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Sul de Minas permanece na onda roxa por pelo menos mais uma semana

Comitê Covid-19 decretou fim do toque de recolher e da proibição de reuniões familiares durante onda roxa, mas restringiu retiradas em balcão.

Gabriella Starneck
07/04/2021

O Comitê Extraordinário Covid-19 decidiu, nesta quarta-feira (07), que o Sul de Minas permanecerá na onda roxa do Programa Minas Consciente por pelo menos mais uma semana. Já a macrorregião de Saúde Triângulo do Sul e as microrregiões de São Gotardo, Montes Claros/Bocaiúva e Taiobeiras devem avançar para a onda vermelha.

A única mudança é que o comitê alterou a norma que restringe a circulação de pessoas das 20h às 5h e proíbe reuniões familiares durante a onda roxa, decretando o fim das duas medidas. No entanto, a partir de agora a onda roxa passa a proibir a retirada em balcão, em todo o comércio não essencial, das 20h às 5h. Assim, estabelecimentos como bares e restaurantes só poderão funcionar em formato de delivery neste horário. Já supermercados e padarias terão o horário de funcionamento ampliado até as 22h, para reduzir a circulação de pessoas no pico.

“As mudanças não terão impacto na efetividade da onda roxa, porque a restrição de circulação de forma isolada não tem impacto direto. O que realmente queremos é evitar aglomerações. Por isso a decisão de fazer com que serviços não essenciais, principalmente bares, não vendam produtos em balcão para evitar concentração de pessoas na porta. Também recomendamos cuidado até mesmo durante uma reunião familiar, em função do risco de contágio”, esclareceu o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

Taxa da Covid em Minas

Na última semana, o Estado registrou aumento de 5,2% nos casos de Covid-19 e 7,8% nos óbitos decorrentes da doença. A taxa de isolamento em Minas, no mesmo período, foi de 46,3%. Já no Brasil, ficou em 49,94%. A incidência do novo coronavírus em Minas Gerais caiu 21% nos últimos 14 dias e 6% nos últimos 7 dias.

“Conseguimos uma taxa de isolamento crescente desde a semana 11, quando a onda roxa foi implementada em todo o estado. Mesmo assim, é um pouco lenta a queda na incidência, mas nos locais em que foi implementada primeiro temos tido sucesso. Os óbitos ainda estão subindo, mas isso não significa que estamos caminhando para a piora. O óbito é o último indicador a subir e reflete o colapso que vivenciamos em março e começo de abril. A tendência importante é o número de casos novos, incidência e ocupação. Já sentimos melhora nesses indicadores”, afirmou Fábio Baccheretti.

Como funciona a progressão de onda

Para definir o avanço de uma macrorregião para um nível mais flexível do Minas Consciente ou a adoção de medidas mais restritivas, o Comitê Covid-19 avalia um sistema de pontuação elaborado com base nos dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). A macrorregião atinge uma pontuação de 0 a 32 de acordo com a taxa de incidência, positividade, ocupação de leitos e grau de risco:

  • Até 12 pontos: onda verde;
  • Entre 13 e 19 pontos: onda amarela;
  • 20 pontos ou mais: onda vermelha;
  • Avaliação excepcional: onda roxa (criada para restabelecer a capacidade assistencial).

Atualmente, todas as macrorregiões mineiras registram mais de 20 pontos e, por isso, ainda é necessária a manutenção da onda roxa na maior parte do estado. O Sul de Minas, por exemplo, está com 29 pontos.

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