Pouso Alegre

Pouso Alegre e Itajubá têm coleta gratuita de DNA de familiares de desaparecidos

Coleta em Pouso Alegre acontece no IML até esta sexta-feira. Em Itajubá, a coleta é no Hospital de Clínicas. Saiba como e quem pode fazer, além das dicas.

Iago Almeida / 27 agosto 2026
Pouso Alegre e Itajubá têm coleta gratuita de DNA de familiares de desaparecidos

Foto: Polícia Científica/Divulgação

Familiares de pessoas desaparecidas têm até esta sexta-feira (28/8) para participar da Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA, iniciativa que busca ampliar as chances de localização e identificação de pessoas desaparecidas em todo o país.

No Sul de Minas, 12 municípios disponibilizam pontos gratuitos de coleta durante a mobilização, incluindo Pouso Alegre, São Lourenço e Itajubá. O procedimento é destinado, principalmente, a familiares que ainda não forneceram material genético e pode ajudar na identificação de pessoas encontradas sem documentos ou de corpos que permanecem sem identificação.

A campanha chega à quarta edição e é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com as secretarias estaduais de Segurança Pública. Em Minas Gerais, a Polícia Civil participa da mobilização.

Como funciona a coleta?

A doação de material genético é gratuita, rápida e indolor. O DNA pode ser coletado com um cotonete passado na parte interna da boca ou por meio de uma pequena amostra de sangue retirada da ponta do dedo.

Depois da coleta, o perfil genético é inserido nos bancos de dados utilizados pelas forças de segurança. As informações podem ser comparadas com materiais genéticos de pessoas desaparecidas ou de indivíduos encontrados sem identificação.

Quando uma compatibilidade é encontrada, o resultado é formalizado em laudo e encaminhado à delegacia responsável pelo caso. A partir daí, a família é contatada pelas autoridades.

Pontos de coleta

No Sul de Minas, a campanha conta com locais de coleta em 12 municípios. Familiares interessados devem verificar o ponto de atendimento mais próximo e os horários disponíveis antes de se deslocar. Veja os locais de cada município para a coleta:

  • Alfenas: Rua Geraldo Thiers Vieira, 299, Jardim São Lucas.
  • Campo Belo: Avenida Martinho Campos, 520, bairro Esplanada.
  • Guaxupé: Cemitério de Guaxupé Parque Alto da Colina, Avenida Maria Gabriela Monteiro Mello, 1000.
  • Itajubá: Hospital de Clínicas de Itajubá, Rua Miguel Viana, 420, Morro Chic.
  • Lavras: Delegacia Regional de Polícia Civil de Lavras (anexo), Rodovia BR-265, 215, Serra Verde. Telefone: (35) 3829-3550.
  • Passos: Avenida Perimetral, 8000, no estacionamento do Cemitério Parque Senhor dos Passos, com acesso pela Avenida Arlindo Figueiredo.
  • Pouso Alegre: Posto Médico-Legal, Avenida Prefeito Sapucaí, s/nº, Centro. Telefone: (35) 3423-0323.
  • Poços de Caldas: Posto de Perícias Integradas, Avenida João Batista de Oliveira (antiga Rua da Saudade), 500, bairro São Geraldo.
  • São Lourenço: Avenida Damião Junqueira de Souza, 167, bairro Federal.
  • São Sebastião do Paraíso: Ambulatório da Prefeitura Municipal, Avenida Wenceslau Brás, 1362, bairro Vila Formosa.
  • Três Corações: Avenida Rei Pelé, 1342, bairro Novo Horizonte.
  • Varginha: Hospital Regional do Sul de Minas, Avenida Rui Barbosa, 158, Centro. Telefone: (35) 3214-5512.

Quem deve fazer a coleta?

Crianças podem participar, desde que estejam acompanhadas pelo responsável legal. A orientação é priorizar familiares biológicos de primeiro grau da pessoa desaparecida. A ordem preferencial é:

  • pai ou mãe biológicos;
  • filhos biológicos;
  • o outro genitor;
  • irmãos biológicos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe.

O que levar?

Para fazer a coleta, o familiar deve apresentar um documento de identificação. Também é recomendado levar, caso tenha disponível, informações sobre o registro do desaparecimento, como o número do boletim de ocorrência, a delegacia responsável pela investigação e o estado onde o registro foi feito.

Quem já forneceu material genético anteriormente não precisa realizar uma nova coleta. Embora a Semana de Mobilização Nacional termine nesta sexta-feira, a possibilidade de contribuir com material genético não fica restrita ao período da campanha.

Segundo a Polícia Civil, familiares de pessoas desaparecidas podem procurar as unidades responsáveis ao longo do ano para verificar a possibilidade de realizar o procedimento.

A mobilização desta semana, porém, busca chamar a atenção para uma ferramenta que pode ser decisiva em investigações de desaparecimento: quanto maior o número de perfis genéticos disponíveis nos bancos de dados, maiores são as possibilidades de realizar cruzamentos e encontrar correspondências.

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