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VÍDEO: Delegado da PF fala de operação que apura desvios na Caixa

Mandados foram cumpridos em Pouso Alegre e Ouro Fino. Empregado da Caixa usado dados falsos e desviado um valor de R$ 345 mil do banco estatal.

Magson Gomes
01/06/2021

A reportagem do Terra do Mandu conversou com o delegado da Polícia Federal, João Carlos Girotto, que está à frente das investigações na operação que apura desvios na Caixa Econômica Federal.

Nesta terça-feira (1/6), foi deflagrada a Operação “PRAEFECTUS” (bancário em latim) para apurar os crimes de peculato na modalidade desvio, inserção de dados falsos em sistema de informações e associação criminosa.

O principal investigado cometeu o crime quando foi gerente em agências da Caixa Econômica Federal em cidades do Sul de Minas. Quais cidades ele trabalhou não foi informado pela PF. Mas, conforme o delegado, nenhuma delas foi em Pouso Alegre, onde o ex-funcionário apenas tem moradia fixa.

De acordo com o delegado da PF, enquanto era funcionário da Caixa, o gerente fez os empréstimos em nomes de correntistas do banco, chegando a um montante de R$ 345 mil. Ele também aprovou empréstimos com taxas menores para financiamento de veículos em nome de um comerciante de Ouro Fino, que seria o laranja no esquema.

Após a Caixa Econômica Federal descobrir as fraudes e iniciar o processo administrativo interno, o gerente pediu demissão do banco. Ele chegou a iniciar o pagamento de alguns empréstimos feitos em nomes de terceiros. Mas restou um prejuízo de R$ 100 mil para a Caixa. O caso passou a ser investigado pela Polícia Federal, que culminou na operação desta terça-feira.

Materiais apreendidos

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, os policiais federais apreenderam celulares, computadores, além de diversos documentos.

Os investigados não chegaram a ser conduzidos. Eles serão ouvidos nos próximos dias, assim como outras pessoas indicadas pela investigação.

Os suspeitos estão sendo investigados pelos crimes de peculato na modalidade desvio, inserção de dados falsos em sistema de informações e associação criminosa, com penas que, somadas, podem chegar a 27 anos de reclusão.

“A investigação detectou que, durante 2016 e 2017, empregado da Caixa Econômica Federal que ocupou cargo de gerência em agências da região sul de Minas Gerais teria, com o auxílio de pessoas estranhas aos quadros do banco público, criado 23 falsos empréstimos em nome de correntistas, à revelia destes”, informa a PF.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, em alguns casos, os empréstimos fraudulentos se destinavam à compra de veículos, que foram registrados em nome de terceiros.

A Polícia Federal representou por dois mandados judiciais de busca e apreensão, expedidos pela Subseção Judiciária Federal em Pouso Alegre/MG e cumpridos nas cidades mineiras de Pouso Alegre e Ouro Fino.

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