Eleições 2026: Urnas eletrônicas passam por testes e preparação em Pouso Alegre
Procedimento de carga insere dados de candidatos e eleitores, testa equipamentos e termina com lacres de segurança; 475 urnas serão preparadas para cinco cidades da região
As urnas eletrônicas que serão utilizadas no primeiro turno das Eleições 2026 já estão sendo preparadas em Pouso Alegre. Nesta quarta-feira (23/9), a imprensa acompanhou no cartório eleitoral o chamado procedimento de carga, etapa em que os equipamentos recebem o sistema de votação, os dados das candidaturas e as informações dos eleitores de cada seção.
Em Minas Gerais, serão preparadas 55.820 urnas eletrônicas para atender um eleitorado de 16.377.659 pessoas. O número consta nos dados oficiais do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).
Na 227ª Zona Eleitoral, que abrange Pouso Alegre e outros quatro municípios, são 141.857 eleitores. Desse total, 112.018 estão em Pouso Alegre. Ao todo, 475 urnas, entre equipamentos titulares e de reserva, passam pelo processo para atender Pouso Alegre, Borda da Mata, Congonhal, Tocos do Moji e Senador José Bento.
Foto: Iago Almeida/Terra do Mandu
O que é a carga da urna?
Durante o procedimento, são inseridas diferentes mídias no equipamento. Uma delas recebe o sistema e os dados necessários para que aquela urna funcione especificamente para determinada seção eleitoral.
Isso significa que cada equipamento é preparado para um local e uma seção específicos. Os dados dos eleitores daquela seção são inseridos na urna correspondente.
“Nós temos as mídias de carregamento, as mídias de votação e transmissão. São todas inseridas nessa urna. A mídia de carregamento vai inserir os dados dos candidatos e dos eleitores daquela seção específica”, explicou o juiz eleitoral Túlio Márcio Lemos Mota Naves.
Foto: Iago Almeida/Terra do Mandu
Além da inserção dos dados, os equipamentos passam por testes de funcionamento. São verificados itens como teclado, tela, áudio, impressora e os sistemas da urna. Algumas também passam por votação simulada, procedimento previsto pelo TRE-MG para conferir o funcionamento do equipamento antes da eleição.
Depois dos testes, as urnas recebem lacres de segurança. Segundo o TRE-MG, são oito lacres em cada equipamento. Eles devem permanecer intactos até o dia da votação. Caso algum esteja danificado ou violado, a urna pode ser substituída por uma de reserva.
Fiscalização
O procedimento pode ser acompanhado por entidades fiscalizadoras, entre elas o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), partidos políticos e missões de observação credenciadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A participação ocorre em diferentes etapas da preparação e da eleição, incluindo a geração de mídias, a carga das urnas e procedimentos de auditoria e testes de integridade.
Foto: Iago Almeida/Terra do Mandu
Em Pouso Alegre, o juiz eleitoral também acompanha pessoalmente o processo e a lacração dos equipamentos. “Encerrado tudo isso, é feita a lacração das urnas. Uma vez que a urna é lacrada, não é possível mais mexer na urna. Ela só vai ser deslacrada, ou seja, rompido o lacre, assim que encerrada a votação”, afirmou Túlio Márcio.
Cada urna é destinada a uma seção
Uma das dúvidas explicadas durante a preparação é por que uma urna não pode simplesmente ser utilizada em qualquer seção. Segundo o juiz, cada equipamento recebe os dados correspondentes à seção eleitoral para a qual foi preparado.
“Cada urna desta recebe os nomes dos seus próprios eleitores. Quem for de outra sessão não consegue votar nesta urna. A gente não tem uma urna igual à outra. Todas as urnas têm sua própria tabela de correspondência”, explicou.
O vínculo entre equipamento, seção e eleitorado é conferido durante a preparação e no dia da votação.
Foto: Iago Almeida/Terra do Mandu
E se a urna apresentar problema?
Os cartórios eleitorais também mantêm urnas de contingência, ou seja, equipamentos preparados para substituir uma urna titular caso seja identificado algum problema que impeça seu funcionamento.
Se houver uma falha considerada insolúvel no equipamento, as mídias da urna que apresentou problema são retiradas e colocadas na urna de reserva. Segundo o juiz eleitoral, o procedimento permite retomar a votação sem apagar os votos que já haviam sido registrados.
“Se a gente detectou que aquela urna está com um problema insolúvel, há uma substituição da urna. É feito o carregamento daquela urna, na hora, pelo técnico. A gente retira as mídias da urna que pifou e insere na urna nova. E a votação é reiniciada naquele ponto de partida, não zera voto, não reseta”, explicou o Juiz Eleitoral.
Foto: Iago Almeida/Terra do Mandu
Pouso Alegre terá 39 locais de votação
Em Pouso Alegre, são 39 locais de votação.
O maior deles é a Escola Municipal Vinícius Meyer, no bairro São Geraldo, com 5.823 eleitores. Em seguida aparece a Univás, no bairro Fátima, com 4.876 eleitores. O terceiro maior local é a Faculdade de Direito, onde 4.726 pessoas estão aptas a votar.
Além dos dados dos candidatos e eleitores, a preparação também inclui a mídia de resultados, responsável por registrar os votos que serão contabilizados em cada urna.
Zerésima e boletim de urna
No dia da eleição, antes do início da votação, o presidente da seção deverá emitir a chamada zerésima. O documento demonstra que não há votos registrados na urna antes da abertura da votação.
A votação começa às 8h. Ao final do dia, às 17h, ou depois de atendido o último eleitor que estiver na fila, é emitido o Boletim de Urna (BU), documento que registra o resultado daquela seção.
Os boletins são utilizados no processo de totalização e também ficam disponíveis para consulta pública. O TSE informa que os boletins enviados para totalização podem ser comparados com aqueles obtidos nas próprias seções eleitorais.
Foto: Iago Almeida/Terra do Mandu
Eleitor terá seis votos
No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, cada eleitor fará seis escolhas: deputado federal, deputado estadual, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente da República.
A recomendação da Justiça Eleitoral é levar uma “colinha” com os números dos candidatos para evitar erros e agilizar a votação. O eleitor pode levar a anotação para a cabine, mas não deve utilizar o celular durante a votação.
A ordem será:
Deputado federal;
Deputado estadual;
Senador — primeira vaga;
Senador — segunda vaga;
Governador;
Presidente.
O TSE alerta que os dois votos para o Senado são destinados a candidaturas diferentes.
Quando será a eleição?
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro. Um eventual segundo turno para presidente e governador está marcado para 25 de outubro. Nos dois casos, a votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
Em Minas Gerais, o TRE-MG informa que o prazo para conclusão da carga das urnas é 29 de setembro nos municípios do interior. Depois de preparadas, as urnas ficam armazenadas em locais com vigilância e são encaminhadas aos locais de votação na véspera ou na madrugada do dia da eleição.
Durante o acompanhamento da preparação em Pouso Alegre, o juiz eleitoral Túlio Márcio Lemos Mota Naves também afirmou que, ao longo dos 30 anos de utilização da votação eletrônica no país, não houve fraude comprovada no sistema, e destacou que diferentes etapas do processo são abertas à fiscalização.
A Justiça Eleitoral orienta os eleitores a conferirem antecipadamente o local de votação e levarem uma anotação com os números dos candidatos escolhidos no dia da eleição.
As urnas eletrônicas que serão utilizadas no primeiro turno das Eleições 2026 já estão sendo preparadas em Pouso Alegre. Nesta quarta-feira (23/9), a imprensa acompanhou no cartório eleitoral o chamado procedimento de carga, etapa em que os equipamentos recebem o sistema de votação, os dados das candidaturas e as informações dos eleitores de cada seção.
Em Minas Gerais, serão preparadas 55.820 urnas eletrônicas para atender um eleitorado de 16.377.659 pessoas. O número consta nos dados oficiais do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).
Na 227ª Zona Eleitoral, que abrange Pouso Alegre e outros quatro municípios, são 141.857 eleitores. Desse total, 112.018 estão em Pouso Alegre. Ao todo, 475 urnas, entre equipamentos titulares e de reserva, passam pelo processo para atender Pouso Alegre, Borda da Mata, Congonhal, Tocos do Moji e Senador José Bento.
Foto: Iago Almeida/Terra do Mandu
O que é a carga da urna?
Durante o procedimento, são inseridas diferentes mídias no equipamento. Uma delas recebe o sistema e os dados necessários para que aquela urna funcione especificamente para determinada seção eleitoral.
Isso significa que cada equipamento é preparado para um local e uma seção específicos. Os dados dos eleitores daquela seção são inseridos na urna correspondente.
“Nós temos as mídias de carregamento, as mídias de votação e transmissão. São todas inseridas nessa urna. A mídia de carregamento vai inserir os dados dos candidatos e dos eleitores daquela seção específica”, explicou o juiz eleitoral Túlio Márcio Lemos Mota Naves.
Foto: Iago Almeida/Terra do Mandu
Além da inserção dos dados, os equipamentos passam por testes de funcionamento. São verificados itens como teclado, tela, áudio, impressora e os sistemas da urna. Algumas também passam por votação simulada, procedimento previsto pelo TRE-MG para conferir o funcionamento do equipamento antes da eleição.
Depois dos testes, as urnas recebem lacres de segurança. Segundo o TRE-MG, são oito lacres em cada equipamento. Eles devem permanecer intactos até o dia da votação. Caso algum esteja danificado ou violado, a urna pode ser substituída por uma de reserva.
Fiscalização
O procedimento pode ser acompanhado por entidades fiscalizadoras, entre elas o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), partidos políticos e missões de observação credenciadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A participação ocorre em diferentes etapas da preparação e da eleição, incluindo a geração de mídias, a carga das urnas e procedimentos de auditoria e testes de integridade.
Foto: Iago Almeida/Terra do Mandu
Em Pouso Alegre, o juiz eleitoral também acompanha pessoalmente o processo e a lacração dos equipamentos. “Encerrado tudo isso, é feita a lacração das urnas. Uma vez que a urna é lacrada, não é possível mais mexer na urna. Ela só vai ser deslacrada, ou seja, rompido o lacre, assim que encerrada a votação”, afirmou Túlio Márcio.
Cada urna é destinada a uma seção
Uma das dúvidas explicadas durante a preparação é por que uma urna não pode simplesmente ser utilizada em qualquer seção. Segundo o juiz, cada equipamento recebe os dados correspondentes à seção eleitoral para a qual foi preparado.
“Cada urna desta recebe os nomes dos seus próprios eleitores. Quem for de outra sessão não consegue votar nesta urna. A gente não tem uma urna igual à outra. Todas as urnas têm sua própria tabela de correspondência”, explicou.
O vínculo entre equipamento, seção e eleitorado é conferido durante a preparação e no dia da votação.
Foto: Iago Almeida/Terra do Mandu
E se a urna apresentar problema?
Os cartórios eleitorais também mantêm urnas de contingência, ou seja, equipamentos preparados para substituir uma urna titular caso seja identificado algum problema que impeça seu funcionamento.
Se houver uma falha considerada insolúvel no equipamento, as mídias da urna que apresentou problema são retiradas e colocadas na urna de reserva. Segundo o juiz eleitoral, o procedimento permite retomar a votação sem apagar os votos que já haviam sido registrados.
“Se a gente detectou que aquela urna está com um problema insolúvel, há uma substituição da urna. É feito o carregamento daquela urna, na hora, pelo técnico. A gente retira as mídias da urna que pifou e insere na urna nova. E a votação é reiniciada naquele ponto de partida, não zera voto, não reseta”, explicou o Juiz Eleitoral.
Foto: Iago Almeida/Terra do Mandu
Pouso Alegre terá 39 locais de votação
Em Pouso Alegre, são 39 locais de votação.
O maior deles é a Escola Municipal Vinícius Meyer, no bairro São Geraldo, com 5.823 eleitores. Em seguida aparece a Univás, no bairro Fátima, com 4.876 eleitores. O terceiro maior local é a Faculdade de Direito, onde 4.726 pessoas estão aptas a votar.
Além dos dados dos candidatos e eleitores, a preparação também inclui a mídia de resultados, responsável por registrar os votos que serão contabilizados em cada urna.
Zerésima e boletim de urna
No dia da eleição, antes do início da votação, o presidente da seção deverá emitir a chamada zerésima. O documento demonstra que não há votos registrados na urna antes da abertura da votação.
A votação começa às 8h. Ao final do dia, às 17h, ou depois de atendido o último eleitor que estiver na fila, é emitido o Boletim de Urna (BU), documento que registra o resultado daquela seção.
Os boletins são utilizados no processo de totalização e também ficam disponíveis para consulta pública. O TSE informa que os boletins enviados para totalização podem ser comparados com aqueles obtidos nas próprias seções eleitorais.
Foto: Iago Almeida/Terra do Mandu
Eleitor terá seis votos
No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, cada eleitor fará seis escolhas: deputado federal, deputado estadual, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente da República.
A recomendação da Justiça Eleitoral é levar uma “colinha” com os números dos candidatos para evitar erros e agilizar a votação. O eleitor pode levar a anotação para a cabine, mas não deve utilizar o celular durante a votação.
A ordem será:
Deputado federal;
Deputado estadual;
Senador — primeira vaga;
Senador — segunda vaga;
Governador;
Presidente.
O TSE alerta que os dois votos para o Senado são destinados a candidaturas diferentes.
Quando será a eleição?
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro. Um eventual segundo turno para presidente e governador está marcado para 25 de outubro. Nos dois casos, a votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
Em Minas Gerais, o TRE-MG informa que o prazo para conclusão da carga das urnas é 29 de setembro nos municípios do interior. Depois de preparadas, as urnas ficam armazenadas em locais com vigilância e são encaminhadas aos locais de votação na véspera ou na madrugada do dia da eleição.
Durante o acompanhamento da preparação em Pouso Alegre, o juiz eleitoral Túlio Márcio Lemos Mota Naves também afirmou que, ao longo dos 30 anos de utilização da votação eletrônica no país, não houve fraude comprovada no sistema, e destacou que diferentes etapas do processo são abertas à fiscalização.
A Justiça Eleitoral orienta os eleitores a conferirem antecipadamente o local de votação e levarem uma anotação com os números dos candidatos escolhidos no dia da eleição.
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