Pouso Alegre

Setembro Dourado conscientiza sobre câncer infanto-juvenil e como o diagnóstico precoce salva vidas

Médico da Oncominas detalha que crianças e adolescentes têm 80% de chance de cura com diagnóstico precoce. Conheça os sintomas e tipos de câncer mais comuns dos 0 aos 19 anos.

Nayara Andery / 17 setembro 2026

Sintomas, cura e mitos sobre o câncer infanto-juvenil são o centro do Setembro Dourado. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que a chance de cura supera 80% quando há diagnóstico e tratamento precoces. “Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, melhores as taxas de sobrevida e de cura”, destaca o médico oncologista da Oncominas, Maurício Dutra.
O Brasil deve registrar 7.560 novos casos por ano, entre 2026 e 2028, aponta o INCA. Em Pouso Alegre e região, há muitas crianças e adolescentes em tratamento oncológico na Oncominas, a maior rede de tratamento do câncer no Sul de Minas.
Dutra explica que o câncer é a principal causa de morte (8%) dos 0 aos 19 anos, mas em contrapartida, esse faixa etária tem alta chance de cura. Formado em Medicina em Barbacena (MG), o oncologista se especializou em pediatria em Pouso Alegre (MG) e em Oncologia Pediátrica no Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto (SP), área na qual tem vasta experiência.
Ele esclarece que o câncer infantil é uma forma de abordar diferentes tipos de tumor. Tratar do tema com delicadeza, humanização e de forma lúdica é importante para iniciar o tratamento. É assim que a equipe Oncominas atende os pacientes.
“É uma carninha que cresceu em um lugar que não era para ter crescido”, é assim que o médico explica a doença aos pacientes infantis de uma forma mais leve. Ele acrescenta que os tumores são massas ou alterações na morfologia dos órgãos que fazem as células crescerem desordenadamente. Isso gera disfunção orgânica do órgão afetado.
Há sintomas muito parecidos com de outras doenças comuns na infância, alerta Dutra. Ele lembra que a população e os profissionais de saúde devem ficar atentos a todos os pequenos sintomas e buscar um profissional da oncologia para ter o diagnóstico o mais cedo possível. Assim é possível identificar se é um caso de câncer ou de outra doença.
Os tumores infanto-juvenis mais comuns são a leucemia e o linfoma, no sistema hematológico. Com sintomas de febre prolongada, palidez, desânimo, roxos nas pernas que podem indicar plaqueta mais baixa, sangramento nasal e na gengiva. Em segundo lugar estão tumores no sistema nervoso central, que causam principalmente dor de cabeça tão intensa que pode fazer chorar e acordar com dor à noite, dores associadas a vômito.
É preciso abordar os mitos. O médico explica que muitos pais se culpa pelo câncer dos filhos, mas isso é um mito, pois é incomum ter hábitos ou agentes externos associados a tumores nessa idade. “Por exemplo, um adulto tabagista tem possibilidade maior de desenvolver câncer de pulmão, de garganta. A criança não tem muito tempo de exposição a agente externo. É uma questão geralmente constitucional e genética. E há muita esperança nos tratamentos.”
“O câncer infantil é uma doença muito grave. A gente não pode ‘brincar’ e não pode demorar nas terapias”, enfatiza Dutra. O que chama a atenção do oncologista é que as crianças costumam enfrentar o tratamento mais esperançosas, animadas e fortes do que muitos adultos. Ele acrescenta que há prognóstico muito bons nas crianças, mas cada paciente é único.
Agir rapidamente eleva as chances de cura. Procure um médico oncologista para diagnosticar ou descartar a doença. Em caso de tumor, é preciso fazer o tratamento ou cirurgia indicados para cada caso.
Oferecer atendimento humanizado amplia o bem-estar do pacientes e melhora durante o tratamento. Na Oncominas essa humanização é prioridade desde a equipe, estrutura e direcionamento de investimentos. A clínica em Pouso Alegre tem ala de oncologia pediátrica com brinquedoteca e personagens, para trazer mais de tranquilidade no momento do tratamento.

Brinquedoteca dentro da Oncologia Pediátrica da Oncominas em Pouso Alegre. Imagem Nayara Andery.

Durante os tratamentos intensos, com quimioterapias semanais ou quinzenais duas semanas, “a criança precisa estar em um ambiente tranquilo para que isso aconteça da melhor forma possível. Então na Oncominas a ideia de ter um espaço separado para as crianças, do adulto, onde a criança pode brincar com brinquedos, tornar o processo um pouco mais lúdico, faz com que a gente alivie um pouco a dor dessa criança e alivie um pouco a dor dessa família durante o tratamento”.

Mais Lidas