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Representantes do poder público e iniciativa privada discutem segurança cibernética

Fórum Nacional de Cibersegurança foi realizado no Inatel, que inaugurou primeiro centro de pesquisa aplicada sobre o tema no Brasil.

Magson Gomes
07/10/2021

A internet está cada vez mais presente na vida das pessoas e das coisas. A pandemia da Covid-19 ainda acelerou mais o processo da transformação digital no Brasil, que ainda está em curso e terá um salto quando a tecnologia 5G se tornar uma realidade no cotidiano. Com tanta gente e empresa conectada, os criminosos aproveitam para invadir sistemas para roubar dados e/ou aplicar golpes milionários.

Nesta quinta-feira (07), foi realizado o Fórum Nacional de Cibersegurança. O evento ocorreu na sede do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí, através de uma parceria com a Huawei, é líder global em soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Representantes de instituições públicas e privadas participaram das discussões.

O Inatel inaugurou, recentemente, o primeiro Centro de Segurança Cibernética do Brasil. O diretor da instituição, Carlos Nazareth Motta Marins, conta que o objetivo é desenvolver ações, projetos e programas nas áreas da Educação, Pesquisa Aplicada, Testes e Certificações e Serviços na área.

“No contexto que a gente vive de transformação digital é sempre muito importante a gente discutir a questão da segurança cibernética pelas necessidades futuras e pelo que a gente já vive”, afirma.

Somente neste ano, as perdas com incidentes do tipo podem chegar a US$ 6 trilhões no mundo todo, de acordo com um estudo da consultoria alemã Roland Berger. Ainda segundo o documento, o Brasil é um dos principais alvos globais, atrás apenas de EUA, Reino Unido, Alemanha e África do Sul.

O Diretor Global de Cibersegurança da Huawei, Marcelo Motta, afirma que esses ataques não cessam. A questão da segurança cibernética existe de longa data. Na medida que nossa vida vai ficando cada vez mais digital, a quantidade desses ataques cresce exponencialmente.

“O impacto desses golpes é gigantesco, como a gente tem visto dia sim, dia não, com números que podem chegar a US$ 6 trilhões. Valor absurdo. Maior que o PIB do Japão. Muito grande mesmo”, diz.

“Daí a necessidade de planejar equipamentos mais seguros, redes mais seguras para resistir a esses ataques. Além dos investimentos em tecnologia, é preciso investir na educação da população e compartilhar casos ocorridos para evitar que o cidadão comum seja atingido por esses golpes”.

De acordo com o diretor, Huawei recebe mais de 10 milhões de ataques por mês. “Somente o ano passado a gente colocou mais de US$ 1 bilhão na área de pesquisa e desenvolvimento, especificamente, em segurança cibernética e proteção de dados e privacidade”.

O Secretário de Empreendedorismo e Inovação no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo Alvim, a transformação digital já estava chegando na sociedade brasileira. Mas foi acelerada durante a pandemia da covid-19. Duas tecnologias são estratégicas nesse processo todo.

“Houve uma aceleração da transformação digital após o início da pandemia da Covid-19. Isso significa o uso, cada vez mais, das tecnologias digitais, um esforço de convergência de tecnologias. Duas tecnologias são estratégicas nesse processo todo.

Uma é o uso da inteligência artificial. Cada vez mais vamos usar a inteligência artificial. Aí, tem um pressuposto não só de aspectos tecnológicos, mas de ética, um conjunto do bom uso, esse tipo de coisa.  A outra é a segurança cibernética, que é uma questão de garantias para governos, para setor produtivo, para empresas e, principalmente, para o cidadão.

Então, essa discussão que se faz aqui, no momento em que a gente está se preparando para a incorporação das tecnologias 5G é estratégico.

Temos que parabenizar os colegas do Inatel, que é parceiro histórico do Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovações. E mais ainda, um processo em parceria com o setor privado”.

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