
Foto: Polícia Científica/Divulgação
Familiares de pessoas desaparecidas têm até esta sexta-feira (28/8) para participar da Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA, iniciativa que busca ampliar as chances de localização e identificação de pessoas desaparecidas em todo o país.
No Sul de Minas, 12 municípios disponibilizam pontos gratuitos de coleta durante a mobilização, incluindo Pouso Alegre, São Lourenço e Itajubá. O procedimento é destinado, principalmente, a familiares que ainda não forneceram material genético e pode ajudar na identificação de pessoas encontradas sem documentos ou de corpos que permanecem sem identificação.
A campanha chega à quarta edição e é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com as secretarias estaduais de Segurança Pública. Em Minas Gerais, a Polícia Civil participa da mobilização.
Como funciona a coleta?
A doação de material genético é gratuita, rápida e indolor. O DNA pode ser coletado com um cotonete passado na parte interna da boca ou por meio de uma pequena amostra de sangue retirada da ponta do dedo.
Depois da coleta, o perfil genético é inserido nos bancos de dados utilizados pelas forças de segurança. As informações podem ser comparadas com materiais genéticos de pessoas desaparecidas ou de indivíduos encontrados sem identificação.
Quando uma compatibilidade é encontrada, o resultado é formalizado em laudo e encaminhado à delegacia responsável pelo caso. A partir daí, a família é contatada pelas autoridades.
Pontos de coleta
No Sul de Minas, a campanha conta com locais de coleta em 12 municípios. Familiares interessados devem verificar o ponto de atendimento mais próximo e os horários disponíveis antes de se deslocar. Veja os locais de cada município para a coleta:
- Alfenas: Rua Geraldo Thiers Vieira, 299, Jardim São Lucas.
- Campo Belo: Avenida Martinho Campos, 520, bairro Esplanada.
- Guaxupé: Cemitério de Guaxupé Parque Alto da Colina, Avenida Maria Gabriela Monteiro Mello, 1000.
- Itajubá: Hospital de Clínicas de Itajubá, Rua Miguel Viana, 420, Morro Chic.
- Lavras: Delegacia Regional de Polícia Civil de Lavras (anexo), Rodovia BR-265, 215, Serra Verde. Telefone: (35) 3829-3550.
- Passos: Avenida Perimetral, 8000, no estacionamento do Cemitério Parque Senhor dos Passos, com acesso pela Avenida Arlindo Figueiredo.
- Pouso Alegre: Posto Médico-Legal, Avenida Prefeito Sapucaí, s/nº, Centro. Telefone: (35) 3423-0323.
- Poços de Caldas: Posto de Perícias Integradas, Avenida João Batista de Oliveira (antiga Rua da Saudade), 500, bairro São Geraldo.
- São Lourenço: Avenida Damião Junqueira de Souza, 167, bairro Federal.
- São Sebastião do Paraíso: Ambulatório da Prefeitura Municipal, Avenida Wenceslau Brás, 1362, bairro Vila Formosa.
- Três Corações: Avenida Rei Pelé, 1342, bairro Novo Horizonte.
- Varginha: Hospital Regional do Sul de Minas, Avenida Rui Barbosa, 158, Centro. Telefone: (35) 3214-5512.
Quem deve fazer a coleta?
Crianças podem participar, desde que estejam acompanhadas pelo responsável legal. A orientação é priorizar familiares biológicos de primeiro grau da pessoa desaparecida. A ordem preferencial é:
- pai ou mãe biológicos;
- filhos biológicos;
- o outro genitor;
- irmãos biológicos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe.
O que levar?
Para fazer a coleta, o familiar deve apresentar um documento de identificação. Também é recomendado levar, caso tenha disponível, informações sobre o registro do desaparecimento, como o número do boletim de ocorrência, a delegacia responsável pela investigação e o estado onde o registro foi feito.
Quem já forneceu material genético anteriormente não precisa realizar uma nova coleta. Embora a Semana de Mobilização Nacional termine nesta sexta-feira, a possibilidade de contribuir com material genético não fica restrita ao período da campanha.
Segundo a Polícia Civil, familiares de pessoas desaparecidas podem procurar as unidades responsáveis ao longo do ano para verificar a possibilidade de realizar o procedimento.
A mobilização desta semana, porém, busca chamar a atenção para uma ferramenta que pode ser decisiva em investigações de desaparecimento: quanto maior o número de perfis genéticos disponíveis nos bancos de dados, maiores são as possibilidades de realizar cruzamentos e encontrar correspondências.