Aos 9 anos, menino de Pouso Alegre acumula 38 medalhas no jiu-jitsu e sonha em ser policial federal

João Augusto de Almeida recebeu o repórter Iago Almeida na academia onde ele treina, ao lado do pai e do treinador. Ele treina jiu-jitsu há 5 anos e ganhou seu primeiro kimono ainda na maternidade; entenda!

Iago Almeida / 17 junho 2026

Mais de 40 campeonatos disputados, 38 medalhas conquistadas e uma coleção de troféus que impressiona até mesmo atletas experientes. Aos 9 anos de idade, João Augusto de Almeida, morador de Pouso Alegre/MG, já construiu uma trajetória de destaque no jiu-jitsu e se tornou referência dentro e fora dos tatames.

A paixão pelo esporte começou cedo. João tinha apenas 5 anos quando treinou pela primeira vez. Mas a ligação com o jiu-jitsu começou antes mesmo disso. Ainda na maternidade, ele ganhou de presente o primeiro kimono, guardado pela família até hoje como símbolo de uma história que estava apenas começando.

Desde então, vieram os treinos, as competições e as conquistas. Para João, não existe segredo. “Tem que treinar muito bem. Tem que treinar todo dia para conseguir pegar várias medalhas”, resume o jovem atleta.

Ao olhar para a coleção de medalhas conquistadas ao longo dos últimos anos, ele não esconde a felicidade. “Eu fico muito feliz de ter conquistado todas essas medalhas e vamos em busca de mais”, afirma.

Aos 9 anos, menino de Pouso Alegre acumula 38 medalhas no jiu-jitsu e sonha em ser policial federal

Foto: Renan Bandana / Terra do Mandu

Além dos resultados expressivos, João chama a atenção pela maturidade. Comunicativo, determinado e cheio de personalidade, ele fala com clareza sobre seus sonhos e objetivos. O principal deles está longe dos tatames.

Meu sonho é ser policial federal. Eu acho uma coisa muito legal ser policial e acho que o jiu-jitsu vai me ajudar muito”, conta.

O treinador Índio, como é conhecido na cidade, acompanha a evolução do garoto desde os primeiros passos no esporte. Ele lembra que, no início, João era bastante tímido e relutava em participar dos treinos.

“Quando ele começou, era bem chorão. Ficava mais no colo dos pais do que treinando. Mas eles insistiram, continuaram trazendo e ele foi se desenvolvendo. Hoje tem perfil de liderança, é disciplinado e faz tudo da maneira correta”, destaca.

Aos 9 anos, menino de Pouso Alegre acumula 38 medalhas no jiu-jitsu e sonha em ser policial federal

Foto: Renan Bandana / Terra do Mandu

A admiração é recíproca. João faz questão de reconhecer a importância do treinador em sua caminhada. “Quando eu perco um campeonato, ele me ajuda a treinar mais para ganhar o próximo. Acho ele um treinador muito bom”, conta o garoto.

Mas a história de João dentro do esporte também é uma história de família. Há dois anos, inspirado pelo filho, o pai Gilberto Almeida decidiu entrar para o jiu-jitsu. Hoje, soma oito medalhas e títulos conquistados em competições nacionais e internacionais. A experiência fortaleceu ainda mais a relação entre os dois.

“O relacionamento já era bom, mas melhorou absurdamente. A gente compartilha técnicas, conversa sobre as lutas e vive isso junto”, conta o pai.

Antes das competições, porém, a ansiedade faz parte da rotina dos dois. E, segundo João, quem fica mais nervoso é ele próprio. “Eu acho que eu fico mais nervoso”, brinca. O pai concorda. “Eu disfarço bem. Na frente da esposa e do filho competidor, preciso demonstrar tranquilidade”, disse.

Aos 9 anos, menino de Pouso Alegre acumula 38 medalhas no jiu-jitsu e sonha em ser policial federal

Foto: Renan Bandana / Terra do Mandu

Em 2024, João alcançou um dos maiores feitos da sua trajetória. Ele terminou o ano como líder do ranking da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJJE) nas categorias com e sem kimono, resultado conquistado após uma sequência de excelentes desempenhos em competições nacionais.

Para o treinador, porém, os benefícios do esporte vão muito além das medalhas. Segundo ele, preparar uma criança para competições exige um trabalho diferente daquele realizado com atletas adultos. O foco não está apenas no desempenho dentro da luta, mas também no desenvolvimento emocional, social e pessoal.

“Quando uma criança participa de um campeonato, ela amadurece. Precisa lidar com medo, insegurança e responsabilidade. Tudo isso contribui para a formação dela”, relata.

Aos 9 anos, menino de Pouso Alegre acumula 38 medalhas no jiu-jitsu e sonha em ser policial federal

Foto: Renan Bandana / Terra do Mandu

Ele destaca ainda que o jiu-jitsu ensina valores importantes para a vida. “É um esporte que desenvolve resiliência. O atleta aprende a cair, levantar, respeitar os colegas e seguir em frente.”

Em casa, as lições reforçadas pelo esporte também fazem parte da educação de João. O conselho que mais escuta do pai não tem relação com golpes ou títulos. “A melhor briga é aquela que a gente não participa.”

Ao ouvir a pergunta sobre quem é o pai para ele, João responde sem pensar duas vezes: “Meu pai é um grande ídolo para mim”. Uma resposta simples, mas que resume a essência de uma história construída com disciplina, amizade, companheirismo e muito amor pelo esporte.

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