Categoria: Política

Operação do Gaeco em Pouso Alegre investiga fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro. O filho do empresário foi preso. Já o pai está viajando e terá que se apresentar até às 18h. Os desvios teriam ocorrido entre 2014 e 2016. Promotores darão entrevista coletiva ainda hoje.

Dois mandados de prisão foram cumpridos contra empresário e filho dele. Equipes estão nas ruas.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Ministério Público Federal (MPF)  deflagraram, na manhã desta quarta-feira (11), a Operação Capina para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão em empresas e residências de investigados de desviar recursos públicos do Município de Pouso Alegre.

Segundo as investigações, a organização criminosa praticou fraude à licitação, peculato (por meio de pagamentos feitos por serviços de locação de mão de obra não prestados) e lavagem de dinheiro. Os elementos colhidos pelo MPMG demonstraram que a organização criminosa desviou recursos públicos no montante de ao menos R$ 13.851.327,80 (treze milhões, oitocentos e cinquenta e um mil, trezentos e vinte e sete reais e oitenta centavos).

A atuação se deu por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Pouso Alegre, do Grupo Especial de Defesa do Patrimônio Público (GEPP) e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) – Núcleo Pouso Alegre -, do 1º Ofício da Procuradoria da República em Pouso Alegre, com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais, por meio do Grupo de Operação Policial (GOP) ligado ao Núcleo de Combate à Corrupção do MPMG, e a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais.

Participaram da operação quatro promotores de Justiça, um procurador da República, um delegado, cinco investigadores e um escrivão da Polícia Civil e doze policiais militares de Pouso Alegre.

Com informações da assessoria do MPMG.

Categoria: Política

Modesto (PTB) afirma que a prioridade é resgatar a identidade do Legislativo Municipal. VEJA A ENTREVISTA ABAIXO.

Os vereadores de Pouso Alegre elegeram nesta terça-feira (10), durante a última sessão ordinária do ano, a Mesa Diretora da Casa para o ano de 2020.

Quem vai presidir a Câmara no último ano da atual legislatura é o vereador Rodrigo Modesto (PTB). Compõem a nova mesa os parlamentares Rafael Aboláfio (PV), (vice-presidente), Dionísio Pereira (PR), (secretário), Dito Barbosa (PSDB), (segundo vice-presidente), Adriano da Farmácia (PR), (segundo secretário).

Em entrevista ao Terra do Mandu, o presidente eleito diz que a prioridade na sua gestão à frente da Câmara é resgatar a identidade do Poder Legislativo. Segundo Rodrigo Modesto, essa identidade foi perdida porque os vereadores têm atuado em causa própria.

CONFIRA A ENTREVISTA :


 

 

Categoria: Política

Proposta do vereador Bruno Dias (PR) foi aprovada em 1º turno. Em Pouso Alegre existem cerca de 150 terreiros. Dia municipal será comemorado em 15 de novembro, mesma data que já celebrado o Dia Nacional da Umbanda.

Seguidores da Umbanda estiveram na reunião da Câmara. Foto: Magson Gomes/Terra do Mandu

Os vereadores de Pouso Alegre aprovaram, em primeira votação, durante a sessão ordinária desta terça-feira (26), o projeto de lei que cria o Dia Municipal da Umbanda, Candomblé e demais religiões afro-brasileiras na cidade. A proposta é do vereador Bruno Dias (PR) e recebeu 13 votos favoráveis.

Os parlamentares destacaram a importância de se reforçar o desejo de acabar com a intolerância religiosa e garantir o livre direito de manifestação de crença, como está na Constituição Federal Brasileira.

O autor do projeto, vereador Bruno Dias, justificou que, no Brasil, há mais de 40 milhões de pessoas que seguem religiões de matrizes africanas e que a África é o berço da humanidade e uma matriz cultural importante para o povo brasileiro. “Assim sendo, torna-se justificável o fato de o Município ter em seu calendário de comemorações um dia dedicado àqueles que professam as religiões desta importante matriz”, apontou o vereador no texto do projeto.

O Dia Municipal da Umbanda, Candomblé e demais religiões afro-brasileiras será o dia 15 de novembro, que já é a data oficial do Dia Nacional da Umbanda, criado por Lei Federal nº 12.644.

“As religiões de matrizes africanas pregam a caridade, a fé e o trabalho em benefício de todos, independentemente de cor, raça, credo ou condição social. Muitas tendas e terreiros da cidade possuem um trabalho filantrópico e assistencial relevante para suas comunidades e praticantes”, afirma Bruno Dias.

ADEPTOS DA UMBANDA LOTARAM O AUDITÓRIO DA CÂMARA

Dezenas de seguidores da Umbanda estiveram na Câmara Municipal para acompanhar a votação do projeto. Em alguns momentos eles se manifestaram aplaudindo os discursos de vereadores e até entoaram cânticos.

O advogado e dirigente espiritual do terreiro de Umbanda Tenda de Luz, Vinícius da Silva Gonçalves, conta que em Pouso Alegre existem cerca de 150 terreiros de Umbanda. Porém, não existe um levantamento oficial e muitos desses locais estão na informalidade, não têm uma estrutura jurídica. Segundo o dirigente, porque as pessoas têm receio de se manifestar diante do pré-conceito que ainda existe na sociedade contra as religiões de raízes africanas.

“Na verdade, esse projeto é de grande relevância não só para a comunidade umbandista e candomblecista, mas também para os cidadãos. Não podemos perder o foco que a nossa sociedade tem raízes na cultura negra, em África. Essas religiões, por terem pilares em deuses negros, é mais um reconhecimento do povo brasileiro da importância que a mãe África tem em nossas vidas”, afirma o líder espiritual.

Vinícius Gonçalves ainda reforça que o contraponto sobre a criação desse dia municipal dedicado às religiões afro é o momento de grande intolerância religiosa, falta de respeito que a sociedade atravessa. “E você trazer esse assunto para discussão, conhecimento, é muito relevante. Costumo dizer que o conhecimento e o estudo afastam qualquer tipo de pré-conceito”, afirma o dirigente.

Membro da OAB de Pouso Alegre, o advogado conta que, recentemente, foi criada na subseção de a Comissão de Promoção e Igualdade Racial. “É algo novo para nossa cidade, também para a advocacia em Pouso Alegre e estamos elaborando projetos voltados para os advogados e para a sociedade, de maneira geral, como forma de minimizar essa diferença de situação que existe entre a minoria em nossa cidade. Isso inclui os negros e a religiosidade também”, finaliza.

Sobre o Candomblé e a Umbanda

A religião do Candomblé tem o registro do seu início no Brasil no século XIX, na Bahia. Já a Umbanda nasce no início do século XX. Quem trouxe o Candomblé para o Brasil foram os negros que vieram como escravos da África. Entre eles se destacavam dois grupos: os bantos, que vinham de regiões como o Congo, Angola e Moçambique, e os sudaneses, que vinham da Nigéria e do Benin.

O projeto que institui o Dia Municipal da Umbanda, Candomblé e demais religiões afro-brasileiras será apreciado em segunda votação na semana que vem e seguirá para sanção do prefeito Rafael Simões (PSDB).

Categoria: Política

Mourão conheceu os laboratórios e pesquisas tecnológicas desenvolvidas no Inatel, em Santa Rita do Sapucaí.  Na palestra, explicou a necessidade de reformas para o país voltar a crescer. Também comentou sobre a polarização na sociedade e disse ser contra a reeleição. O vice-presidente saiu sem falar com a imprensa. Leia o conteúdo da palestra.

Vice-presidente General Hamilton Mourão no Inatel. Foto: Ascom Inatel

O vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, esteve em Santa Rita do Sapucaí, Sul de Minas, nesta quarta-feira (20). Mourão fez uma palestra no Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Durante pouco mais de uma hora, o vice-presidente falou dos desafios e reformas que o Brasil precisa enfrentar para voltar a crescer.

No ambiente de pesquisas e desenvolvimento tecnológico, o General Mourão ainda abordou a importância da economia do conhecimento.

“Aqui é uma das vanguardas existentes no nosso país. Nos laboratórios a gente vê o pessoal trabalhando com a máquina, e procurando vencer a máquina o tempo todo. Isso é a economia do conhecimento. Essa é a pressão que tem hoje no mundo. Temos que estar numa constante inovação. Aqui no Inatel temos essa integração das empresas com o gerador do conhecimento. O governo tem que fazer o papel de indutor, facilitador”, disse Mourão.

Esse foi o segundo dia do vice-presidente no Sul de Minas. No dia anterior ele teve uma agenda fechada em Itajubá, onde visitou a Helibras, fabricante de helicópteros, e esteve na Universidade federal de Itajubá (Unifei), que também se destaca com pesquisas nas áreas de tecnologia e engenharias.

Durante a visita ao Inatel, antes de seguir para a palestra, Mourão conheceu os laboratórios, as pesquisas e inovações tecnológicas desenvolvidas pelo instituto. O Inatel é pioneiro em pesquisas como o desenvolvimento da urna eletrônica, o sinal da TV Digital e já faz testes com a tecnologia 5G para telefonia móvel.

Essa foi a primeira visita do vice-presidente ao Inatel. Em junho deste ano, o General Hamilton Mourão se reuniu, em Brasília, com o diretor e vice-diretor do Instituto, Carlos Nazareth Motta Marins e Guilherme Marcondes. Na oportunidade, foram apresentadas as iniciativas da instituição em prol da educação e desenvolvimento tecnológico do país.

Cerca de 800 pessoas acompanharam a palestra do vice-presidente. Foto: Ascom Inatel

A palestra foi realizada no Teatro do Inatel para uma plateia de pouco mais de 800 espectadores, entre moradores, empresários e políticos. O evento foi aberto por ordem de inscrição antecipada. O vice-governador de Minas, Paulo Brant (Novo), e o secretário de Governo, Bilac Pinto (DEM), estiveram presentes.

“Apenas uma sociedade forte e unida vai fazer superar esses desafios”, afirmou o vice-presidente ao dizer que “hoje os mares são turbulentos”.

Mourão disse que é preciso resgatar a economia brasileira, restabelecer a confiança da população nas instituições. Para o Brasil se tornar “a mais vibrante e próspera democracia liberal do Hemisfério Sul”.

Após uma análise histórica da política mundial, destacando situações vividas em países como Venezuela, Bolívia e Chile, o vice-presidente passou a falar da realidade do Brasil, país com grande capacidade de geração de riquezas, com localização estratégica e ótima geografia, mas tem tido dificuldade em transformar isso em poder. Apontou nichos de pobreza, “extremamente preocupantes”, e que tem que enfrentar, e uma infraestrutura que ficou parada no tempo.

CONTRA A REELEIÇÃO E PAÍS POLARIZADO

Ao comentar sobre a situação atual, o vice-presidente afirmou que o Brasil vive uma crise política ligada a questão psicossocial e disse ser contra a reeleição.

“Eu considero que o instituto da reeleição não foi bom, não é bom. Cada governo tem que ter seus quatro anos. A alternância no poder considero como base para o sistema democrático”, afirmou.

Mourão continuou o raciocínio analisando que a sociedade está dividida, muito por culpa das redes sociais, onde todo mundo que emitir opinião, mesmo sem ter conhecimento do assunto e ainda tem o problema da divulgação e compartilhamento de notícias falsas.

“Isso leva à polarização, a ver o outro como inimigo. E um caldo que mexe com isso toda é a crise econômica”.

CRISE ECONÔMICA

Para o vice-presidente, a crise econômica começou com a promulgação da Constituição Federal de 1988. “O documento foi elaborado pensando no passado e no presente, sem pensar no futuro. Feita na pressão. Criou série de despensas, mas não mostrou de onde iria sair as receitas”.

A partir disso, disse, os governos criaram cada vez mais impostos. Porém, não são investidos como deveria e, as políticas adotadas nos últimos anos deixou o país endividado, sem condições de investimentos.

REFORMAS E PRIVATIZAÇÕES

O vice-presidente afirmou que o Brasil voltar a crescer e gerar empregos serão necessárias as reformas, como a da previdência que já foi aprovada e entrou em vigor, fazer a reforma tributária, desonerar a folha de pagamento e ainda desburocratizar e desregulamentar algumas leis. “Há um excesso de leis que travam a liberdade econômica. Não é você que tem que dizer que está certo. O Estado que tem que dizer que você está errado”.

O general Mourão ainda citou que é preciso abrir a economia brasileira, mas que isso está ligado à reforma tributária. Também afirmou que o governo irá dar continuidade nas privatizações.

Finalizou a palestra dizendo que o governo Bolsonaro busca “chegar ao equilíbrio fiscal e aumentar a produtividade. Criar a sensação de segurança para as pessoas saírem na rua sabendo que não terão problema. E lembrar que estamos por políticas de estado, que seja perene”.

“Nós que temos de sustentar a posição nos remédios ortodoxas que estamos empregando para que tenhamos receitas e despesas com superávit e tenhamos maior produtividade. Por consequência o país progrida, gere empregos, tire esses 13 milhões de pessoas da situação de desemprego. Mas para isso a gente precisa mudar, esse pacote é de nós todos”, finalizou a palestra.

O vice-presidente Hamilton Mourão deixou a cidade sem falar com a imprensa.

Diretor do Inatel, o vice-governador de Minas e o secretário de Governo recepcionaram o General Mourão no Inatel. Foto: Ascom Inatel

Categoria: Política

De acordo com o secretário de Finanças, em 01/01/2017 havia R$ 42 milhões de restos a pagar, com R$ 22 milhões de recursos em caixa. Os credores que estão com a documentação habilitada vão receber até semana que vem. Casos que estão na justiça, precisam aguardar decisão judicial.

Secretário de Finanças Júlio Tavares, durante entrevista coletiva na prefeitura. Foto: Magson Gomes/ Terra do Mandu

Até a próxima segunda-feira (25/11) a prefeitura de Pouso Alegre irá pagar todos seus credores que tinham dívidas a receber acumuladas até 31/12/2016. O anúncio do pagamento foi feito nesta terça-feira (19) pelo secretário municipal de Administração e Finanças, Júlio César da Silva Tavares, durante uma entrevista coletiva na sede da prefeitura. O pagamento aos credores que já estão com a documentação habilitada para receber do município.

O valor total das dívidas que não tinham previsão de recursos no orçamento da prefeitura soma um total de quase R$ 19 milhões. Para juntar o dinheiro necessário para quitar as dívidas com diferentes prestadores de serviço ao município, foi criado o Fundo Municipal de Restos a Pagar, instituído pela Lei Municipal 5789/17, onde era destinado o percentual de 1,5% da receita líquida da prefeitura.

“O fundo de restos a pagar foi instituído para que nós pudéssemos atender aos interesses dos credores e da municipalidade diante da situação deficitária que nós recebemos as finanças municipais no dia 01 de janeiro de 2017”, explica o secretário de Finanças Júlio Tavares.

Ainda de acordo com o secretário, o total de restos a pagar deixados pela administração anterior foi de R$ 33 milhões referentes a diversos prestadores de serviço, saúde e educação. Mais R$ 8 milhões referentes a outras fontes vinculadas, como convênios, por exemplo.

Para esses pagamentos, foram deixados no caixa da prefeitura R$ 22 milhões, que foram usados cerca de R$ 13 milhões, no primeiro momento, para quitar folha de pagamento e cartão alimentação dos servidores municipais.

“A partir daí fomos colocando os credores em ordem cronológica, de acordo com a disponibilidade dos recursos livres, que não estavam vinculados à saúde e educação, por exemplo”, conta o secretário.

Segundo Júlio Tavares, com o fundo para reservar os recursos criado, a previsão era de que em 35 meses seria possível realizar todos os pagamentos. “E nós estamos fazendo um pouquinho antes. Agora em novembro atingimos os 34 meses e temos condições de pagar todos os credores”.

O secretário ainda afirma que, com o pagamento dessas dívidas, “o município de Pouso Alegre volta a ter a característica de bom pagador, de cumprir suas obrigações. Esse foi o grande objetivo da criação do fundo de restos a pagar. Avalio que o resultado foi muito positivo”.

A SITUAÇÃO PARA CADA PAGAMENTO, SEGUNDO A PREFEITURA:

Desde a criação do Fundo Municipal de Restos a Pagar, foram realizados pagamentos no valor total de R$ 7.845.703,08, referente a 583 despesas liquidadas. Faltando o pagamento de R$ 10.228.194,53 referente a 471 despesas liquidadas.

Os pagamentos serão realizados a todos os credores que cumpriram o requisito da Lei 5789/17 e apresentaram a documentação que demonstram a regularidade de seu crédito junto ao Município. Estes pagamentos totalizam R$ 1.415.712,61 e serão depositados nas contas indicadas pelos credores até 25/11/2019 e referem-se a 111 liquidações.

Existem credores que ingressaram com ações judiciais para a cobrança dos valores inscritos no Fundo de Restos a Pagar e ficarão disponíveis para pagamento conforme o andamento do processo na forma das decisões judiciais. Tais créditos totalizam R$ R$ 1.542.158,40 referente a 40 créditos inscritos.

Os credores que ainda não apresentaram documentos que demonstrem a regularidade de seu crédito, devem fazer imediatamente a entrega dos documentos e os pagamentos serão realizados alguns dias após. Expediremos notificações estabelecendo um prazo para as providências. O montante dos credores nesta situação é de R$ 2.253.025,24 referente a 310 créditos inscritos.

Estão inscritos no Fundo de Restos a Pagar 10 liquidações que por recomendação do Ministério Público do Estado de Minas Gerais tiveram seus pagamentos suspensos até nova deliberação. Totalizam R$ R$ 4.974.948,28.

Categoria: Política

Dino Francescato estava na administração de Rafael Simões desde janeiro de 2017. Os motivos da saída seria assuntos pessoais e pela idade. Durante a sessão de ontem, vereadores comentaram a gestão de Francescato na pasta.

Foto: Ascom/PMPA

O empresário Dino Francescato deixou o posto de secretário municipal de Desenvolvimento de Econômico da prefeitura de Pouso Alegre. A notícia foi confirmada pela assessoria de comunicação da prefeitura.

No final da tarde desta quarta-feira (06) foi divulgada uma carta, assinada pelo empresário, onde ele explica os motivos para deixar o cargo e agradece ao prefeito Rafael Simões (PDSB) pelo período que esteve no governo municipal. Dino Francescato ainda afirma que, mesmo fora do posto, continuará contribuindo para a atração de mais investimentos para a cidade.

Carta em que Dino Francescato explica os motivos para deixar a pasta. reprodução

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o substituto ainda não foi informado para o cargo.

VASTA EXPERIÊNCIA GESTÃO INDUSTRIAL

No currículo de Dino Francescato, publicado no site da prefeitura, informa o secretário tem vasta experiência em Gestão Industrial sendo responsável pelo desenvolvimento de projetos de implantação de fábricas na Argentina, Colômbia, México, Escócia, França, Holanda, Coréia, Japão, Taiwan e Hong Kong, além de vários projetos de racionalização e modernização de outras unidades em diversos outros países.

Dino Francescato estava na administração do prefeito Rafael Simões (PSDB) desde o início do governo, em janeiro de 2017. Ele era considerado como um dos mais importantes nomes da administração, responsável por atrair grandes investimentos para a cidade.

Diretores da Unilever, prefeito e o secretário de Desenvolvimento Econômico durante anúncio em 2018. (Foto: Terra do Mandu)

Nesse período, Francescato participou das conversas que confirmaram o retorno para Pouso Alegre da linha Hellmann´s e Arisco da Unilever. O investimento para ampliação da fábrica na cidade é de R$ 127 milhões. As operações começam neste segundo semestre de 2019, com geração de 200 empregos diretos e 150 indiretos.

Em 1975, Dino Francescato foi responsável pela chegada da Refinações de Milho Brasil LTDA a Pouso Alegre, hoje Unilever.

Ainda na atual administração, Francescato esteve envolvido nas negociações com grupos farmacêuticos que estão investindo R$ 1,4 bilhão, transformando Pouso Alegre em polo do setor.

Ainda como secretário, Dino afirmou que “a posição geográfica e a logística são pontos favoráveis, mas o que realmente tem alavancado a vinda de novos investimentos para a cidade é a mudança de perspectiva com relação ao tratamento dispensado a quem quer investir aqui. Temos procurado atender a todos os grupos empresariais que chegam, mostrando que o município tem mão de obra qualificada e uma excelente estrutura urbana, com oferta de universidades, unidades de saúde especializadas e toda a rede de serviços encontrada em grandes centros urbanos”.

ASSUNTO NA CÂMARA

Durante a sessão ordinária desta terça-feira (05), vereadores da base do prefeito agradeceram os serviços prestados pelo secretário nesses quase três anos no governo. Os parlamentares destacaram os investimentos atraídos no período, com a criação de novas vagas de emprego.

Categoria: Política

Nova rodada começa nesta segunda e vai até sexta. A elaboração do plano diretor é obrigatória para cidades acima de 20 mil habitantes. Ele é um instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana.

Novos edifícios e novos loteamentos não param de surgir na cidade. Esse desenvolvimento precisa é orientado pelo PDM. Foto: Magson Gomes/Terra do Mandu

Nesta segunda-feira (21) tem início a 3ª rodada de audiências públicas para elaboração do Plano Diretor de Pouso Alegre. O debate de hoje será no CAIC do bairro São João, a partir das 19h. Os moradores são convidados a participar. Até a próxima sexta (25), outras regiões da cidade receberão as reuniões itinerantes.

O assunto na pauta da rodada é: “Estratégias de Desenvolvimento Urbano, Macrozoneamento e Zoneamento Urbano”. A elaboração do plano diretor é obrigatória para cidades acima de 20 mil habitantes. Ele é um instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana.

Em Pouso Alegre, os trabalhos são coordenados pela Superintendência de Projetos Especiais da Prefeitura, com orientação de técnicos da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI).

ESTUDO PROJETA QUE POUSO ALEGRE PODERÁ CHEGAR A 280 MIL HABITANTES DAQUI 20 ANOS

“O Plano Diretor Municipal é obrigatoriamente participativo e deve garantir que a prefeitura, vereadores e comunidade, por meio de representantes da sociedade civil organizada de vários setores, participem da sua elaboração, traçando as diretrizes para o desenvolvimento geral do município”, explica o coordenador José Carlos Costa.

A principal finalidade do Plano Diretor é orientar a atuação do poder público e da iniciativa privada na construção dos espaços urbano e rural na oferta dos serviços públicos essenciais, visando assegurar melhores condições de vida para a população. O PDM define a política para a solução dos problemas escolhidos e fixa objetivos e diretrizes da organização territorial.

As audiências públicas serão realizadas nos seguintes locais e horários:

21/10 – segunda-feira, 19h – CAIC São João – Av. Três Corações, 1450 –  (região do bairro São João)

21/10 – segunda-feira, 19h – UAITEC (Av. Ver. Antonio da Costa Rios, 1.154 – São Geraldo)

22/10 – terça-feira, 19h – CAIC Árvore Grande – Rua Ennes Baganha, 315  (região do bairro Árvore Grande)

22/10 – terça-feira, 19h30 – Salão Paroquial do bairro Pantano – Praça Dom Otávio (região do Distrito do Pantano)

23/10 – quarta-feira, 19h – Escola Municipal Pio XII – Rua Hilda Maria Bueno (região do bairro Cidade Jardim)

23/10 – quarta-feira, 19h – Câmara Municipal – Av. São Francisco (região do bairro Primavera e Centro)

24/10 – quinta-feira, 19h30 – Escola Municipal do Cervo (região do bairro do Cervo)

24/10 – quinta-feira, 19h – Escola Municipal Dr. Vasconcelos Costa – Rua Sebastião Nicolau Andrade, 45 (região do bairro Faisqueira)

25/10 – sexta-feira, 19h – Escola Municipal Clarisse Toledo  – Rua Palmeiras da Concórdia, 317 (região do bairro São Cristóvão)

25/10 – sexta-feira, 19h30 – Escola Municipal do Algodão (região do bairro Algodão)

Informações detalhadas sobre as etapas e produtos que estão sendo desenvolvidos no PDM, estão disponíveis no site http://www.planodiretor.pousoalegre.neiru.org/

Categoria: Política

Para o prefeito de Pouso Alegre, Rafael Simões (PSDB), não resta dúvida de que a cidade é a ‘locomotiva’ do Sul de Minas. Segundo ele, Pouso Alegre cresce e traz consigo outras cidades circunvizinhas.

Rafael Simões afirma que o governo do estado precisa olhar com mais carinho para o Sul de Minas, “a grande joia da coroa hoje, em especial para Pouso Alegre, que está se destacando como a cidade que mais cresce”.

Na entrevista a seguir, o prefeito comenta sobre os investimentos que estão sendo feitos na cidade, com novas industrias que chegam e atraem outras empresas fornecedoras. Simões lembra que Pouso Alegre tem um polo industrial multissetorial, com forte presença de empresas farmacêuticas e alimentícias, que sofrem menos impacto de uma crise nacional e mantêm o bom desempenho na economia do município.

Rafael Simões também fala das ações da prefeitura para garantir que a cidade continue se desenvolvendo e não perca a qualidade de vida.

CONFIRA A ENTREVISTA EM VÍDEO:

Terra do Mandu: – Prefeito, por que o senhor considera Pouso Alegre como locomotiva do Sul de Minas?

Rafael Simões, prefeito de Pouso Alegre: Olha, eu não tenho dúvida de que hoje Pouso Alegre é a cidade mais importante do Sul de Minas, é a locomotiva que carrega não só a si própria, como traz junto as cidades circunvizinhas. Porque hoje nós somos o maior polo farmacêutico de Minas Gerais e um dos maiores do Brasil, além disso temos aqui indústrias alimentícias de expressão muito grande, como a Unilever, a General Mills [antiga Yoki] e agora chegando a Aryzta [empresa suíça que anunciou vinda para a cidade, com investimento de R$ 150 milhões]. Então, nós temos aqui um polo farmacêutico e um polo de alimentação muito importantes.

Terra do Mandu: Pouso Alegre tem um polo industrial multissetorial. O senhor considera algum setor mais importante para a cidade?

Rafael Simões: Eu acho que todos se somam para poder trazer qualidade de vida para a população. Porque nós temos setores que não vivem em crise, não dependem muito do mercado, porque com saúde não se brinca. Então, as pessoas precisam tomar remédio. Da mesma forma na área alimentícia, as pessoas têm que comer. Então, são indústrias que não estão muito vulneráveis às crises porque passam o país.

Terra do Mandu: Como o senhor já disse, Pouso Alegre é o polo farmacêutico de Minas Gerais –  em três anos, R$ 1 bilhão e R$ 400 milhões de investimentos estão sendo feitos por aqui. O que falta para Pouso Alegre se tornar um polo farmacêutico nacional, que hoje é a cidade de Anápolis, em Goiás?

Rafael Simões: Nós já estamos trabalhando nisso. Porque na medida em que essas indústrias farmacêuticas estão chegando, elas trazem os prestadores juntos, e a gente tem feito esse trabalho junto a todas as indústrias.

Eu me reuni com a Cimed, que irá fazer um investimento de R$ 190 milhões na antiga fábrica da Locomotiva. O Grupo Cimed já está fazendo contato com seus fornecedores para que eles venham ficar mais próximos. Da mesma forma que a Biolab está chegando com seu complexo industrial e o centro de distribuição; a Cristália [dona da Sanobiol que já está no município] também vai fazer um centro de distribuição. Nós acabamos de assinar com a Supera RX, que vai faturar R$ 50 milhões por mês em Pouso Alegre. Tudo isso vai se somando, e eles vão se ajudando, até porque eles querem o fornecedor próximo para poder reduzir custos de locomoção da mercadoria.

Terra do Mandu: Prefeito, de que forma esse tipo de emprego, principalmente no setor farmacêutico, é bom para a cidade?

Rafael Simões: São empregos de qualidade. Nós teríamos que entender que o processo econômico é sistêmico. Se eu tenho um emprego de qualidade, se eu ganho bem, eu posso gastar no comércio, eu posso gastar na construção civil, ou seja, de fato nós vamos criar uma cidade muito próspera.

Terra do Mandu: A cidade é a que mais gera emprego, 4 mil vagas nesses últimos anos em que o senhor está na administração. Pouso Alegre não para de crescer, mas como crescer e desenvolver com qualidade de vida?

Rafael Simões: Nós estamos desenvolvendo um trabalho de planejamento. Inclusive estamos para aprovar o novo plano diretor. Isso nós temos muito claro aqui, nós queremos que nossa cidade cresça, mas cresça mantendo a qualidade de vida. Por isso, estamos avaliando projetos imobiliários em Pouso Alegre para que a gente não perca de vista esta situação.

E o fato de nós estarmos trabalhando no sentido de trazermos empresas que trazem consigo um valor agregado, nós vamos aí diminuindo a dependência desses trabalhadores do poder público. Porque se o cara ganha bem, ele tem condições de colocar o filho dele numa escola particular, ele tem o plano de saúde que a empresa fornece; com isso, nós teremos uma condição ainda melhor para atender aqueles que não podem fazer uso do plano de saúde ou de uma escola particular.

Terra do Mandu: E tem essa preocupação também prefeito, nesse sentido de criar essa rede para atender essas pessoas que chegam na educação, na saúde…

Rafael Simões: Então, nós agora acabamos de fazer algo inédito. Ao invés de vendermos terrenos, nós fizemos uma permuta. Nós tínhamos um terreno em desuso, nós fizemos um chamamento público, a empresa que ficou com o terreno para fazer o empreendimento imobiliário, vai edificar para nós uma nova escola que vai gerar mais de mil vagas, e nós temos planejamento aqui para gerar mais mil vagas. Então, nós estamos preparados para receber esse crescimento, sem perder qualidade de vida.

Terra do Mandu: A cidade cresce e tem seus desafios, principalmente na questão da mobilidade urbana. A prefeitura anunciou obras como a Via Faisqueira, uma nova avenida no São João. Mas, Pouso Alegre ainda precisa melhorar neste sentido. O que fazer prefeito?

Rafael Simões: É isso que estamos fazendo. O asfaltamento tem duas razões. Primeiro a recomposição do piso, mas também no sentido de criar mobilidade. Então, nós estamos criando trajetos alternativos para poder desafogar aquelas principais vias que, habitualmente, eram utilizadas.

Podemos dar um exemplo aqui no caso da Rua Silviano Brandão. É uma via importante que leva ao bairro São João, bairro Santa Barbara, Jardim América e ao Jardim Noronha. O que nós fizemos? Nós asfaltamos a Bueno Brandão, asfaltamos a Rua da Tijuca para que as pessoas possam ter mobilidade e desafogar essas principais vias.

Terra do Mandu: Quais são os outros desafios que existem para Pouso Alegre?

Rafael Simões: Nós precisamos ainda que o governo do estado enxergue que o Sul de Minas é a grande joia da coroa hoje. Com relação a esses problemas que nós tivemos aí na mineração, e pela proximidade que nós estamos aqui no Estado de São Paulo.

O governo precisa olhar com mais carinho para o Sul de Minas e em especial para Pouso Alegre, que está se destacando como a cidade que mais cresce. Saiu agora um estudo que é a 6ª cidade mais conectada de Minas Gerais. Então, tudo isso evidencia que nós estamos no caminho certo e ainda há muito por se fazer, porque lamentavelmente a nossa cidade ficou abandonada por algum tempo. Mas, não só a prefeitura, como a própria comunidade, os empresários já entenderam qual o modelo que nós queremos e nós vamos trabalhar em conjunto para, cada dia mais, Pouso Alegre crescer sem perder sua qualidade de vida. A cidade não para jamais.

Categoria: Política

Após extinção da Guarda Municipal, alguns servidores estão sendo reaproveitados na nova função.

A partir dessa semana, novos agentes de trânsito vão para as ruas de Pouso Alegre. Nesta terça-feira (15), a prefeitura formou 16 novos agentes para trabalhar nas ruas da cidade. Os agentes são ex-guardas municipais que passam a desempenhar a nova função. Os certificados de conclusão do curso de 200 horas foram entregues nesta terça-feira (15).

O secretário de Transporte e Trânsito, Wagner Mutti, explica que os servidores vão se juntar aos 12 agentes que já atuam no trânsito de Pouso Alegre. “Era a necessidade de ampliar nossos quadros de agentes, para trabalhar tanto na educação como na fiscalização do trânsito”.

Durante o evento de entrega de certificado, o prefeito Rafael Simões (PSDB) comentou que a cidade está crescendo e precisa de mais pessoas trabalhando na orientação do trânsito. O prefeito afirma que esse será o papel principal, orientar. “A orientação é nesse sentido. Primeiro orientar para depois multar. Nós não queremos criar uma fábrica de multas. Nós queremos que as pessoas de Pouso Alegre e aquelas que visitam nossa cidade sejam muito bem tratadas e orientadas para que possam se locomover da melhor forma possível”, disse Simões.

A EXTINÇÃO DA GM E O REAPROVEITAMENTO DOS EX-GMs

A extinção da Guarda Municipal de Pouso Alegre, aprovada na Câmara Municipal no início desse ano, gerou muita discussão na cidade. O projeto enviado pelo prefeito argumentava economia aos cofres públicos e necessidade de contratar empresa privada, já que, segundo o projeto, a maioria dos 115 guardas não poderia ser aproveitado para a vigilância armada.

“Nós estamos reaproveitando dentro daquilo que foi colocado na época. Os 16 mais qualificados nesse concurso de agente. Os outros guardas também estão sendo utilizados em outras áreas. E com isso, a gente está fazendo uma reestruturação na máquina administrativa, sempre objetivando atender o povo de Pouso Alegre”, afirmou o prefeito.

Claudionor Dutra dos Reis trabalhou 20 anos na Guarda Municipal e agora passa a desempenhar a função de agente de trânsito. “Já que a Guarda foi extinta, a gente tem uma nova função e sentir produtivo”, disse o agente Dutra.

Categoria: Política

Proposta recebeu três votos a favor e 8 votos contra. Vereadores fazem duas reuniões por mês e recebem R$ 3.061,80, enquanto o salário base dos professores é de R$ 1.598,58 para 25 horas semanais. Moradores lotaram a Câmara e protestaram após resultado da votação.

Proposta da vereadora Marcela Monteiro (PV) precisava de seis votos para passar. Foto: Bia Rodrigues

A Câmara de vereadores de Borda da Mata, no Sul de Minas, rejeitou o projeto de lei que pretendia igualar o salário dos parlamentares ao salário dos professores da rede municipal. O placar da votação, realizada na última sexta-feira (11), foi de três votos a favor e oito contra.

A proposta da vereadora Marcela Mary dos Santos Monteiro (PV) é para reduzir o salário dos vereadores em 51% para equiparar os vencimentos ao que um professor do ensino fundamental recebe. Eram necessários 6 votos, dos 11 vereadores. Se tivesse passado, o salário dos vereadores da próxima legislatura 2021/2024 seria de R$ 1.500.

A autora do PL justifica que “enquanto um vereador trabalhar duas vezes por mês, um professor precisa cumprir carga horária semanal e ainda ganha valor inferior de um vereador. Porque um vereador pode ganhar mais que um professor? ”, questiona.

Os vereadores da cidade têm duas sessões ordinárias por mês. Cada reunião dura, em média, 30 minutos. O salário mensal de cada parlamentar é de R$ 3.061,80, bruto. Já um professor de ensino fundamental da cidade trabalha 25 horas semanais, ou seja, cerca de 100 horas por mês, e tem um salário base de R$ 1.598,58.

PRESSÃO POPULAR

Mesmo com a pressão da população o projeto não passou. A Câmara, que costuma ficar vazia em dia de sessão ordinária, ficou lotada na sexta-feira. Moradores levaram faixas e se manifestaram, pedindo a aprovação do projeto. Mas, não adiantou.

Até o presidente do Legislativo, Benedito Delfino de Mira (PSDB), que votaria apenas em caso de empate, fez questão de se manifestar contra a proposta de igualar os salários. Diferente do tom da usado para falar com nossa reportagem no mês passado, quando disse que seria a favor de que os vereadores fossem remunerados pelo dia de serviço trabalho. “Meu pai foi vereador 50 anos atrás. Naquela época, eles só recebiam o dia de serviço. Eu era a favor de que, cada reunião que fosse, poder ganhar R$ 100, que é o dia de serviço, e pronto”, disse.

Cerca de 100 pessoas acompanharam a sessão e protestaram após o resultado da votação. Foto: Bia Rodrigues

ECONOMIA SERIA DE MAIS DE R$ 200 MIL

Se fosse aprovada a redução do salário dos vereadores, a economia para os cofres do município será de mais de R$ 200 mil ao ano. “Seria uma economia muito grande. No tempo de crise, a gente tem que fazer a nossa parte também”, disse a autora da proposta, vereadora Marcela.