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Cimed vai inaugurar maior fábrica de medicamentos da América Latina

Na mesma semana em que anunciou inauguração, empresa lançou foguete em projeto espacial inovador

Nayara Andery
27/12/2021

nova sede da Cimed vai levar a empresa ao patamar de maior indústria farmacêutica da América Latina, afirma o CEO, João Adibe Marques.  Em entrevista ao Terra do Mandu, ele conta que em janeiro de 2022 será inaugurada a nova planta da fábrica, em Pouso Alegre. O objetivo é ampliar de 10 para quase 25% a fabricação de todos medicamentos do mercado interno brasileiro e gerar até 500 empregos. Além da ampliação, o grupo investiu em descoberta espacial em parceria com instituições internacionais.

A empresa tem mais de 770 mil metros quadrados de área total com indústria, centro de distribuição e parque gráfico em Pouso Alegre e São Sebastião da Bela Vista, ambas no Sul de Minas. Segundo informação institucional, o faturamento previsto em 2021 é de R$ 2,3 bilhões, são 20% a mais que no ano anterior.

Produtos comercializados pela empresa representam “10% de todo medicamento vendido no Brasil. São 450 milhões de caixas de medicamento por ano vendidas, saindo aqui da nossa unidade de Pouso Alegre.” Novo parque fabril em Pouso Alegre depende apenas de certificação para ser inaugurado, afirma o empresário. Essa sede vai permitir um salto da empresa, com capacidade total prevista para “quase 25% de tudo que é vendido no Brasil”.

Geração de empregos

As contratações já começaram, aponta o empresário. Segundo Adibe, à medida que as linhas de fabricação receberem certificação serão contratados mais funcionários. A expectativa do grupo é contratar cerca de 300 pessoas. O total deve chegar a 500 contratações no primeiro ano de funcionamento, a depender das certificações.

Pesquisa espacial sobre Covid e medicina regenerativa

Foguete lançado na última semana levou uma proteína do vírus Covid-19 para o espaço sideral, pelo projeto Cimed X. O investimento no projeto é de cerca de R$ 300 milhões. A parceria internacional para pesquisa farmacêutica conta com o apoio da agência espacial americana NASA.  “Nós somos patrocinadores desse projeto junto com vários órgãos.” A iniciativa é pioneira entre empresas brasileiros do setor.

O foguete foi lançado “para cristalização da proteína do Covid”. O intuito é fazer descobertas fora da órbita terrestre e avançar em pesquisas que beneficiem “a população mundial”, destaca Adibe.  A medicina regenerativa também é foco do projeto espacial. “Esse é um projeto a longo prazo, que deve levar entre quatro a cinco anos. E a gente vai usar o espaço justamente para poder acelerar isso”.

 

 

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