https://youtu.be/d3M9T-h3iOs
Pouso Alegre é foco de uma operação de combate ao crime organizado, nesta quinta-feira (03/9). A ação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e Polícia Militar (PMMG) prendeu três pessoas e apreendeu um adolescente. Um dos presos é apontado como responsável pelas punições violentas relativas ao tráfico de drogas.
A Operação Prima Actio tem como foco organização criminosa, tráfico de drogas, corrupção de menores, disparo e porte ilegal de armas de fogo. Equipes do MPMG e PM cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em quatro pontos estratégicos do bairro São Cristóvão e outras regiões, durante a manhã.
O alvo engloba cinco pessoas. Três homens foram presos e a internação provisória foi determinada para dois adolescentes de 17 anos. Um está apreendido e o outro foragido.
Os materiais apreendidos incluem 24 munições calibre 9mm, sete celulares, um notebook, duas máquinas de cartão, duas balanças de precisão, um coldre com cinto, embalagens e R$ 512 em dinheiro.
As drogas apreendidas são uma porção de maconha, uma porção de haxixe e uma pedra de crack. Todo material apreendido será encaminhado para análise das autoridades competentes.

Como a organização criminosa agia
O MPMG esclareceu com exclusividade ao Terra do Mandu como a organização criminosa agia e os detalhes da investigação. A operação começou em março com uma ação controlada da Agência de Inteligência do 20º Batalhão da Polícia Militar e teve autorização do Juiz da Vara de Garantias de Pouso Alegre.
“Através da investigação, foram angariados indícios da existência de estrutura criminosa organizada voltada ao tráfico ilícito de drogas e ao controle territorial no bairro São Cristóvão, no município de Pouso Alegre/MG, com reflexos em áreas adjacentes, com a utilização, inclusive, de menores e armas de fogo”, explica o MPMG.
A investigação apontou que os menores vendiam constantemente drogas. A região da pracinha da Avenida Dezenove de Outubro seria o ponto fixo para a comercialização dos entorpecentes.
Os homens presos se dividiam nas funções da estrutura criminosa. Um era o líder do núcleo e fazia a gestão. O segundo homem, seria o braço direito dele, o ajudando na supervisão dos pontos de venda e distribuição de drogas aos vendedores.
O terceiro tinha como função a gerência e ‘disciplina’ do ponto de tráfico. Ele é apontado como a figura central para impor punições violentas no local.
