Homem acusado mandar matar mototaxista é condenado a 12 anos de prisão
Wadisson Gonçalves foi morto no dia 10 de julho de 2024, na Av. Ver. Antônio da Costa Rios, enquanto trabalhava; atirador ainda será julgado
Iago Almeida / 01 outubro 2026Wadisson Gonçalves foi morto no dia 10 de julho de 2024, na Av. Ver. Antônio da Costa Rios, enquanto trabalhava; atirador ainda será julgado
Iago Almeida / 01 outubro 2026O Tribunal do Júri de Pouso Alegre, no Sul de Minas, condenou Lucas da Cruz Gomes a 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela participação na morte de Wadisson Gonçalves, de 27 anos, executado a tiros dentro de uma empresa de mototáxi no bairro São Geraldo, em julho de 2024.
A sentença foi publicada no dia 30 de setembro de 2026, pelo juiz de direito José Dimas Rocha Martins Guerra, que presidiu o Tribunal do Júri da Comarca de Pouso Alegre. O processo tramita sob o número 5001123-77.2026.8.13.0525.
Lucas da Cruz Gomes foi levado a julgamento pela acusação de homicídio qualificado. Segundo a denúncia, o crime teria sido cometido por motivo considerado fútil e com uso de um recurso que dificultou ou impediu a defesa da vítima.
Durante o julgamento, foram ouvidas testemunhas e o réu também foi interrogado. O Ministério Público pediu que Lucas fosse condenado pelo crime conforme a decisão que o levou a julgamento, mantendo as duas qualificadoras. A acusação também pediu que fosse aplicada a redução de pena prevista para casos em que a participação do réu no crime é considerada de menor importância.
A defesa, por outro lado, afirmou que Lucas não foi o autor do crime e pediu que ele fosse absolvido. Caso os jurados decidissem pela condenação, os advogados pediram que fosse reconhecida a participação de menor importância e que as duas qualificadoras fossem retiradas.

Lucas da Cruz Gomes foi condenado a 12 anos de reclusão por ser o mandante do crime contra o mototaxista / Foto: Divulgação
Durante o julgamento, os jurados entenderam que Lucas participou do crime e reconheceram duas circunstâncias que agravaram o homicídio: o motivo considerado fútil e o uso de um recurso que dificultou a defesa da vítima.
Os jurados também reconheceram que a participação de Lucas foi considerada de menor importância. Com base na decisão do Conselho de Sentença, o juiz condenou o réu pelo crime de homicídio qualificado.
Na definição da pena, o juiz estabeleceu inicialmente 15 anos de prisão, levando em conta fatores considerados desfavoráveis ao réu, como a culpabilidade, a personalidade e as duas qualificadoras reconhecidas no julgamento.
Depois, foi aplicada uma redução de três anos pela participação de menor importância. Com isso, a pena final ficou em 12 anos de prisão, em regime inicialmente fechado.
Além dos 12 anos de prisão, a sentença determinou o pagamento de R$ 10 mil como valor mínimo para reparação dos danos causados pelo crime, destinado aos representantes da vítima.
A decisão também determinou que a pena comece a ser cumprida, mantendo Lucas preso. Segundo a sentença, a medida foi tomada com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a soberania das decisões do Tribunal do Júri.
A sentença foi lida em plenário e assinada em 30 de setembro de 2026, na Sala das Sessões do Tribunal do Júri da Comarca de Pouso Alegre.

Wadisson Gonçalves tinha de 27 anos e foi executado enquanto trabalhava em Pouso Alegre / Foto cedida pela família
Wadisson Gonçalves, de 27 anos, foi morto em 10 de julho de 2024, enquanto trabalhava em uma empresa de mototáxi na Avenida Vereador Antônio da Costa Rios, no bairro São Geraldo, em Pouso Alegre.
Na época, imagens de uma câmera de segurança interna registraram a execução. Segundo a reportagem publicada pelo Terra do Mandu em 11 de julho de 2024, uma motocicleta com duas pessoas se aproximou do estabelecimento por volta das 9h.
O garupa desceu da moto sem retirar o capacete, entrou no estabelecimento e efetuou pelo menos 15 disparos contra Wadisson, que estava sentado dentro da empresa. Depois, o atirador retornou à motocicleta e fugiu com o comparsa. O rapaz era proprietário da empresa de mototáxi.
Em 29 de janeiro de 2025, cerca de seis meses após o assassinato, a Polícia Civil de Minas Gerais prendeu dois suspeitos, de 25 e 27 anos, investigados pelo homicídio.
Segundo reportagem do Terra do Mandu publicada na época, um dos suspeitos foi localizado em uma oficina no bairro São Geraldo. O outro foi preso enquanto conduzia o veículo utilizado no crime.
Durante a operação, foram apreendidos celulares e um veículo. Os dois homens foram levados para a Delegacia de Polícia Civil e posteriormente encaminhados ao sistema prisional de Pouso Alegre.
Vale destacar que o atirador do crime ainda será julgado. Ainda não há uma data anunciada.
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