Categoria: Gente do Mandu

Ação faz parte de projeto de Páscoa da escola para levar alegria e reflexão sobre o momento cristão a quem vive em casas de acolhimento.

Alunos de escola de Pouso Alegre visitam asilo – Foto Ascom PMPA

Cerca de 40 estudantes de uma municipal de Pouso Alegre tornaram uma tarde dos idosos que vivem no Asilo Bethania da Providência mais alegre, nesta semana (16/04). Os alunos fazem parte do coral da escola que fica no bairro Algodão, zona rural. Ao se apresentar para os 75 idosos, os adolescentes puderam perceber a importância daquele gesto para quem vive esses senhores e senhoras, que esperam ansiosos dias como esse.

Segundo a direção da escola, a visita fez parte de uma ação social que teve grande significado. A ação solidária faz parte do Projeto de Páscoa da Escola Municipal Maria Barbosa, que inclui o compartilhamento do tempo dos alunos com as pessoas mantidas em instituições de acolhimento, levando aos seus moradores alegria e reflexão sobre o momento cristão.

Os estudantes também receberam o carinho dos idosos. Foto: Ascom PMPA

“A ação social dos alunos da Escola Maria Barbosa os engrandece como cristãos, além de levar afeto e calor humano aos idosos”, diz a secretária municipal de educação, Leila de Fátima Fonseca.

Para a coordenadora do asilo Mariene Morais, “é gratificante  proporcionar aos idosos alguns momentos de alegria e descontração”.

Sobre asilo precisa da ajuda de voluntários

O Asilo Bethânia da Providência é uma instituição filantrópica e sobrevive de doações. O trabalho de voluntários também sempre é bem-vindo.

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Algumas empresas de Pouso Alegre organizam e coletam doações e vão até a instituição para fazer a entrega e aproveitam para passar algumas horas com os velhinhos.

Mas a necessidade é diária. Por mês, são utilizadas nove mil unidades de fraldas geriátricas. Na parte de alimento, são consumidos 1.200 litros de leite por mês. Além dos  itens de higiene pessoal (xampu, condicionador, enxaguante bucal, sabonete) e produtos de alimentação.

 

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Calouros arrecadaram material e tiveram auxílio de pintores voluntários na pintura de escola municipal de Pouso Alegre.

Estudantes pintam escola municipal de Pouso Alegre. Foto: Ascom PMPA

O sábado (13) foi de trabalho voluntário para um grupo de estudantes recém-chegados na faculdade. Os novos universitários foram submetidos a um trote solidário. A missão deles era arrecadar tintas, rolos e pincéis para dar cara nova à Escola Municipal Dr. Ângelo Cônsoli, o CIEM do Bairro Fátima. Claro que esse trote do bem incluía meter a mão na tinta.

O primeiro dia de pintura reuniu alunos do primeiro ano de todos os cursos da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás), que fica ao lado da escola municipal. O grupo de universitários teve a ajuda de um pintor profissional, que passou as orientações de como deveriam trabalhar.

Trabalho continua nos próximos sábados. Foto: Ascom PMPA

Os calouros arrecadaram cerca de R$ 8 mil em material necessário para a pintura externa do prédio da escola. As doações vieram de empresas e pessoas que se sensibilizaram com a causa social dos estudantes.

O trabalho para concluir a pintura do prédio terá continuidade nos próximos sábados e a previsão é que a obra seja concluída até o final do mês.

 

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Projeto ‘Só Nata Mineira’ também faz apresentações no Centro de Cultura e no Conservatório. A entrada é franca.

As mulheres que estão presas no presídio de Pouso Alegre tiveram um momento para contemplar a música na tarde desta sexta-feira (12). Os músicos José Roardo Bernardo (saxofone) e Osmar Fontes (piano) fizeram uma apresentação dentro da unidade prisional. O pequeno concerto faz parte do projeto ‘Só Nata Mineira’, que vai levar música para outros espaços da cidade.

O projeto Só Nata Mineira, é patrocinado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Ele é uma homenagem aos grandes compositores mineiros, com concertos de saxofone e piano com os músicos Roardo Bernardo e Omar Fontes.

Ainda nessa sexta, tem o primeiro concerto aberto ao público, às 20h, no Auditório do Centro Cultural, antigo Fórum. A segunda apresentação será no dia 23/04, às 20h30, no Conservatório Estadual de Música. A entrada para as apresentações é gratuita.

 

Repertório
O repertório homenageia reconhecidos compositores mineiros, como Milton Nascimento, Lô Borges, Toninho Horta, Flávio Venturini, Beto Guedes, Elder Costa, Ary Barroso, Geraldo e João Bosco. O repertório inclui canções como O sal da Terra, Nada será como antes, Nascente, Rancho Fundo, entre outras.

Serviço:
Concertos Só Nata Mineira – Roardo Bernardo e Omar Fontes
12/04, às 20h, no Centro Cultural Cleonice Bonillo Fernandes
23/04, às 20h30, no CEMJKO
Entrada gratuita – sujeito à lotação.
Indicação Livre.

 

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Mais de 30 cães já encontraram um novo lar. Grupo criou página para divulgar fotos dos cães, fez calendário e realiza rodas de conversa e exposições.

Kiara, Baronesa e Nininho apareceram no campus e estão para adoção. Foto: Grupo Adote um Pet do IF

Sensibilizados com o número de cães que são abandonados nas imediações do campus do Instituto Federal do Sul de Minas, no bairro Parque Real, em Pouso Alegre, servidores e alunos formaram um grupo para unir ações em busca de lares para esses animais. O grupo “Adote Um Pet do IF” surgiu no final do ano passado, mas o trabalho já vinha sendo feito. Os voluntários do IF já conseguiram encontrar uma nova casa para mais de 30 animais.

Porém, não para de surgir mais animais abandonados nas proximidades da escola, principalmente cachorros. E isso não é comum apenas no entorno do IFSULDEMINAS, mas também em outros espaços públicos, perto de escolas e faculdades de Pouso Alegre. Eliane Silva Ribeiro, servidora do IF Pouso Alegre e integrante do grupo, conta que eles têm feito o que é possível para ajudar a resolver esse problema comunitário.

Esse é o Branco antes e depois de ser adotado. Foto: Adote um Pet do IF

“Contribuímos voluntariamente para que os animais que estão no campus sejam castrados, vacinados, vermifugados, alimentados. Encaminhamos alguns animais para os hotéis de cães ou lares provisórios e divulgamos os animais disponíveis para adoção”, explica Eliane.

O grupo “Adote Um Pet do IF” criou uma página no facebook (AdoteumPetdoIF) onde são divulgadas as fotos e as historinhas dos animais que aparecem por lá. As cadelas e cachorros ganham um nome para facilitar a identificação e o carinho. Além das medidas já informadas acima pela integrante do grupo.

Atualmente, há oito cães estão à espera por uma família. Três deles em um hotel para cães, custeados pelo próprio grupo. Essas despesas são custeadas através de doações dos servidores do IF e com venda de rifas e de um calendário que mostra fotos de animais adotados na escola e os que ainda estão para adoção.

Segundo Eliane, o próximo passo será o trabalho com a comunidade próxima ao campus no intuito de reduzir a reprodução descontrolada desses animais, o abandono e maus tratos. “Temos ciência de que isso é responsabilidade do poder público municipal, mas se não há uma ação efetiva do órgão competente, nós devemos fazer o que é possível. Não estamos nos distanciando do nosso papel enquanto instituição de ensino quando implementamos essas ações, pois além de promovermos a reflexão sobre o nosso papel enquanto “humanos”, promovemos a discussão sobre cidadania, cuidado com o meio ambiente, ética, responsabilidade social”.

Essa é a Pipoca, está em lar temporário, à espera de adoção. Foto: Adote um Pet do IF

Rodas de conversas

O grupo ainda promove rodas de conversas com os estudantes do IFSULDEMINAS para conscientizar sobre o trabalho de adoção de animais abandonados e os cuidados que necessários para manter um cachorro ou gato em casa. “A gente acredita que a sensibilização em relação à responsabilidade social de cada pessoa para contribuir com a melhora do meio ambiente urbano e da posse responsável dos animais começa dentro das escolas, com a conscientização dos mais jovens que são grandes propagadores de informação, e eles vão levar para as famílias essas novas ideias mais conscientes”, afirma Carla Viviane, presidente da ONG SOS Bichos, que participou da roda de conversa.

“Você ter um bate-papo e conscientizar, ainda que um grupo mínimo de pessoas, esse grupo vai fazer a diferença levando a mensagem para outras pessoas e trazendo mais pessoas para essa causa que é maravilhosa”, disse João Gabriel da Costa Silva, do 2º ano do curso Técnico em Administração.

Neste mês, o grupo organizou uma exposição de fotos dentro da instituição mostrando os cães que estão no Centro de Bem-Estar animal da prefeitura e aguardam para serem adotados.

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O tênis usado por seu Toninho estava todo rasgado e cheio de plástico que não se soltar dos pés. A moça da loja, que não vende calçados, pegou um tênis que seria para o filho de deu ao catador e ainda o ajudou a pôr nos pés.

Noelly ajuda seu Toninho a calçar os novos tênis. Foto: José Henrique Alves

O catador de material reciclável Antônio Ribeiro, de 50 anos, passou na porta de uma loja de roupas na Rua Comendador José Garcia, Centro de Pouso Alegre, com o objetivo de encher seu carrinho de papelão. Mas ele ganhou muito mais.

As moças que estavam na loja perceberam que o seu Toninho caminhava com dificuldades. É que ele usava um tênis todo rasgado, com a sola solta e cheio de furos nas laterais. Para tentar segurar o calçado nos pés, o catador enfiava trochas de plástico dentro de cada pé.

A loja não vende calçados, apenas roupas. Mas, as funcionárias se mobilizaram e conseguiram ajudar seu Toninho. Foi então que Noelly Leone pegou um par de tênis que ela tinha comprado para o filho, mas que não servia para ele, e doou para o catador. Noelly ainda ajudou seu Toninho a colocar os novos tênis nos pés.

Noelly e Vanilda Oliveira, que participaram daquele momento, disseram que ficaram com o coração transbordando de felicidade em puder ajudar seu Toninho.

“Ele nem sabia amarrar o cadarço. Foi uma cena incrível de ver a felicidade naquele rostinho sofrido. Ele agradeceu e saiu empurrando seu carrinho, olhando seu tênis lindo”, contou Vanilda.

A reportagem do Terra do Mandu achou seu Toninho andando com o tênis novo pela cidade. Ele contou que está feliz com o novo calçado e que já jogou o outro fora.

Seu Toninho diz que está em Pouso Alegre há três anos e que veio de São Paulo. Ele trabalha catando papelão pelas ruas e diz que recebe R$ 15 quando entrega o carrinho cheio no depósito. O catador diz que dorme no próprio depósito onde entrega o material que coleta. Ela diz que os parentes moram longe, em São Paulo.

Veja o vídeo:

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Iniciativa é do Instituto Melhores Dias, em parceria com a General Mills (Yoki) e prefeitura. Programa teve início em 2016 e já criou mais de 25 hortas escolares, além de inspirar outras centenas nas comunidades.

Alunos da escola municipal no bairro Certo em atividade na horta. Foto: Instituto Melhores Dias

Com o objetivo de promover uma alimentação adequada e saudável para as crianças nas escolas, no combate à fome e desnutrição, em julho de julho de 2016 o Instituto Melhores Dias deu início nas escolas municipais de Pouso Alegra ao programa Horta Brasil. A entidade sem fins lucrativos tem o apoio da empresa General Mills e a parceria com a prefeitura da cidade.

De acordo com o Instituto Melhores Dias, através do programa são feitos treinamentos para professores, merendeiras e agentes comunitários sobre saúde, educação sanitária, hortas e nutrição; jogos educativos para crianças sobre hábitos saudáveis; atividades de prevenção à obesidade infantil; construção e manutenção de hortas escolares; e workshops para a comunidade para promover a construção de hortas domésticas. Tem ainda o trabalho de melhora da merenda escolar com produtos das hortas cultivadas ali mesmo, com as atividades educacionais utilizando essas hortas. Os alunos também passam por avaliação do estado nutricional.

Números do programa em Pouso Alegre

Desde que foi implantado em Pouso Alegre, o programa Horta Brasil já envolveu 1031 professores, 112 merendeiras e 270 voluntários. Foram construídas 25 hortas escolares, que inspiraram a comunidade a montar 202 hortas domésticas e uma horta comunitária.

Criança de escola de Pouso Alegre rega hortaliças na escola. Foto: Instituto Melhores Dias

Atualmente, a ação está presente nas 34 escolas públicas do município, levando conhecimento e meios para uma alimentação mais saudável e nutritiva, com bons hábitos de saúde e de higiene para 13.486 alunos do Ensino Fundamental e cerca de 54.000 pessoas das comunidades em torno dessas escolas.

Durante a execução do programa é feita a avaliação nutricional e diagnóstico das crianças. Para isso tem a medição e acompanhamento de altura, peso e exames de hemoglobina das crianças; testes de conhecimento sobre nutrição e estilo de vida saudável para alunos e professores.

Os alunos que apresentam algum problema nutricional, é feito um tratamento de suplementação de ferro quando necessário e com autorização dos pais ou responsáveis.

Visita à escola que tem o projeto

Neste mês, técnicos do Instituto, representantes da General Mills e da prefeitura de Pouso Alegre estiveram na Escola Municipal Sabina de Barros Mendonça, no bairro do Cervo, zona rural, que tem o programa em andamento e mantém uma horta cultivada pelos alunos.

A presidente do Instituto Melhores Dias, Joyce Capelli, destaque que tem sido fundamental a parceria de empresas para manter o programa e melhorar a nutrição das crianças participantes e criar oportunidades em escolas e comunidades no Brasil. “O Instituto Melhores Dias conseguiu impactar a vida de muitas crianças brasileiras por meio de um programa integrado de saúde, educação e bem-estar, focado no desenvolvimento de uma cultura de hábitos saudáveis entre as comunidades”. As ações do Instituto são desenvolvidas de 1993 e já beneficiaram mais de 2,5 milhões de crianças no Brasil.

Crianças em uma horta escolar. Foto: Instituto Melhores Dias

A secretária municipal de Educação de Pouso Alegre, Leila de Fátima Fonseca, diz que o programa é importante para os alunos e para toda comunidade escolar. “A partir de ensinamentos que tiveram nas escolas, ficaram motivados em cultivar hortas em suas casas e melhorar a alimentação de toda família”. A secretária ainda ressalta que o programa ajuda a tirar o foco dos alunos do mundo digital. “Este projeto exige, naturalmente deles, um tempo maior de preparação da terra, cuidados com as plantas, colheita e alimentação, além de passarem mais tempo em contato com a natureza possibilitando desenvolver novas habilidades e descobertas pedagógicas”, afirma a secretária de Educação.

“Esse programa é um orgulho para todos os colaboradores de diferentes partes do país. Muitos de nós, da General Mills, somos voluntários nas atividades do projeto juntamente com a equipe do Instituto Melhores Dias. Acompanhamos de perto e com muito carinho a evolução de todos esses meses de trabalho. Não poderíamos estar mais felizes com os resultados já alcançados e esperançosos com as novidades que estão por vir”, afirma Queli Catalani, Gerente de Assuntos Corporativos da General Mills Brasil.

 

 

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Ivelise Vicentin é um dos exemplos de mulher guerreira, que cuida dos filhos sozinha, trabalha fora e ainda faz artesanato para complementar renda. No Dia Internacional da Mulher, ela ainda sonha com a igualdade de gênero, onde homens e mulheres recebam as mesmas condições de trabalho e salário.

Hoje, 08 de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data não foi criada pelo comércio e não se trata apenas de homenagens com flores e chocolates. O dia marca a luta de mulheres pela igualdade de gênero, e tem protestos ao redor do mundo. Ainda no século XXI elas são minoria no mercado de trabalho e, quando ocupa a mesma função numa empresa, ganha cerca de 20% menos que os homens no mesmo posto. E muitas dessas mulheres ainda precisam ter jornada tripla. Elas trabalham fora, cuidam da casa e da família inteira. Às vezes, ainda buscam outra forma para complementar a renda.

Ivelise Vicentin Augusto de Souza, de 41 anos, faz parte desse universo de mulher guerreira. Ela trabalha numa faculdade de Pouso Alegre, como coordenadora de curso e professora. Também cuida, sozinha, de três filhos adotivos. E ainda trabalha como artesã para complementar a renda em casa.

“Tento me organizar, porque são muitas as tarefas com o meu trabalho, com o meu lar, com os meus filhos; eu que faço tudo, não tenho ninguém que ajude. Então, tenho que ter uma agenda bem controlada para dar conta de tudo”, diz Ivelise.

A professora, mãe, dona de casa e artesã diz que gosta da luta que tem que ter diariamente e não desanima. Para dar conta de tudo, ela trabalha até nas madrugadas produzindo suas peças de artesanato. Conheça o trabalho em artesanato de Ivelise na página Delicado e Criativo.

Ivelise lembra que as mulheres sozinhas, ou mesmo àquelas que têm companheiros, precisam ter muita determinação e foco em seus objetivos para alcança-los. “E não desistir. Ter muita força de vontade, ter muita garra para seguir no caminho que escolher. Essa vida que eu levo, mesmo nessa correria, fui eu mesma quem escolhi. Então, não reclamo. Às vezes eu canso, claro, mas foi a vida que escolhi e gosto dessa vida. Mesmo na correria, ela me dá muito prazer”.

Mulheres ganham menos que homens

A desigualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil diminuiu no ano passado, mas ainda continua em um nível alto, segundo um estudo divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2018, as mulheres ganhavam, em média, 20,5% menos que os homens, enquanto que em 2017 essa diferença era de 21,7%, uma redução de 1,2 ponto percentual.

Desde 2012, quando começou a série histórica do IBGE, a desigualdade salarial teve redução de 2,9 pontos percentuais – as mulheres recebiam, em média, 23,4% menos que os homens naquele ano. Porém, quando comparado a 2016, a desigualdade aumentou 1,3 ponto – o salário médio das mulheres era 19,2% inferior ao dos homens.

A engenheira/professora, mãe/dona de casa e artesã diz que a luta é para que isso seja igualitário. “Que todos possam receber da mesma forma. Mas, enquanto isso não acontece, não podemos esmorecer, tem que continuar na luta, não dá para parar e esperar. A esperança é que um dia isso aconteça”.

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Renan Andrade é membro de uma ONG ambiental e está na área atingida desde segunda-feira. Ele conta que o cenário é chocante e que dá muita tristeza ver o tamanho da tragédia. “Conversei com uma senhora e perguntei se ela tinha perdido alguém, ela disse que perdeu uma filha, mas para ela, a filha dela ainda estava lá, pois ela não tinha visto o corpo dela. A única coisa que pude fazer é abraça-la e chorar junto com ela”.

Onde ficava o pontilhão da linha férrea e que foi levado pela lama. (Foto: Paulinne Rhinow Giffhorn – 350.org Brasil)

Nesta sexta-feira (31) faz uma semana do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte. O rastro de destruição deixado pela lama é calculado a cada dia, desde então. Os números atualizados hoje são de 110 pessoas mortas e mais de 200 ainda desaparecidas. Se para quem acompanha as notícias através da imprensa já é chocante, para quem está no local da tragédia o impacto é ainda maior.

A reportagem do Terra do Mandu conversou com Renan Andrade, voluntário da região de Pouso Alegre que está na área atingida pela tragédia desde a última segunda-feira (28), terceiro dia do rompimento. Renan é natural de Estiva, no Sul de Minas, formado em Gestão Ambiental no IFSULDEMINAS, campus Inconfidentes, e hoje faz parte da ONG 350.org, que atua contra as mudanças climáticas.

Renan entre índios Pataxós, às margens do rio Paraopeba ‘lameado’ (Foto: Paulinne Rhinow Giffhorn – 350.org Brasil)

O ambientalista visitou comunidades atingidas pelo rompimento da barragem e esteve com parentes de vítimas que ainda estão desaparecidas. Renan também conversou com quilombolas e indígenas que vivem na região da comunidade do Córrego do Feijão e Rio Paraopeba.

“Nosso trabalho aqui é prestar solidariedade para as vítimas/sobreviventes e parentes das vítimas mortas; fazer uma análise socioambiental de tudo que aconteceu para projetar o futuro e ajudar essas pessoas”, conta Renan que completa: “Nós entendemos que esses impactos, não só da mineração, crimes socioambientais, culturais e humanos, como esse que aconteceu… eles também impactam diretamente nas mudanças climáticas que farão outras novas vítimas”.

Voluntário diz que chorou ao ouvir relato de morador da comunidade

Ontem (30) foi o pior dia de todos desde que estou aqui. Não só por ter um pouco mais de ideia sobre a dimensão do crime socioambiental, cultural e humano que a Vale cometeu. Mas por ouvir os relatos dos populares que ajudaram a fazer os primeiros resgates as vítimas.

Renan disse que ouviu relatos que teve uma pessoa que, no momento do rompimento, ligou pedindo ajuda, disse que estava dentro de uma caminhonete.

“Até hoje não encontraram a caminhonete. Conversei com uma senhora e perguntei se ela tinha perdido alguém, ela disse que perdeu uma filha, mas para ela, a filha dela ainda estava lá, pois ela não tinha visto o corpo dela. A única coisa que pude fazer é abraça-la e chorar junto com ela”.

Outras situações vistas e que estão sendo vividas pelos moradores também deixarão o voluntário chocado.

“Um relato que escutei de uma liderança indígena é que tiraram um pedaço da alma deles. Cada peixe que morre é um pedaço do corpo deles que está indo embora também. Eles têm rituais com as águas e o rio Paraopeba está completamente contaminado. É tudo muito chocante, impactante e dá muita tristeza”, afirma Renan.

VEJA O VÍDEO ENVIADO PELO VOLUNTÁRIO AO TERRA DO MANDU:

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Barragem de rejeitos se rompeu na semana passada. Até agora já são 99 mortes confirmadas e 279 desaparecidos.

Já estão em Belo Horizonte os três bombeiros da Companhia Independente de Pouso Alegre que vão ajudar nas buscas pelas pessoas desaparecidas em Brumadinho, na grande BH. Major Ivan Neto, comandante da Cia, o capitão Tosatti e o soldado Dos Santos se juntam, nesta quinta-feira (31), às centenas de bombeiros que atuam na área do rompimento da barragem da Vale.

No fim da tarde desta quarta-feira, sexto dia de buscas, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais atualizaram os números da tragédia provocada pelo mar de lama. Já são 99 mortes confirmadas, 57 corpos identificados e ainda tem 259 pessoas desaparecidas.

A barragem de rejeitos de minério de ferro, que ficava na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, se rompeu na sexta-feira (25). O mar de lama desceu varrendo tudo que havia abaixo, levando casas da comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale. Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da mineradora.

São 320 bombeiros brasileiros trabalhando na operação, incluindo reforços de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Alagoas e Maranhão. Também são esperadas tropas de Santa Catarina e do Espírito Santo. Além de 136 militares do Exército de Israel.

Segundo os bombeiros, a escala dos profissionais no resgate das vítimas acontece por revezamento. “Dessa forma, garantimos a efetividade dos serviços”, diz publicação na página da corporação.

Bombeiros fazem buscas por corpos de vítimas de rompimento da barragem (Foto: Bombeiros MG)

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Dia especial teve almoço com farofa, maionese e leitoa assada, além de sobremesa com pudins. Depois ainda teve a entrega dos presentes, muitos presentes doados por voluntários. Idosos ficaram eufóricos, diz direção do asilo.

Os 44 idosos que vivem no asilo Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre, Sul de Minas, estão eufóricos e não se esquecem do domingo (09/12) especial que tiveram. Ontem, foi dia do Natal Solidário, onde voluntários levaram muito carinho, presentes e prepararam um almoço farto, com direito à leitoa assada. Segundo a direção do asilo, esse é o dia mais aguardado pelos bons velhinhos.

O projeto que doa presentes pedidos pelos idosos é uma iniciativa local da cabeleireira Reila Inácio, que convidou a amiga e fotógrafa Amanda Lima para irem ao asilo nos meses que antecedem ao Natal, fotografar casa interno com uma placa onde está escrito o que gostaria de ganhar de presente. A campanha é publicada na internet e outras centenas de voluntários se juntam a Reila e Amanda e fazem a festa acontecer, para a alegria de todos.

Em 2018, o Natal Solidário no asilo completa três anos. Este ano foram arrecadados cerca de 250 presentes. Teve gente de toda região contribuindo, até do estado de São Paulo. Assim, cada idoso ganhou mais do que pediu. “Deu para distribuir, em média, cinco presentes para cada pessoa. Nós fizemos os kits e entregamos, com a ajuda de um Papai Noel”, conta Reila.

Nos kits foram colocados o presente pedido no quadro postado na internet e outras coisas. Aí teve idoso que ganhou camisa, calça polo, camisa social, meias e desodorantes. As mulheres ficaram com vestidos, conjuntos, cremes, perfumes e sapatos.

O pedido do sr Lázaro foi sapato preto e macio. Mas ganhou roupas também (Foto: Amanda Lima)

O almoço especial

Mas antes da entrega dos presentes, os voluntários preparam um almoço antecipado de Natal para os idosos. Com alimentos doados, a mesa ficou repleta de comida deliciosa. Teve maionese, farofa e, generosos 25 quilos de leitoa já assada. Ainda teve a sobremesa com pudins e uva.

Mais tarde ainda teve um café com refrigerantes, sucos, bolachas, bolos e panetones.

Na hora da entrega dos presentes, 20 pessoas voluntárias ajudaram. E teve ainda a apresentação do Coral Badauá.

“É muito gratificante ver a alegria de cada um deles. Eles ficam numa ansiedade ao ver a gente chegando porque já sabem o que vai acontecer, vão receber os presentes pedidos”, conta a fotógrafa e voluntária Amanda Lima.

Dona Damiana pediu hidratantes e desodorantes e ganhou também muito carinho (Foto: Amanda Lima)

“Foi um dia de muita emoção, de extrema alegria e não tive como conter as lágrimas de emoção. Ver o sorriso deles com esse gesto tão pequeno encheu o meu coração de amor e muito mais vontade de poder sempre ajudá-los, sem esperar absolutamente nada em troca, aliás a única coisa que espero e vê-los cada vez mais felizes”, Reila se emociona de novo ao falar do dia. “E ressaltamos que tudo isso só foi possível com os nossos diversos doadores, amigos e voluntários. Eu e a Amanda somos somente as intermediárias, o mérito do sucesso é de todos, sem exceção”, enfatiza ela.

Um dia depois da visita dos voluntários, os idosos continuam eufóricos. A secretária do asilo, Marli Alcântara, disse que nesta segunda-feira, dia de visita dos parentes, os internos não param de mostrar e falar dos presentes e do almoço de ontem. “Principalmente da leitoa. Eles falam para todo mundo que chega. Estão realmente eufóricos, parecendo crianças de tanta felicidade”.

Voluntários e o coral que se apresentou no domingo especial no asilo (Foto: Amanda Lima)

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