Júri popular absolve três homens presos acusados de matar jovem a tiros no Faisqueira

Réus eram acusados de matar a tiros um jovem e balear mais dois rapazes, em Pouso Alegre. Júri durou mais de 10 horas nesta quarta-feira (05/5).

Nayara Andery / 06 maio 2026

Tribunal do Júri em Pouso Alegre. Imagem Renan Bandana/Terra do Mandu.

A justiça absolveu três homens presos por homicídio qualificado em Pouso Alegre. O Tribunal do Júri nesta quarta-feira (05/6) julgou o crime em que Diego Daniel de Carvalho, de 19 anos foi morto a tiros e mais dois baleados, em 11 de janeiro de 2025.

Os réus estavam presos desde o dia seguinte ao crime. Na época, a Polícia Militar prendeu cinco suspeitos. Segundo Valdomiro Vieira, advogado de um dos réus no júri, dois suspeitos não chegaram a ser indiciados.

O júri durou mais de dez horas. O promotor do Ministério Público (MPMG), Wagner Iemini de Carvalho, foi designado de Poços de Caldas para fazer a acusação no júri.

O promotor detalha que “as defesas sustentaram tese de negativa de autoria e os jurados acataram”. Ele explica que a 4ª Promotoria de Justiça deve avaliar se vai ou não recorrer da decisão do júri.

O crime

Criminosos atiraram em Diego e mais dois jovens, de 19 e 20 anos, na escadaria do bairro São Pedro II, região do Faisqueira, em Pouso Alegre. Moradores filmaram a movimentação de ambulâncias e viaturas da Polícia Militar em seguida ao tiroteio.

As vítimas foram socorridas para o Hospital das Clínicas Samuel Libânio, mas Diego morreu. Um dos outros dois jovens baleados ficou em coma. Ele sobreviveu.

Testemunhas ajudaram a PM a identificar os suspeitos do crime, com idades de 20, 21, 22, 23 e 32 anos. Uma operação conjunta com a PM de Três Corações prendeu cinco homens em São Tomé das Letras (MG), na madrugada seguinte ao homicídio. Um carro foi apreendido.

A PM apreendeu a pistola calibre .40 que teria sido escondida na fuga dos criminosos, em Pouso Alegre. Uma BMW com oito marca de tiros foi apreendida dois dias depois do crime. Ela estava na Avenida Jaci Laraia, perto da casa de um dos suspeitos. A perícia da Polícia Civil realizou os trabalhos de praxe no local.

Júri inocenta suspeitos

O júri da morte de Diego não teve assistente de acusação, advogado para representar a família da vítima. A defesa dos réus foi feita por diferentes advogados. O Terra do Mandu entrou em contato com todos.

Os advogados Valdomiro Vieira e Pablinie Cássia Costa citam que o argumento principal da defesa foi a ausência de confirmação e fragilidade das provas produzidas pela polícia contra os réus.

A observação de Vieira é que “tanto as testemunhas de acusação como o próprio Ministério Público não conseguiu sustentar aquilo que foi imputado na denúncia, que seria a prática de um homicídio triplamente qualificado e duas tentativas de homicídio também triplamente qualificadas. Os acusados foram absolvidos”.

A previsão é que os réus sejam colocados em liberdade nesta quinta-feira (06/5). Vieira acrescenta que se houver recurso, “os acusados responderão o processo em liberdade”.

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