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Investigador de polícia é preso em operação do Gaeco contra o jogo do bicho em Pouso Alegre

Por Terra do Mandu
22/08/2019

Bicheiro que seria responsável por recolher dinheiro e repassar a investigador também foi preso. As prisões preventivas são um desencadeamento da operação “Deu Zebra” realizada no ano passado, quando 11 pessoas foram presas. Os presos em 2018 já foram soltos.

Máquinas de cartão e dinheiro foram apreendidos durante operação contra do jogo do bicho. Foto: cedida ao Terra do Mandu

Nesta quinta-feira (22), o Ministério Público de Minas Gerais, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou em Pouso Alegre a segunda etapa da operação “Deu Zebra”, que investiga o jogo do bicho na cidade.

Na operação de hoje foram presos um homem que atuava como bicheiro e um investigador da Polícia Civil. De acordo com o Gaeco, o bicheiro preso nesta quinta era responsável pela arrecadação do dinheiro dos demais ‘bicheiros’ e repasse ao investigador de polícia e o então chefe da inspetoria de detetives do 17º Departamento de Polícia Civil do Estado de Minas Gerais.

O bicheiro e o investigador foram presos, preventivamente, por associação criminosa, corrupção e a contravenção acima. Os mandados de prisão preventiva e busca e apreensão foram expedidos pelo juízo da 3ª Vara Criminal da comarca de Pouso Alegre.

Desencadeamento de operação de 2018

A segunda fase da operação “Deu Zebra” é um desencadeamento da operação realizada em dezembro do ano passado, quando 11 pessoas presas, durante cumprimento de 32 mandados de busca e apreensão em Pouso alegre e cidades vizinhas. Foram apreendidos mais de cem mil reais em dinheiro, equipamentos que seriam usados no jogo do bicho, anotações, arma de fogo e munições. Os presos em 2018 já foram soltos.

A operação recebeu o nome “Deu Zebra”, um trocadilho já que a expressão popular é usada exatamente para dizer quando acontece algo inesperado, já que esse animal não aprece no jogo do bicho.

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