Categoria: Política

Dino Francescato estava na administração de Rafael Simões desde janeiro de 2017. Os motivos da saída seria assuntos pessoais e pela idade. Durante a sessão de ontem, vereadores comentaram a gestão de Francescato na pasta.

Foto: Ascom/PMPA

O empresário Dino Francescato deixou o posto de secretário municipal de Desenvolvimento de Econômico da prefeitura de Pouso Alegre. A notícia foi confirmada pela assessoria de comunicação da prefeitura.

No final da tarde desta quarta-feira (06) foi divulgada uma carta, assinada pelo empresário, onde ele explica os motivos para deixar o cargo e agradece ao prefeito Rafael Simões (PDSB) pelo período que esteve no governo municipal. Dino Francescato ainda afirma que, mesmo fora do posto, continuará contribuindo para a atração de mais investimentos para a cidade.

Carta em que Dino Francescato explica os motivos para deixar a pasta. reprodução

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o substituto ainda não foi informado para o cargo.

VASTA EXPERIÊNCIA GESTÃO INDUSTRIAL

No currículo de Dino Francescato, publicado no site da prefeitura, informa o secretário tem vasta experiência em Gestão Industrial sendo responsável pelo desenvolvimento de projetos de implantação de fábricas na Argentina, Colômbia, México, Escócia, França, Holanda, Coréia, Japão, Taiwan e Hong Kong, além de vários projetos de racionalização e modernização de outras unidades em diversos outros países.

Dino Francescato estava na administração do prefeito Rafael Simões (PSDB) desde o início do governo, em janeiro de 2017. Ele era considerado como um dos mais importantes nomes da administração, responsável por atrair grandes investimentos para a cidade.

Diretores da Unilever, prefeito e o secretário de Desenvolvimento Econômico durante anúncio em 2018. (Foto: Terra do Mandu)

Nesse período, Francescato participou das conversas que confirmaram o retorno para Pouso Alegre da linha Hellmann´s e Arisco da Unilever. O investimento para ampliação da fábrica na cidade é de R$ 127 milhões. As operações começam neste segundo semestre de 2019, com geração de 200 empregos diretos e 150 indiretos.

Em 1975, Dino Francescato foi responsável pela chegada da Refinações de Milho Brasil LTDA a Pouso Alegre, hoje Unilever.

Ainda na atual administração, Francescato esteve envolvido nas negociações com grupos farmacêuticos que estão investindo R$ 1,4 bilhão, transformando Pouso Alegre em polo do setor.

Ainda como secretário, Dino afirmou que “a posição geográfica e a logística são pontos favoráveis, mas o que realmente tem alavancado a vinda de novos investimentos para a cidade é a mudança de perspectiva com relação ao tratamento dispensado a quem quer investir aqui. Temos procurado atender a todos os grupos empresariais que chegam, mostrando que o município tem mão de obra qualificada e uma excelente estrutura urbana, com oferta de universidades, unidades de saúde especializadas e toda a rede de serviços encontrada em grandes centros urbanos”.

ASSUNTO NA CÂMARA

Durante a sessão ordinária desta terça-feira (05), vereadores da base do prefeito agradeceram os serviços prestados pelo secretário nesses quase três anos no governo. Os parlamentares destacaram os investimentos atraídos no período, com a criação de novas vagas de emprego.

Categoria: Política

Nova rodada começa nesta segunda e vai até sexta. A elaboração do plano diretor é obrigatória para cidades acima de 20 mil habitantes. Ele é um instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana.

Novos edifícios e novos loteamentos não param de surgir na cidade. Esse desenvolvimento precisa é orientado pelo PDM. Foto: Magson Gomes/Terra do Mandu

Nesta segunda-feira (21) tem início a 3ª rodada de audiências públicas para elaboração do Plano Diretor de Pouso Alegre. O debate de hoje será no CAIC do bairro São João, a partir das 19h. Os moradores são convidados a participar. Até a próxima sexta (25), outras regiões da cidade receberão as reuniões itinerantes.

O assunto na pauta da rodada é: “Estratégias de Desenvolvimento Urbano, Macrozoneamento e Zoneamento Urbano”. A elaboração do plano diretor é obrigatória para cidades acima de 20 mil habitantes. Ele é um instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana.

Em Pouso Alegre, os trabalhos são coordenados pela Superintendência de Projetos Especiais da Prefeitura, com orientação de técnicos da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI).

ESTUDO PROJETA QUE POUSO ALEGRE PODERÁ CHEGAR A 280 MIL HABITANTES DAQUI 20 ANOS

“O Plano Diretor Municipal é obrigatoriamente participativo e deve garantir que a prefeitura, vereadores e comunidade, por meio de representantes da sociedade civil organizada de vários setores, participem da sua elaboração, traçando as diretrizes para o desenvolvimento geral do município”, explica o coordenador José Carlos Costa.

A principal finalidade do Plano Diretor é orientar a atuação do poder público e da iniciativa privada na construção dos espaços urbano e rural na oferta dos serviços públicos essenciais, visando assegurar melhores condições de vida para a população. O PDM define a política para a solução dos problemas escolhidos e fixa objetivos e diretrizes da organização territorial.

As audiências públicas serão realizadas nos seguintes locais e horários:

21/10 – segunda-feira, 19h – CAIC São João – Av. Três Corações, 1450 –  (região do bairro São João)

21/10 – segunda-feira, 19h – UAITEC (Av. Ver. Antonio da Costa Rios, 1.154 – São Geraldo)

22/10 – terça-feira, 19h – CAIC Árvore Grande – Rua Ennes Baganha, 315  (região do bairro Árvore Grande)

22/10 – terça-feira, 19h30 – Salão Paroquial do bairro Pantano – Praça Dom Otávio (região do Distrito do Pantano)

23/10 – quarta-feira, 19h – Escola Municipal Pio XII – Rua Hilda Maria Bueno (região do bairro Cidade Jardim)

23/10 – quarta-feira, 19h – Câmara Municipal – Av. São Francisco (região do bairro Primavera e Centro)

24/10 – quinta-feira, 19h30 – Escola Municipal do Cervo (região do bairro do Cervo)

24/10 – quinta-feira, 19h – Escola Municipal Dr. Vasconcelos Costa – Rua Sebastião Nicolau Andrade, 45 (região do bairro Faisqueira)

25/10 – sexta-feira, 19h – Escola Municipal Clarisse Toledo  – Rua Palmeiras da Concórdia, 317 (região do bairro São Cristóvão)

25/10 – sexta-feira, 19h30 – Escola Municipal do Algodão (região do bairro Algodão)

Informações detalhadas sobre as etapas e produtos que estão sendo desenvolvidos no PDM, estão disponíveis no site http://www.planodiretor.pousoalegre.neiru.org/

Categoria: Política

Para o prefeito de Pouso Alegre, Rafael Simões (PSDB), não resta dúvida de que a cidade é a ‘locomotiva’ do Sul de Minas. Segundo ele, Pouso Alegre cresce e traz consigo outras cidades circunvizinhas.

Rafael Simões afirma que o governo do estado precisa olhar com mais carinho para o Sul de Minas, “a grande joia da coroa hoje, em especial para Pouso Alegre, que está se destacando como a cidade que mais cresce”.

Na entrevista a seguir, o prefeito comenta sobre os investimentos que estão sendo feitos na cidade, com novas industrias que chegam e atraem outras empresas fornecedoras. Simões lembra que Pouso Alegre tem um polo industrial multissetorial, com forte presença de empresas farmacêuticas e alimentícias, que sofrem menos impacto de uma crise nacional e mantêm o bom desempenho na economia do município.

Rafael Simões também fala das ações da prefeitura para garantir que a cidade continue se desenvolvendo e não perca a qualidade de vida.

CONFIRA A ENTREVISTA EM VÍDEO:

Terra do Mandu: – Prefeito, por que o senhor considera Pouso Alegre como locomotiva do Sul de Minas?

Rafael Simões, prefeito de Pouso Alegre: Olha, eu não tenho dúvida de que hoje Pouso Alegre é a cidade mais importante do Sul de Minas, é a locomotiva que carrega não só a si própria, como traz junto as cidades circunvizinhas. Porque hoje nós somos o maior polo farmacêutico de Minas Gerais e um dos maiores do Brasil, além disso temos aqui indústrias alimentícias de expressão muito grande, como a Unilever, a General Mills [antiga Yoki] e agora chegando a Aryzta [empresa suíça que anunciou vinda para a cidade, com investimento de R$ 150 milhões]. Então, nós temos aqui um polo farmacêutico e um polo de alimentação muito importantes.

Terra do Mandu: Pouso Alegre tem um polo industrial multissetorial. O senhor considera algum setor mais importante para a cidade?

Rafael Simões: Eu acho que todos se somam para poder trazer qualidade de vida para a população. Porque nós temos setores que não vivem em crise, não dependem muito do mercado, porque com saúde não se brinca. Então, as pessoas precisam tomar remédio. Da mesma forma na área alimentícia, as pessoas têm que comer. Então, são indústrias que não estão muito vulneráveis às crises porque passam o país.

Terra do Mandu: Como o senhor já disse, Pouso Alegre é o polo farmacêutico de Minas Gerais –  em três anos, R$ 1 bilhão e R$ 400 milhões de investimentos estão sendo feitos por aqui. O que falta para Pouso Alegre se tornar um polo farmacêutico nacional, que hoje é a cidade de Anápolis, em Goiás?

Rafael Simões: Nós já estamos trabalhando nisso. Porque na medida em que essas indústrias farmacêuticas estão chegando, elas trazem os prestadores juntos, e a gente tem feito esse trabalho junto a todas as indústrias.

Eu me reuni com a Cimed, que irá fazer um investimento de R$ 190 milhões na antiga fábrica da Locomotiva. O Grupo Cimed já está fazendo contato com seus fornecedores para que eles venham ficar mais próximos. Da mesma forma que a Biolab está chegando com seu complexo industrial e o centro de distribuição; a Cristália [dona da Sanobiol que já está no município] também vai fazer um centro de distribuição. Nós acabamos de assinar com a Supera RX, que vai faturar R$ 50 milhões por mês em Pouso Alegre. Tudo isso vai se somando, e eles vão se ajudando, até porque eles querem o fornecedor próximo para poder reduzir custos de locomoção da mercadoria.

Terra do Mandu: Prefeito, de que forma esse tipo de emprego, principalmente no setor farmacêutico, é bom para a cidade?

Rafael Simões: São empregos de qualidade. Nós teríamos que entender que o processo econômico é sistêmico. Se eu tenho um emprego de qualidade, se eu ganho bem, eu posso gastar no comércio, eu posso gastar na construção civil, ou seja, de fato nós vamos criar uma cidade muito próspera.

Terra do Mandu: A cidade é a que mais gera emprego, 4 mil vagas nesses últimos anos em que o senhor está na administração. Pouso Alegre não para de crescer, mas como crescer e desenvolver com qualidade de vida?

Rafael Simões: Nós estamos desenvolvendo um trabalho de planejamento. Inclusive estamos para aprovar o novo plano diretor. Isso nós temos muito claro aqui, nós queremos que nossa cidade cresça, mas cresça mantendo a qualidade de vida. Por isso, estamos avaliando projetos imobiliários em Pouso Alegre para que a gente não perca de vista esta situação.

E o fato de nós estarmos trabalhando no sentido de trazermos empresas que trazem consigo um valor agregado, nós vamos aí diminuindo a dependência desses trabalhadores do poder público. Porque se o cara ganha bem, ele tem condições de colocar o filho dele numa escola particular, ele tem o plano de saúde que a empresa fornece; com isso, nós teremos uma condição ainda melhor para atender aqueles que não podem fazer uso do plano de saúde ou de uma escola particular.

Terra do Mandu: E tem essa preocupação também prefeito, nesse sentido de criar essa rede para atender essas pessoas que chegam na educação, na saúde…

Rafael Simões: Então, nós agora acabamos de fazer algo inédito. Ao invés de vendermos terrenos, nós fizemos uma permuta. Nós tínhamos um terreno em desuso, nós fizemos um chamamento público, a empresa que ficou com o terreno para fazer o empreendimento imobiliário, vai edificar para nós uma nova escola que vai gerar mais de mil vagas, e nós temos planejamento aqui para gerar mais mil vagas. Então, nós estamos preparados para receber esse crescimento, sem perder qualidade de vida.

Terra do Mandu: A cidade cresce e tem seus desafios, principalmente na questão da mobilidade urbana. A prefeitura anunciou obras como a Via Faisqueira, uma nova avenida no São João. Mas, Pouso Alegre ainda precisa melhorar neste sentido. O que fazer prefeito?

Rafael Simões: É isso que estamos fazendo. O asfaltamento tem duas razões. Primeiro a recomposição do piso, mas também no sentido de criar mobilidade. Então, nós estamos criando trajetos alternativos para poder desafogar aquelas principais vias que, habitualmente, eram utilizadas.

Podemos dar um exemplo aqui no caso da Rua Silviano Brandão. É uma via importante que leva ao bairro São João, bairro Santa Barbara, Jardim América e ao Jardim Noronha. O que nós fizemos? Nós asfaltamos a Bueno Brandão, asfaltamos a Rua da Tijuca para que as pessoas possam ter mobilidade e desafogar essas principais vias.

Terra do Mandu: Quais são os outros desafios que existem para Pouso Alegre?

Rafael Simões: Nós precisamos ainda que o governo do estado enxergue que o Sul de Minas é a grande joia da coroa hoje. Com relação a esses problemas que nós tivemos aí na mineração, e pela proximidade que nós estamos aqui no Estado de São Paulo.

O governo precisa olhar com mais carinho para o Sul de Minas e em especial para Pouso Alegre, que está se destacando como a cidade que mais cresce. Saiu agora um estudo que é a 6ª cidade mais conectada de Minas Gerais. Então, tudo isso evidencia que nós estamos no caminho certo e ainda há muito por se fazer, porque lamentavelmente a nossa cidade ficou abandonada por algum tempo. Mas, não só a prefeitura, como a própria comunidade, os empresários já entenderam qual o modelo que nós queremos e nós vamos trabalhar em conjunto para, cada dia mais, Pouso Alegre crescer sem perder sua qualidade de vida. A cidade não para jamais.

Categoria: Política

Após extinção da Guarda Municipal, alguns servidores estão sendo reaproveitados na nova função.

A partir dessa semana, novos agentes de trânsito vão para as ruas de Pouso Alegre. Nesta terça-feira (15), a prefeitura formou 16 novos agentes para trabalhar nas ruas da cidade. Os agentes são ex-guardas municipais que passam a desempenhar a nova função. Os certificados de conclusão do curso de 200 horas foram entregues nesta terça-feira (15).

O secretário de Transporte e Trânsito, Wagner Mutti, explica que os servidores vão se juntar aos 12 agentes que já atuam no trânsito de Pouso Alegre. “Era a necessidade de ampliar nossos quadros de agentes, para trabalhar tanto na educação como na fiscalização do trânsito”.

Durante o evento de entrega de certificado, o prefeito Rafael Simões (PSDB) comentou que a cidade está crescendo e precisa de mais pessoas trabalhando na orientação do trânsito. O prefeito afirma que esse será o papel principal, orientar. “A orientação é nesse sentido. Primeiro orientar para depois multar. Nós não queremos criar uma fábrica de multas. Nós queremos que as pessoas de Pouso Alegre e aquelas que visitam nossa cidade sejam muito bem tratadas e orientadas para que possam se locomover da melhor forma possível”, disse Simões.

A EXTINÇÃO DA GM E O REAPROVEITAMENTO DOS EX-GMs

A extinção da Guarda Municipal de Pouso Alegre, aprovada na Câmara Municipal no início desse ano, gerou muita discussão na cidade. O projeto enviado pelo prefeito argumentava economia aos cofres públicos e necessidade de contratar empresa privada, já que, segundo o projeto, a maioria dos 115 guardas não poderia ser aproveitado para a vigilância armada.

“Nós estamos reaproveitando dentro daquilo que foi colocado na época. Os 16 mais qualificados nesse concurso de agente. Os outros guardas também estão sendo utilizados em outras áreas. E com isso, a gente está fazendo uma reestruturação na máquina administrativa, sempre objetivando atender o povo de Pouso Alegre”, afirmou o prefeito.

Claudionor Dutra dos Reis trabalhou 20 anos na Guarda Municipal e agora passa a desempenhar a função de agente de trânsito. “Já que a Guarda foi extinta, a gente tem uma nova função e sentir produtivo”, disse o agente Dutra.

Categoria: Política

Proposta recebeu três votos a favor e 8 votos contra. Vereadores fazem duas reuniões por mês e recebem R$ 3.061,80, enquanto o salário base dos professores é de R$ 1.598,58 para 25 horas semanais. Moradores lotaram a Câmara e protestaram após resultado da votação.

Proposta da vereadora Marcela Monteiro (PV) precisava de seis votos para passar. Foto: Bia Rodrigues

A Câmara de vereadores de Borda da Mata, no Sul de Minas, rejeitou o projeto de lei que pretendia igualar o salário dos parlamentares ao salário dos professores da rede municipal. O placar da votação, realizada na última sexta-feira (11), foi de três votos a favor e oito contra.

A proposta da vereadora Marcela Mary dos Santos Monteiro (PV) é para reduzir o salário dos vereadores em 51% para equiparar os vencimentos ao que um professor do ensino fundamental recebe. Eram necessários 6 votos, dos 11 vereadores. Se tivesse passado, o salário dos vereadores da próxima legislatura 2021/2024 seria de R$ 1.500.

A autora do PL justifica que “enquanto um vereador trabalhar duas vezes por mês, um professor precisa cumprir carga horária semanal e ainda ganha valor inferior de um vereador. Porque um vereador pode ganhar mais que um professor? ”, questiona.

Os vereadores da cidade têm duas sessões ordinárias por mês. Cada reunião dura, em média, 30 minutos. O salário mensal de cada parlamentar é de R$ 3.061,80, bruto. Já um professor de ensino fundamental da cidade trabalha 25 horas semanais, ou seja, cerca de 100 horas por mês, e tem um salário base de R$ 1.598,58.

PRESSÃO POPULAR

Mesmo com a pressão da população o projeto não passou. A Câmara, que costuma ficar vazia em dia de sessão ordinária, ficou lotada na sexta-feira. Moradores levaram faixas e se manifestaram, pedindo a aprovação do projeto. Mas, não adiantou.

Até o presidente do Legislativo, Benedito Delfino de Mira (PSDB), que votaria apenas em caso de empate, fez questão de se manifestar contra a proposta de igualar os salários. Diferente do tom da usado para falar com nossa reportagem no mês passado, quando disse que seria a favor de que os vereadores fossem remunerados pelo dia de serviço trabalho. “Meu pai foi vereador 50 anos atrás. Naquela época, eles só recebiam o dia de serviço. Eu era a favor de que, cada reunião que fosse, poder ganhar R$ 100, que é o dia de serviço, e pronto”, disse.

Cerca de 100 pessoas acompanharam a sessão e protestaram após o resultado da votação. Foto: Bia Rodrigues

ECONOMIA SERIA DE MAIS DE R$ 200 MIL

Se fosse aprovada a redução do salário dos vereadores, a economia para os cofres do município será de mais de R$ 200 mil ao ano. “Seria uma economia muito grande. No tempo de crise, a gente tem que fazer a nossa parte também”, disse a autora da proposta, vereadora Marcela.

Categoria: Política

Acordo judicial reconheceu alteração no estatuto da fundação em que retira prerrogativa do governador nomear Conselho Diretor. São cinco mudanças em três anos.

FUVS é mantém universidade, hospital e colégios (Foto: Terra do Mandu)

O Conselho Diretor da Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (FUVS), mudou de novo. São cinco alterações nos últimos três anos. O Conselho que deixa a FUVS tinha tomado posse há um ano e foi nomeado pelo governador Fernando Pimentel após uma disputa judicial que questionava alterações no estatuto da fundação. Agora, as alterações feitas no estatuto voltam a ter validade, junto com a eleição realizada em 2017, pela Assembleia Geral da FUVS.

Nesta terça-feira (08), a FUVS divulgou um comunicado informando a nova mudança em seu Conselho Diretor. O novo acordo judicial foi reconhecido pelo atual Conselho Diretor, representantes das instituições mantidas pela fundação e pelo Ministério Público Estadual.

“Sendo assim, com a homologação judicial do acordo, encerra-se a gestão dos atuais membros do Conselho Diretor, sendo que, a partir de 8 de outubro, reassume o Conselho Diretor eleito em maio de 2017, composto pelos seguintes membros: Luiz Roberto Martins Rocha, presidente; Elísio Meirelles de Miranda, vice-presidente e Leonardo de Oliveira Rezende, vogal. Como o presidente na época, Luiz Roberto Martins Rocha, não está mais nos quadros de funcionários da FUVS, o Dr. Elísio Meirelles de Miranda assumirá a presidência da Fundação, havendo a necessidade de promover novas eleições para escolha de novo membro, seguindo a regra atual e aprovada do estatuto”, diz o comunicado.

O atual Conselho que deixa a direção da FUVS é formado pelo presidente José Walter da Mota Matos, pelo vice-presidente Eliéser Castro e Paiva e pelo conselheiro Lucas da Silveira

Disputa judicial

Desde março de 2017 a escolha do conselho diretor da fundação se tornou uma disputa político-judicial. Uma mudança no estatuto retirou a prerrogativa do governador de indicar os membros do conselho e uma eleição foi realizada após essa mudança. O Estado de Minas Gerais conseguiu anular as alterações no estatuto na justiça; um conselho provisório foi nomeado sob protestos; esse conselho provisório mudou de presidente menos de um mês depois; uma nova eleição, seguindo a lei estadual que criou a FUVS, foi finalizada em dezembro de 2017, mas o resultado estava sendo discutido judicialmente. Enquanto isso, um Conselho Diretor Interino ficou à frente da instituição até setembro de 2018, quando o atual conselho foi nomeado.

Leia mais sobe o assunto:

Escolha de presidente da Fuvs vai parar na justiça

Justiça anula alterações no estatuto da FUVS e nomeia Conselho Diretor temporário

Milhões de pessoas atendidas

A fundação atende milhões de pessoas do Sul de Minas através de suas instituições e é o segundo maior empregador de Pouso Alegre, atrás apenas da prefeitura. A FUVS é mantenedora do Hospital das Clínicas Samuel Libânio, da Universidade do Vale do Sapucaí, do Colégio Anglo e Colégio João Paulo II e uma rádio educativa.

HCSL é referência para 153 cidades. Foto: Terra do Mandu

ÍNTEGRA DO COMUNICADO FUVS

08/10/2019

Após consenso entre o atual Conselho Diretor, formado pelo presidente José Walter da Mota Matos, pelo vice-presidente Eliéser Castro e Paiva e pelo conselheiro Lucas da Silveira, o Governo do Estado de Minas Gerais, representantes das unidades mantidas pela entidade, Universidade do Vale do Sapucaí (Univás), Hospital das Clínicas Samuel Libânio, Anglo Pouso Alegre e Colégio João Paulo II e Ministério Público do Estado, por meio da Promotoria de Justiça, embasada no acordo judicial, homologado judicialmente, a Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (FUVS) comunica que a partir de 8 de outubro de 2019 volta a vigorar o Estatuto aprovado em março de 2017 bem como o mandato do Conselho Diretor empossado em 24 de maio de 2017. O Estatuto de 2017 estava sub judice desde março de 2017, quando o Governo de Minas questionou a mudança do estatuto.

Como acontece em todas as fundações do Brasil, a FUVS tem os seus trabalhos fiscalizados e orientados por um membro do Ministério Público Estadual, que é o Promotor Curador de Fundações. No caso da FUVS, o Curador é o Promotor Dr. Agnaldo Lucas Cotrim, que após analisar o antigo Estatuto da FUVS, detectou a necessidade urgente de sua atualização para atender às exigências da legislação vigente.

Em sua fala e respostas aos questionamentos feitos durante a Assembleia Geral, em 22 de março de 2017, o Promotor Dr. Agnaldo Cotrim ressaltou que outras 25 fundações de Minas Gerais já passaram pelo mesmo processo de alteração e atualização de seus Estatutos.

Para atender às exigências legais referenciadas como necessárias pelo Promotor Curador de Fundações, foi convocada Assembleia Geral para deliberar sobre assunto de tão grande importância para toda a comunidade pouso-alegrense e regional.

Por maioria absoluta de votos, a Assembleia Geral da Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí, composta por membros de segmentos representativos da comunidade, votou pela aprovação do novo Estatuto, após a leitura do primeiro ao último artigo. A partir da alteração integralmente aprovada, o processo de escolha do presidente da FUVS e dos membros do Conselho Diretor não será mais decidido pelo governador do Estado e sim por votação do Conselho Deliberativo da FUVS, em Pouso Alegre, com nova composição determinada no Estatuto aprovado.

O Estado de Minas Gerais havia ajuizado ação em março de 2017, na Comarca de Pouso Alegre, onde é o Fórum da Fundação, requerendo a anulação do estatuto recém aprovado. Segundo o Estado, na época, essas mudanças só poderiam ser feitas mediante alteração direta na lei que criou a Fundação e não em seu estatuto. Em outubro de 2019, o Estado reconsiderou o requerimento e entendeu que o estatuto poderia ter sido alterado, conforme determinação do Ministério Público Estadual. Sendo assim, com a homologação judicial do acordo, encerra-se a gestão dos atuais membros do Conselho Diretor, sendo que, a partir de 8 de outubro, reassume o Conselho Diretor eleito em maio de 2017, composto pelos seguintes membros: Luiz Roberto Martins Rocha, presidente; Elísio Meirelles de Miranda, vice-presidente e Leonardo de Oliveira Rezende, vogal. Como o presidente na época, Luiz Roberto Martins Rocha, não está mais nos quadros de funcionários da FUVS, o Dr. Elísio Meirelles de Miranda assumirá a presidência da Fundação, havendo a necessidade de promover novas eleições para escolha de novo membro, seguindo a regra atual e aprovada do estatuto.

Categoria: Política

A votação será das 08h às 17h, na E.E. Monsenhor José Paulino. Todos eleitores da cidade podem votar. Basta comparecer com título e documento com foto.

reprodução prefeitura de Pouso Alegre

Neste domingo (06) é dia de eleição em Pouso Alegre e nas demais cidades do Brasil que têm Conselho Tutelar. Em Pouso Alegre 14 candidatos disputam as cinco vagas. A votação será das 8h às 17h, na Escola Estadual Monsenhor José Paulino (Av. Dr. Lisboa, 321, Centro). Os cinco candidatos mais votados serão eleitos como Conselheiros Titulares, ficando encarregados de zelar pela garantia e defesa dos direitos da criança e do adolescente durante o mandato sendo que os demais eleitos permanecerão como Conselheiros Suplentes.

Os 14 candidatos habilitados a ocupar uma das vagas de conselheiro tutelar de Pouso Alegre puderam fazer campanha do dia 2 de setembro até a última sexta-feira (04).

QUEM PODE VOTAR

Podem votar todos os eleitores de Pouso Alegre, cadastrados na Justiça Eleitoral até dia 05 julho. O eleitor comparecer ao local de votação com o título e um documento de identidade com foto. Cada eleitor poderá votar em apenas um candidato. O voto é facultativo, entretanto, a participação de todos é muito importante na escolha do conselheiro, que terá atribuições para defender, promover e proteger as crianças e adolescentes que estão com seus direitos ameaçados e/ou violados no município.

ERAM MAIS DE 100 CANDIDATOS

Em pouso alegre foram mais de 100 pessoas inscritas. Elas passaram por etapas de provas de conhecimento sobre os Direitos da Criança e do Adolescente, redação, informática, língua portuguesa e redação. Ainda tiveram avaliação psicológica e entrega de atestado de aptidão física.

VOTAÇÃO EM URNA ELETRÔNICA

A eleição deste domingo será em urna eletrônica, cedida pela Justiça Eleitoral, contendo número, nome e apelido do candidato. No dia da votação é proibido “boca de urna”. E assim como numa eleição política, também é proibido que o candidato a conselheiro tutelar doe, ofereça, promova ou entregue ao eleitor qualquer bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive brindes.

A posse dos eleitos será no dia 10 de janeiro de 2020 em todo o território Nacional.

Categoria: Política

Vereador Bruno Dias (PR) entrou em luta corporal com o ladrão, conseguindo segurá-lo até instantes da chegada da polícia. O político precisou passar por atendimento médico e já recebeu alta.

Vereador Bruno já está em casa, se recuperando das escoriações e do susto. Foto: reprodução Ascom Câmara Municipal

Um homem, de 21 anos, foi preso na noite deste domingo (29) após invadir a casa do vereador de Pouso Alegre, Bruno Dias (PR), no bairro Santa Rita II. O político entrou em luta corporal com o ladrão e conseguiu segura-lo até momentos antes da chegada da Polícia Militar. O homem foi preso em um terreno atrás da casa do vereador.

Bruno Dias contou à reportagem do Terra do Mandu que estava dentro de casa com os dois filhos e a esposa, por volta das 20h, assistindo TV. Percebendo que o cachorro não parava de latir e algo estaria errado, o vereador saiu para verificar o quintal. Foi quando viu o ladrão com a cabeça coberta com uma camiseta mexendo no carro, que estava aberto na garagem.

“Ele fingiu que estava armado e veio para cima de mim. Eu pensei nas crianças. Aí tentei imobiliza-lo. Ele conseguiu se desvencilhar na primeira, foi quando percebi que ele não estava armado”, conta Bruno Dias.

O ladrão tentou fugir e pular pela casa vizinha, mas bateu na cerca elétrica e caiu no quintal da casa do vereador. O vereador entrou em luta corporal com o ladrão, tentando segura-lo. O criminoso conseguiu pegar o vereador pela gola da camisa e bater com a cabeça dele no chão. Numa tentativa de proteger o pai, o filho do vereador acertou uma facada nas costas do ladrão. Mesmo ferido, o homem conseguiu fugir.

A Polícia chegou em seguida e o criminoso foi pego no terreno ao lado.

O vereador Bruno precisou passar por atendimento no Hospital das Clínicas Samuel Libânio devido escoriações que ficaram pelo corpo. Ele foi medicado e liberado ainda na noite de domingo. O parlamentar está de repouso nesta segunda-feira (30) e disse que já voltará ao trabalho na terça-feira (01/10).

De acordo com a Polícia Militar, o ladrão foi preso e também recebeu atendimento médico no hospital antes de seguir para a delegacia da Polícia Civil.

Categoria: Política

Proposta de uma vereadora quer reduzir os salários em 51%, passando dos R$ 3.061,80 para R$ 1.500, que é o salário base de um professor da rede municipal. Se aprovada, a lei valerá para a próxima legislatura, a partir de 2021. Foto: Luciane Brandani

Os vereadores de Borda da Mata, no Sul de Minas, têm duas sessões ordinárias por mês. Cada reunião dura, em média, 30 minutos. O salário mensal de cada parlamentar é de R$ 3.061,80, bruto.

Já um professor de ensino fundamental da cidade trabalha 25 horas semanais, ou seja, cerca de 100 horas por mês, e tem um salário base de R$ 1.598,58.

Um projeto de lei protocolado na Câmara Municipal de Borda da Mata pretende acabar com essa disparidade. A proposta da vereadora Marcela Mary dos Santos Monteiro (PV) é para reduzir o salário dos vereadores em 51% para equiparar os vencimentos ao que um professor do ensino fundamental recebe.

A autora do PL justifica que “enquanto um vereador trabalhar duas vezes por mês, um professor precisa cumprir carga horária semanal e ainda ganha valor inferior de um vereador. Porque um vereador pode ganhar mais que um professor? ”, questiona.

A vereadora diz que está visitando as escolas, conversando com os professores. “Eles nem sabiam que, além dos salários, os vereadores têm direito a uma diária de R$ 600, para as viagens que fazem. Os professores estão apoiando e vão na Câmara no dia da votação”, conta autora da proposta.

Se aprovada a redução do salário dos vereadores, a economia para os cofres do município será de mais de R$ 200 mil ao ano. “É uma economia muito grande. No tempo de crise, a gente tem que fazer a nossa parte também”, diz a autora da proposta.

O presidente da Câmara, Benedito Delfino de Mira (PSDB), disse que o projeto deverá ser apreciado em única votação na reunião do dia 11 de outubro. Para ser aprovado, o projeto precisará receber 6 votos, dos 11 vereadores. Se passar, o salário dos vereadores da próxima legislatura 2021/2024 será de R$ 1.500.

O presidente da Câmara afirma que seria a favor de que os vereadores fossem remunerados pelo dia de serviço trabalho. “Meu pai foi vereador 50 anos atrás. Naquela época, eles só recebiam o dia de serviço. Eu era a favor de que, cada reunião que fosse, poder ganhar R$ 100, que é o dia de serviço, e pronto”.

EM ÁUDIOS, VEREADORES COMBINAVAM AUMENTAR SALÁRIOS

Na semana passada, em Cambuí, também no Sul de Minas, um projeto que pretendia aumentar os salários dos vereadores de R$ 3.043 para R$ 4.900, um aumento de 61%, deu o que falar, literalmente. Às vésperas da votação, vazaram áudios de WhatsApp de vereadores comentando de como votar sem alarmar a população. Os áudios revoltaram os moradores, que lotaram a Câmara na reunião e a Mesa Diretora foi obrigada a retirar e arquivar a proposta.

Categoria: Política

Conversas são do presidente da Câmara e outro vereador falando de como votar sem alamar a população e que as pessoas já teriam parado de comentar o assunto. O presidente chega a dizer que ‘as pessoas já colocaram o rabo entre a perna e dormiram em cima dele’. Pelo projeto, os salários passariam de R$ 3.043,00 para R$ 4.900,00, um aumento de 61%. A proposta seria votada nesta terça, mas após o vazamento dos áudios, o presidente disse que o projeto será retirado.OUÇA OS ÁUDIOS ABAIXO.

Os vereadores de Cambuí discutem a votação de um projeto de lei que vai aumentar os salários dos próprios vereadores. A discussão saiu do plenário da Câmara para um grupo de Whatsapp em áudios trocados pelos parlamentares, incluindo o presidente da Câmara. Nas conversas, os vereadores comentam que a população não fala mais do assunto. Dizem também que quanto menos gente ir na sessão no dia da votação melhor.

De acordo com o projeto de lei já protocolado na Câmara, o salário de cada vereador vai passar de R$ 3.043 para R$ 4.900, um aumento de 61%. O novo valor, se aprovado, passará a vigora na próxima legislatura, a partir de 2021.

Em um dos áudios é atribuído ao vereador Luiz Paulo Nepomucenia (PV), conhecido como Paulinho Nepomucenia. o político conta que tirou o dia para visitar bares, que foi a 5 lugares diferentes foi à feira e ninguém comentou nada [sobre o projeto de aumento de salários]. O vereador ainda pede para os colegas não convidarem pessoas para acompanhar a sessão da Câmara que vai votar o projeto. “Quanta menas (sic) gente ir é melhor. Aí o ‘Feio’ fica sem força para falar”, diz o vereador Luiz Paulo. Feio é o apelido de um ex-vereador que contrário ao projeto.

Em resposta ao áudio do vereador Paulinho, o presidente da Câmara, Rafael Santos Lambert (PSDB), diz que monitorou as redes sociais e afirma que acabou o ‘bafafá’. “As pessoas que tavam inflamando já colocaram o rabinho entra a perna e tão dormindo em cima dele”, diz o vereador que continuou falando dos trabalhos desenvolvidos pelos Legislativo.

OUÇAM OS ÁUDIOS:

O QUE DIZEM OS VEREADORES CITADOS

Nossa reportagem conseguiu falar com o presidente da Câmara. Rafael Santos Lambert confirma o áudio enviado no grupo de vereadores e diz que foi um desabafo. Ele afirma que mandou o áudio se referindo, sem citar nomes, a um grupo de pessoas que estava difamando o caráter dos vereadores e incitando a violência.

O presidente também disse que o projeto está tramitando com total transparência e que está dentro da legalidade. Segundo Rafael Lambert, “o salário dos vereadores de Cambuí poderia chegar até 30% dos salários dos deputados estaduais e está bem abaixo do limite”. Constitucional. Então não tem nada inconstitucional. A validade seria a partir de 2021, para a próxima legislatura”.

Depois da polêmica dos áudios vazados, o presidente da Câmara diz que o projeto será retirado da pauta e arquivado.

Não conseguimos falar com o vereador Luiz Paulo.

REPERCUSSÃO NA CIDADE

Os moradores de Cambuí foram para as redes sociais para criticar a postura dos vereadores e mobilizar a população para acompanhar a reunião na Câmara.

A sessão ordinária ocorre nesta terça-feira (17), às 19h, quando o projeto seria votado.