
Tribunal do Júri em Pouso Alegre. Imagem Renan Bandana/Arquivo Terra do Mandu.
Um júri realizado sem a presença do réu absolveu Matheus Silva de Oliveira da acusação de homicídio qualificado, em Pouso Alegre. A sentença do Tribunal de Justiça de Minas Gerais saiu nesta quarta-feira (1º/7). O crime aconteceu há sete anos.
Renato Pereira Marins foi morto a facadas aos 21 anos, em uma confusão no bairro Cidade Jardim, na noite de 13 de janeiro de 2019. O Ministério Público (MPMG) denunciou Matheus por homicídio qualificado, devido a motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo o advogado de defesa, Valdomiro Vieira, Matheus agiu em legítima defesa. O réu de 30 anos teve a casa invadida por um casal desconhecido e pela vítima que os perseguia e foi esfaqueada.
Ele respondeu ao processo em liberdade. O advogado detalha que esse crime desencadeou problemas psiquiátricos no réu.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais o liberou de estar presente no júri devido aos problemas psiquiátricos comprovados. O advogado explica que a medida visou evitar riscos para ele e para os participantes do júri.
Vítima e acusado não teriam ligação
A Polícia Militar registrou na época, que Renato começou a brigar no meio da rua com o atual namorado da ex-namorada dele. O casal entrou na casa de um vizinho para se esconder. O morador da casa era Matheus.
Renato atirou pedras no portão e invadiu o imóvel. Na versão do boletim de ocorrência, Matheus não tinha envolvimento com nenhum deles e pegou uma faca para impedir que Renato continuasse com as agressões.
A confusão continuou e Renato levou três facadas. Ele foi socorrido, mas morreu a caminho do hospital. Matheus fugiu do local do crime. Ele se apresentou na Delegacia de Polícia Civil dois dias depois.
Confira a reportagem publicada na época sobre o caso:
Jovem morto a facadas em confusão no Cidade Jardim é enterrado
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