Categoria: Gente do Mandu

Dona Dulce foi a primeira pessoa a ser diagnosticada com o coronavírus em Pouso Alegre. Ela ficou internada em casa, aos cuidados da filha, que é médica. A idosa teria sido contaminada durante um passeio no Circuito das Águas.

Dona Dulce Coelho, de 84 anos, já está bem, em fase final de recuperação da covid-19. A idosa foi o primeiro caso confirmado em Pouso Alegre de contaminação pelo novo coronavírus. A aposentada até gravou um vídeo para agradecer familiares e amigos pelas orações que fizerem nesses últimos dias para a recuperação dela.

“Eu quero agradecer a todos amigos, parentes, filhos, netos, noras, genros… são todos dedicados, com tanto carinho. Só posso pedir a Deus para recompensar esse carinho, essa ternura. Deus abençoe a família de cada um que rezou, pelo menos, uma Ave Maria por mim. Foi muito sucesso essa Ave Maria. Sei que Nossa Senhora está muito presente na nossa vida. Muito obrigado por tudo. Deus abençoe a todos”, diz no vídeo abaixo:

A reportagem do Terra do Mandu conservou, por telefone, com a filha de dona Dulce. A médica Carmen Coelho Rezende deixou o marido e os filhos e está trancada no apartamento da mãe desde quando surgiram os primeiros sintomas. Outra filha, que já mora com dona Dulce, também está isolada no apartamento.

A dra Carmen contou que nesta quinta-feira (02) a mãe já voltou a se alimentar normalmente, saindo da sopinha. Desde domingo ela já não apresenta mais quadro de febre.

Apesar de já estar se sentindo bem, dona Dulce via ficar mais alguns dias em isolamento. “A gente conta 21 dias do início dos sintomas. Vamos mantê-la reclusa por 30 dias por um excesso de cuidado”, conta a filha.

Onde teria ocorrido a contaminação e os primeiros sintomas

Segundo a filha, dona Dulce pode ter sido contaminada pelo coronavírus durante um passeio às cidades do Circuito das Águas, no Sul de Minas. Entre os dias 04 e 08 de março ela passou por Caxambu e São Lourenço e ainda visitou o Baependi.

Os primeiros sintomas surgiram nos dias 19 e 20 quando dona Dulce começou a reclamar de cansaço, mas as filhas acharam que era apenas a ansiedade de querer fazer tudo. O sinal de alerta foi ligado já no dia 22 quando ela teve febre de 38 graus. Os exames de tomografia feitos no dia 23 mostraram lesões nos pulmões e o material foi coletado para novos exames mais completos sobre a covid-19.

O isolamento

“Do dia 23 em diante, após a tomografia, mesmo sem o teste positivo de covid-19, nós viemos para o apartamento dela. Eu e minha irmã, que mora com ela, nos internamos aqui, de porta trancada e não saímos até hoje”, conta a médica.

Aos 84 anos, dona Dulce é uma pessoa de vida saudável. Ela faz academia de musculação e hidroginástica e dirige pela cidade. E nunca fumou. Único problema de saúde é a hipertensão. “Mesmo com tudo isso, a resposta imune do idoso não é a mesma. Os sintomas começaram devagarzinho, mas eles se agravaram a ponto de eu achar que ela precisava mesmo em ir para o hospital”, lembra a filha.

Para cuidar da mãe, a médica levou alguns aparelhos hospitalares para o apartamento que auxiliaram para garantir oxigênio à idosa. Dra Carmen recebia suporte à distância de colegas médicos especialistas em diversas áreas. “Mas, a todo momento, estive preparada para correr com ela em situação de ameaça de crise de respiratória aguda”.

Agora, a dona Dulce está bem, 14 dias após os primeiros sintomas. A febre começou desaparecer no último domingo. Já são dois dias sem sinal de febre. “De ontem para cá, voltou a querer se alimentar, voltou a querer sair da cama, voltou querer comer comida, ao invés de sopinha. Está bem animadinha de novo”, comemora a filha.

As filhas de dona Dulce tomaram todos os cuidados para não se contaminarem, usando máscaras e paramentos médicos na hora de atender a mãe. Elas estão bem, sem apresentar nenhum sintoma da doença, mas vão fazer os exames antes de retornar às rotinas de contato com os demais familiares.

A dona Dulce tem sete filhos e 14 netos que estão espalhados pelo Brasil e em outros países. Nesses dias de isolamento e com o diagnóstico da covid-19, ela recebeu centenas de mensagens e vídeos de oração.

“Tem sido muito emocionante a união toda. Tem ainda os amigos e demais parentes pela corrente que fizeram. Temos muita certeza do valor disso tudo na recuperação dela”, finaliza a filha.

Categoria: Gente do Mandu

Após ver ação parecida, família de São Sebastião da Bela Vista se mobilizou para fazer as marmitas e entregar na Fernão Dias. VEJA A REPORTAGEM EM VÍDEO.

O almoço preparado hoje pela dona Geni vai alimentar mais do que os filhos e netos. A feijoada será dividida com os caminhoneiros.

Rosona, que mora ao lado da casa da mãe, também colocou mais água no feijão.

Com a comida pronta e na marmita, é hora de ir para a beira da rodovia. A família mora a cerca de um quilômetro da Fernão Dias, no município de São Sebastião da Bela Vista, no Sul de Minas.

Tayna conta que decidiram fazer a ação após ver que em outros pontos tinha gente doando comida para os caminhoneiros.

Durante esse período de quarentena contra o novo coronavírus, muitos restaurantes de beira de rodovia estão fechados.

Os moradores fizeram placas para avisar que as marmitas eram de graça. E assim, os motoristas foram parando.

Em poucos minutos esgotaram as refeições levadas hoje.

Os caminhoneiros que passavam já almoçados, agradeciam o gesto de solidariedade.

Categoria: Gente do Mandu

Milania é de Machado, Sul de Minas, e se formou em Pouso Alegre. Ela mora na região da Sardenha com o marido e dois filhos. Na ilha são cerca de 100 novos casos por dia. A Itália é o país com o maior números de casos e mortes no mundo. Só neste sábado morreram 793 pessoas. São mais de 50 mil casos confirmados. VEJA O DEPOIMENTO:

 

A jornalista Milania Gonçalves, que mora na Sardenha, uma ilha ao Sul da Itália, enviou um vídeo à redação do Terra do Mandu para contar como está a situação do novo coronavírus por lá.

Milania é natural de Machado, no Sul de Minas, e morou em Pouso Alegre durante o período em que fez faculdade. Há mais de 10 anos ela mora na Itália com o marido e dois filhos.

A jornalista está isolada em casa com a família há três semanas. A região da Sardenha não é uma das mais atingidas. Mas, o número de casos confirmados aumenta em cerca de 100 por dia, conta Milania. Só no bairro onde moram são dois casos já confirmados de pessoas infectadas com a covid-19.

A Itália já ultrapassou a China como o país que mais registrou mortes em decorrência da pandemia. Já são 4.825 óbitos em decorrência de contaminação pelo coronavírus. Apenas ontem, segundo as agências de notícias, foram 793 mortes em um único dia. O número total de casos na Itália subiu para 53.578, segundo informações da Agência de Proteção Civil

O governo italiano ordenou, neste sábado, o fechamento de todas as empresas e fábricas não essenciais.

Os primeiros casos na Itália começaram em janeiro. A crise surgiu no fim de fevereiro, com o aumento exponencial de casos confirmados e mortes.

Categoria: Gente do Mandu

Alguns pacientes de doenças renais crônicas passam anos em tratamento e recebem momentos de carinho através da música. A direção do hospital diz que outros projetos voluntários podem ser oferecidos ao HCSL, basta entrar em contato com o serviço social da unidade.

Foto: Divulgação Ascom HCSL

Duas vezes por semana músicos voluntários vão até o setor de Hemodiálise do Hospital das Clínicas Samuel Libânio, em Pouso Alegre, para levar alegria, esperança e carinho através da sessão Musicoterapia.

Os pacientes com insuficiência renal crônica ficam cerca de quatro horas em cada sessão de hemodiálise. Por meia hora nesse período eles têm a companhia do som de violinos, clarinete e violoncelo. As apresentações fazem parte do projeto realizado por voluntários da Igreja Congregação Cristã do Brasil.

“É uma ideia que nossa Igreja teve para levar música aos pacientes. O tratamento de hemodiálise é muito complexo e demorado. Muitas vezes os pacientes ficam ociosos e a nossa música, que são hinos do Salmo, são tocadas para eles. A receptividade é muito boa”, diz o voluntário Jaelson dos Santos Morais.

A coordenadora de Enfermagem do Serviço Hemodiálise no HCSL, Luciana de Cássia Almeida, conta que tem pacientes que estão no tratamento há mais de ano e ações como essa ajudam no tratamento. “Realmente é muito bom para eles, já que são pacientes renais crônicos, alguns passam anos fazendo as sessões. Por isso é importante sempre participarem de atividades que possam estimular no tratamento, ações como essa são sempre bem-vindas”, disse.

A diretora administrativa do HCSL, Jusselma Paiva Reis lembra que o Hospital das Clínicas Samuel Libânio aceita projetos voluntários, como este da Igreja Congregação Cristã do Brasil, que leva música aos pacientes. “Os interessados devem procurar a direção do Hospital ou nosso Serviço Social e manifestar sua ideia e seu projeto. O voluntariado é muito importante na recuperação dos pacientes”, afirma Jusselma Reis.

Músicos voluntários se apresentam duas vezes por semana. Foto: Ascom HCSL

Categoria: Gente do Mandu

Mulheres em situação de vulnerabilidade social participam do projeto criado pelo curso de engenharia civil do IFSULDEMINAS. VEJA TAMBÉM O VÍDEO!

Dona Natália Krema, aos 69 anos, se matriculou no curso de capacitação de mulher para a construção civil, oferecido pelo Instituto Federal, em Pouso Alegre (IFSULDEMINAS). Ela tem a companhia de duas filhas nessa empreitada.

Outras 17 mulheres também participam do projeto ‘Manas ao Trabalho’. Cada uma com sua história de superação e luta feminina.

Dona Natália, há 20 anos, com seis filhos, três netos e separada, morava de aluguel e corria o risco de ser despejada. Ela ganhou um terreno da prefeitura e decidiu construir a própria casa no bairro Cidade Jardim. O material suado na construção também veio de doações.

“Eu tenho um filho especial e levava ele na APAE, lá no bairro Árvore Grande. Eu morava no bairro Jardim Yara. Para ir eu não pagava ônibus e voltava a pé. Eu passava em frente às construções, parava e ficava olhando. Teve um dia que os pedreiros ficaram bravos comigo e perguntaram se eu era fiscal da prefeitura. Eu disse: Não. Eu tenho um terreno, quero construir, não tenho dinheiro, e estou olhando como vocês fazem para eu fazer minha casa. Eles duvidaram e afirmei que iria fazer. Eu aprendi assim, olhando o pessoal na rua, nas construções”, conta orgulhosa.

O projeto ‘Manas ao Trabalho’ começou neste sábado e terá 74 horas de treinamento, com aulas teóricas e práticas. O coordenador do projeto e professor do curso de engenharia civil do instituto, Gustavo Reis, explica que a demanda de mão de obra capacitada feminina na construção civil é uma crescente.

“A ideia inicial é fazer a capacitação dessas mulheres para que elas consigam atuar no mercado de trabalho com pequenos reparos. Mas, ao mesmo tempo, dar oportunidade que elas possam aproveitar os ensinamentos para aplicar na casa delas. Muitas dessas mulheres estão construindo o sonho da casa própria”, conta o professor.

O professor explica que o curso tem a função de capacitar as mulheres, mas também dar a elas o empoderamento feminino, onde serão apresentados tópicos humanizados e de empreendedorismo.

Josiane da Silva sempre teve interesse pela construção civil. Quando mais nova, ela era a ajudante de pedreiro do pai. “Eu trabalhava com ele, desde criança até os vinte e poucos anos. Aí casei, tive sete filhos, fiquei viúva há quatro anos. Eu sempre quis continuar a profissão que meu pai teve”, conta.

Atualmente, Josiane, de 48 anos, trabalha como atendente de padaria e ainda faz bicos de costura e faxina. Ela está muito feliz em participar do ‘Manas ao Trabalho’. “Então, tenho que ter uma profissão para garantir um futuro melhor para os meus filhos”.

Mara de Araújo também já pôs a mão na massa para construir sua moradia. “Precisei construir um cômodo para mim. Como estava sem recursos financeiros, eu mesma comecei a fundação até a base. Depois fiz a cobertura. Só não subi as paredes porque não muito entendimento sobre o assunto. Mas fiz o encanamento e a parte elétrica”, conta a artesã que diz que sempre foi muito curiosa.

Mara tem a intenção de aumentar a própria casa. “Esse curso vai me ensinar técnicas e entendimento do material a ser usado. E quem sabe me profissionalizar. Estou muito feliz com esse curso. Chegou em boa hora”, finaliza.

O curso ‘Manas ao Trabalho’ é ministrado por professores e alunos do IFSULDEMINAS. Bárbara Ribeiro é aluna do 4º ano do curso de engenharia civil e instrutora do curso de capacitação para mulheres.

“É muito gratificante ver essas mulheres aqui. Isso incentiva para que aumente o número de mulheres na construção civil. É um apoio que a gente dá para elas e, ao mesmo tempo, recebe de volta. Quanto mais mulheres nesse setor, mas segurança para a gente se apoiar, correr atrás e lutar por nossos direitos. E fazer o que a gente gosta. Hoje não existe mais o que é de mulher e o que é de homem fazer. Todos têm capacidade para fazer o que quiserem fazer. Então, a gente não abre a mão de um sonho por causa de um paradigma de que a gente não sabe fazer”, afirma a estudante.

O curso de capacitação selecionou 20 mulheres com renda familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa. As aulas são às terças-feiras e aos sábados. Para essa primeira edição do projeto as inscrições foram em fevereiro e já se encerraram.

Mulheres com seus sonhos participam de projeto gratuito no IFSULDEMINAS. Foto: Magson Gomes/Terra do Mandu

Categoria: Gente do Mandu

Partida será no próximo sábado (07), às 19h, no Mineirão. Felipe está no quadro e árbitros da CBF e já apitou jogos no ano passado na Série A do Brasileirão.

Aos 32 anos, Felipe Lima vai apitar seu primeiro Atlético e Cruzeiro. Foto: Hamilton Flôres

A Federação Mineira de Futebol (FMF) definiu na tarde desta segunda-feira (02) que o árbitro do clássico entre Atlético e Cruzeiro, sábado, às 19h, no Mineirão, será Felipe Fernandes de Lima. Felipe Lima é natural de Pouso Alegre, no Sul de Minas.

O clássico do próximo sábado, pela oitava rodada do Campeonato Mineiro, será o primeiro em que Felipe Lima, de 32 anos, irá atuar como árbitro central. Em conversa com o Terra do Mandu Felipe, que é educador físico, diz que está muito feliz em representar a Pouso Alegre.

O árbitro que tem formação como educador físico, também está no quadro de árbitros da CBF. Em agosto do ano passado, ele apitou sua primeira partida no Brasileirão.

O duelo entre Atlético e Cruzeiro será muito importante para as duas equipes, mais ainda para o time alvinegro, que está fora do G4, dois pontos atrás do arquirrival, quarto colocado. No entanto, em caso de derrota no clássico, a Raposa deixará a zona de classificação para as semifinais do Mineiro.

Começo de Felipe nas quadras de futsal

Felipe Lima começou na arbitragem em quadras de futsal e campos de futebol amador de Pouso Alegre. Também trabalhou na Taça EPTV de Futsal, até entrar para o quadro da FMF. Formado em Educação Física, Felipe não parou de estudar e se especializar. Entre vários cursos, ele participou da capacitação da CBF para árbitros de vídeo.

Categoria: Gente do Mandu

Os produtos são arrecadados no CEMA. A seleção com cerca de 10 itens entre verduras, legumes e frutas e a entrega às famílias são feitas pelo CRAS, com supervisão de nutricionista.

Foi realizado um levantamento para saber quais famílias que têm pouco ou nenhum acesso à uma alimentação em quantidade e qualidade adequadas para sua subsistência e saúde. Foto: Ascom prefeitura

Uma vez por semana, 36 famílias carentes do bairro São João, maior conglomerado habitacional de Pouso Alegre, recebem verduras, frutas e legumes fresquinhos, vindos diretos dos produtores rurais.

O projeto desenvolvimento pela secretária municipal de Políticas Sociais começou em dezembro passado. Atualmente, são 120 pessoas atendidas. As famílias foram selecionadas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro. O projeto faz parte do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde, que é uma das ações dentro da área de famílias em situação de vulnerabilidade social.

O pessoal do CRAS fez um levantamento para saber quais famílias que têm pouco ou nenhum acesso à uma alimentação em quantidade e qualidade adequadas para sua subsistência e saúde.

“O projeto trabalha com enfrentamento da situação de insegurança alimentar e busca alternativas para que as famílias tenham acesso a alimentos hortifrútis, em quantidade suficiente para uma melhor qualidade de vida”, afirma a coordenadora do CRAS Sudoeste, Lígia Rangel, onde está localizado o projeto.

Toda segunda-feira, dia que a Central Municipal de Abastecimento (CEMA) funciona, servidores do CRAS e voluntários vão até o local, às margens da Fernão Dias, no bairro Cruz Alta, e recolhe os produtos nas bancas dos produtores que fazem as doações.

“Importante deixar claro que não são sobras. Os produtos são recolhidos antes mesmo da CEMA fechar”, lembra o secretário de Políticas Sociais, João Batista de Lima.

Entrega dos itens é feita no salão paroquial da igreja do bairro todas às segundas-feira para as famílias selecionadas. Foto: Ascom prefeitura

De volta ao bairro São João, os caixotes cheios de frutas, verduras e legumes são levados para o salão paroquial da igreja Matriz. Ali, é feita a distribuição para as famílias assistidas pela ação.

Cada família recebe cerca de 10 itens na cesta de hortifrutigranjeiros. As pessoas contempladas também participam de oficinas com uma nutricionista de como fazer o reaproveitamento de alimentos e recebe orientações de saúde.

De acordo com o secretário, a intenção é ampliar o número de famílias atendidas para 60 ainda este ano.

Para a coordenadora do CRAS, Lígia Rangel, a proposta está alcançando os objetivos, com resultados positivos para as famílias e para os vínculos comunitários que estão sendo construídos.

Categoria: Gente do Mandu

A atleta de Pouso Alegre participava da seletiva para o Pré-Olímpico de karatê. Foram 14 lutas em dois dias. Na final, entre lágrimas e golpes, Bárbara perdeu para a amiga Brenda Padilha. Abaixo você confere o relato da própria carateca sobre ir além do limite, dar mais que 100%.

Com câimbras e dores na costela fraturada, Bárbara é amparada por equipe médica. Foto: Renato Aoki – Além do Kiai

Neste fim de semana Bárbara Rodrigues participou da seletiva que definiu as vagas brasileiras para o Pré-Olímpico de Karatê, que será disputado em Paris. A atleta de Pouso Alegre superou seus “próprios limites e foi além dos 100%”. Bárbara fez 14 lutas em dois dias. Ela chegou na final da seletiva com a costela fraturada no dia anterior, e com a recomendação médica para ficar de repouso.

Sua adversária e amiga de seleção brasileira de Karatê, Brenda Padilha, também vinha de 14 lutas e vinha cheia de dores para a final.

Por tudo que envolvia, o ginásio parou para ver a luta das duas. Parentes, amigos e espectadores se emocionaram com as reações de dores, lágrimas das atletas no tatame.

A matéria escrita no site Globoesporte descreve que a luta das duas foi no estilo “Rocky Balboa” (personagem-título de filmes que vai até às últimas consequências para encarar seus adversários).

Bárbara e Brenda disputaram a categoria acima de 61 kg, que começou para ambas na quinta-feira, com quatro lutas para cada. Na sexta, seriam cinco lutas na fase de grupos, mais a final. Mas um empate triplo com outra atleta, Letícia Brito, obrigou que as três fizessem uma nova rodada de lutas. Com uma vitória para cada, foi necessária mais uma rodada de lutas até que Brenda e Barbara garantissem a vaga na final. O excesso de duelos cobrou seu preço na decisão.

Bárbara e Brenda fazem luta além do limite. Foto – Renato Aoki – Além do Kiai

Logo com dez segundos de luta, Barbara caiu no tatame chorando muito e não conseguia levantar. A equipe médica foi atender ela, a torcida gritava, a mãe se desesperava do lado de fora. Depois de alguns minutos e com ajuda dos médicos, Barbara levantou ainda chorando. Enquanto isso, Brenda tentava não ficar parada e também chorava.

Bárbara durante a final cai sentido dores. Foto: Renato Aoki – Além do Kiai
A mãe de Bárbara acompanhava a filha dentro do ginásio e também não segurava o choro. Renato Aoki – Além do Kiai

Neste domingo (09), Bárbara escreveu um longo texto em suas redes sociais contando tudo que viveu nessa seletiva. “O que aconteceu nessa final ficará marcado na minha memória para o resto da vida”, afirmou.

Confira trechos do relato da própria carateca sobre ir além do limite, dar mais que 100%:

Bárbara durante a final. Foto: Renato Aoki – Além do Kiai
  • Acredito que a vitória não está baseada apenas em ganhar uma medalha, mas em superar os próprios limites, ir além dos seus 100%, saber que deu tudo de si, deu o seu máximo. Nesse fim de semana participei da seletiva sênior para retornar à seleção brasileira e do pré-olímpico (competição que definiu os atletas que irão tentar as últimas vagas para as olimpíadas de Tokyo) mas infelizmente na final da seletiva tive uma lesão e fraturei a costela, não podendo continuar.

Naquele momento só pensava que eu precisaria me recuperar para disputar o pré-olímpico no outro dia. Fui ao hospital e a médica disse “repouso total, você não pode fazer movimentos bruscos ou seu quadro pode piorar muito e algo pior pode acontecer”.

Eu e minha mãe juntas começamos a chorar dentro daquela sala, nós conversávamos pelo olhar, ela sabia o tanto que eu queria aquilo e como aquela competição era importante pra mim. Voltamos para a casa, eu já medicada, com vários furos na bunda (triste kkk) e começamos a conversar e por horas ficamos na mesma, “ir ou não ir, ir ou não ir”.

Eu já estava decidida, iria, mas o problema era os meus pais, não queriam deixar. Acordei no dia seguinte e convenci os dois aos 45s do 2º tempo. Mas estava com dor e decidi não tomar o medicamento, pois ficaria mais lenta e lerda kkk, confesso que durante as lutas senti muitas dores e dificuldades para respirar.

Mas eu pensava “quero muito, continua, continua” e assim foi… o que eu não contava era aquele empate no rodízio, parecia que não tinha fim, finalmente fomos para a grande final, eu e minha amiga @breeh (foi um prazer fazer aquela final contigo) e o desgaste físico e emocional começou a ficar nítido, câimbras muito fortes começaram, em um momento da luta eu realmente pensei que não daria mais, que eu não aguentaria, mas a torcida, meus pais, as pessoas do lado de fora gritando “levanta, continua” com certeza fez com que nós duas continuássemos aquela final. Muitos falam que o karatê esportivo fez perder a essência da arte marcial, mas não, foi nítido o respeito que tivemos uma com a outra, nos momentos de dor, não faltamos com a essência. Tenho orgulho sim do que fiz, e se pudesse faria de novo. A dor passa, mas todo o resto, todo o processo fica na memória.
Bom, ainda não acabou o sonho, tenho a chance de ir pelo ranking, se for pra ser, será, tudo no seu tempo. Acredito em pensamentos positivos e sou muito positiva, quem sabe a força da atração e trabalho duro não me coloque nas olimpíadas. E obrigada a todos que estão comigo, vocês são essenciais.

Ps: esqueci de contar o pós luta, quem estava me esperando depois da luta? O pessoal do antidoping! e eu com muitas câimbras ainda, tive que subir as escadas , só consegui com ajuda (vlw pessoal) e com a desidratação não vinha o xixi, fiquei horas na sala e a ambulância ainda estava me esperando para ir ao hospital, até que deu tudo certo no fim e to aqui firme e forte”, reprodução texto de Bárbara Rodrigues.


No ano passado, a reportagem do Terra do Mandu fez uma reportagem sobre a rotina de treinos e competições que Bárbara enfrenta para tentar ir às Olimpíadas de Tóquio.

Categoria: Gente do Mandu

Em reunião, Acipa, prefeitura e blocos definiram programação e querem pegar exemplo como BH para atrair mais público para o carnaval de PA. VEJA NO VÍDEO ABAIXO.

O carnaval de Pouso Alegre já tem programação definida. Representantes dos oito blocos que vão sair entre a sexta e a terça de carnaval se reuniram na noite desta quarta-feira (29) com representantes da Acipa e da prefeitura.

Além da divulgação da programação desse ano, na reunião foram discutidas ações para tornar o carnal de Pouso Alegre mais atrativo para o turismo nos próximos anos, com mais blocos.

De acordo com o diretor de Turismo da Acipa, Rolando Brandão, o objetivo é seguir o exemplo de Belo Horizonte onde o carnaval de rua foi retomado em 2009 e hoje atrai milhões de foliões, movimentando mais de R$ 600 milhões na capital mineira. A intenção é que a Associação Comercial, prefeitura e blocos atuem juntos. VEJA NO VÍDEO-REPORTAGEM ACIMA.

Para o carnaval desse ano, serão oito blocos, com expectativa de público de seis mil pessoas. Os blocos comercializam abadás, mas tem opções de participar da festa na pipoca.

A programação

Dia 15/02 – Lançamento do carnaval na Pç Senador José Bento, evento organizado pela Acipa com barracas de entidades, cervejarias e música ao vivo.

Dia 21/02 – O carnaval começa com o bloco Carnacarlinhos, na sexta-feira (21/02), das 17h às 22h. A concentração é na esquina das ruas Cel Ribeiro e Monsenhor Dutra, no bar do Carlinhos e Tereza.

Dia 22/02 – No sábado de carnaval tem o bloco Leões do Horto, das 13h às 20h, concentração na Av. Tuany Toledo.

Dia 22/02 – Também no sábado tem a novidade desse o bloco Caminhada Boteco, das 15h às 22h, no bar do Afonso, no bairro Santo Antônio.

Dia 22/02 – praticamente no mesmo horário, das 16h às 22h, tem o bloco Pinto da Manhã, concentração na Casa da Cultura, Centro da cidade.

Dia 23/02 – No domingo de carnaval tem o bloco Folia dos Reis, das 13h às 20h, concentração no colégio São José e sai pelas ruas do Centro da cidade.

Dia 23/02 – O Bloco da Vaca sai às 12h do barracão do Mandu e sobe a Dr Lisboa e retorna para a concentração.

Dia 24/02 – Na segunda de carnaval tem a estreia do bloco Barbas do Profeta, das 14h às 22h, na Pç Senador José Bento.

Dia 25/02 – Na terça de carnaval tem o bloco Brazucas, das 14h às 22h, em frente ao Kid festas.

Categoria: Gente do Mandu

Mais de 3,5 milhões de pessoas já assistiram ao vídeo de Samuel dos Teclados imitando Eduardo Costa. O jovem, de 19 anos, tem uma história de superação que vai além da deficiência visual. ASSISTA A REPORTAGEM QUE FIZEMOS COM ELE APÓS A REPERCUSSÃO DO VÍDEO.

O vídeo que mostra o jovem Samuel dos Teclados imitando o cantor Eduardo Costa já foi visto por mais de 3,6 milhões de pessoas na página do Terra do Mandu no facebook. Nós gravamos a apresentação do rapaz durante um evento de Natal no bairro São Geraldo. São mais de 53 mil compartilhamentos. Gente de todo canto elogiando o talento do rapaz.

Diante de tamanha repercussão, a reportagem do Terra do Mandu foi até a casa de Samuel para contar sua história de vida.

Samuel tem 19 anos e é deficiente visual desde o nascimento. Apaixonado por música, ele precisa superar mais do que a cegueira para buscar a realização de seus sonhos.

O gosto pela música surgiu quando ele tinha três anos. Ele gostava mais dos brinquedos que faziam barulho. Então, a tia Noret deu um violão de presente para a criança.

Samuel foi criado com a avó paterna no bairro São João, em Pouso Alegre. Depois que a avó faleceu, Samuel passou a morar com a tia Noret. A mãe de Samuel também já é falecida.

Noret é irmã do pai de Samuel. Ela conta que o irmão tem problemas com álcool e drogas. No vídeo ela conta detalhes do que o pai de Samuel já fez com a família. Noret também explica porque Samuel nasceu cego.

Samuel com tia e mãe adotiva Noret. Foto: Magson Gomes/Terra do Mandu

Samuel Costa adotou o nome artístico de Samuel dos Teclados e faz apresentações em Pouso Alegre e outras cidades do Sul de Minas, vizinhas de Pouso Alegre. O sonho dele é seguir na carreira e fazer sucesso além das divisas de Minas Gerais.

Com uma história de vida de superação, Samuel também dá palestras para jovens e adolescentes de escolas da cidade.

Sem imitação, ele deixa sua mensagem através da música.   ASSISTA AO VÍDEO ACIMA!