Categoria: Política

Ação da prefeitura de Pouso Alegre foi proposta com base em CPI da Câmara de Vereadores que apurou irregularidades no serviço da concessionária de abastecimento e saneamento. VEJA A REPORTAGEM

A prefeitura de Pouso Alegre propôs uma Ação Civil Pública contra a Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (Copasa). Na ação que já tramita na 2ª Vara Cível de Pouso Alegre, o município questiona que a concessionária não está cumprindo o contrato, deixando de coletar e tratar parte do esgoto gerado na cidade. De acordo com a prefeitura, são mais de 30 pontos onde há lançamento de esgoto irregularmente.

O prefeito Rafael Simões (PSDB) concedeu entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (26) e explicou que na ação, o município pede liminar para que a Copasa seja proibida de lançar o esgoto in natura nos rios, córregos e lagos do município. E que a empresa seja condenada a pagar uma indenização de R$ 1,5 milhão por danos morais coletivos.

Outro pedido que consta no processo judicial é que seja suspensa a cobrança da tarifa de esgoto que hoje representa 90% do valor da conta paga pelo consumidor de Pouso Alegre.

Esgoto em rua do bairro São Geraldo – Foto: Terra do Mandu

De acordo com o prefeito, a ação foi elaborada com base nos trabalhos realizados pela comissão parlamentar de inquérito da Câmara Municipal de Pouso Alegre que, por seis meses, analisou as denúncias de irregularidades na prestação do serviço de coleta e tratamento de esgoto na cidade.

 O outro lado

Entramos em contato com a assessoria de comunicação da Copasa. A resposta é que a companhia não foi notificada da ação.

“A Copasa informa que não foi notificada sobre essa ação da Prefeitura Municipal de Pouso Alegre e reitera seu compromisso em prestar serviços de qualidade em abastecimento de água e em esgotamento sanitário no município”, informou a assessoria de comunicação da empresa.

Categoria: Política

Obra deverá começar este ano, mas licitação ainda precisa ser feita.

Na manhã desta quarta-feira (20) foi assinado o contrato entre a prefeitura de Pouso Alegre e a Caixa Econômica Federal para execução de obras de galerias para contenção de alagamentos na região central da cidade. Serão construídos mais de três quilômetros de galerias na parte alta da bacia do Primavera, de onde descem as enxurradas que alagam ruas do Centro. O valor da obra está previsto em cerca de R$ 15 milhões (R$ 14.933.971,59). A maior parte desses recursos (R$14.044.773,01) será financiada pela Caixa, o restante é a contrapartida da prefeitura.

Durante a assinatura do contrato, o prefeito Rafael Simões (PSDB) explicou que foi feito um estudo pela Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) que norteou toda a elaboração do projeto, criando o sistema de drenagem da região do Primavera. Os estudos da UNIFEI, que mapeou todo o trajeto das galerias na cidade, apontaram que o bairro Primavera é uma das principais áreas do município afetadas pelas inundações. Pelo local também são escoadas as águas de chuvas de outros bairros como, por exemplo, João Paulo II, Santo Antônio e Boa Vista, causando uma sobrecarga no sistema de drenagem.

O prefeito acredita que, após a execução das novas galerias, o problema dos alagamentos nessa área da cidade será resolvido. VEJA AS DECLARAÇÕES NO VÍDEO ACIMA.

Ainda segundo a prefeitura, a previsão é que as obras tenham início ainda em 2019, mas o serviço ainda precisa ser licitado. Também não há prazo para que as obras sejam concluídas.

VEJA COMO FICAM RUAS CENTRAIS EM DIAS DE CHUVAS FORTES. VÍDEO DO FIM DO ANO PASSADO.

Galerias construídas na gestão passada

Em 2015 a prefeitura de Pouso Alegre concluiu a construção de novas galerias pluviais na área central de Pouso Alegre. Foram colocadas novas tubulações nas ruas Comendador José Garcia, Monsenhor Dutra, Bom Jesus e São João. Porém, mesmo após fim de obras de reconstrução dessas galerias, as ruas continuaram com inundações. De acordo com a atual administração, o serviço foi mal planejado e mal executado.

Categoria: Política


A extinção da Guarda Municipal de Pouso Alegre foi aprovada pelos vereadores durante sessão ordinária desta terça-feira (26). O projeto de lei enviado pelo prefeito Rafael Simões (PSDB) foi aprovado por 10 votos a quatro, em única votação.

Para extinguir a guarda, os vereadores alteraram a Lei Orgânica do Município, onde a instituição estava prevista. Foram duas sessões extraordinárias para mudar a lei, nos dias 08 e 22 deste mês. Em seguida, seria a hora de votar o projeto que acaba com a categoria. A proposta não estava na pauta da sessão de ontem, mas o líder do prefeito na Câmara pediu a inclusão.

Alguns guardas foram para a Câmara às pressas para acompanhar a votação, e protestaram.

O presidente do sindicato dos servidores públicos municipais, Leon Camargo, critica a forma como o assunto foi conduzido.

Segundo o texto do projeto de lei aprovado, a guarda será extinta num prazo de 60 dias, após a aprovação. Os guardas municipais serão aproveitados em outros setores da prefeitura, sem perder o salário base. Porém, a reclamação da categoria é que os salários serão reduzidos em até 60% porque deixarão de receber benefícios de adicional noturno, periculosidade e horas extras.

O vereador Edson Donizeti (PSDB) propôs uma emenda para que o prazo para a lei entrar em vigor fosse de oito meses, mas a proposta não passou.

As justificativas da prefeitura para extinguir a Guarda Municipal são o corte de gastos e a necessidade de contratar vigilância armada.

NOTA ENVIADA PELA ASSESSORIA DA PREFEITURA SOBRE EXITINÇÃO DA GUARDA MUNICIPAL

A Guarda Municipal de Pouso Alegre é constituída por 113 membros. Desses, apenas 17 são concursados para a categoria. Os demais 96, embora concursados no serviço público, são vigilantes remanejados. Não são, de fato, guardas municipais.

– Na conjuntura atual, a Guarda Municipal não atende de forma satisfatória seus propósitos e necessidades do município para garantir a integridade do seu patrimônio, havendo a necessidade de contratar vigilância armada para conter a ação de vândalos contra bens públicos. Não é vantajoso a municipalidade custear o necessário treinamento e armamento para os servidores, grande parte deles prestes a se aposentar.

– Nenhum prejuízo haverá aos servidores integrantes da Guarda Municipal. Na forma do Estatuto dos Servidores Públicos de Pouso Alegre, eles serão aproveitados em funções compatíveis com sua formação e habilidades, sem prejuízo na sua remuneração.

– A medida foi proposta com foco na economia, na adequação do aparato estatal e na eficiência. A população clama por tais valores e o Poder Executivo precisa conferir maior leveza e proveito ao serviço público e à administração municipal

 

Categoria: Política

Projeto polêmico foi colocado na pauta após início da sessão desta terça-feira.

Os vereadores de Pouso Alegre aprovaram, em única votação, o fim da Guarda Civil Municipal. O projeto de lei foi enviado à Câmara pelo prefeito Rafael Simões (PSDB). A proposta não constava na pauta da sessão ordinária desta terça-feira (26), mas foi incluída após o início da reunião a pedido do líder do prefeito na casa, vereador Rodrigo Modesto (PTB). O placar pelo fim da GCM foi de 10 votos a favor e quatro contra.

O projeto foi votado depois dos vereadores mudarem a Lei Orgânica do município, permitindo por fim à Guarda. A alteração na Lei Orgânica ocorreu em duas sessões extraordinárias, a última na sexta-feira (22), quando houve protestos dos guardas.

Como não havia previsão do projeto na pauta, o número de guardas presentes na sessão foi menor que nas sessões onde o assunto foi abordado.

O que alega a prefeitura para acabar com a categoria

O projeto de extinção da Guarda Municipal de Pouso Alegre foi enviado à Câmara em janeiro pelo prefeito Rafael Simões. Na justifica ele alega corte de gastos na administração municipal e, ao mesmo tempo, a necessidade de contratação de vigilância armada no município.

“Reconhece-se o relevante serviço prestados pelo guardas municipais, no entanto a medida se impõe para contenção de gastos”, afirma o prefeito na justificativa. Em seguida explica no documento que a Guarda Municipal não está mais cumprindo o seu papel de proteger os bens públicos, levando em consideração os atos de vandalismo ocorridos nos últimos dois anos. “E diante desse cenário não se pode fechar os olhos para o seguinte fato: necessita-se de uma vigia armada (a fim de coibir a ação de vândalos), e não é vantajoso à municipalidade custear o necessário treinamento e armamento para os servidores atuantes (que em larga medida estão prestes a se aposentar)”.

Segundo a prefeitura, com a extinção da categoria, os guardas serão remanejados para outras áreas da administração público, sem prejuízo à sua remuneração, neste caso seria do salário base, já que os benefícios atrelados à função de guardas deixariam de ser pagos.

LEIA MAIS: Prefeitura de Pouso Alegre envia à Câmara projeto que extingue Guarda Municipal

Sindicatos e outras entidades contestam

As justificativas para o fim da Guarda são contestadas pelo sindicato que representa a categoria. Segundo Leon Camargo, não haverá economia para a prefeitura porque os guardas são concursados e não poderão ser demitidos e ainda terá o custo da contratação da empresa terceirizada de vigilância, pretendido pelo município. O representante da categoria também argumenta que o município tem verba para investir na Guarda e poderia conseguir repasses federais. “Mantendo a Guarda Municipal, o município pode acessar recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) que, em 2019, disponibiliza R$ 1 bilhão para estados e municípios”.

Sobre a ineficiência da Guarda, apontada na justificativa da prefeitura, Leon Camargo, afirma que a categoria já recebeu diversas honrarias ao longo dos 28 anos de existência, mas sofre com a falta de investimentos. “Os prédios públicos alvo de vândalos ao longo de 2017 e 2018 ou estavam sem vigilância da GCM ou contava com número insuficiente de agentes, como no caso da Policlínica, que fica em local de alta criminalidade, mas a Prefeitura mantém um único guarda. Também pudera, há dois anos, os guardas não recebem sequer fardamento da Prefeitura, o que dirá contar com efetivo suficiente para empregar na segurança do patrimônio público”.

 

Categoria: Política

Agora com a mudança na Lei Orgânica, a Câmara vai votar nos próximos dias o projeto do prefeito que extingue a categoria no município.

Em sessão extraordinária realizada na tarde desta sexta-feira (22), os vereadores de Pouso Alegre aprovaram em segunda e última votação o projeto de lei que possibilita acabar com a Guarda Civil Municipal. O placar da votação foi o mesmo do primeiro turno, 11 votos a favor e quatro contra.

Os guardas mantiveram a rotina dos últimos dias e protestaram contra a extinção da categoria. Mas não tiveram êxito.

LEIA TAMBÉM: Guardas marcham contra extinção da categoria em Pouso Alegre

O líder do prefeito na Câmara, vereador Rodrigo Modesto (PTB), defende a extinção da Guarda por acreditar na proposta do prefeito Rafael Simões (PSDB).

O vereador Edson Donizeti (PSDB) votou contra a extinção e diz que deveria haver investimento e transformar a guarda em polícia municipal, como prevê leis federais.

O presidente do sindicato que representa a categoria, Leon Camargo, diz que os guardas serão prejudicados com a medida e será mantida a mobilização para não acabar com a Guarda Municipal.

Com a alteração aprovada na Lei Orgânica, os vereadores vão apreciar, nas próximas sessões, o projeto enviado pela prefeitura que extingue a GCM.

Vereadores aprovaram permissão para acabar com a Guarda Municipal de Pouso Alegre – Foto: Terra do Mandu

O que alega a prefeitura para acabar com a categoria

O projeto de extinção da Guarda Municipal de Pouso Alegre foi enviado à Câmara em janeiro pelo prefeito Rafael Simões. Na justifica ele alega corte de gastos na administração municipal e, ao mesmo tempo, a necessidade de contratação de vigilância armada no município.

“Reconhece-se o relevante serviço prestados pelo guardas municipais, no entanto a medida se impõe para contenção de gastos”, afirma o prefeito na justificativa. Em seguida explica no documento que a Guarda Municipal não está mais cumprindo o seu papel de proteger os bens públicos, levando em consideração os atos de vandalismo ocorridos nos últimos dois anos. “E diante desse cenário não se pode fechar os olhos para o seguinte fato: necessita-se de uma vigia armada (a fim de coibir a ação de vândalos), e não é vantajoso à municipalidade custear o necessário treinamento e armamento para os servidores atuantes (que em larga medida estão prestes a se aposentar)”.

Segundo a prefeitura, com a extinção da categoria, os guardas serão remanejados para outras áreas da administração público, sem prejuízo à sua remuneração, neste caso seria do salário base, já que os benefícios atrelados à função de guardas deixariam de ser pagos.

LEIA MAIS: Prefeitura de Pouso Alegre envia à Câmara projeto que extingue Guarda Municipal

Sindicatos e outras entidades contestam e entram na justiça contra medida

As justificativas para o fim da Guarda são contestadas pelo sindicato que representa a categoria. Segundo Leon Camargo, não haverá economia para a prefeitura porque os guardas são concursados e não poderão ser demitidos e ainda terá o custo da contratação da empresa terceirizada de vigilância, pretendido pelo município. O representante da categoria também argumenta que o município tem verba para investir na Guarda e poderia conseguir repasses federais. “Mantendo a Guarda Municipal, o município pode acessar recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) que, em 2019, disponibiliza R$ 1 bilhão para estados e municípios”.

Sobre a ineficiência da Guarda, apontada na justificativa da prefeitura, Leon Camargo, afirma que a categoria já recebeu diversas honrarias ao longo dos 28 anos de existência, mas sofre com a falta de investimentos. “Os prédios públicos alvo de vândalos ao longo de 2017 e 2018 ou estavam sem vigilância da GCM ou contava com número insuficiente de agentes, como no caso da Policlínica, que fica em local de alta criminalidade, mas a Prefeitura mantém um único guarda. Também pudera, há dois anos, os guardas não recebem sequer fardamento da Prefeitura, o que dirá contar com efetivo suficiente para empregar na segurança do patrimônio público”.

Categoria: Política

Emenda que possibilita o fim da GCM vai à 2ª votação em sessão extraordinária esta semana.

Foto: Terra do Mandu

O presidente da Câmara Municipal de Pouso Alegre, vereador Oliveira Altair (MDB), garantiu nesta terça-feira (19) que ainda esta semana os vereadores irão votar, em sessão extraordinária, o projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município que permite acabar com a Guarda Municipal da cidade. Será a segunda votação do projeto, que recebeu 11 votos a favor e 4 contra no primeiro turno.

Ontem, guardas municipais fizeram uma passeata pelas ruas de Pouso Alegre em protesto contra o projeto enviado à Câmara pelo prefeito Rafael Simões (PSDB). O protesto chamado de “Marcha Azul Marinho” teve a participação de guardas vindos de outros municípios. Havia de entidades de guardas municipais de outras partes do Brasil. A caminhada seguiu da sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais até a Câmara de Vereadores.

“São movimentos pacíficos, ordeiros e repletos de simbolismo. O que se quer em Pouso Alegre é acabar com a força de segurança do município. É um absurdo se você pensar que as pessoas, em todo o país, incluindo em Pouso Alegre, querem mais segurança e não menos segurança”, questiona o presidente do Sisempa, Leon Camargo.

LEIA MAIS: Guardas municipais estão apreensivos com a possibilidade de extinção da categoria

Projeto do Executivo

A proposta para acabar com a Guarda Municipal de Pouso Alegre saiu da prefeitura. O prefeito Rafael Simões enviou a emenda à Lei Orgânica que precisa ser aprovada em dois turnos para permitir extinguir a categoria. A primeira votação foi no dia 08/02, em sessão extraordinária. Como estabelece o regimento da Câmara, os vereadores têm que respeitar um intervalo de 10 dias entre as duas votações. Apesar do prazo já ter expirado, a Mesa Diretora da Casa preferiu não colocar o projeto em votação na sessão ordinária realizada nesta terça-feira. Segundo o presidente Oliveira, foi uma orientação do jurídico levando em consideração os finais de semana entre as votações.

Apenas após a aprovação da emenda é que o projeto de lei que extingue a Guarda poderá ser votado. E, diferente da emenda que precisa de dois terços dos votos dos vereadores, o projeto que acaba com a guarda basta maioria simples dos votos, ou seja, oito dos 15 vereadores.

LEIA MAIS: Em sessão com protesto e bate-boca, vereadores aprovam emenda que permite extinção da Guarda Municipal

O que alega a prefeitura para acabar com a categoria

O projeto de extinção da Guarda Muncipal de Pouso Alegre foi enviado à Câmara em janeiro pelo prefeito Rafael Simões. Na justifica ele alega corte de gastos na administração municipal e, ao mesmo tempo, a necessidade de contratação de vigilância armada no município.

“Reconhece-se o relevante serviço prestados pelo guardas municipais, no entanto a medida se impõe para contenção de gastos”, afirma o prefeito na justificativa. Em seguida explica no documento que a Guarda Municipal não está mais cumprindo o seu papel de proteger os bens públicos, levando em consideração os atos de vandalismo ocorridos nos últimos dois anos. “E diante desse cenário não se pode fechar os olhos para o seguinte fato: necessita-se de uma vigia armada (a fim de coibir a ação de vândalos), e não é vantajoso à municipalidade custear o necessário treinamento e armamento para os servidores atuantes (que em larga medida estão prestes a se aposentar)”.

Segundo a prefeitura, com a extinção da categoria, os guardas serão remanejados para outras áreas da administração público, sem prejuízo à sua remuneração, neste caso seria do salário base, já que os benefícios atrelados à função de guardas deixariam de ser pagos.

LEIA MAIS: Prefeitura de Pouso Alegre envia à Câmara projeto que extingue Guarda Municipal

Sindicatos e outras entidades contestam e entram na justiça contra medida

As justificativas para o fim da Guarda são contestadas pelo sindicato que representa a categoria. Segundo Leon Camargo, não haverá economia para a prefeitura porque os guardas são concursados e não poderão ser demitidos e ainda terá o custo da contratação da empresa terceirizada de vigilância, pretendido pelo município. O representante da categoria também argumenta que o município tem verba para investir na Guarda e poderia conseguir repasses federais. “Mantendo a Guarda Municipal, o município pode acessar recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) que, em 2019, disponibiliza R$ 1 bilhão para estados e municípios”.

Sobre a ineficiência da Guarda, apontada na justificativa da prefeitura, Leon Camargo, afirma que a categoria já recebeu diversas honrarias ao longo dos 28 anos de existência, mas sofre com a falta de investimentos. “Os prédios públicos alvo de vândalos ao longo de 2017 e 2018 ou estavam sem vigilância da GCM ou contava com número insuficiente de agentes, como no caso da Policlínica, que fica em local de alta criminalidade, mas a Prefeitura mantém um único guarda. Também pudera, há dois anos, os guardas não recebem sequer fardamento da Prefeitura, o que dirá contar com efetivo suficiente para empregar na segurança do patrimônio público”.

“Marcha Azul Marinho” foi até à Câmara Municipal e teve participação de guardas de outras cidades. Foto: Terra do Mandu

Repercussão Brasil afora

A proposta de pôr fim à GCM de Pouso Alegre repercutiu em outros lugares. Na Assembleia de Minas teve deputado se manifestando contra o projeto por entender que segurança pública é prerrogativa do poder público e vigilância particular, caso a prefeitura contrate, não tem o poder de polícia da Guarda Municipal.

Entidades de guardas municipais de outras regiões do Brasil se manifestaram e até enviaram representantes a Pouso Alegre para dar apoio aos servidores locais.

 

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Agricultor poderá receber até R$ 400 por hectare. O projeto ‘Nossa Água, Nosso Futuro’, será apresentado a produtores do Pantano, nesta terça-feira, às 19h, na sede da cooperativa dos morangueiros.

Projeto inicia pela bacia do Rio Mandu, responsável pelo abastecimento de 70% de água em Pouso Alegre – Foto: Ascom PMPA

A prefeitura de Pouso Alegre vai pagar valores em dinheiro para os produtores rurais que preservarem as nascentes de água existentes em suas propriedades. O projeto ‘Nossa Água, Nosso Futuro’ foi criado no ano passado, após aprovação na Câmara, e agora começa a ser implantado. Nesta terça-feira (19), técnicos das secretarias de Meio Ambiente e Planejamento Urbano estarão no Distrito São José do Pantano apresentando o projeto aos agricultores locais. O encontro será às 19h, na sede da cooperativa dos morangueiros.

A proposta inclui ações de reflorestamento, manutenção de cobertura florestal, saneamento ambiental e agricultura sustentável. Os agricultores que aderirem ao projeto terão auxílio técnico e insumos, como mourões, arames e mudas de plantas. Após essa etapa de cercamento, técnicos da prefeitura irão elaborar o relatório que definirá o pagamento em espécie para cada uma das metas estabelecidas, entre elas produção de água, boas práticas de conservação do solo e medidas adequadas de saneamento ambiental.

A primeira etapa do projeto contempla as propriedades localizadas na bacia do Rio Mandu, responsável por 70% do abastecimento de água da cidade. Para participar do projeto, os produtores deverão fazer um cadastro na Central Municipal de Atendimento.

De acordo com o analista ambiental da prefeitura, e um dos coordenadores do projeto, Farley Soares, cada produtor poderá receber até R$ 400 por hectare. “Por exemplo, se a propriedade tem 10 hectares e o agricultor atendeu todas as metas do projeto, ele vai receber R$ 4 mil dividido em 12 parcelas. O valor é anual”.

A cada seis meses, o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) irá avaliar o desenvolvimento do projeto nas propriedades e o cumprimento das metas.

Para o secretário municipal de Planejamento Urbano de Pouso Alegre, Rinaldo Oliveira, a proposta será um incentivo para a proteção das nascentes e recuperação de matas ciliares, “além de permitir uma complementação de renda ao pequeno produtor rural”, diz.
O nome “Nossa Água, Nosso Futuro” foi escolhido pelos alunos das escolas municipais, por meio de um concurso.

Integra iniciativa de Extrema

O projeto de Pouso Alegre integra o “Projeto Conservador da Mantiqueira”, desenvolvido em Extrema, também no Sul de Minas. O projeto de Extrema surgiu em 2005 com o nome Conservador das Águas, como a iniciativa tem apresentados resultados positivos, o projeto se expandiu para outros municípios.

Categoria: Política

Foram 11 votos a favor e quatro contra. O projeto enviado pela prefeitura ainda vai à segunda votação.

Durante sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira (08), os vereadores de Pouso Alegre aprovaram uma emenda à Lei Orgânica do Município que permite a extinção da Guarda Municipal. Foram 11 votos a favor e quatro contra. Houve tumulto durante a reunião, com protestos dos guardas e bate-boca entre vereadores. VEJA O VÍDEO REPORTAGEM.

Antes do início da sessão a polícia militar foi chamada para dar apoio à segurança. Quem entrava no auditório da câmara era revistado.

Os guardas municipais levaram faixas e protestaram, pedindo a não aprovação da emenda que possibilita o fim da categoria.

Três vereadores se manifestaram contra o projeto e apenas um dos onze a favor tentou falar, mas os guardas aumentaram o tom do protesto.

Após a aprovação da emenda, houve bate-boca entre vereadores.

O vereador Campanha diz que o fim da guarda é um retrocesso para Pouso Alegre.

O vereador Bruno Dias votou a favor da emenda e diz que o poder público deve recompensar e manter serviços que sejam eficientes.

A emenda à Lei Orgânica vai passar por segunda votação e, se aprovada, poderá ser votado o projeto de lei que extingue a Guarda Municipal de Pouso Alegre.

Tanto a emenda como o projeto de lei foram enviados à Câmara pelo prefeito Rafael Simões, que alega o corte gastos e ainda a necessidade de contratar vigilância armada no município.

LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO:

Prefeitura de Pouso Alegre envia à Câmara projeto que extingue Guarda Municipal

Guardas municipais estão apreensivos com a possibilidade de extinção da categoria

A prefeitura justifica que é necessário extinguir a Guarda Municipal para cortar gastos, diante da crise financeira que o estado de Minas Gerais atravessa. E também, diante da necessidade de contratar guarda armada para vigiar os prédios públicos. “Reconhece-se o relevante serviço prestados pelo guardas municipais, no entanto a medida se impõe para contenção de gastos”.

Ainda na justificativa, o Executivo afirma que a Guarda Municipal não está mais cumprindo o seu papel de proteger os bens públicos, levando em consideração os atos de vandalismo ocorridos nos últimos dois anos. “E diante desse cenário não se pode fechar os olhos para o seguinte fato: necessita-se de uma vigia armada (a fim de coibir a ação de vândalos), e não é vantajoso à municipalidade custear o necessário treinamento e armamento para os servidores atuantes (que em larga medida estão prestes a se aposentar)”.

Segundo a prefeitura, com a extinção da categoria, os guardas serão remanejados para outras áreas da administração público, sem prejuízo à sua remuneração, neste caso seria do salário base, já que os benefícios atrelados à função de guardas deixariam de ser pagos.

Categoria: Política

Dois parlamentares foram conhecer serviços que a Planalto terá que disponibilizar para o usuário. Diretor empresa afirmou que irão resgatar a confiança do pouso-alegrense com o transporte público.

A partir do mês de março a empresa Planalto será a responsável pelo transporte urbano e rural de Pouso Alegre. Ela foi a vencedora da licitação de concessão do serviço e assinou contrato de 20 anos com a prefeitura. A empresa está obrigada a seguir todas as exigências do edital para que os usuários tenham um serviço de qualidade. E para conhecer esses serviços já em funcionamento é que os vereadores Bruno Dias (PR) e Odair Quincote (PPS), foram até Juiz de Fora, onde a empresa presta o serviço, para conhecer os sistemas em funcionamento.

Vereadores em Juiz de Fora, no pátio da empresa que virá prestar o serviço em Pouso Alegre (Foto: Assessoria de comunicação)

Durante entrevista em Pouso Alegre no fim do ano passado, após assinar o contrato com a prefeitura, o diretor da Planalto, Roberto Santana, afirmou que a empresa vai resgatar a confiança do pouso-alegrense com o transporte público.

Os diretores do grupo, Ricardo Santana e Rafael Santana, apresentaram o complexo logístico e tecnológico implantado na Zona da Mata e que também será trazido para Pouso Alegre. Através de um sistema com câmeras, GPS e aplicativo de celular é possível monitorar toda a frota que está nas ruas. O aplicativo permite os passageiros acompanhar o trajeto das linhas, podendo saber, inclusive, quais pontos e terminais os veículos já percorreram, pesquisar rotas de outras linhas e horários.

Câmera de reconhecimento facial dos usuários (Foto: Divulgação)

Entre as novidades que virão com a empresa está o sistema de reconhecimento facial, utilizado nos coletivos da empresa e que evita fraudes no uso do cartão, principalmente de idosos e deficientes.

O vereador Odair Quincote se mostrou surpreso com o que viu. “Nossa cidade terá um grande avanço no transporte público. E é isso que presenciamos, uma empresa que tem compromisso e responsabilidade com os usuários”, afirma.

Bruno Dias fez questão de testar os aplicativos disponibilizados pela Planalto e reconheceu a eficácia dos equipamentos. “Esse sistema que será levado para Pouso Alegre permitirá aos passageiros, agilidade para se deslocar para seus compromissos diários. Com a disponibilização do aplicativo, será possível planejar as atividades, sabendo os horários dos ônibus com precisão”, diz.

 

O diretor da Planalto Ricardo Santana, enfatizou o compromisso que a empresa tem com os usuários do transporte público. “Acreditamos que, juntos, podemos criar um sistema de transporte público em Pouso Alegre que será exemplo para outras cidades”, ressalta.

Como será a atuação da Expresso Planalto em Pouso Alegre

Como previsto no edital da licitação, a empresa começa a operar com 56 ônibus, todos zero quilômetro. O valor da tarifa será o praticado no momento em que ela assume o serviço, hoje está em R$ 3,90 a passagem urbana.

Resgatar a confiança do usuário

Durante entrevista em dezembro, o diretor Roberto Santana disse que a empresa vai trabalhar para resgatar a confiança do usuário no transporte público e isso se dará com a prestação de um serviço de qualidade.

“Vamos lutar para bater a meta de 90% das viagens realizadas com sucesso. Quando a pessoa vai trabalhar e tem confiança que pode pegar o ônibus, você atrai usuário e equilibra a tarifa de forma diferente que é através da maior demanda”.

Através da eficiência, espera que a empresa tenha um volume de passageiros maior do que os 470 mil por mês previsto no edital. “O que nós pretendemos fazer aqui em Pouso Alegre é atender, rigorosamente, iniciar com a qualidade pré-estabelecida de forma contratual. E, a partir daí, quando a gente resgatar a confiança do nosso cliente, como chamamos os passageiros, vamos tratar dos casos pontuais de melhorias”.

Ônibus sem cobrador

Os ônibus que vão circular nas ruas de Pouso Alegre não terão cobrador. O diretor do Grupo explica que, se a empresa contratasse os funcionários, o valor do contrato ficaria cerca de R$ 300 mil mais caro e isso acarretaria no valor final da tarifa do transporte público.

Sobre superlotação e atrasos

As maiores reclamações dos passageiros do transporte público em Pouso Alegre são da superlotação e atrasos dos ônibus. Esse problema existe, principalmente, porque a Viação Princesa do Sul, que não tem mais contrato com a prefeitura, tirou alguns veículos das ruas, oferecendo menos opções de linhas ao longo do dia.

Para Roberto Santana, esse problema de superlotação será resolvido assim que a empresa colocar os ônibus previstos para circular na cidade. “Quando você trabalha com um número de ônibus abaixo do previsto a superlotação é muito maior. Então, nós vamos colocar o número previsto e depois vamos analisar os casos pontuais”.

Para resolver os problemas de atrasos, a empresa vai disponibilizar um aplicativo para o usuário saber onde está seu ônibus, sem precisar ir para o ponto ficar aguardando muito tempo. Também terão painéis com esse tipo de informação no Centro da cidade.

Apresentação do sistema de transporte

Antes de começar a operar, a empresa pretende fazer um evento público em Pouso Alegre para apresentar para a população os ônibus que irão circular na cidade e como será todo o sistema operacional.

Categoria: Política

Objetivo é criar parcerias nas áreas do turismo, educação e comércio. Equipe vai a faculdades e pontos turísticos de Pouso Alegre.

A Cônsul da Irlanda no Brasil, Jill Hennebery, e sua equipe que forma o Comitê Cultural Irlandês no Brasil, está em Pouso Alegre. Na manhã desta segunda-feira (04), a comitiva se reuniu com autoridades locais no auditório da Associação do Comércio e Indústria (Acipa). O objetivo da visita é firmar parcerias culturais, educacionais e econômicas entre a cidade e o país europeu. A comitiva fica em Pouso Alegre até esta terça-feira, quando visitará faculdades e pontos turísticos da cidade.

Na Acipa, a Cônsul mencionou a importância desse encontro e contou que a Irlanda é um país que oferece oportunidades para quem deseja estudar e aprender o inglês. Segundo ela, só no ano passado o país recebeu mais de 16 mil estudantes do Brasil para fazer intercâmbio. E o governo de lá ainda dá bolsas de estudos em suas universidades.

O turismo é um dos pontos fortes do da Irlanda, que tem cerca de 4,5 milhões de moradores e recebeu em 2018 mais de 10 milhões de turistas, disse Jill.

“O Consulado abriu há três anos. Cada ano a gente está tentando ampliar a programação e trabalho em todas regiões do Brasil. Na área de cultura o Consulado está fazendo muito trabalho para compartilhar a cultura irlandesa”, disse a Cônsul que também é importante para eles conhecerem a cultura forte que já existe em Pouso Alegre. Ela ficou surpresa ao saber que Pouso Alegre e região é o maior produtor de morango do Brasil.

Para o presidente da Acipa, Filipe Vargas, essa visita é muito importante para o desenvolvimento de Pouso Alegre nesses segmentos de turismo, cultural e educacional. “Nós gostaríamos muito que os pouso-alegrenses tivessem a oportunidade de ter o convívio com os irlandeses lá fora e aqui no Brasil. E da mesma maneira a gente deseja que os irlandeses venham para Pouso Alegre para conhecer a nossa cidade, as belezas que temos aqui, trocando sempre experiências, de maneira a fortificar a economia de Pouso Alegre.

O prefeito de Pouso Alegre, Rafael Simões (PSDB), afirma que a presença da comitiva irlandesa é importante para abertura de uma relação para o futuro.  “Onde nós vamos tentar estreitar os laços de relação com a Irlanda, mostrando a eles como Pouso Alegre é uma cidade próspera, como Pouso Alegre está de braços abertos para receber investimento irlandês e também trocar conhecimento, principalmente na parte cultural e de turismo”.