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Projeto de lei quer ampliar proibição de fogos de artifício com estampido em Pouso Alegre

Projeto de lei quer ampliar proibição de fogos de artifício com estampido em Pouso Alegre

Os vereadores de Pouso Alegre/MG aprovaram, em primeiro turno, a ampliação da proibição de fogos de artifício de estampido e artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso no município. A aprovação aconteceu na sessão desta terça-feira (7/4), por unanimidade.

Confira o Projeto de Lei na íntegra!

O Projeto de Lei nº 8.249/2026, de autoria do vereador Hélio Carlos de Oliveira, será novamente votado pelos vereadores, na próxima semana, antes de ir para a sanção do prefeito Coronel Dimas.

De acordo com o documento, o PL quer a alteração de um artigo do Código de Posturas de Pouso Alegre (artigo 179), que tornaria proibidos o transporte, a comercialização e o armazenamento desses produtos.

O objetivo, conforme a justificativa do vereador Hélio da Van, é proteger grupos como pessoas hospitalizadas, com Transtorno do Espectro Autista (TEA), idosos, crianças e animais dos efeitos prejudiciais da poluição sonora.

Projeto de Lei, que ainda terá segunda votação na Câmara, é de autoria do vereador Hélio da Van / Foto: Câmara

O descumprimento da regra poderia acarretar advertência, multa e cassação do alvará de funcionamento, dependendo o caso. Contudo, a norma não se aplica aos fogos de artifício de vista (que não tem estampido) e nem aos artefatos pirotécnicos de efeito sonoro de baixa intensidade.

Diz um trecho do projeto / Foto: Reprodução Câmara

O que diz a Lei atual?

Desde 2019, há uma proibição do uso de fogos de artifício com estampido em Pouso Alegre. Na época, o então prefeito Rafael Simões assinou o decreto 5.055/2019, para regulamentar uma lei municipal, que já existia desde 1988 no código de posturas (artigo 86), mas que não tinha sido regulamentada antes.

Pelo decreto, a única possibilidade de soltar fogos de artifício no município, atualmente, é em datas de comemorações públicas ou religiosas, desde que o interessado obtenha uma licença especial junto a prefeitura para a data e horário específico.

De acordo com o decreto assinado em 2019, o uso de fogos com estampido traz prejuízos à saúde humana, em especial crianças e idosos, pessoas com necessidades especiais e/ou enfermas, com deficiência auditiva, que utiliza aparelhos que amplificam o barulho dos fogos de artifício. Também considera os danos aos animais domésticos e silvestres, causa defendida pelos projetores dos animais.

Continuam permitidos na cidade, por exemplo, os chamados fogos de vista, que não têm estampido, e os que produzem barulho de baixa intensidade. Veja o que disse Rafael Simões, na época da aprovação:

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