Prefeito diz que empresa que fornece carne para escolas já tinha sido notificada antes

Leandro Mendes posta vídeo informando que crianças não comeram carne com "excesso de gordura e alteração de aspecto" e que o alimento "está armazenado para esperar o processo administrativo"

Iago Almeida / 20 maio 2026

O prefeito Leandro Mendes (UNIÃO) se pronunciou nas redes sociais sobre a polêmica de carnes em pedaços retirados da merenda escolar em escolas de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas. O caso foi noticiado pelo Terra do Mandu nesta terça-feira (19/5).

No vídeo divulgado nesta quarta-feira (20/5), o prefeito diz que a carne não estava estragada e que a empresa que fornece o alimento para escolas, que é do próprio município, já tinha sido notificada antes, sendo esta a segunda vez.

O prefeito diz que caso haja uma terceira, o contrato será cancelado. “Se nós constatarmos agora, qualquer irregularidade, esquece, não vai fornecer mais pro município”, disse o prefeito.

A carne chega nas escolas congelada. E segundo a nutricionista responsável, a Vigilância Sanitária só pode fazer a fiscalização quando a carne é descongelada para fazer a merenda escolar. Após a divulgação do caso nesta terça, muitos pais e moradores da cidade usaram as redes sociais para criticar a prefeitura e dizer que o que estava sendo discutido não era carne com excesso de gordura, mas sebo de carne.

Ainda em seu pronunciamento, o prefeito Leandro Mendes citou que “eu tenho certeza absoluta, que a Vigilância Sanitária, e principalmente as merendeiras do nosso município, fazem com muito amor e carinho. Eu tenho feito minha parte; é 25% que é obrigado a aplicar por lei, nós aplicamos mais de 29%, e muito disso se deve na alimentação. Aí nós estamos colocando em cheque o serviço das escolas, das merendeiras. eu já fui de surpresa nas escolas, em algumas escolas, e toda vez a comida estava exemplar”, disse o prefeito.

O prefeito disse ainda sobre a merenda servida na época em que ele era aluno, comparando com a situação encontrada atualmente. Ele ainda afirmou que as crianças não comeram a carne mostrada em imagens. Segundo a Prefeitura, o alimento “está armazenado para esperar o processo administrativo”.

“Na minha época servia carne moída com polenta. Era o melhor dia desses dias. Porque no geral era sopa rala. Graças a Deus foi se avançando e foi aprimorando. Então eu coloco minha mão no fogo pelas serventes. O pai e a mãe podem ter tranquilidade. seus filhos não comeram aquela carne”, disse.

Ainda segundo o Executivo, providências já estão em andamento, uma vez que o fornecedor foi formalmente notificado e o município seguirá com as medidas administrativas e contratuais cabíveis, conforme a legislação e o processo de fiscalização, para assegurar a qualidade dos produtos fornecidos.

“A carne com aspecto fora do padrão não foi servida aos alunos. As unidades foram orientadas e a conduta adotada garantiu a segurança alimentar dos estudantes. A carne não estava estragada. O que foi identificado, em parte do lote, foi excesso de gordura e alteração de aspecto (como marcas/hematomas), o que não atende ao padrão esperado para o serviço público. Em caso de dúvidas, procure os canais oficiais da Prefeitura”, disse.

Escolas comunicam carne bovina com excesso de gordura e Prefeitura notifica fornecedor

Confira a nota completa divulgada pela Prefeitura nesta quarta-feira: 

“Esclarecimento sobre a alimentação escolar. Nos últimos dias, surgiram questionamentos sobre a carne utilizada na alimentação das escolas municipais. Após verificação técnica das equipes de Nutrição, Merenda Escolar, Vigilância Sanitária e Serviço de Inspeção Municipal, esclarecemos:

A carne não estava estragada. O que foi identificado, em parte do lote, foi excesso de gordura e alteração de aspecto (como marcas/hematomas), o que não atende ao padrão esperado para o serviço público.

Esse tipo de situação só é percebido no preparo. A carne chega congelada, dentro das exigências de transporte e armazenamento, e algumas características só ficam evidentes no descongelamento e na manipulação.

A carne com aspecto fora do padrão não foi servida aos alunos. As unidades foram orientadas e a conduta adotada garantiu a segurança alimentar dos estudantes.

Providências já estão em andamento: o fornecedor foi formalmente notificado e o Município seguirá com as medidas administrativas e contratuais cabíveis, conforme a legislação e o processo de fiscalização, para assegurar a qualidade dos produtos fornecidos.

Reforçamos o reconhecimento ao trabalho das merendeiras e de todos os profissionais da Educação, que atuam diariamente com zelo e responsabilidade para oferecer uma alimentação segura às nossas crianças. Em caso de dúvidas, procure os canais oficiais da Prefeitura”. 

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