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Polícia Civil prende 30 pessoas em operação contra crime organizado

As prisões ocorreram em Itajubá, Pouso Alegre e outras cidades da região e até em Dourados (MS).

Magson Gomes
20/10/2021

Maioria dos alvos da ‘Operação Caronte II’ eram em Itajubá. Foto: reprodução Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu 30 durante operação realizada na manhã desta quarta-feira (20). Os principais alvos são de Itajubá, Sul de Minas, mas houve prisões em outras cidades da região e até em Dourados (MS). A ‘Operação Caronte II’ investiga práticas de crime organizado, tráfico de drogas e ‘tribunal do crime’, . (Matéria atualizada após a conclusão da operação)

Segundo o delegado que coordenou os trabalhos, Alexandre Boari, as investigações tiveram início a cerca de seis meses e é um desdobramento da operação de mesmo nome realizada em agosto do ano passado. “Integrantes da organização criminosa realizava julgamentos paralelos de pessoas, que ao seu juízo, não cumpriam as normas estabelecidas pela própria organização criminosa”, disse o delegado.

Além das 30 pessoas presas, os policiais apreenderam maconha, cocaína, crack, munições, celulares e documentos que ainda serão catalogados para a continuidade dos inquéritos, que podem levar a mais suspeitos.

Operação Caronte II – Foto – reprodução Polícia Civil

“Tribunal do crime”

Ainda conforme a Polícia Civil, por meio de um tribunal, composto por membros da organização, as partes envolvidas eram levadas a um local determinado onde mediante atuação de outros integrantes era realizado o julgamento das pessoas e aplicação das penas que consistiam, em alguns casos, em agressões.

“Um trabalho intenso de investigação que realizamos e conseguimos identificar suspeitos pertencentes à facção criminosa que vinham criando uma espécie de ‘justiça privada’, em que levavam pessoas que quebravam regras impostas por esta organização”, explica o delegado Alexandre Boari.

Inclusive o nome da operação, Caronte, é uma referência ao personagem da Mitologia Grega, o barqueiro de Hades, deus do Inferno, que transporta as almas dos recém-mortos para o submundo. De acordo com a Polícia Civil, a analogia está em levar os investigados à verdadeira Justiça, não a informal e ilícita que os suspeitos efetuam.

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