Categoria: Gente do Mandu

O município é um dos maiores produtores do país. Foto: lavoura no bairro Cruz Alta – Terra do Mandu

Pouso Alegre produz morango o ano inteiro. O município é um dos maiores produtores da fruta no Brasil. A região do Sul de Minas concentra aproximadamente 85% de toda produção nacional.

Com as novas tecnologias, variedades da fruta e também o clima favorável, Pouso Alegre tem colheita de morango o ano inteiro, conforme explica o Engenheiro Agrônomo da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas), Orlando Regis Teixeira.

São 251 hectares de plantação aqui no município. A tradição vem passando por gerações e envolve o trabalho de mais de 1000 famílias.

Conheça mais sobre essa cultura que movimenta em média 125 milhões de reais por ano na economia local. VEJA NA REPORTAGEM ABAIXO:

 

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Portal passa a fazer jornal ao vivo com as principais notícias do dia, com os jornalistas Magson Gomes e Luíza Carvalho

Nova redação do portal Terra do Mandu fica na Av. Pref. Tuany Toledo, 186, Fátima I. Foto: Divulgação/Terra do Mandu

O portal de notícias Terra do Mandu inaugura nova redação em Pouso Alegre, Sul de Minas, e traz novos conteúdos para o seu público.

Com o universo cada vez mais digital (9 em cada 10 brasileiros usam serviço de streaming), Terra do Mandu passa a fazer transmissões ao vivo de conteúdo jornalístico em seus canais digitais.

O jornal MANDU NEWS traz as principais notícias do dia, com reportagens em vídeo e entrevistas. São atualizações do trânsito, mercado de trabalho, números e novidades do combate à pandemia da Covid-19.

Em ano de eleições municipais, teremos ainda uma cobertura especial da corrida pela sede do Executivo Municipal, além da disputa pelas vagas na Câmara de Vereadores.

JORNALISTAS NO COMANDO

Como o leitor/espectador já sabe, as notícias publicadas no Terra do Mandu são elaboradas e checadas com todo o cuidado que a informação merece. Um trabalho árduo feito por profissionais formados e com experiência no jornalismo.

Magson Gomes – Jornalista Terra do Mandu. Foto: Divulgação/Terra do Mandu

O jornalista Magson Gomes passou pelas redações da EPTV, RecordTV e Rádio Difusora antes de fundar o portal Terra do Mandu, com a missão de informar bem Pouso Alegre e região.

A jornalista Luíza Carvalho, formada na PUC Goiás, vem com o conhecimento das novas mídias, diante desse mundo hiper conectado.

Luíza Carvalho – Jornalista Terra do Mandu. Foto: Divulgação/Terra do Mandu

MULTIPLATAFORMA

As notícias do Terra do Mandu são multiplataforma e estão em suas mãos, onde e como você quiser. Jornalismo que vai além do fato, com análises, entrevistas, textos, vídeos e áudios. Especiais que permitem você ficar ainda mais conectado com a informação.

CREDIBILIDADE

Terra do Mandu é o maior e principal canal de informação de Pouso Alegre e região.

São quase 130 mil seguidores na página no Facebook, 23 mil seguidores no Instagram e 20 mil inscritos no YouTube. Nosso portal tem mais de 300 mil acessos mensais.

A página no facebook tem média de alcance mensal de 2 milhões de pessoas, e já chegou a alcançar 30 milhões de pessoas em um único mês, graças a produção de conteúdo próprio e de credibilidade.

A credibilidade e agilidade do Terra do Mandu garantem o melhor conteúdo para o leitor/espectador e as melhores oportunidades para o anunciante.

FIQUE POR DENTRO!

MANDU NEWS: Programa jornalístico, de início de noite, atualizando nossos leitores/espectadores com os principais fatos do dia.

ELEIÇÕES 2020: Cobertura das eleições municipais de Pouso Alegre, com entrevistas com os candidatos a prefeito; a agenda do dia a dia de campanha; o dia da eleição com cobertura especial nos locais de votação e a apuração do resultado. Com entrevistas e análises.

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Os veículos do camelô Sebastião são das décadas de 50 e 60. As cores azul e amarela chamam a atenção de quem passa pelo centro da cidade. Ele diz que vem gente de fora tirar foto no local. VEJA O VÍDEO REPORTAGEM:

Dia 02 de setembro é comemorado o Dia Nacional da Kombi. A data marca o dia em que a primeira unidade foi fabricada no Brasil, lá na década de 1950. Em Pouso Alegre a kombi já virou cartão postal da cidade.

Quem passa pela Avenida Dr Lisboa, vê três modelos da ‘Velha Senhora’ estacionados em frente à Escola Estadual Monsenhor José Paulinho. As kombis azul e amarela pertencem ao Sebastião Vasconcelos, que usa os veículos para expor suas mercadorias. Ele está com os modelos há 22 anos.

“Comprei essa uma em Mogi Guaçu (SP) e a outra em Brazópolis (MG). Hoje é um patrimônio de Pouso Alegre. Já saiu até no jornal de Minas Gerais”, conta o camelô.

Os modelos do camelô são das primeiras unidades a rodar no Brasil. Uma é de 1952 e a outra de 1962. “É um veículo histórico. Tem gente de fora que vem aqui para tirar foto em frente às kombis”, diz Sebasitão.

De segunda a sábado ele estaciona as kombis na Av. Dr Lisboa, das 06h às 18h.

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Pensando nos profissionais que estão trabalhando na linha de frente de combate ao coronavírus, o Projeto Reviver estruturou um programa de atendimento gratuito para os profissionais da saúde, em Pouso Alegre. O atendimento consiste em terapia cognitiva comportamental.

Cada profissional de saúde selecionado recebe 10 sessões online, sendo uma por semana. De acordo com a psicóloga e diretora do projeto, Waldimara Araújo Silva (Mara Araújo), a intenção é oferecer um lugar para que esses profissionais possam ser cuidados e ouvidos.

“Um lugar seguro e protegido pelo sigilo profissional, tendo em vista os impactos causados em virtude da pandemia no dia a dia desses trabalhadores da saúde”, diz.

Já são 500 atendimentos gratuitos. “Quando vão terminando as 10 sessões, vão surgindo novos horários disponíveis. É gratificante contribuir para manter a sanidade neste momento de tantas incertezas, ansiedade e pânico”, afirma a psicóloga.

Os interessados devem entrar em contato através do telefone (35) 99170-7061 e agendar os horários com a profissional.

Pacientes relatam a experiência com o atendimento

Uma enfermeira de Pouso Alegre, de 31 anos, relata que a rotina de trabalho é muito pesada e que o atendimento com a psicóloga tem ajudado bastante “tem sido de suma importância pra poder enfrentar tudo isso. Se não tiver esse apoio, a gente absorve muito”.

Ela compartilha sobre a experiência de trabalhar na linha de frente do combate ao coronavírus. “Para nós é pouco pior, porque a gente vê de tudo e precisamos desabafar. A Mara está ajudando nisso (…) já até indiquei outros colegas, que também estão fazendo acompanhamento com ela”.

Outra profissional da área, uma técnica de enfermagem, de 32 anos, conheceu o projeto através de uma colega no trabalho. “Já estou terminando o meu atendimento, foi muito bom, me ajudou demais nesse momento tão difícil que estamos passando”.

Ela define como “inexplicável” a sensação de poder contribuir com a recuperação dos pacientes da covid-19. “Mesmo que a rotina é cansativa e triste é, ao mesmo tempo, muito gratificante, ver os pacientes recuperados e recebendo alta é um sentimento inexplicável”, conta a técnica de enfermagem.

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‘Eu tinha feito o cadastro há 12 anos para ajudar uma moça na praça de Pouso Alegre’. A ‘moça da praça’ é Renata Couto, que está em processo de recuperação após receber o transplante do próprio filho, 50% compatível com ela.

Doar medula óssea é um ato simples que pode salvar uma vida. O cadastro para ser um doador voluntário é fácil e pode é feito em qualquer hemocentro. Difícil é encontrar alguém compatível, precisando de um transplante de medula. Isso ocorre uma vez, a cada 100 mil pessoas.

A técnica de enfermagem Micheli Aparecida dos Santos, de 32 anos, de Pouso Alegre, no Sul de Minas, entrou para essa louvável estatística de amor ao próximo. Na semana passada, ela fez a doação de medula óssea em um hospital de Niterói (RJ), região de onde é o paciente que vai receber o transplante.

Pelo protocolo, o doador não fica sabendo quem é o receptor da medula. A equipe médica apenas disse a Micheli que ela estaria salvando a vida de uma criança, que seria um menino, de 05 anos de idade.

A técnica de enfermagem em duas fotos. A segunda já no hospital onde retirou a medula. Fotos: reprodução

Cadastro feito há 12 anos

Quando Micheli se candidatou para ser uma doadora de medula óssea o seu receptor nem era nascido. Lá em 2008, quando passava pela Praça Senador José Bento, Centro de Pouso Alegre, ela viu que estava acontecendo uma campanha em busca de doadores de medula óssea. A campanha era organizada pela Renata Couto, paciente com câncer a procura de um doador compatível.

“Eu só me lembro que parei para fazer o cadastro para ajudar uma moça nova. Fiquei sensibilizada com a história de uma moça da minha idade. Agora, com isso tudo, que me falaram que o nome dela era Renata”, recorda Micheli.

O cadastro da Micheli foi para o REDOME, que é o Registro Nacional dos Doadores Voluntários de Medula Óssea. Passados 12 anos, o REDOME entrou em contato avisando que Micheli era a esperança para alguém com câncer. A técnica de enfermagem tinha mudado de endereço e não atualizado no REDOME. Mas mantinha o mesmo número de celular, o que permitiu que fosse encontrada.

Micheli fez uma nova coleta de sangue no Hemocentro Regional de Pouso Alegre para confirmar a compatibilidade. “Perguntaram se eu realmente queria prosseguir. Eu disse sim de imediato. O não nunca passou pela minha cabeça”, afirma Micheli.

Micheli seguiu para Niterói, fez mais uma bateria de exames para saber seu estado de saúde, antes da coleta da medula, além de novas medidas de segurança durante a pandemia da Covid-19. Foi aí quem um dos médicos contou para ela que uma criança que receberia a doação.

“Ele comentou que não poderia falar muita coisa. Disse que o que iriam retirar de mim seria muito pouco, considerando meu peso e minha altura. E quem iria receber é uma criança. Quando ele falou isso, eu perdi o chão; fiquei muito emocionada”, conta.

“A pessoa passa a existir para você, mesmo sem você conhecê-la. Rezei e pedi bastante para que tudo desse certo nesses exames para ocorrer o transplante. É uma emoção que não tem palavras para descrever”.

“Não é você dar a vida para alguém. Também não é salvar, porque eu acho que quem salva é Deus. Mas, saber que você foi um instrumento Dele para isso. Meu cadastro estava lá esperando por alguém que iria precisar”, se emociona Micheli.

Com todos os exames okay, Micheli se internou em um dia, fez a coleta da medula e recebeu alta 24 horas depois.

“Eu só fiquei sabendo que era um menino depois da doação, quando eu já estava de alta. Que aí a médica falou: ‘você fez um bem danado para um menino, viu.’ Até então, eu sabia que era uma criança de cinco anos”.

A quantidade de sangue retirada na técnica de enfermagem foi nove vezes maior do que o garoto precisava. O restante ficará congelado em caso de nova necessidade. Foto: reprodução Micheli

Segundo o protocolo do REDOME, após seis meses, Micheli poderá enviar um e-mail para saber se deu certo o transplante. “Se ambas as partes quiserem se conhecer, o REDOME faz essa ponte. Tenho muita fé que vai dar certo o transplante e quero conhecer esse menino”, diz a técnica de enfermagem.

Dona da campanha na praça recebeu medula do próprio filho

A assistente de Recursos Humanos, Renata Couto, responsável pela campanha onde Micheli se cadastrou para ser uma possível doadora de medula óssea, ficou muito feliz e emocionada ao saber da história da técnica de enfermagem. Micheli procurou Renata para contar a boa notícia.

“Quando eu conversei com ela parecia que eu tremia toda e chorava de emoção. É muita gratidão por tudo isso. Ela falou que fez o cadastro para ajudar a moça da praça. Foi melhor apelido que recebi em toda minha vida”, diz Renata.

Renata descobriu um câncer do tipo linfoma de Hodgkin em 2004, aos 19 anos. Ela visitou várias cidades mineiras, fazendo a campanha para cadastro de doadores voluntários de medula óssea.

Renata passou por 11 cirurgias e diversos tratamentos. Sem conseguir o doador 100% compatível de medula, o câncer reaparecia.

No ano passado, Renata se submeteu a um novo procedimento. Ela fez um transplante haploidêntico, onde o doador da medula óssea foi o próprio filho, que é 50% compatível com a mãe. Essa história foi contada aqui no Terra do Mandu.

Renata Couto com o filho doador Vinycius na semana do transplante – reprodução

Renata ainda está no processo pós-transplante, tendo acompanhamento médico até a reconstituição total da nova medula.

Isso que aconteceu com a Micheli é importante para as pessoas verem a importância de se cadastrar para ser um doador de medula óssea.

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Programa ‘Lacre Amigo’, da Arteris Fernão Dias, já doou mais de 80 cadeiras pelo programa a instituições de Minas e São Paulo. A cada 140 garrafas PET com lacres surge uma cadeira de rodas

Lacres de latinhas de alumínio se transformam em cadeiras de rodas, que são doadas a hospitais e instituições filantrópicas. Nesta semana (11/08), o programa ‘Lacre Amigo’, desenvolvido pela Arteris, concessionária que administra a rodovia Fernão Dias, entregou 11 cadeiras ao Hospital das Clínicas Samuel Libânio.

Para isso, o hospital fez uma campanha e conseguiu arrecadar quase uma tonelada de lacres (990 kg). A diretora administrativa do HCSL, Jusselma Paiva Reis, agradeceu a parceria com a empresa Arteris Fernão Dias, que possibilita ajudar o Hospital com a doação de cadeiras de rodas.

“É uma parceria muito gratificante para nós, que arrecadamos os lacres, com a ajuda de funcionários e população, e na troca recebemos as cadeiras de rodas que são essenciais na prestação de nossos serviços de saúde”, disse a diretora.

Demanda por cadeiras de rodas aumentou no HCSL em tempos de tratamento de pacientes com Covid-19. Foto: Divulgação Ascom/HCSL

140 garrafas de lacre vira uma cadeira de rodas

Segundo a Arteris, desde 2011, com a ajuda de voluntários parceiros da causa, já foram entregues 83 cadeiras de rodas em instituições do estado de Minas Gerais e São Paulo.

A cada 140 garrafas PET cheias de lacres, a Arteris Fernão Dias recebe uma cadeira de rodas, que é destinada a instituições de atendimento social, hospitais, asilos ou escolas.

“Colaboradores, usuários das rodovias, instituições e empresas parceiras atuam de forma voluntária no recolhimento do material, que é acumulado em garrafas PET de 2 litros, servindo de unidade de medida. Os lacres são repassados para indústrias e depois reciclados, voltando a serem utilizados como chapas de alumínios”, explica a gerente de sustentabilidade, Christiana Costa.

Em agosto, quando é comemorado o mês do voluntariado, a concessionária irá entregar 29 cadeiras de rodas pelo programa Lacre Amigo.

Além do benefício social, o Lacre amigo também traz ganhos para o meio ambiente. Com o montante de cadeiras doadas pela Arteris Fernão Dias, mais sete toneladas de lacres foram impedidas de serem descartados de maneira incorreta no meio ambiente.

A cada 140 garrafas PET cheia de lacres uma cadeira de rodas é fabricada. Foto: Divulgação Arteris

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Doação foi para o Samuel Libânio, em Pouso Alegre, Hospital de Transição Paulo de Tarso, em BH. Concessionária também distribuiu kits de higiene para motoristas do transporte de cargas.

Evento online para comunicar doação à hospitais mineiros que atuam no combate à Covid-19 – Imagem reprodução

A concessionária Arteris Fernão Dias destinou R$ 217,8 mil para dois hospitais que estão às margens da rodovia administrada pela empresa e atuam no combate à pandemia da Covid-19. O Hospital das Clínicas Samuel Libânio, de Pouso Alegre, recebeu cerca de  R$ 103,9 mil, a outra parcela do valor foi destinada ao Hospital de Transição Paulo de Tarso, em Belo Horizonte.

De acordo com a concessionária, a doação faz parte de um esforço direto para ajudar o sistema de saúde de cidades às margens da BR-381. A ação foi viabilizada por meio de uma parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os valores doados são utilizados para aquisição de materiais e equipamentos hospitalares, como camas motorizadas, para auxiliar no atendimento à população e no cuidado com os profissionais de saúde, que estão na linha de frente no combate ao coronavírus.

A Arteris Fernão Dias informou que, desde o início da pandemia, vem articulando iniciativas e realizando campanhas de conscientização, com o objetivo de amenizar os impactos da Covid, principalmente nos municípios onde atua.

“Contribuir para a preservação da vida é um dos pilares da nossa responsabilidade social. Neste momento de pandemia, reforçamos este compromisso, em especial, para o cuidado com os profissionais de saúde que estão na linha de frente, que são tão essenciais no ato de salvar vidas”, ressalta Marcia Fragoso, diretora de operações da Arteris Fernão Dias.

Apoio aos motoristas de cargas

Para dar suporte aos profissionais do transporte de cargas, a concessionária realizou mais 13,9 mil atendimentos a esses profissionais que são essenciais para o fornecimento de alimentos e medicamentos neste período.

Foram entregues kits higiene contendo luvas, máscaras e álcool em gel, tags de passagem nas vias automáticas, auxílio para banho, além orientação diária com equipe de atendimento pré-hospitalar, com orientação sobre a prevenção do novo coronavírus e informações sobre sintomas da Covid-19. “Essas atitudes são essenciais para conscientizar as pessoas que precisam se deslocar nas rodovias sobre os cuidados necessários para evitar a doença”, destaca a diretora.

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Casa Dia foi uma das entidades beneficiadas com a campanha. Foto: Divulgação PCMG

A delegacia da Polícia Civil de Minas Gerais, em Pouso Alegre, finalizou, nesta quinta-feira (09), a entrega dos produtos arrecadados na terceira edição da Campanha do Agasalho. O ponto de coleta foi a Delegacia Regional onde voluntários deixaram cobertores e leite durante os dois meses da campanha.

Nos últimos dias, o delegado regional, Renato Gavião, e equipe entregaram os agasalhos e leites arrecadados para entidades como a Casa Dia, que faz o trabalho de reabilitação de dependentes químicos, e para o projeto Meninos para a Nação, que realiza trabalhos sociais envolvendo jovens e suas famílias no bairro São Geraldo.

“Em Pouso Alegre, várias ações têm sido realizadas pela Polícia Civil para contribuir e amenizar dificuldades da população nestes tempos de crise e calamidade pública. Nós temos responsabilidades que vão além da segurança pública, e uma delas é colaborar com o que cada um pode para auxiliar quem precisa e se encontra em situação de vulnerabilidade”, afirma o delegado regional.

Projeto Meninos da Nação também recebeu doação. Foto: Divulgação PCMG

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O apaixonado por trens tinha acabado de completar 85 anos e faleceu de causas naturais. Seu Tarcísio tinha até uma locomotiva a vapor de 10 toneladas, fabricada na Inglaterra. Reveja a reportagem em vídeo abaixo!

Seu Tarcísio observa filho conduzindo locomotiva. Arquivo Terra do Mandu

Pouso Alegre perde um apaixonado por trens e ferrovias. Seu Tarcisio Silva Santos partiu para sua viagem eterna. O corpo do aposentado foi sepultado no fim da manhã deste sábado (27), no Cemitério Municipal. Ele acabara de completar 85 anos, na última quarta-feira. O idoso faleceu de causas naturais. Ele tinha problemas cardíacos.

Há três anos, a reportagem do Terra do Mandu foi até a casa do bancário aposentado para mostrar sua paixão pelos trens. Ele desenhou e construiu uma locomotiva, os vagões e a linha férrea. Tudo isso no quintal da própria casa, no bairro Fátima, em Pouso Alegre.

Ele também tinha acabado de adquirir uma locomotiva a vapor de 10 toneladas, fabricada na Inglaterra em 1914, e que foi usada em usinas de cana-de-açúcar em Pernambuco. Seu Tarcísio pagou R$ 100 mil na locomotiva que estava com um restaurador em Pindamonhangaba, Vale do Paraíba, SP.

A ideia de montar a linha férrea em casa

Seu Tarcísio se formou em direito, mas fez carreira como bancário. O pai de seu Tarcísio foi ferroviário, telegrafista, na rede Sul Mineira. Vinha daí seu amor por esse universo. “Sou amante da ferrovia, meio fanático”, confessou à nossa reportagem sobre Gente do Mandu.

Ele lembrava com saudosismo o tempo em que ia com o pai até a estação de Pouso Alegre. “Passeava no trem, que naquela época era só a vapor. Não existia outro meio de transporte, era só ferrovia mesmo”.

Depois de casado e com o nascimento do casal de filhos, quis montar um trem para as crianças brincarem. Ou seria para ele mesmo?

Em mais de 30 anos de trabalho, foram seis veículos construídos. Tem locomotiva a diesel, vagões de passageiros e vagões de carga. A linha férrea tem 70 metros de comprimento.  Ele dizia que era mais um pátio para manobras do que uma linha. Tudo foi projetado, desenhado pelo aposentado e montado numa serralheria, com ele acompanhando de perto.

Com a morte de seu Tarcísio, o filho Daniel Paiva Santos que deverá cuidar do pátio de manobras e suas máquinas. “A gente foi tomando gosto, vendo, foi passando de pai para filho e a gente vai ajudando e fazendo aos poucos também, criando outros trens e ampliando a linha”, disse Daniel na época da reportagem.

REVEJA A MATÉRIA GRAVADA EM 2017, NA CASA DE SEU TARCÍSIO:

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Ação é feita a quase 10 anos, desde que o garçom Paulinho montou seu próprio negócio. Ele diz que ajuda porque todos devem ser caridosos com o próximo. VEJA O VÍDEO:

Este restaurante que fica no Centro de Pouso Alegre, no Sul de Minas, doa comida para moradores de rua e pessoas desempregadas. O dono do estabelecimento faz essa ação desde que começou o próprio negócio, há cerca de 10 anos e nós já mostramos aqui no Terra do Mandu.

Com a crise da pandemia do novo coronavírus a distribuição de refeições teve que aumentar porque mais pessoas entraram nessa fila. São cerca de 20 marmitas por dia.

“Aumentou. Na pandemia teve muita gente de fora, que estava na cidade e não pôde voltar, veio e pediu ajuda e a gente ajudou. Outras pessoas daqui mesmo, que estava passando por necessidade, vinha pegar também” conta Paulo Henrique Vilas Boas, conhecido como Paulinho.

Seu Edelso é vendedor ambulante de balas, doces e picolé. Mas não tem conseguido fazer dinheiro suficiente para cobrir todas as despesas. “Estou há dois anos desempregado. Já distribuí currículos e não arrumo serviço. Hoje estou como ambulante. A gente não ganha aquele dinheirão por causa do frio e por causa desse negócio de coronavírus. A gente vem aqui e ele ajuda a gente, dando o almoço de graça”.

Fernando conta que trabalhava na construção civil e ficou desempregado. A refeição do dia ele pega comida no restaurante do Paulinho. “Cheguei aqui em Pouso Alegre há pouco tempo e arrumei serviço. Mas por causa do coronavírus eu perdi o serviço. Agora estou em situação de rua faz dois meses”, diz.

No início da pandemia alguns restaurantes interromperam todo o atendimento, mas Paulinho fez questão de manter o serviço para garantir a distribuição de comida aos mais necessitados. “A gente continuou com o delivery e, no final do expediente, montava as marmitas para doação para os moradores de rua que vem pegar, os menos favorecidos”, explica o comerciante.

A comida servida de graça é a mesma que é servida aos clientes do restaurante. Assim que termina o horário de almoço, as pessoas vêm chegando com suas marmitas para receber a doação.

As opção são variadas e as marmitas saem cheias para cada pessoa que vai buscar sua refeição. Foto: Terra do Mandu

Paulinho conta que faz essa ação “simplesmente pelo ato de ter que ajudar o ser humano, ser pessoas caridosas. Acho que Deus veio à Terra para deixar o exemplo de a gente ser caridoso. Quem tem deve compartilhar, mesmo que seja pouco. Acho que não faz diferença para ninguém”, afirma o empresário em seu jeito simples de ser.

Paulinho diz que algumas pessoas que receberam ajuda algum tempo, conseguem emprego e voltam para agradecer.

Paulinho distribui comida a moradores de rua desde que tinha um pequeno restaurante numa outra rua da cidade. Mudou o ponto e continuou com a ação. Foto: Terra do Mandu