Categoria: Gente do Mandu

Na cotação atual são quase 30 mil reais. Empresário já estava desesperado quando recebeu a ligação da rádio avisando que acharam o envelope com o dinheiro.

Homem que encontrou o dinheiro mora na zona rual e deixou com a família do irmão para fazer a entrega. Foto: Nova Difusora

Um empresário de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, ainda está em estado de graça depois de recuperar 7 mil dólares perdidos junto com um envelope numa rua da cidade.

João Carlos trabalha no ramo de tampografia, que é um processo de impressão indireta em baixo relevo, no Vale da Eletrônica. Na manhã da última sexta-feira (09) ele pegou os 7 mil dólares, colocou em um envelope e entrou no carro para ir pagar um de seus fornecedores. No meio do caminho, o empresário foi dar uma conferida e o envelope não estava mais com ele. João Carlos tinha colocado o embrulho na cintura, já que seria um local mais seguro.

O empresário voltou para casa, procurou em todos os cômodos, fez o trajeto até o portão e nada. Nesse meio tempo a esposa dele já tinha ido para a rádio da cidade pedir para anunciar que o marido havia perdido um envelope com certa quantia em dólares.

Já no meio da tarde veio a notícia que o empresário disse que nem estava esperando mais. A rádio ligou avisando que uma família estava lá com o envelope esperando por ele.

João Carlos se emociona em lembrar e diz que isso mostra que ainda existem pessoas honestas na nossa sociedade.

Quem encontrou o envelope caído no calçamento de uma rua do bairro Maristela foi um morador da zona rural de Santa Rita do Sapucaí. Ele deixou o dinheiro, embalado da mesma forma que achou, na casa do irmão e da cunhada na cidade e voltou para sua casa na roça.

A família foi até a rádio (foto) e entrevou o dinheiro para o empresário. Nossa reportagem não conseguiu falar com a família, nem com o Fernando, que encontrou o envelope.

Centenas de pessoas elogiaram a atitude da família. Foto: reprodução facebook Nova Difusora

O empresário diz que ficou muito feliz com o gesto da família e do morador que encontrou o envelope, que seria uma pessoa simples. João Carlos veio de São Paulo para Santa Rita há oito anos e conta que já passou por algo parecido quando ainda morava na capital paulista. Lá, foi ele quem encontrou uma bolsa com dinheiro em um evento beneficente e deixou com a organização, na certeza de que a pessoa que havia perdido a bolsa iria procurar ali.

“Então eu pensei, se a gente sempre fez o bem, como nossos pais nos ensinaram, um dia eu receberia isso de volta”, lembra.

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Gestante entrou em trabalho de parto e não houve tempo de chegar no hospital. Menino é o sétimo filho da mulher de 31 anos.

Bombeiros visitaram a mãe e a criança no hospital e levaram pacotes de fraldas. Foto: BMMG

Na madrugada desta segunda-feira (12) o Corpo de Bombeiros de Pouso Alegre recebeu um chamado para atender uma gestante no bairro São João, em Pouso Alegre. Juliana Lelis da Mota Pereira, de 31 anos, foi colocada na viatura, e foi iniciado o deslocamento até o hospital. Mas no meio do caminho, Juliana entrou em trabalho de parto e os militares tiveram que parar a viatura e eles mesmos realizar o parto.

O bebê nasceu dentro da viatura. Em seguida, mãe e o recém-nascido foram levados para o Hospital das Clínicas Samuel Libânio e passam bem. A criança é um menino. Ainda de acordo com o Copo de Bombeiros, ele é o sétimo filho de Juliana.

Na manhã de hoje, os bombeiros que participaram do parto fizeram uma visita e levaram fraldas para Juliana e o bebê. Estiveram no hospital o soldado Alberto, que fez o parto, e o soldado Willian, que recebeu a ligação no quartel, junto com o tenente Lincoln, comandante do 1º Pelotão de Bombeiros.

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A comida é a mesma que que é servida aos clientes, mas que ainda restou no buffet e não foi vendida. Ação é realizada há oito anos.

Todos os dias, próximo das 15h um grupo de pessoas chega na porta de um restaurante, que fica no Centro de Pouso Alegre, com marmita na mão. São moradores de rua e pessoas desempregadas que não tem condições de pagar pela refeição.

Essas pessoas vão até o local porque sabem que o restaurante irá distribuir a comida que foi colocada no buffet e não foi comercializada. É o caso de Claudinei, que está desempregado e cata papelão nas ruas de Pouso Alegre, mas o dinheiro mal dá para pagar o aluguel de numa casa no bairro São Geraldo.

Rayonaldo fica entre as ruas da cidade e o albergue municipal. Há quatro anos ele pega seu almoço no restaurante.

O dono do restaurante faz essa ação desde que abriu o comércio, há oito anos, ainda em outra rua da cidade. Paulinho diz que só quer fazer o bem e não desperdiçar alimento.

Recentemente, uma cliente viu pessoas formando a fila para receber a comida, tirou uma foto e postou nas redes sociais. O comerciante afirma que nunca foi esse o objetivo. A intenção mesmo é ajudar as pessoas da rua.

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Gervásio Costa foi atropelado por um motociclista embriagado e está em recuperação em casa após quebrar a perna e ter fratura na cabeça. VEJA O VÍDEO REPORTAGEM.

Um grupo de 50 romeiros saiu de Pouso Alegre na noite desta sexta-feira (19) com destino ao Santuário Nacional de Aparecida. Essa é a 10ª peregrinação desse grupo, formado a partir do bairro Faisqueira. Mas essa caminhada tem um significado diferente. É a primeira vez que esses romeiros seguem sem o seu principal coordenador, Gervásio Costa.

Há 15 dias, Gervásio foi atropelado por um motociclista embriago enquanto seguia com outro grupo de romeiros para Aparecida. No atropelamento, Gervásio quebrou a perna e bateu com a cabeça no asfalto, formando um coágulo. Ele passou por cirurgias e já está em recuperação em casa.

A missão de conduzir os romeiros nessa jornada foi dividida entre outras pessoas. Renato Joia é um desses coordenadores.

Com o rosto de Gervásio estampado nas camisetas, os peregrinos homenageiam e fazem orações pelo romeiro que ficou em casa.  Um grande banner com o rosto de Gervásio também foi confeccionado para seguir no veículo de apoio.

Antes da partida, os romeiros se reuniram nesse posto para as orações e bênçãos do padre Celso Diogo.

O Casal Edinaldo e Elaine Panini seguem na romaria com os dois filhos e com muita fé.

A peregrinação começou na noite de sexta, com previsão de chegada em Aparecida na tarde de terça-feira (23).

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Cerca de 100 refeições são distribuídas diariamente pela Pastoral de Rua. Cobertores também foram doados. Veja a reportagem em vídeo.

Mais uma noite gelada em Pouso Alegre. Enquanto os termômetros marcam 10 graus, essa equipe de voluntários da Pastoral de Rua vem distribuir alimentos e cobertores para pessoas em situação de rua. O jantar desta segunda-feira (08) para as pessoas em situação de rua tem macarrão, polenta, arroz, feijão e frango ensopado. A primeira parada foi na rodoviária.

Algumas dessas pessoas estão apenas de passagem por pouso Alegre. Outros estão por aqui a mais tempo e além de receber o apoio dos voluntários, também fazem uso do albergue municipal para dormirem.

Da rodoviária a van com a comida e cobertores seguiu para mais um ponto de distribuição da comida, a ponte do bairro São Geraldo.

No fim, a alegria dos voluntários é voltar com as panelas vazias. Amanhã, outra equipe percorre a cidade.

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Ex-internas recordam com saudade o tempo que estudavam no Colégio das Doroteias, hoje Conservatório, e frequentavam a capela diariamente. Assista ao vídeo da reportagem mais abaixo.

Igreja mantém pinturas, piso e bancos originais. Foto: Magson Gomes/Terra do Mandu

A Capela do Sagrado Coração de Jesus em Pouso Alegre, mais conhecida como Capela das Doroteias, acaba de completar 100 anos de existência. A igreja foi totalmente finalizada em 1926. Porém, em 27 de junho de 1919, a Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus foi abençoada pelo bispo diocesano Dom Octávio Chagas de Miranda, durante as comemorações da Festa do Santíssimo Coração de Jesus.

A igrejinha foi construída como anexo do Instituto Feminino Santa Doroteia, onde atualmente funciona o Conservatório Estadual de Música de Pouso Alegre. As belas pinturas de artistas anônimos, as imagens, o piso de madeira e os bancos, tudo é original, sem intervenções ao longo do tempo.

Internas do Colégio das Doroteias fazem a coroação de Nossa Senhora de Fátima. Foto: Arquivo Arquidiocese de Pouso Alegre

Na sexta-feira, dia 28 de junho, foi celebrado o dia do Sagrado Coração de jesus. Após uma missa na Catedral, a procissão saiu em direção à capela. Com rosas nas mãos, centenas de pessoas acompanharam o cortejo. Os fiéis foram recebidos ao som dos sinos da igrejinha, também centenários.

Dentro da capela, o padre Mário Luiz Pereira Navarro, da Paróquia Bom Jesus – Catedral, onde a capela faz parte, explicou que a construção foi feita em estilo ogival, seguindo as influencias europeias da época. (Veja no vídeo)

Depois das explicações, foi feita a coroação da imagem do Sagrado Coração de Jesus. E todo mundo cantou parabéns para o aniversário de cem anos da capela das Doroteias.

Depoimentos de ex-internas

A reportagem do Terra do Mandu também encontrou duas senhoras que foram alunas internas do colégio das Doroteias e se formaram professoras. Dona Maria Luciene e dona Doroteia Silveira recordam com saudade do tempo em que frequentavam a capela, todos os dias, antes das aulas. Veja o depoimento das duas no vídeo. Elas contam detalhes de como era a rotina, a forma rígida em que eram educadas, e que deixou um grande aprendizado.

ASSISTA A REPORTAGEM EM VÍDEO:

Mais sobre a Capela Sagrado Coração de Jesus

A Capela das Doroteias é uma obra arquitetônica no estilo ogival do construtor Mário Gissoni. A construção teve início junto com o prédio do Instituto, em 1911, hoje Conservatório de Música. A igreja foi totalmente finalizada em 1926. Porém, em 27 de junho de 1919, a Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus foi abençoada pelo bispo diocesano Dom Octávio Chagas de Miranda, durante as comemorações da Festa do Santíssimo Coração de Jesus.

Dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, que do alto do altar mor, olha e protege os fiéis, a capela é repleta de simbolismos e significados. O altar é construído em madeira, com pó marmorizado no seu acabamento e ricos detalhes entalhados na madeira. As peças são originais da França e vieram exclusivamente para adornar os altares.

Pinturas em afresco de artistas desconhecidos ilustram passagens bíblicas. Destaque nas paredes da Ressurreição de Jesus e Ascenção do Senhor. Os quatro evangelistas também foram pintados no teto, sobre a cruz da nave central. O nascimento de Jesus também é retratado em afresco.

Um confessionário francês chama atenção pela beleza e harmonia. No coro está guardado um órgão belga, centenário, que era utilizado no coral das Doroteias durante décadas. (com informações da Ascom da Catedral)

A capela faz parte da Paróquia Bom Jesus – Catedral.

Missas

As missas são celebradas aos sábados (17h), domingos (08h), terças e quartas (16h).

Adoração ao santíssimo Sacramento Terça e quarta das 14h às 16h; Quintas e sextas das 09h às 11h.

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Blusas de frio e cobertores foram arrecadados por uma igreja evangélica, com a ajuda de moradores do bairro Árvore Grande, em Pouso Alegre. ASSISTA AO VÍDEO ABAIXO.

O varal vai sendo reabastecido de acordo com as pessoas vão pegando e doando novos agasalhos. Foto: Magson Gomes/Terra do Mandu

Quem passa pela Avenida Moisés Lopes, no bairro Árvore Grande em Pouso Alegre logo percebe um varal com blusas penduradas em cabides e alguns cobertores encostados no varal. Placas avisam: Está com frio; pegue, é sua. A ideia é quem chegar e estiver precisando pode pegar alguma peça, sem cerimônia. A iniciativa é de uma igreja evangélica que fica na mesma avenida.

O pastor Osvaldo Flórido disse que logo nas primeiras horas em que os agasalhos foram colocados algumas pessoas passaram e pegaram algumas peças e o varal foi reabastecido. Os agasalhos foram arrecadados pela igreja. Além dos fiéis, outros moradores do bairro têm ajudado.

VEJA A REPORTAGEM EM VÍDEO:

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Renata Couto luta contra um linfoma há 15 anos, mesma idade do filho que fará a doação. Técnica é chamada de transplante haploidêntico, quando o doador é 50% compatível com o paciente.

Essa é uma história de luta pela vida e de amor entre mãe e filho. Há 15 anos, a assistente de RH Renata do Couto Rosa Ribeiro descobriu que tinha um câncer, era um linfoma de Hodgkin. Renata estava com 19 anos e tinha acabado de ter seu segundo filho; o menino Vinycius Guilherme que estava com três meses de vida. É Vinycius que será o doador da medula óssea para a mãe. O procedimento é chamado de transplante haploidêntico, quando o doador é 50% compatível.

Renata se emociona ao falar da doação do filho. “Meu herói. [quando era pequeno] ele me ajudou muito. Pegava as injeções que eu tinha que tomar diariamente. Teve uma vez na escola que ele desenhou uma cama, ele e uma injeçãozinha”, conta Renata.

Vinycius já fez todos os exames e a doação será nos próximos dias. “Quero muito poder ajuda-la. Acompanhei toda a história e é bem ruim a história dela. Espero que ela fique bem, melhore e que suma o câncer dela”.

O hematologista Fabian de Souza Camargo explica que o transplante haploidêntico é indicado para os pacientes que não encontram um doador 100% compatível no banco de medula óssea. “O transplante haploidêntico é uma técnica mais moderna de transplante em que o doador não precisa ser 100% compatível. O haploidêntico é 50% ou as vezes, um pouquinho mais e, geralmente é de família pai, mãe irmão ou até primo pode ser doador”.

Médico Fabian de Souza Camargo explica o procedimento. Foto: Terra do Mandu

Segundo os médicos, o ideal seria o paciente encontrar um doador 100% compatível, mas essa é uma tarefa difícil. As chances são de 25% para encontrar um doador desse tipo na família e 1 em 100 mil entre outras pessoas em um banco de medula óssea. “Às vezes, não dá tempo de esperar um transplante 100% compatível. Então, o haploidêntico vem suprir essa demanda de transplante de medula óssea. Quando chega para o transplante é realmente que ela já fez todos os tipos de tratamento e o transplante pode ser a última opção de cura e sobrevida para essa pessoa”, diz o médico Fabian Camargo.

LUTA DIÁRIA PELA VIDA

Desde que descobriu que estava com câncer, em 2004, Renata passou por diversos tratamentos e fez 11 cirurgias. Mas o linfoma sempre reaparecia. “De 2004 até 2010 eu fiz todas as quimioterapias existentes para o linfoma de Hodgkin. Tudo que existia eu tomei”, relembra Renata. Em 2008, ela se submeteu a um transplante da própria medula, mas seis meses depois o câncer reapareceu. A assistente de RH ainda fez um tratamento experimental oferecido por um laboratório e ficou um período curada. Mas o linfoma ressurgiu em 2017 e o transplante foi a indicação dos médicos. “É uma luta constante. Nós lutamos dia após dia pela vida”.

Renata se apoia na família.

Nos próximos dias, Renata vai se internar para iniciar o tratamento para o transplante e espera, logo estar de volta para continuar vendo os filhos crescer. “Eu creio e tenho fé que vai dar tudo certo”.

 

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Pelo menos cinco instituições foram beneficiadas. Outras campanhas para arrecadar roupas e agasalhos estão em andamento na cidade.

Centenas de peças foram doadas pela população. Campanha foi organizada por empresas da cidade. Foto: reprodução

As instituições de Pouso Alegre que cuidam de pessoas carentes e idosos já estão recebendo as doações das campanhas realizadas na cidade para arrecadar roupas e agasalhos. Nesta quinta-feira (06), empresários que organizaram a campanha Maio Solidário fizeram a entrega de centenas de peças arrecadas no último mês. Pelo menos, cinco instituições estão sendo agraciadas com as doações.

Entre as instituições beneficiadas estão os dois asilos de Pouso Alegre, o Educandário e uma creche filantrópica, além do presídio da cidade. O empresário Wellington Araújo da Silva, um dos organizadores, agradeceu em vídeo todas as doações feitas pela população e as empresas que se mobilizaram para conseguir o maior número possível de cobertores e agasalhos.

As pessoas que ainda não fizeram doações e querem colaborar com alguma instituição, podem procurar essas entidades filantrópicas ou a secretaria de Políticas Sociais do município que ajuda no encaminhamento das doações.

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Nos escritórios de coworking o autônomo ou microempreendedor pode usar por hora ou ser mensalista. Segundo pesquisa, os profissionais produzem mais neste tipo de ambiente porque facilita a troca de ideias. os custos para o serviço são até 70% mais barato que manter uma estrutura própria.

Os escritórios de coworking têm os espaços comuns e as salas individuais. Foto: Terra do Mandu

Com estrutura pronta, preços atrativos e ainda a possibilidade de trocar experiências, muita gente encontrou os serviços de coworking a oportunidade que faltava para dar uma guinada nos negócios. Esse tipo de serviço oferece um escritório compartilhado tem crescido no Brasil nos últimos anos e chegou a Pouso Alegre, Sul de Minas, recentemente, e vem mudando a forma que pequenas empresas, profissionais freelancers e autônomos se relacionam entre si, com seus fornecedores e clientes.

Mateus Lima trabalha numa indústria na cidade e tem uma atividade paralela como microempreendedor individual. O negócio dele é uma rádio na internet com programas gravados e ao vivo, com entrevistas. Quando decidiu criar o próprio negócio, Mateus sabia que precisava de um espaço para trabalhar e em casa não seria uma boa ideia. Alugar um imóvel para montar a estrutura também estava fora do orçamento. “Em geral, o custo de aluguel de imóveis é um pouco absurdo, ainda mais os comerciais. E ainda, eu não utilizo o tempo integral”.

Mateus montou sua rádio web numa das salas do coworking. Foto: Terra do Mandu

A saída encontrada pelo Mateus foi aderir ao coworking. “Vi essa possibilidade que eu poderia ter o meu escritório, a minha empresa de maneira compartilhada, tendo toda estrutura, onde posso receber meus clientes e fechar contratos e o espaço onde posso exibir meus programas, receber convidados e ainda tem a bancada de trabalho onde posso conversar com outros profissionais, trocar ideias. É bem legal”, diz Mateus.

O espaço dentro do conceito de coworking em Pouso Alegre foi implantado pelo especialista em Inteligência de Mercado, Leandro Lopes, e pela Coach, Solange Gravi. No escritório compartilhado as pessoas pagam pelo que usar e o tempo que usar.

Leandro explica que essa é a principal ferramenta de economia colaborativa para o pequeno empresário ou autônomo conseguir de manter nesse período de tanta crise que o país vem passando. Os custos, por serem compartilhados, ficam em torno de 70% abaixo do que um escritório convencional. “Dá tempo para o empresário focar 100% aos seus clientes. Ele não tem que se preocupar com infraestrutura e contas fixas de internet, energia, água, segurança…”, conta Leandro.

No escritório tem a estação de trabalho compartilhado, as pessoas passam a atividade do dia a dia, tem ainda as salas de atendimento exclusivo, sala de reunião para até 10 pessoas e auditório para 30 pessoas para treinamentos, palestras. Tem ainda espaço de comedoria, biblioteca, e sala de descompressão com TV, jogos, videogame e redes para relaxar no momento em que está menos criativo.

Quem trabalha em coworking produz mais

De acordo com pesquisa do Censo Cowoorking Brasil, até o ano passado, esse tipo de serviço já estava presente em todos os 26 estados brasileiros e ao Distrito Federal, somando 1.194 unidades e atendendo a cerca de 214 mil pessoas. E contar com uma infraestrutura corporativa e ao mesmo tempo descontraída reflete na produtividade do trabalho, com 76,8% dos entrevistados afirmando que o rendimento melhorou ou melhorou muito.

Os benefícios se estendem, ainda, para a vida fora do expediente: para 67% houve reflexo positivo no convívio social e a relação com a família está melhor para 37% deles. Enquanto 63,4% tiveram ganhos na organização, 61,1% relataram melhora na qualidade da saúde e disposição diária.

Leandro ainda lembra que o networking é outro importante ganho para quem trabalha em um escritório de coworking. “Uma vez que ele compartilha o ativo, o imóvel, ele também vai compartilhar as ideias. Então, ele vai ter profissionais de várias áreas trabalhando no mesmo local onde que um pode complementar ou se tornar parceiro de negócios para o outro”.

Mateus da rádio web garante que hoje não tem pretensão de procurar um espaço próprio e aprova 100% a economia e o relacionamento que encontra no escritório compartilhado. “Porque hoje eu tenho tudo que preciso aqui, na verdade tenho até um pouco mais, com uma redução de custos muito significativa, comparado se eu fosse alugar um espaço comercial na cidade”.