Categoria: Gente do Mandu

Brinquedos foram comprados após o motorista Edvaldo Alves arrecadar dinheiro com rifas. Vontade de ajudar surgiu depois que começou a trabalhar transportando crianças para escolas municipais de Pouso Alegre.

Edvaldo faz a ação há cinco anos. ele é motorista na secretaria municipal de Educação, onde surgiu a vontade de ajudar. Foto: enviada ao Terra do Mandu

Na tarde deste sábado (12), Dia das Crianças, o motorista Edvaldo Alves encheu seu carro de bonecas e carrinhos e saiu pelas ruas de Pouso Alegre a procura de crianças para entregar os brinquedos. Há cinco anos, ele faz rifas para arrecadar dinheiro e comprar os presentes para crianças carentes de Pouso Alegre. Esse ano, Edvaldo conseguiu comprar pouco mais de 60 brinquedos, que foram distribuídos neste sábado (12) para crianças em bairros diferentes da cidade.

“Saio andando e reparando pela rua. Quando vejo uma criança, eu abordo e vejo se ela quer um brinquedo. Também vou nos bairros mais carentes de Pouso Alegre para fazer a entrega”, conta o motorista que passou pelos bairros São Geraldo e Cidade Jardim.

A vontade de ajudar as crianças surgiu ao conviver com muitas delas no trabalho. Edvaldo é motorista na secretaria municipal de Educação de Pouso Alegre. “Trabalhando diretamente com crianças isso me desencadeou a vontade de lutar e ajudar, sendo o mínimo que podemos fazer”.

Esse ano, o motorista arrecadou cerca de R$ 1 mil com duas rifas. Todo o dinheiro foi usado na compra dos brinquedos.

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Zé Batista fez canção ao pedir inspiração para agradecer por graças recebidas. A esposa dele doou um rim e salvou o irmão, que estava com 5% dos rins funcionando. O casal Ednaldo e Elaine vão a pé até Aparecida para agradecer cura do filho que nasceu com pé torno congênito.

O cantor e radialista Zé Batista com a esposa Lucilene durante celebração e gravação do clipe da música em homenagem á Nossa Senhora. Foto: reprodução.

A devoção à Nossa Senhora Aparecida move multidões. Neste sábado, dia da santa padroeira do Brasil, milhões de romeiros chegam à Aparecida, no Santuário Nacional. Entre estarão esse grupo de pouso-alegrenses que seguem em romaria desde quarta-feira (09).

Nesse grupo de 11 pessoas está o casal Ednaldo e Elaine Lima. Eles iniciaram a romaria há cinco anos, após uma graça recebida. O filho nasceu com o pé torto congênito. Ednaldo fez a promessa de que faria cinco anos de romaria a pé pela cura do filho. Na manhã seguinte o menino estava curado, conta Elaine. Os casos de pé torto congênito são tratados, na maioria das vezes, com colocação de gesso desde os primeiros dias de vida ou cirurgia.

Elaine e o marido Ednaldo (à frente, de boné) seguem em romaria com amigos e parentes. Foto: enviada por Elaine

“Nós sempre fomos devotos de ir a Aparecida. Meu filho nasceu com o pezinho torto, o esquerdo, rente à canela mesmo. Meu marido Ednaldo fez uma promessa: Se Maria, Nossa Mãe, curasse nosso filho João Gabriel, ele iria a Aparecida a pé durante cinco anos. A partir do terceiro ano, eu também passei a acompanha-lo nesse agradecimento”, conta Elaine.

O filho do casal nasceu em 2015, ano da promessa. O quinto ano da romaria, iniada apenas com Ednaldo e um tio dele, está sendo cumprido neste sábado. Mas eles vão além. “Nossa fé é tão grande que não vamos para de ir nessa data”, diz Elaine.

O vendedor Fabrício Silva Dias também faz a romaria a pé há cinco anos. Ele conta que agradece à Nossa Senhora Aparecida por tê-lo livrado do alcoolismo.

Fabrício faz sua 5ª romaria depois de sair do vício do álcool. Foto: enviada por Fabrício.

Cantor e radialista Zé Batista compõe música para Nossa Senhora

O cantor e radialista Zé Batista também é devoto de Nossa Senhora e fez uma música de agradecimento por graças alcançadas na família. A esposa de Zé Batista ia todos os dias à Catedral Metropolitana de Pouso Alegre rezar e pedir que alguém da família fosse compatível com o irmão dela, que precisava com urgência de um transplante de rim. Após os exames de toda a família, Lucilene Rezende foi a doadora do rim para o irmão que estão com apenas 5% dos rins funcionando.

“Acabei de entrar na garagem de casa e veio na minha cabeça e falei: ‘Mãe, a senhora que já me deu tanto presente, deu presente para minha esposa Lucilene, eu gostaria de presentear a senhora com uma canção, que é a única coisa que eu posso te dar’. Aí rapaz, entrei em casa, dei um beijo na minha mulher e fui para o quarto, pequei o violão e já fiz a música direto, naquela mesma hora gravei no celular, já ficou pronta. Foi uma bênção muito rápido”, conta Zé Batista.

A música “Fale com Nossa Senhora” foi composta há um ano. Mas agora ganhou um clipe que foi postado nas redes sociais. Zé Batista também já tinha gravado a canção em CD, junto com outras composições tema religioso.

Com a divulgação recente, o cantor diz que está até rouco de tanto lugar que tem ida apresentar a música de Nossa Senhora.

“Eu pedi para ela me dar essa oração, porque não é uma canção. Então, estou muito feliz. Onde eu canto as pessoas se emocionam, choram. Já cantei em várias igrejas esses dias eu cantei tanto que estou até um pouco rouco e tem mais convites para cantar e vamos cantar”, afirma.

ASSISTA AO CLIPE DA MÚSICA ‘FALE COM NOSSA SENHORA’:

As fotos e imagens de romaria a pé não fazem parte do clipe original. Elas foram inseridas pelo Terra do Mandu e mostram o grupo de romeiro citado nesta reportagem.

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Revitalização foi realizada através do projeto Cores de Gaia, idealizado pela arquiteta Angela Marques e a artista plástica Fátima Dutra, com a Lei de Incentivo à Cultura. ASSISTA A REPORTAGEM EM VÍDEO.

O Calçadão do bairro Saúde acaba de completar 40 anos e ganhou de presente uma revitalização.

Assim estava o Calçadão antes de ser preparado para receber a intervenção artística. Foto: reprodução projeto Cores de Gaia

Nesse sábado (05), várias pessoas se juntaram para transformar o espaço em um lugar mais colorido e alegre. A ação foi realizada através do projeto Cores de Gaia, idealizado pela arquiteta Angela Marques e a artista plástica Fátima Dutra. O projeto tem o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

“É um trabalho coletivo que busca a ressignificação do espaço”, afirma Angela Marques.

No início do trabalho a arquiteta explica aos voluntários que a pintura é feita com tinta à base de terra crua, uma técnica milenar.

Alunos e professores do curso de design de interiores do Conservatório ajudaram na confecção dos desenhos que decoram os paredões do calçadão.

MORADORES LEVAM BOLOS E SUCOS

Moradores do bairro também contribuíram com mão na tinha, e ainda levaram bolos e sucos.

Depois de um dia inteiro de trabalho, o resultado é um Calçadão colorido e cheio de desenhos de flores, árvores, janelas e animais como pássaros e gatos. Os temas pintados foram definidos com a participação da comunidade do bairro e remetem à qualidade de vida, à natureza e ao sagrado feminino.

REPORTAGEM EM VÍDEO:

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Foram 43 anos de espera, desde que o bairro foi elevado a distrito. O asfaltamento dos 14 km da estrada foi concluído esta semana.

A reportagem do Terra do Mandu foi pela estrada que liga a MG-290 ao distrito São José do Pantano para ouvir os moradores ao longo dos 14 quilômetros. São pessoas que não acreditavam que, um dia, viriam o trajeto ser coberto por asfalto. Gente que já estava calejada de viver em meio à poeira e do barro, de acordo com as condições climáticas. Certo era que um dos ingredientes, pó ou lama, estavam pelo caminho.

O Pantano, como o local é chamado pelos moradores, foi elevado a distrito em 1976. De lá para cá foram muitas promessas, histórias de que a estrada que seria asfaltada. A região do distrito tem outros bairros, com cerca de 15 mil moradores, segundo a prefeitura. As famílias trabalham nas lavouras de morango, batata e hortaliças.

A pavimentação da estrada foi motivo para a produtora rural Valdinéia bater os joelhos no asfalto e agradecer. O aposentado Anésio Munhoz, de 83 anos, lembra que as mulheres da casa foram embora porque não aguentavam mais conviver com tanta poeira e lama. Ele mora a menos de cinco metros da estrada.

A aposentada Ana Maria conta várias histórias do antes e depois do asfalto. Diz que o marido morreu na esperança de ver a estrada pronta. Dona Ana Maria também relata como era o sacolejo do circular no meio dos buracos e que agora nem vê o tempo passar no caminho até a cidade.

O QUE DIZ A PREFEITURA

A obra de pavimentação da estrada do Pantano teve início em março do ano de 2018, através de convênio entre a prefeitura de Pouso Alegre e a Associação dos Municípios do Alto Rio Pardo (AMARP).

Para o prefeito Rafael Simões (PSDB), a conclusão do serviço é um momento histórico. “É um sonho que se realiza para muitas famílias, pessoas que sofreram durante anos e anos com a poeira e a lama e agora vão ter a dignidade que traz o asfalto e suas melhorias. Gostaria de registrar que as obras foram feitas com o dinheiro do povo de Pouso Alegre, com os impostos arrecadados, com as economias que nós fizemos neste período de governo”, afirma o prefeito.

O asfaltamento beneficia diretamente, além do distrito, as localidades do Cajuru, Gabiroval, São Sebastião do Pantaninho, Serrinha, Pantano dos Rosas e Pantano Teodoro (esses dois pertencentes ao município de Estiva), entre outros, totalizando uma população estimada em mais de 15 mil habitantes. Foto: Magson Gomes/Terra do Mandu

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Karina de Souza viajou mais de 1.200 km para realizar o sonho. Após campanha na internet, ela foi uma das escolhidas para entrar no camarim da dupla. “Ao vê-los fiquei paralisada e as lágrimas não se continham. Eles são lindos e fantásticos”, diz a estudante de psicologia.

O dia 21 de setembro de 2019 jamais sairá da memória da estudante de psicologia Karina de Souza, de 31 anos. Esse foi o dia que ela abraçou e tirou fotos com seus ídolos Sandy e Junior, durante o show ‘Nossa História’, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Para realizar o maior sonho de sua vida, a estudante enfrentou muitos desafios. Depois de estar à beira da morte por complicações de duas doenças sem cura, Karina, que mora em Pouso Alegre, Sul de Minas, comprou o ingresso para o show sem a certeza de que conseguiria entrar no camarim. Mas, milhares de pessoas compartilharam sua história e ela foi uma das escolhidas para ver Sandy e Junior de perto.

Ainda em Porto Alegre, curtindo a emoção da noite anterior, Karina conversou por mensagem com a reportagem do Terra do Mandu. “Poder realizar meu sonho, foi fantástico. Ao vê-los fique paralisada, e as lágrimas não se continham. Eles são lindos e fantásticos, tentaram me acalmar, foram conversando comigo, perguntando sobre a história. Foi lindo! Incrível! ”, conta Karina.

A HISTÓRIA DE LUTA E SUPERAÇÃO

Quando ainda era uma campanha para fazer o desejo chegar até os ídolos, o Terra do Mandu contou a história de Karina em reportagem aqui no portal. Ela estava pronta para viajar de Pouso Alegre, no Sul de Minas, para a capital gaúcha. Mais de 1.200 km em busca de um sonho.

Karina está no último ano do curso de psicologia. Há sete anos ela foi diagnosticada com Lúpus, uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro. O Lúpus tem tratamento, mas não tem cura. Em decorrência do Lúpus, Karina desenvolveu uma segunda doença também autoimune, a Miastenia grave, que atinge todos os músculos do corpo.

Por conta dessas doenças, a universitária já teve crises de ficar dias internada na UTI, entubada e em coma induzido. O momento mais grave foi em 2013. Logo depois de descobrir o Lúpus, Karina foi internada com uma crise hemorrágica. Como perdeu muito sangue, foi encaminhada para a UTI para passar por cirurgia. O médico pediu para ela se despedir da família porque havia a possibilidade de não sobreviver ao procedimento.

“Comecei a chorar em prantos porque, na minha cabeça, eu iria morrer. Despedi da minha mãe e o pensamento que veio na minha cabeça foi: não acredito que não vou conhecer Sandy e Júnior”, recorda.

Karina sobreviveu, mas as crises e internações ainda são constantes. Em junho desse ano, ela voltou para a UTI após crise de Miastenia. Ficou entubada e chegou a ficar dois dias em coma induzido. Durante a internação, Karina passava por coleta de sangue várias vezes durante o dia, com intervalo de uma hora. Para fugir das dores e sofrimento, o refúgio era pensar em Sandy e Junior.

“Uma enfermeira até perguntou ‘porque toda vez que a gente vai coletar sangue você fecha os olhos? ’ Falei que é muito dolorido aí eu fico imaginando que estou conversando com Sandy e Junior. Quando ver, já fiz o exame e passou a dor”, explica.

A universitária é fã dos irmãos desde quando ganhou uma fita cassete da mãe, aos cinco anos. Karina foi a três shows da dupla em Pouso Alegre, em nenhum deles conseguiu chegar perto para um abraço ou uma foto.

Quando Sandy e Junior anunciaram o retorno da dupla para a turnê ‘Nossa História’, Karina se empolgou com a possibilidade de ir em um novo show e conhecer seus ídolos. Ela conseguiu comprar ingresso apenas para o show de Porto Alegre e começou a campanha na internet para entrar no camarim. E conseguiu.

“Vale a pena lutar pelos sonhos. Vale a pena lutar pela vida! Esse momento só me ajudou a querer a viver mais e mais”, afirma Karina.

Karina teve que escolher apenas uma foto para receber o autógrafo de Sandy e Junior. Ela escolheu a que está abraçado com sua médica Laryssa. A médica até iria a Porto Alegre com Karina, mas, por compromissos pessoais, não conseguiu acompanhar a paciente e amiga.

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Eu havia levado algumas fotos para serem autografada, afinal, são as pessoas especiais pra mim! Mas, lá dentro do camarim só pode selecionar 1 foto, são muitas regras pra entrar (claro! Precisam preservar a segurança daqueles dois maravilhosos ). Então eu me vi em um momento que eu tive que selecionar as várias fotos que eu havia levado, e escolher somente uma: aí olhei todas as fotos, com dor no coração de não poder levar todas, e selecionei a da minha médica @laryssag.almeida , não tinha como não ser você, você salvou a minha vida! Eu levei a nossa foto, consegui falar de você (do pouco que conseguir falar, era muita emoção), contei a maneira carinhosa que sou cuidada por você e por todas as médicas, e disse que queria um autógrafo nessa foto, com o seu nome. Então a Sandy sorriu e disse: que linda essa foto! Aí eu voltei a chorar e não consegui mais falar nada. Foi o momento mágico o camarim, estou anestesiada até agora, essa foto é muito valiosa, porém, eu não vou ficar com ela, essa foto é toda sua! ❤️

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Sala de saúde recebeu nome do ex-diretor da Facimpa, hoje Univás. Nova guarita de entrada na unidade Fátima também foi inaugurada.

Foto: Ascom FUVS

O senhor Benedito Faria Machado, de 89 anos, foi homenageado nesta sexta-feira (20) pela Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí. Ele deu nome a uma sala de saúde inaugurada na Unidade Fátima da Univás. Seu Machado foi diretor da extinta Facimpa (Faculdade de Ciências Médicas de Pouso Alegre) que deu origem à Univás.

Benedito Machado também é conhecido em Pouso Alegre pelo trabalho desenvolvido na Igreja Católica, pela carreira no 14º GAC e pelos quadros que pinta como artista plástico.

NOVA GUARITA

Além da sala de saúde, o conselho diretor da FUVS também inaugurou a nova guarita de acesso ao campus Fátima. O objetivo é dar mais segurança para quem frequenta a unidade, onde todos deverão ter autorização para passar pela portaria.

O presidente da FUVS, José Walter da Mota Matos, fala da homenagem e das inaugurações. Assista:

 

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Karina tem duas doenças sem cura. Numa das crises, ela foi informada pelo médico que tinha poucas chances de sobreviver a uma cirurgia para estancar uma forte hemorragia. “Despedi da minha mãe e o pensamento que veio na minha cabeça foi ‘não acredito que não vou conhecer Sandy e Júnior’, lembra. Karina mora no Sul de Minas e conseguiu comprar ingresso apenas para o show de Porto Alegre, no dia 21 de setembro.

Karina diz que se agarra no sonho para se sentir viva. Foto: reprodução

A mineira Karina de Souza, de 31 anos, tem duas doenças raras e sem cura. Karina luta pela vida e luta pela realização de um sonho de criança, que é conhecer a dupla Sandy e Junior. A fã mora em Pouso Alegre, Sul de Minas, e irá viajar até Porto Alegre, capital gaúcha, para o show da dupla. Karina vai com o desejo de conhecer os ídolos e faz campanha na internet para conseguir chegar perto de Sandy e Junior.

Karina está no último ano do curso de psicologia. Há sete anos ela foi diagnosticada com Lúpus, uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro. O Lúpus tem tratamento, mas não tem cura. Em decorrência do Lúpus, Karina desenvolveu uma segunda doença também autoimune, a Miastenia gravis, que atinge todos os músculos do corpo.

“Essas doenças me debilitam a todo instante, cansaço constante, dificuldade para respirar, muitas vezes até falar. Por isso, é uma aventura que pode ser de certa forma perigosa. Mas é uma aventura que eu jamais esquecerei (inesquecível em mim) ainda mais porque vou sozinha! Sim! Eu vou sozinha, e minhas médicas e minha mãe estão de cabelos em pé por conta desse show. Mas ao mesmo tempo estão me apoiando, pois muitas vezes me viram quase partir, me viram muitas vezes chorar por não querer morrer e querer realizar meu sonho”, disse no post feito em seu perfil.

Karina fez um post no seu perfil com fotos no hospital, com as amigas e com a médica e uma imagem do palco da turnê ‘Nossa História”. Foto: reprodução

Por conta dessas doenças, a universitária já teve crises de ficar dias internada na UTI, entubada e em coma induzido. O momento mais grave foi em 2013. Logo depois de descobrir o Lúpus, Karina foi internada com uma crise hemorrágica. Como perdeu muito sangue, foi encaminhada para a UTI para passar por cirurgia. O médico pediu para ela se despedir da família porque havia a possibilidade de não sobreviver ao procedimento.

“Comecei a chorar em prantos porque, na minha cabeça, eu iria morrer. Despedi da minha mãe e o pensamento que veio na minha cabeça foi: não acredito que não vou conhecer Sandy e Júnior”, recorda.

Karina sobreviveu, mas as crises e internações ainda são constantes. Em junho desse ano, ela voltou para a UTI após crise de Miastenia. Ficou entubada e chegou a ficar dois dias em coma induzido. Durante a internação, Karina passava por coleta de sangue várias vezes durante o dia, com intervalo de uma hora. Para fugir das dores e sofrimento, o refúgio era pensar em Sandy e Junior.

“Uma enfermeira até perguntou ‘porque toda vez que a gente vai coletar sangue você fecha os olhos? ’ Falei que é muito dolorido aí eu fico imaginando que estou conversando com Sandy e Junior. Quando ver, já fiz o exame e passou a dor”, explica.

Virou fã ao ganhar, da mãe, uma fita cassete do ‘Aniversário Tatu’

A maioria dos adolescentes de hoje não conhecem uma fita cassete. Mas foi uma fita do primeiro álbum da dupla Sandy e Junior que fez Karina se tornar fã daquelas duas crianças cantoras. Ela recorda que era o álbum ‘Aniversário do Tatu’. O presente foi dado pela mãe de Karina. Ela tinha a fita guardada até esses dias, quando, durante mudança de casa, perdeu a caixa onde guardava essa e outras lembranças da dupla. “Todas as minhas apresentações na escola eram músicas de Sandy e Junior”.

A universitária foi a três shows da dupla, todos em Pouso Alegre, em nenhum deles conseguiu chegar perto para um abraço ou uma foto.

Fita do primeiro álbum de Sandy e Junior. Foto: reprodução internet

Show em Porto Alegre

Quando Sandy e Junior anunciaram o retorno da dupla para a turnê ‘Nossa História’, Karina se empolgou com a possibilidade de ir em um novo show e conhecer seus ídolos.

No dia da venda de ingressos pela internet ela ficou em frente ao computador das 09h às 21h. o número na fila online que ela conseguiu foi o 180 mil. Aí, só conseguiu ingresso para a apresentação no Sul do Brasil, que será no próximo dia 21 de setembro. “Até pensei em tentar comprar na bilheteria de São Paulo. Mas o corpo não aguentaria. Aí fiquei com Porto Alegre mesmo”.

Por enquanto, Karina vai viajar sozinha. Os custos da viagem impedem que outra pessoa da família vá junto. Uma das médicas dela até analisa a possibilidade de conseguir acompanhar a paciente em Porto Alegre.

Desejo de realizar o sonho de criança

Por conta da repercussão da busca pelo sonho, com muita gente compartilhando o post do desejo de conhecer Sandy e Junior, Karina ficou emocionada e teve nova crise da Miastenia e foi para o hospital. Já foi medica e voltou para casa. Ela está de repouso e atestado, se preparando emocionalmente para conseguir realizar seu sonho de infância.

“Eu acho que por tudo que passei, diagnóstico de morte, despede da família, ficar entubada e em coma, essas fases muito difíceis. Eu pensei muito nos meus sonhos. Essas doenças me deram uma força maior para lutar por meus sonhos. Acho que é uma forma de ter garra para a vida. Lutar pelo sonho reforça a gente estar vivo o tempo todo; e o que eu preciso é sentir estar viva. E meu sonho maior, desde criança, é Sandy e Junior”, diz Karina.

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O aluno de violino no Conservatório Estadual de Música Juscelino Kubitschek , em Pouso Alegre, Natanael Abreu faz seu ensaio para o recital de formatura. Natanael tem 18 anos e há oito estuda violino. Ele vai se formar no curso técnico no fim deste ano.

O jovem é acompanhado pela professora de piano Nize Santiago. Os dois tocam uma peça do compositor Mozart.

Veja o ensaio no vídeo e os comentários do professor de violino do Conservatório, Alan Barcelos.

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Na cotação atual são quase 30 mil reais. Empresário já estava desesperado quando recebeu a ligação da rádio avisando que acharam o envelope com o dinheiro.

Homem que encontrou o dinheiro mora na zona rual e deixou com a família do irmão para fazer a entrega. Foto: Nova Difusora

Um empresário de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, ainda está em estado de graça depois de recuperar 7 mil dólares perdidos junto com um envelope numa rua da cidade.

João Carlos trabalha no ramo de tampografia, que é um processo de impressão indireta em baixo relevo, no Vale da Eletrônica. Na manhã da última sexta-feira (09) ele pegou os 7 mil dólares, colocou em um envelope e entrou no carro para ir pagar um de seus fornecedores. No meio do caminho, o empresário foi dar uma conferida e o envelope não estava mais com ele. João Carlos tinha colocado o embrulho na cintura, já que seria um local mais seguro.

O empresário voltou para casa, procurou em todos os cômodos, fez o trajeto até o portão e nada. Nesse meio tempo a esposa dele já tinha ido para a rádio da cidade pedir para anunciar que o marido havia perdido um envelope com certa quantia em dólares.

Já no meio da tarde veio a notícia que o empresário disse que nem estava esperando mais. A rádio ligou avisando que uma família estava lá com o envelope esperando por ele.

João Carlos se emociona em lembrar e diz que isso mostra que ainda existem pessoas honestas na nossa sociedade.

Quem encontrou o envelope caído no calçamento de uma rua do bairro Maristela foi um morador da zona rural de Santa Rita do Sapucaí. Ele deixou o dinheiro, embalado da mesma forma que achou, na casa do irmão e da cunhada na cidade e voltou para sua casa na roça.

A família foi até a rádio (foto) e entrevou o dinheiro para o empresário. Nossa reportagem não conseguiu falar com a família, nem com o Fernando, que encontrou o envelope.

Centenas de pessoas elogiaram a atitude da família. Foto: reprodução facebook Nova Difusora

O empresário diz que ficou muito feliz com o gesto da família e do morador que encontrou o envelope, que seria uma pessoa simples. João Carlos veio de São Paulo para Santa Rita há oito anos e conta que já passou por algo parecido quando ainda morava na capital paulista. Lá, foi ele quem encontrou uma bolsa com dinheiro em um evento beneficente e deixou com a organização, na certeza de que a pessoa que havia perdido a bolsa iria procurar ali.

“Então eu pensei, se a gente sempre fez o bem, como nossos pais nos ensinaram, um dia eu receberia isso de volta”, lembra.

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Gestante entrou em trabalho de parto e não houve tempo de chegar no hospital. Menino é o sétimo filho da mulher de 31 anos.

Bombeiros visitaram a mãe e a criança no hospital e levaram pacotes de fraldas. Foto: BMMG

Na madrugada desta segunda-feira (12) o Corpo de Bombeiros de Pouso Alegre recebeu um chamado para atender uma gestante no bairro São João, em Pouso Alegre. Juliana Lelis da Mota Pereira, de 31 anos, foi colocada na viatura, e foi iniciado o deslocamento até o hospital. Mas no meio do caminho, Juliana entrou em trabalho de parto e os militares tiveram que parar a viatura e eles mesmos realizar o parto.

O bebê nasceu dentro da viatura. Em seguida, mãe e o recém-nascido foram levados para o Hospital das Clínicas Samuel Libânio e passam bem. A criança é um menino. Ainda de acordo com o Copo de Bombeiros, ele é o sétimo filho de Juliana.

Na manhã de hoje, os bombeiros que participaram do parto fizeram uma visita e levaram fraldas para Juliana e o bebê. Estiveram no hospital o soldado Alberto, que fez o parto, e o soldado Willian, que recebeu a ligação no quartel, junto com o tenente Lincoln, comandante do 1º Pelotão de Bombeiros.