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Estudantes da Faculdade de Medicina Zarns levam atendimento à população em situação de vulnerabilidade

Projeto de extensão reforça a importância da escuta, do acolhimento e da humanização na formação dos futuros médicos

Faculdade Zarns/Por Amanda Azevedo / 30 julho 2026

Estudantes da Faculdade de Medicina Zarns levam atendimento à população em situação de vulnerabilidade. Imagem: Divulgação

A sala de aula, os ambulatórios e os hospitais são parte importante da formação médica. Para um grupo de estudantes da Faculdade de Medicina Zarns Pouso Alegre, o aprendizado também acontece nas ruas. Por meio do projeto de extensão Saúde nas Ruas, os alunos acompanham a equipe do Consultório na Rua em ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade, levando atendimento, cuidado e orientação.

Idealizador da iniciativa, Matheus Flavio Souza explica que o projeto nasceu da vontade de conhecer uma realidade que, muitas vezes, fica distante da formação acadêmica tradicional. “Percebemos que existe uma parcela da população que dificilmente chega aos serviços de saúde. O Saúde nas Ruas nasceu para unir dois objetivos: oferecer assistência para quem mais precisa e proporcionar aos estudantes uma formação muito mais humana, ética e socialmente responsável”, afirma o estudante da Faculdade de Medicina Zarns Pouso Alegre.

Durante as ações, os estudantes participam, sempre com supervisão, de atividades como aferição de pressão arterial, testes rápidos, curativos, orientações em saúde e encaminhamentos para a rede de atendimento quando necessário.

Para Alana Drumond, o maior aprendizado acontece no contato com as histórias de vida dos pacientes. “Antes de qualquer diagnóstico, existe uma pessoa. Alguém com medos, sonhos, traumas, perdas e uma história que merece ser ouvida. O projeto despertou em mim um olhar mais humano, mais sensível e muito mais empático”, conta a aluna da Faculdade de Medicina Zarns Pouso Alegre.

Alana destaca que um dos momentos que mais a marcou foi perceber a dedicação da equipe em construir vínculos com as pessoas atendidas. “Eu imaginava que, se um paciente recusasse atendimento, aquele contato terminaria ali. Mas acontece exatamente o contrário. A equipe volta no dia seguinte, procura novamente e respeita o tempo de cada pessoa. É uma demonstração muito bonita de que cuidar também é permanecer”, ressalta.

Além do atendimento em saúde, o projeto também promove ações educativas e campanhas de arrecadação de roupas, alimentos e produtos de higiene para apoiar a população atendida.

Para Matheus, o maior resultado da iniciativa vai além dos atendimentos realizados. “Queremos mostrar que a Medicina não acontece apenas dentro dos consultórios e hospitais. A saúde está presente onde existem pessoas precisando de cuidado. Nosso objetivo é formar profissionais que compreendam a realidade social do paciente e enxerguem além da doença”, finaliza.