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Polícia Civil prende em SP três suspeitos de aplicar golpes em idosos no Sul de Minas

A investigação foi conduzida pela delegacia de Itajubá. Os policiais encontraram duas centrais telefônicas clandestinas e apreenderam R$ 220 mil em bens e dinheiro em espécie.

Magson Gomes
30/03/2021

Veículo apreendido com os suspeitos. Foto: Polícia Civil MG

A Polícia Civil de Minas Gerais, com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, prendeu três homens nesta segunda-feira (29), durante uma operação de combate a crimes de estelionato. Eles são suspeitos de aplicar golpes, principalmente, em idosos, retirando grandes quantias em dinheiro das contas das vítimas. A investigação foi conduzida pela delegacia de Itajubá, no Sul de Minas. Mas a informação é que a quadrilha agia em todo o Brasil.

Os policiais encontraram duas centrais telefônicas clandestinas e apreenderam cerca de R$ 220 mil em patrimônio. Foram apreendidos três veículos, computadores, máquinas de cartão, celulares e R$ 13 mil em espécie.

A operação recebeu o nome de ‘sexagenário’, uma referência à idade das vítimas dos golpistas. Conforme a investigação, a partir destas centrais, os suspeitos telefonavam para a vítima e se identificavam como funcionário do banco e que havia uma possível fraude na conta. Desta forma, convenciam a vítima a entregar cartão e senha para um colaborador que iria até a casa do idoso. Assim, o golpista realizava uma transação, subtraindo valores da conta ou do cartão de crédito.

No início desse mês, dois homens tinham sido presos em Pouso Alegre, aplicando o golpe. Uma das vítimas, um idoso de 65 anos, perdeu R$ 16 mil para os criminosos.

Na operação de ontem, os policiais de Itajubá foram até a capital paulista para cumprir os mandados de busca e prisão. Os três suspeitos presos, de 24 anos, 26 anos, e 27 anos foram levados para o presídio de Santa Rita do Sapucaí para cumprir o período de quarentena da Covid.

A Polícia Civil de Minas Gerais orienta aos cidadãos que questionem as ligações e não entreguem cartão e nem forneçam informações como restritas, como senhas a ninguém. As instituições financeiras e nem a polícia envia mensageiro para tratar de assuntos que envolvem a conta bancária do usuário.

Dinheiro e equipamentos apreendidos. Foto: Polícia Civil

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