Genro acusado de matar sogro oficial de justiça será levado a júri popular

Homem não aceitava o fim do relacionamento com a filha da vítima. Marcos Baret era de Pouso Alegre e foi morto em Carmo do Rio Claro, onde tinha chácara.

Magson Gomes / 02 julho 2026

O homem acusado de matar o sogro a tiros porque não aceitava o fim do relacionamento com a filha da vítima irá a júri popular nesta quarta-feira (8/7). O julgamento será na comarca de Carmo do Rio Claro, onde o crime aconteceu, em novembro de 2024.

Ricardo Fernandes de Souza foi preso quase um mês após o crime. O homem, de 42 anos, estava escondido em um sítio, na zona rural de Boa Esperança, também no Sul de Minas.

O oficial de justiça Marcos Baret faleceu dois dias após ter sido baleado nas costas. O crime foi na chácara da vítima, em Itaci, distrito de Carmo do Rio Claro. Um vizinho ouviu disparos de arma, seguidos de gritos, e quando foi até o sítio do oficial de justiça, o encontrou caído e com ferimentos graves.

Baret foi levado para a Santa Casa de Passos, mas não resistiu. O corpo dele foi sepultado em Pouso Alegre, onde trabalhou por muitos anos e mantinha residência.

O acusado não aceitava o fim do relacionamento com a filha do oficial de justiça. Os dois tiveram um filho juntos e, justamente, após o nascimento da criança que o comportamento do homem teria mudado.

O advogado que será o assistente de acusação no julgamento conversou com o Terra do Mandu. Rovilson Carvalho conta que a filha sofria violência doméstica e já havia se mudado de Carmo do Rio Claro, voltando para Pouso Alegre. Foi nesse tempo que Ricardo agiu. Veja no vídeo acima o que diz o advogado.

Após o crime, o homem fugiu e se escondeu. Policiais civis da cidade de Boa Esperança conseguiram informações do paradeiro dele. Na manhã desta quinta, os policiais foram à região conhecida como “Rio Grande”, zona rural de Boa Esperança, onde encontraram e prenderam o homem, preventivamente.

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