notícias falsas.

“Isso leva à polarização, a ver o outro como inimigo. E um caldo que mexe com isso toda é a crise econômica”.

CRISE ECONÔMICA

Para o vice-presidente, a crise econômica começou com a promulgação da Constituição Federal de 1988. “O documento foi elaborado pensando no passado e no presente, sem pensar no futuro. Feita na pressão. Criou série de despensas, mas não mostrou de onde iria sair as receitas”.

A partir disso, disse, os governos criaram cada vez mais impostos. Porém, não são investidos como deveria e, as políticas adotadas nos últimos anos deixou o país endividado, sem condições de investimentos.

REFORMAS E PRIVATIZAÇÕES

O vice-presidente afirmou que o Brasil voltar a crescer e gerar empregos serão necessárias as reformas, como a da previdência que já foi aprovada e entrou em vigor, fazer a reforma tributária, desonerar a folha de pagamento e ainda desburocratizar e desregulamentar algumas leis. “Há um excesso de leis que travam a liberdade econômica. Não é você que tem que dizer que está certo. O Estado que tem que dizer que você está errado”.

O general Mourão ainda citou que é preciso abrir a economia brasileira, mas que isso está ligado à reforma tributária. Também afirmou que o governo irá dar continuidade nas privatizações.

Finalizou a palestra dizendo que o governo Bolsonaro busca “chegar ao equilíbrio fiscal e aumentar a produtividade. Criar a sensação de segurança para as pessoas saírem na rua sabendo que não terão problema. E lembrar que estamos por políticas de estado, que seja perene”.

“Nós que temos de sustentar a posição nos remédios ortodoxas que estamos empregando para que tenhamos receitas e despesas com superávit e tenhamos maior produtividade. Por consequência o país progrida, gere empregos, tire esses 13 milhões de pessoas da situação de desemprego. Mas para isso a gente precisa mudar, esse pacote é de nós todos”, finalizou a palestra.

O vice-presidente Hamilton Mourão deixou a cidade sem falar com a imprensa.

Diretor do Inatel, o vice-governador de Minas e o secretário de Governo recepcionaram o General Mourão no Inatel. Foto: Ascom Inatel

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