Categoria: Política

O governador Romeu Zema (Novo) esteve em Itajubá nesta quarta-feira (02), e anunciou a abertura de 38 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento de pacientes com Covid, sendo 18 leitos de UTI e 20 leitos de suporte de ventilação. O governador também inaugurou uma unidade do Farmácia de Minas no município.

“A pandemia continua sendo uma grande preocupação. Sabemos que os números, sobretudo da região Sul, são os que mais incomodam. O Estado, desde o início da pandemia, fortaleceu o sistema de saúde com aumento dos leitos de enfermaria, UTI, equipamentos e profissionais. Continuaremos a ampliar nosso sistema de saúde, como estamos fazendo em Itajubá. Mas é preciso que a população faça sua parte”, afirmou Romeu Zema.

No Hospital das Clínicas serão abertos dez leitos de UTI e 20 de semi-UTI. Os outros oito leitos de tratamento intensivo serão abertos na Santa Casa, e poderão funcionar a partir de 14 de junho. Os leitos serão custeados pelo Governo de Minas até que o Ministério da Saúde os habilite.

Já os equipamentos foram financiados pelos hospitais, junto ao Ministério da Saúde, prefeitura e empresários locais. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o Estado paga diária pela UTI. Já na semi-UTI paga caso haja ocupação.

Farmácia de Minas

O governador também inaugurou uma unidade do Farmácia de Minas em Itajubá. Agora, os pacientes que antes dependiam da estrutura de Pouso Alegre, a 70 quilômetros de distância, passam a ter assistência farmacêutica na cidade. Com a implantação do Farmácia de Minas, Itajubá passa a receber os carregamentos diretamente de Belo Horizonte, proporcionando maior agilidade no atendimento.

Governador inaugurou uma unidade do Farmácia de Minas em Itajubá. Foto: Marcelo Barbosa

“Diante de um cenário de pandemia, inaugurar uma farmácia é muito importante. A população que precisa todos os dias de um medicamento conta agora com local digno para realizar o tratamento, sem a necessidade de percorrer 70 quilômetros”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti. Aproximadamente 1.200 pacientes já estão sendo beneficiados com medicamentos para atenção primária, como diabetes, hipertensão, entre outras.

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Foto: Fábio Marchetto (Agência Minas)

O governador Romeu Zema (Novo) esteve em Poço Fundo, Sul de Minas, nesta quarta-feira (02), para a inauguração de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), exclusivos para o tratamento de pacientes com a Covid-19 no Hospital Gimirim.

Até então, a cidade, que faz parte da regional de Saúde de Alfenas, não contava com nenhum leito de UTI. A inauguração ocorre no momento a região enfrenta um aumento na incidência de casos e sobrecarga no sistema de saúde.

O Governo de Minas irá repassar respiradores e outros equipamentos para o hospital da cidade, além de custear as diárias dos leitos, no valor de R$ 1.600 cada, até a habilitação pelo Ministério da Saúde, informou a assessoria do governador.

Durante o evento em Poço Fundo, Zema ressaltou que o governo estadual tem intensificado o plano de ação, preparação e ampliação do sistema de saúde para combater a pandemia em Minas Gerais.

Ele lembrou que, desde fevereiro do ano passado, a atual gestão conseguiu ampliar em mais de 130% o número de leitos de UTI em todo o estado, passando de 2.072 para mais de 4.800. Já os leitos de enfermaria tiveram crescimento de mais de 80%. Em fevereiro do ano passado eram 11.625 unidades; atualmente são mais de 21 mil.

“Estamos participando ativamente deste fortalecimento do sistema de saúde. Há 16 meses, temos trabalhado incansavelmente para que o mineiro não fique sem assistência médica. Não é fácil manter assistência médica de 21 milhões de habitantes. E, apesar disso, e da falta de recursos pela qual passa o Estado, temos em Minas Gerais a menor taxa de óbito dentre todos os estados das regiões Sudeste e Sul”, afirmou o governador.

São os primeiros leitos de UTI de Poço Fundo. Foto: Fábio Marchetto (Agência Minas)

Novo colapso no sistema de saúde na região

Nos últimos dias, alguns municípios do Sul de Minas vivem um novo colapso na ocupação dos leitos para tratar pacientes em estado grave com o coronavírus. Alguns pacientes, principalmente da região de Passos, estão sendo transferidos para hospitais até de outras regiões de Minas, como Vale do Rio Doce.

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Bacheretti, que acompanha o governador na visita, reforçou que o momento, principalmente na região Sul de Minas, é de grande estresse para o sistema de saúde. Somente nesta quarta-feira, foram confirmados mais de 15 mil novos casos da doença no estado.

Bacheretti lembrou a importância da união de esforços do Poder Público e da população também fazer a sua parte. A abertura dos leitos em Poço Fundo contou com o auxílio do Consórcio Intermunicipal de Saúde da região, que conta com a participação de 37 municípios.

“O número de casos da doença está crescendo e a região Sul é uma das que mais nos preocupa. Conseguir abrir estes leitos, com o esforço do consórcio e com o Estado fazendo o custeio, o financiamento, ajudando com os respiradores para os leitos de UTI e de suporte ventilatório, é muito importante”, disse o secretário.

O prefeito do Poço Fundo, Rosiel de Lima, também valorizou a chegada dos leitos. “Neste momento mais crítico que estamos enfrentando na região do Sul, temos a possibilidade de contribuir com a nossa região, de salvar vidas, e dar uma esperança para as famílias e pacientes que não encontravam leitos. É um desafio que enfrentamos no nosso dia-a-dia”, afirmou o prefeito.

Segundo o governo de Minas, desde o início da pandemia, a macrorregião Sul de Saúde, onde Poço Fundo está inserida, contou com aumento de quase 150% no número de leitos de UTI, passando de 271, em fevereiro do ano passado, para 676 unidades. Também foram criados, em toda a macrorregião, 1.156 leitos de enfermaria.

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu a liminar que impedia uma possível volta das aulas presenciais na rede municipal de ensino de Pouso Alegre. A nova decisão é desta segunda-feira (17), e atende a um mandado de segurança da prefeitura contra a decisão anterior a favor do Sindicato dos Profissionais do Magistério (Sipromag).

Na nova decisão, o TJMG entendeu que a liminar concedida pelo desembargador Alberto Vilas Boas era uma afronta ao 2º artigo da Constituição Federal e que o judiciário estava praticando ato administrativo de competência do Poder Executivo Municipal.

Ao suspender a eficácia da liminar a favor do pedido do Sipromag, o TJMG ainda considera que não há mais o objeto da ação civil pública movida pelo sindicato, que era o decreto municipal que permitiu a retomada das aulas presenciais na rede municipal em fevereiro. Esse decreto foi extinto pelo município em 17 de março, no início da onda roxa. VEJA ÍNTEGRA DE NOVA DECISÃO SOBRE O ASSUNTO.

O QUE DIZ O SINDICATO DOS PROFESSORES

A presidente do Sipromag, Dulcineia Costa, informou que o sindicato irá aguardar os procedimentos da prefeitura. “Entendemos que o momento ainda não permite o retorno das aulas presenciais que garanta segurança e proteção à vida dos profissionais da educação, alunos e pais”.

Ainda segundo Dulcineia, a partir da decisão da prefeitura, do entendimento da categoria e dos dados do momento, as medidas serão tomadas pelo sindicato.

ENTENDA O CASO

No último dia 06, o desembargador Alberto Vilas Boas, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, voltou a suspender a possibilidade de retomada das aulas presenciais na rede municipal de ensino de Pouso Alegre.

No dia 03 de maio, o juiz da 1ª Vara Cível de Pouso Alegre, José Hélio da Silva, havia anulado os efeitos da decisão de 05 de março do mesmo desembargador que suspendia as aulas presenciais no município. O juiz de da comarca de Pouso Alegre entendeu que não havia mais o decreto 5.233/2021, que permitiu o retorno das aulas presenciais.

O Sipromag afirma ser contra a retomada do ensino presencial, alegando que “há risco de grave dano à integridade e saúde e professores, alunos e comunidade escolar”, devido à situação da pandemia da Covid-19 no município.

Segundo informou a assessoria de comunicação da prefeitura de Pouso Alegre à reportagem do Terra do Mandu, ainda não há informação sobre a edição de um novo decreto permitindo a retomada das aulas presenciais na rede municipal de ensino.

As aulas presenciais na rede particular de ensino de Pouso Alegre foram retomadas no dia 03 de maio, com autorização por decreto municipal.

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A Câmara Municipal de Pouso Alegre aprovou, na noite de ontem (04), o Projeto de Lei que autoriza a desafetação do terreno pertencente ao município, no bairro Jardim Floresta, que poderá ser usado para a construção da sede própria do Colégio Tiradentes. A proposta foi aprovada por 13 votos a 1.

O Colégio Tiradentes, desde sua implementação em 2015, funciona nas mesmas dependências da Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva (Colégio Polivalente) somente no período vespertino. A justificativa do projeto é que com a construção de sua sede própria, a instituição poderá funcionar em mais turnos e oferecer mais vagas.

A área de quase 10 mil metros quadrados é vizinha ao Parque Municipal. Membros do Instituto Fernando Bonilo, de defesa do meio ambiente, e da Associação dos Moradores do Jardim Floresta (Amoflora) pediram que o projeto fosse discutido antes de ser votado, já que o colégio será construído na zona de amortecimento do horto, entorno de uma área de preservação em que a atividade humana tem restrições para minimizar os impactos negativos no ambiente.

Porém, durante a sessão, o vereador Dionísio Pereira (DEM) explicou que a desafetação do terreno irá aumentar a área verde próxima a unidade de conservação.

A ideia do projeto, segundo ele, é inverter a área institucional (em amarelo) com a área verde próxima da zona vermelha, região que já está em uso no bairro Jardim Floresta. “Trata-se de um projeto inteligente, no meu modo de ver. Imagina se nós fizéssemos uma escola nessa área institucional como aí ela se encontra. Nós deixaríamos a escola no meio de duas áreas verdes – com trânsito de pessoas, carros e etc”, afirma Dionísio Pereira.

Votação na Câmara

O vereador Hélio Carlos de Oliveira (MDB) foi o único contrário a proposta. Segundo o vereador, era necessário primeiramente ouvir ambientalistas para discutir a aprovação do PL, mas como a proposta foi em única votação, a pedido do líder do governo na Câmara, Dionísio Pereira, não houve esse diálogo.

Em entrevista ao Terra do Mandu antes da votação do projeto, a presidente da Amoflora, Lívia Macêdo, afirmou que a entidade defende a manutenção da zona de proteção ao parque, assim como está definido no plano diretor. Na ocasião, ela também pediu que o tema fosse previamente debatido.

“Que isso não seja votado antes de um debate amplo que considere a legislação e que, principalmente, leve em conta o diálogo com a comunidade, com as entidades que estão se organizando pela proteção do meio ambiente em Pouso Alegre”, destacou a presidente da Amoflora.

Porém, após a explicação do Dionísio Pereira, a maioria dos vereadores entendeu que a doação do terreno à Polícia Militar, para fins de construção do Colégio Tiradentes, não causaria danos ao meio ambiente. O mérito da doação do terreno à Polícia Militar ainda não passou por votação no plenário.

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Projeto passou em segunda votação e segue para sanção do prefeito. Foto: reprodução Terra do Mandu

Na noite desta terça-feira (04), os vereadores de Pouso Alegre aprovação, em segundo turno, o Projeto de Lei que declara a prática da atividade física como serviço essencial para a população da cidade, praticada em estabelecimentos prestadores de serviços destinados à saúde física, públicos ou privados.

A proposta inicial é do vereador Miguel Junior Tomatinho (PSDB), que justifica que a prática de exercício físico é importante na prevenção de doenças e na recuperação de pessoas que afetadas pela Covid-19.

Já na primeira votação, na semana passada, o projeto recebeu uma emenda do presidente da Câmara, vereador Bruno Dias, que também torna essencial a educação básica e superior no em Pouso Alegre.

Para esta segunda votação, o vereador Hélio Carlos de Oliveira propôs uma nova emenda para que, em caso de volta das aulas em meio à pandemia, fosse oferecida proteção dos riscos à saúde e à vida dos profissionais da educação e dos alunos.

A sugestão do vereador recebeu parecer contrário da Comissão de Justiça e Redação e do Departamento Jurídico da Câmara, sendo rejeitada pelos demais colegas.

VEJA AS DECLARAÇÕES DOS VEREADORES NO MANDU NEWS DESTA QUARTA, ÀS 18H.

O projeto de lei com a proposta do vereador Miguel Junior Tomatinho e com a emenda do vereador Bruno Dias foi aprovado por 13 votos, com o voto contrário apenas do vereador Hélio.

Mesmo concedendo o título de essencial, a definição sobre a reabertura ou não das escolas municipais para aulas presenciais depende de novo decreto do prefeito Rafael Simões. As aulas permanecem suspensas desde que o TJMG concedeu liminar a pedido do Sindicato dos Profissionais do Magistério de Pouso Alegre e Região (Sipromag).

Porém, em decisão de primeira instância, os efeitos da liminar do TJMG foram anulados, podem retornar a qualquer momento, a depender do decreto municipal.

Professores protestam contra o possível retorno de aulas presenciais na rede municipal

Ato de professores em frente à Câmara Municipal de Pouso Alegre. Foto: reprodução Sipromag

Nesta terça-feira (04), durante a sessão ordinária na Câmara, enquanto os vereadores votavam o projeto que tornou essencial a educação básica e superior em Pouso Alegre, o Sipromag, Sinpro, SindUte sede Pouso Alegre e Coletivo educadores e pais e um grupo de professores da rede municipal fizeram um ato contra a possível retomada das aulas presenciais na rede pública neste momento da pandemia.

Mais de 300 cruzes foram colocadas ao redor da Câmara. Nelas, foram inscritos os números de mortes por Covid-19 e pessoas contaminadas pelo coronavírus. Durante o ato, houve um minuto de silêncio pelas mais de 300 vítimas da pandemia, entre elas três professores da rede municipal e outros servidores do município que também faleceram em decorrência da doença. VEJA IMAGENS NO MANDU NEWS DESTA QUARTA, ÀS 18H.

A presidente do Sipromag, Dulcineia Costa, diz que são contrários ao retorno das aulas presenciais. “Neste momento em que os nossos hospitais continuam com mais de 100% de ocupação, com o número de óbitos muito maior do que em 2020. O que nos preocupa é que mesmo que a criança vier a ser contaminada pela Covid, pode apresentar sintomas leves e não agravar a situação, nós sabemos que essa criança ou adolescente pode levar o vírus para sua família, ou levar da casa ou da rua, porque vai usar o transporte público, para a escola. E a situação da pandemia pode agravar, imensamente, no município e isso nos preocupa muito mesmo”, disse a presidente do Sipromag.

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Todos os 77 deputados assinam o projeto. Foto: reprodução Dr. Paulo

Os deputados mineiros apreciam em segunda votação, nesta sexta-feira (30), o Projeto de Lei que cria uma série de medidas para a recuperação econômica de empresas do Estado. A proposta, de autoria de todos os deputados, prevê o pagamento de um auxílio de R$ 500,00, em parcela única, para as famílias na extrema pobreza de Minas Gerais, que tiveram a situação ainda mais agravada com a pandemia da Covid-19.

Após receber novo aval da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na tarde de ontem (29), o plano Recomeça Minas está pronto para votação definitiva. A proposição está na pauta das três reuniões de Plenário agendadas para hoje. A última reunião será às 18h.

Segundo a ALMG, o Recomeça Minas é o plano elaborado pela Assembleia para a retomada da economia mineira. Ele prevê incentivos para a regularização de dívidas com o Estado e o direcionamento dos recursos arrecadados para a desoneração dos setores mais impactados pela crise decorrente da pandemia de Covid-19.

Para as empresas, estão previstos diversos benefícios fiscais, como reduções de multas e juros para o pagamento de débitos tributários. O projeto estabelece também linhas de crédito do Banco de Desenvolvimento do Estado (BDMG) em condições especiais, inclusive para as pessoas físicas, e a concessão de R$ 500, pago em parcela única, às famílias em extrema pobreza.

Farão jus ao benefício, denominado Força Família, pessoas que estejam registradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) como responsáveis por domicílio em Minas Gerais e que tenham renda per capita familiar mensal de até R$ 89. Em Pouso Alegre, de acordo com a secretaria de Políticas Sociais, são mais de 4 mil famílias na extrema pobreza. A data limite para o pagamento por parte do governo é 1º de agosto de 2021.

Outra medida em favor da população carente prevista no projeto é a isenção total, até 90 dias após o término da vigência do estado de calamidade pública no Estado, da carga tributária relativa ao ICMS incidente sobre produtos da cesta básica.

Situações previstas no projeto

De acordo com o Recomeça Minas, as dívidas relativas ao ICMS poderão ser pagas à vista com a redução de 90% dos valores das penalidades e acréscimos legais. No caso do pagamento parcelado, é prevista uma redução escalonada das multas e juros de acordo com o número de parcelas escolhidas.

Em relação ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), no caso do pagamento à vista das dívidas, o projeto retira a incidência das multas e juros. Se o contribuinte optar pelo parcelamento, é possível pagar em até seis parcelas iguais e sucessivas, com a redução de 50% das multas e dos juros.

Já as dívidas relativas ao Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCD) poderão ser pagas à vista, em até 90 dias após a regulamentação do texto, com a redução de 15% do valor do imposto e de 50% dos juros sobre o imposto, sem incidência das multas e dos juros sobre as multas. No caso do pagamento parcelado, é prevista a redução escalonada das multas e juros de acordo com o número de parcelas escolhidas.

O plano também prevê vantagens no pagamento atrasado de taxas estaduais. A taxa pela utilização potencial do serviço de extinção de incêndio, a taxa de renovação do licenciamento anual do veículo e a taxa florestal poderão ser pagas à vista, com a redução de 100% das multas e dos juros.

Categoria: Política

Vereadores de Pouso Alegre durante reunião desta terça (27). Foto: Ascom CMPA

Os vereadores de Pouso Alegre aprovaram, durante sessão ordinária desta terça-feira (27), o projeto de lei que reconhece a prática da atividade física e do exercício físico como essenciais para a população da cidade, em estabelecimentos prestadores de serviços destinados à saúde física, públicos ou privados.

A proposta é de autoria do vereador Miguel Junior Tomatinho (PSDB) e ainda irá a segunda votação na semana que vem. O vereador explica que a prática de exercício físico é importante na prevenção de doenças e na recuperação de pessoas que afetadas pela Covid-19.

“Pacientes que tiveram a Covid-19 precisa de uma reabilitação; fazer um exercício físico, uma fisioterapia, um pilates ou uma academia para melhorar a parte pulmonar do paciente. Quem não contraiu o coronavírus precisa se exercitar por conta das doenças de comorbidades, como hipertensão, diabetes. Porque os pacientes que chegam ao hospital com essas comorbidades acaba ficando muito mais grave”, afirma o vereador que é enfermeiro e funcionário do Hospital das Clínicas Samuel Libânio.

Esses argumentos do vereador estão na justificativa do projeto, onde ele explica que estudos científicos confirmam que a prática regular de exercícios físicos serve como tratamento e prevenção de diversas doenças, sejam elas de caráter metabólico, físico e/ou psicológico e contribuem com a diminuição da incidência de doenças transmissíveis como as infecções virais, já que fortalece o sistema imunológico dos praticantes de exercícios físicos. Além disso, ajuda na recuperação de pacientes que foram afetados pela Covid-19.

Ainda de acordo com a proposta, o funcionamento das academias de musculação, de ginástica, de natação, de dança e os estúdios de pilates, de yoga e demais espaços de modalidades esportivas similares, são essenciais à saúde, mesmo em períodos de calamidade pública.

O vereador autor do projeto ressalta que esses locais devem funcionar seguindo todas as normas presentes nos protocolos sanitários (VEJA NO VÍDEO).

Emenda torna educação básica e superior também essenciais

O presidente da Câmara, vereador Bruno Dias (DEM), propôs uma Emenda ao projeto de Lei para tornar também serviço essencial em Pouso Alegre a educação básica e superior. Na emenda o vereador explica que pais formaram grupos em várias cidades brasileiras para defender a Educação como um serviço essencial.

Argumenta ainda que a Organização Mundial de Saúde declarou que “as crianças têm sofrido de outras formas, como em sua alimentação, a perda do aprendizado e riscos como maior exposição ao trabalho infantil e à violência doméstica”, ao estarem afastados das escolas.

Em Pouso Alegre, as aulas chegaram a ser retomadas no início do ano, depois da realização de vários protocolos, mas foram interrompidas por decisão do Tribunal de Justiça. A aprovação dessa emenda não interfere na decisão judicial, mas “é um importante passo para garantir a Educação para todos”, comentou Bruno Dias.

O porquê de considerar serviços essenciais

Ao considerar como serviços essenciais, o objetivo das propostas é que essas atividades não sejam paralisadas em caso de novas medidas restritivas por causa da pandemia, se os serviços considerados essenciais forem permitidos a continuar funcionando.

Categoria: Política

O prefeito de Pouso Alegre, Rafael Simões, se reuniu, nesta sexta-feira (09), com representantes da Associação do Comércio e Indústria de Pouso Alegre (Acipa) para tratar das restrições da onda roxa. Segundo o chefe do executivo municipal, não é possível flexibilizar o comércio pois as medidas restritivas foram impostas pelo Governo de Minas.

“A onda roxa é impositiva. Não cabe ao poder executivo local fazer flexibilização sob pena de responsabilidade pessoal, inclusive do prefeito. E nós estamos na expectativa de que isso passe o mais rápido possível”, afirmou Rafael Simões durante o encontro que durou cerca de duas horas.

O prefeito destacou a importância do comércio para Pouso Alegre, mas disse que o município, assim como a maior parte do estado, está à beira de um colapso do sistema de saúde. Inclusive com baixo estoque do kit intubação, o que reforça a necessidade de redobrar os cuidados no enfrentamento da Covid-19.

No encontro, os representantes da ACIPA pontuaram que vão avaliar quais medidas poderão ser adotadas para apoiar os empresários locais. “Entendo qualquer ação que a Associação Comercial venha a tomar no sentido de defender seus associados e todos os comerciantes. Mas quero dizer, acima de qualquer coisa, que estão as vidas da nossa população, do nosso estado e do nosso Brasil”, concluiu o prefeito.

Comércio permanece fechado

A prefeitura de Pouso Alegre divulgou, nesta sexta-feira (09), o decreto que prorroga a vigência da onda roxa até o dia 18 de abril, em conformidade com as recomendações do Governo de Minas. Desta forma, as medidas restritivas dessa fase, como funcionamento apenas dos serviços essenciais, permanecem em vigor.

A única mudança é que o Comitê Extraordinário Covid-19 alterou, na última quarta-feira (07), a norma que restringe a circulação de pessoas das 20h às 5h e proíbe reuniões familiares durante a onda roxa, decretando o fim das duas medidas.

No entanto, a partir de agora a onda roxa passa a proibir a retirada em balcão, em todo o comércio não essencial, das 20h às 5h. Assim, estabelecimentos como bares e restaurantes só poderão funcionar em formato de delivery neste horário. Já supermercados e padarias terão o horário de funcionamento ampliado até as 22h.

Categoria: Política

A prefeitura divulgou que irá instalar barreiras sanitárias nesta quinta-feira (25) e na sexta-feira (26) em três locais de acesso a Pouso Alegre como forma de enfrentamento à Covid-19. Nesses dois dias, equipes da Secretaria Municipal de Saúde estão nos postos de fiscalização e orientação.

Os locais escolhidas para a instalação das barreiras são: Avenida Tuany Toledo (próximo ao Marques Plaza); MG-290 (próximo à Polícia Rodoviária Estadual); e Av. Pref. Olavo Gomes de Oliveira (próximo ao Corpo de Bombeiros).

As barreiras sanitárias vão funcionar das 7h às 18h e contarão com profissionais da área de saúde para aferir temperatura e orientar a população.

O objetivo das barreiras é investigar e buscar casos possivelmente sintomáticos. Se a pessoa apresentar sinal de febre ou algum dos sintomas, ela será orientada a procurar o serviço de saúde e manter isolamento domiciliar.

Uma das barreiras será no acesso a Pouso Alegre pela MG-290. Foto: Ascom prefeitura

Categoria: Política

Praça Senador José Bento foi interditada pela prefeitura de Pouso Alegre, como uma das medidas da onda roxa. Foto: Ascom prefeitura

O governo de Minas Gerais confirmou, no início da tarde desta quarta-feira (24), que todas as macrorregiões do estado permanecerão na onda roxa até o fim da Semana Santa, encerrando no domingo de Páscoa, dia 4 de abril. A decisão de estender o protocolo foi tomada durante reunião do Comitê Extraordinário Covid-19, grupo que se reúne semanalmente para avaliar o avanço da pandemia no estado.

Segundo o governo, a manutenção das medidas mais restritivas do plano Minas Consciente é necessária para que o sistema de Saúde restabeleça sua capacidade assistencial à população. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) estima que os resultados do isolamento aparecerão com, ao menos, 14 dias de onda roxa nos municípios mineiros.

As medidas são reavaliadas a cada sete dias pelo Comitê, considerando indicadores como taxa de óbitos, número casos e ocupação de leitos. Na próxima quarta-feira (31/3), o grupo se reúne para decidir as orientações a serem seguidas após o feriado da Páscoa.

Aumento de casos nos últimos dias

Os dados atuais da situação da pandemia mostram que a taxa de incidência da Covid-19 vem aumentando no estado, chegando a 42% nas últimas duas semanas, o que indica que, nos próximos dias, subirá também o número de internações. Na última semana, houve aumento de 6,1% no número de casos e de 6,8% nos óbitos. Já a positividade está em 43%.

“Ficou decidido hoje que o Estado vai prolongar até o domingo de Páscoa a onda roxa. Iremos prolongar os 15 dias já estabelecidos previamente para que a gente garanta que a incidência do estado caia e menos pacientes fiquem esperando por leitos nos hospitais”, disse o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti.

Ocupação de leitos
Outro dado que preocupa o Comitê Covid é que 12 das 14 macrorregiões mineiras têm hoje mais de 90% dos leitos de UTI exclusivo Covid ocupados. Em Pouso Alegre, a ocupação está acima de 100% desde a semana passada.

Em entrevista ao Terra do Mandu, a secretária de Saúde, Sílvia Regina Pereira, afirma que a situação é muito grave. Os doentes de Covid estão em leitos que seriam para pacientes de outras doenças. Não há vagas para receber pacientes de cidades vizinhas e já necessita de leitos em outros lugares, que não estão encontrando com facilidade. VEJA A ENTREVISTA NO MANDU NEWS. ÀS 18H30, NO FACEBOOK E NO YOUTUBE DO TERRA DO MANDU.

Isolamento reduz incidência de casos
Ainda de acordo com a SES-MG, as regiões de Minas que passaram para a onda roxa no início de março, antes da determinação para todo o estado, já começaram a apresentar queda na incidência. Triângulo Norte teve queda de 16% na incidência enquanto a macro Noroeste registrou diminuição de 19% nos últimos sete dias, o que indica a eficácia do isolamento social.