Drones detectam mais de mil pontos de risco em ação contra a dengue
Identificação dos pontos de risco de focos do Aedes Aegypti salta de 834 para 1.545 hectares, desde o último mapeamento.
Nayara Andery / 28 abril 2026Identificação dos pontos de risco de focos do Aedes Aegypti salta de 834 para 1.545 hectares, desde o último mapeamento.
Nayara Andery / 28 abril 2026
Drones mapeiam mais de 1,2 mil locais com risco de focos de Aedes Aegypti em Pouso Alegre. Imagem prefeitura.
Drones detectaram mais de mil pontos de focos do mosquito Aedes Aegypti em Pouso Alegre. Esta é a nova etapa do mapeamento aéreo realizado em regiões estratégicas do município. Ela ainda é integrada ao projeto tecnológico de enfrentamento às arboviroses, como dengue, chikungunya e zika.
A área de cobertura monitorou 1.545 hectares. Em 1.230 pontos foram detectados recipientes com potencial de acúmulo de água, como piscinas, caixas d’água destampadas e objetos móveis, como vasos, latas e potes. Aumento expressivo em comparação às fases passadas, em que 834 hectares foram identificados.
Os espaços focados são os que possuem maior risco de proliferação do mosquito. Entre os bairros e regiões mapeados estão o São João, Centro, Fátima, Belo Horizonte, Cidade Jardim, São Carlos, Cidade Vergani, Árvore Grande e a região do Santa Rita, incluindo os bairros Santa Branca e Serra Morena.
A ação amplia a capacidade de identificação e combate aos focos do mosquito Aedes Aegypti. O método utilizado pelos drones é de mapeamento aerofotogramétrico.
Essa tecnologia é capaz de detectar de forma precisa áreas com mais propensão em acumular de água parada, principalmente em regiões como telhados, lajes ou terrenos fechados, onde as equipes de campo têm mais dificuldade em acessar.
A operação possui captação de imagens georreferenciadas. A técnica identifica o objeto através de coordenadas geográficas.
Os equipamentos ainda contam com um sistema de aplicação assistida de larvicidas, o que acelera intervenções e torna o processo mais eficaz, agindo diretamente nos focos detectados antes que causem risco à saúde pública.
A coordenadora de Vigilância em Saúde, Thatiana Guerra, comenta que o uso dos drones traz um grande avanço no combate às arboviroses em Pouso Alegre.
“Com essa tecnologia, conseguimos ampliar nosso alcance, identificar focos com mais precisão e agir de forma mais rápida e eficiente. É um aliado estratégico que fortalece o trabalho das nossas equipes e contribui diretamente para a proteção da saúde da população”.
A iniciativa também é capaz de produzir relatórios técnicos detalhados, permitindo que a Secretaria Municipal de Saúde possa tomar decisões mais estratégicas, assertivas e otimizar recursos. Assim, o impacto das medidas de controle consegue atingir uma maior amplitude.
As informações levantadas também são parte do trabalho dos Agentes de Combate às Endemias. Desse modo, ações de eliminação dos criadouros, já realizadas anteriormente em Pouso Alegre, ganham maior força e eficiência.
* Matéria escrita pela estagiária Júlia Lima e revisada pela jornalista Nayara Andery
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