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Júlio levou em dinheiro mais de R$ 3 mil para doar a Hospital Regional de Pouso Alegre. (Imagem FUVS)

Com as cédulas na mão, é assim que o produtor rural Júlio Roberval de Souza, de Congonhal, praticou solidariedade para auxiliar a saúde regional. Ele doou R$ 3.015,00 ao Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL), em Pouso Alegre. É a segunda doação recente de produtores rurais, já que antes um produtor rural de Estiva doou uma novilha.

A instituição divulgou que o Júlio rifou um bezerro e arrecadou o montante que levou pessoalmente, em espécie, para entregar à gestão do hospital. A solidariedade que o morador do sítio Pessegueiro já tem história. Ele já fez outras doações após organizar rifas em prol da instituição.

Júlio contou à equipe do hospital que em 2015 machucou o ombro e precisou de atendimento médico. Em gratidão ao serviço prestado ele iniciou as rifas e consequentemente, as doações. Para agradecer as ações solidárias que já se tornam rotina para Júlio, o hospital entregou o Troféu Samuel Libânio.

A comoção e gratidão com a atitude do homem que sai de seu sítio para praticar o bem para pessoas da região é descrita por Igor Oshiro, diretor executivo da FUVS, fundação mantenedora do hospital. “Ele é um exemplo para todos nós e vai motivar com certeza outras pessoas a ajudarem cada vez mais”.

NOVILHA PARA O HOSPITAL

Leone Tiago Cinza Rosa que mora no bairro Fazenda Velha, em Estiva, doou uma novilha ‘Girolando’ de seu sítio ao hospital. A doação foi feita simbolicamente por meio de um documento, na última semana.

Ele faz tratamento três vezes por semana no setor de hemodiálise do HCSL, há seis anos. Leone contou à enfermeira Luciana do Prado, que queria ajudar com a doação do animal. Foi um ato de gratidão pelo tratamento e equipe.

Leone que é de Estiva doou novilha para ajudar hospital onde ele faz hemodiálise. (Imagem FUVS)

De acordo com a instituição, na entrega ele disse que “a amizade e o carinho do pessoal do hospital toca fundo meu coração”. Em resposta, a diretora administrativa do HCSL manifestou que “com certeza, a doação dele vai ajudar muito os pacientes mais carentes do Hospital”.

Pintura em muro retrata personagens e história do Colégio Polivalente

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A Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, mais conhecia como Colégio Polivalente, completa 50 anos de história no ano que vem. E para celebrar esse marco, o muro da instituição foi revitalizado com pinturas que retrataram personagens, a própria escola e seu entorno. O trabalho foi inaugurado nesta sexta-feira (12).

O artista e ex-aluno da escola, Diego Miranda, foi o responsável pela transformação do muro. Ele começou a desenvolver o talento pela pintura quando era estudante e, esse ano, pôde contribuir com a instituição por meio de sua arte: grafite e areografia. Diego presenteou a instituição com a pintura, e se emocionou ao ver o resultado final.

Diego Miranda pintou 700 metros de muro em celebração aos 50 anos do Polivalente. Foto: Terra do Mandu

“Pra mim é uma gratidão, né?! Porque lembro de quando eu era novinho e já desenhava, mas não imagina aonde eu ia chegar, de estar aqui fazendo isso para as crianças sentirem alguma coisa através do meu trabalho. Passa um filme na cabeça, é bem legal”, afirma o pintor Diego Miranda.

O diretor do Colégio Polivalente, Társis Vilhena, também estava emocionado. Ele disse que possui vínculo com a instituição há muitos anos, desde quando sua mãe era professora no local. “É uma emoção muito grande, porque eu assumi uma responsabilidade, primeiro comigo mesmo e depois com a comunidade, de trazer de volta um sonho. Um Polivalente grande, cheio de vida. E quando a gente olha para esse muros e vemos toda a história da escola voltando à tona, com qualidade de ensino, não tem palavras que possam descrever”, afirma o diretor.

Inauguração do muro

Nesta sexta-feira (12), o muro do Colégio Polivalente foi oficialmente inaugurado. E para celebrar, de forma antecipada, os 50 anos da instituição o cantor Samuel Silva, que é aluno da escola, compôs uma canção especial. Samuel possui deficiência visual desde a infância. O gosto pela música surgiu aos quatro anos, quando ele ganhou o primeiro instrumento. Hoje, ele encanta a todos com seu talento.

Samuel é aluno do Colégio Polivalente desde 2018, e participa de vários projetos na instituição. Foto: Terra do Mandu

“A música começou na minha vida desde pequeno. O primeiro instrumento que eu peguei pra tocar foi o violão, que eu ganhei. E depois eu me aperfeiçoei em outros instrumentos. E aí começou essa carreira musical. Já são 17 anos, desde 2004, quando eu tinha quatro aninhos e comecei no conservatório, até hoje. Estamos batalhando nesse empenho de fazer as pessoas mais felizes com a música, com nosso trabalho”, conta Samuel Silva.

Samuel é aluno do colégio desde 2018, e participa de vários projetos na instituição. Como forma de homenageá-lo, a direção da escola pediu para que Diego fizesse uma pintura dele no muro. “Pra mim está sendo maravilhoso ser homenageado. Por tanta coisa que a gente já realizou por aqui. E foi uma coisa que me emocionou. Eu não esperava. Eu fiquei muito emocionado mesmo”, afirma o cantor e aluno.

Outra personagem que está representada no muro é Yasmim Ribeiro, jogadora da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, que também é ex-aluno do Colégio Polivalente. Segundo o diretor da instituição, a ideia foi colocar no muro pessoas que marcaram a história da escola, como Samuel, Iasmim e o próprio pintor.

Yasmim Ribeiro, jogadora da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, retratada em muro. Foto: Terra do Mandu

Diego usou técnicas de grafite e aerografia para fazer a pintura do muro, que contorna todo o quarteirão da escola. Ao todo, são 700 metros de pintura. O trabalho levou cinco semanas para ser concluído. E, para Diego, a sensação é de dever cumprido. “Dever cumprido. E nem acredito, porque pelo tamanho assusta. Meu maior trabalho até hoje”, destaca o pintor Diego Miranda.

Muro do Colégio Polivalente é revitalizado em comemoração aos 50 anos da instituição. Foto: Terra do Mandu
Queijos de Bueno Brandão são premiados em concurso na Espanha - Imagem - reprodução

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Queijos de Bueno Brandão são premiados em concurso na Espanha - Imagem - reprodução
Queijos de Bueno Brandão são premiados em concurso na Espanha. Imagem: reprodução

A zona rural de Bueno Brandão é o ambiente onde são fabricados queijos finos, semelhantes aos europeus e que conquistaram prêmio internacional. O Latícínio Serra das Antas enviou sete queijos para o 33º World Cheese Awards que é considerado um “Oscar do Queijo”. O concurso premiou seis dos queijos de Bueno, em Oviedo (Espanha), em 3 de novembro. O Latícínios São João, do município sul mineiro Cruzília, recebeu dois prêmios.

“Eu até não esperava essa premiação, já que tem muitos queijos de fora do Brasil”, conta Airton. Ele acrescenta que o produto que ele comercializa tem alta qualidade e sabor, mas, que há muitos queijos bons produzidos em todo o mundo. “O concurso tem representante e ponto de coleta no mundo todo. E o representante aqui no Brasil é cliente nosso e nos falou do concurso. Eu separei sete queijos e enviei e seis deles foram premiados”.

Dois queijos brasileiros conquistaram o selo dourado: o tipo Reblochon da empresa de Airton e também o catarinense Vale do Testo, da Pomerode. O laticínio de Bueno Brandão foi o único brasileiro na categoria prata, com duas premiações: para os tipos de queijo Lua Cheia e Comté.

O selo bronze teve nove brasileiros vencedores, sendo apenas de MG e SP. Do estado mineiro são quatro prêmios conquistados pela empresa de Bueno Brandão para os queijos Vó Bastião, Parmesão e Tipo Raclette e também dois para o Laticínios São João, de Cruzília nas categorias Requeijão cremoso e Tipo Quarck.

Os queijos paulistanos que conquistaram o selo bronze são Tulha e Caprinus, da Fazenda Atalaia, de Amparo (SP) e Serra do Lopo e Dolce Bosco, da Capril do Bosque, de Joanópolis (SP).

É DE MINAS, UAI!

A fama dos queijos mineiros é conhecida no Brasil e exterior há décadas. Essa cultura provém da tradição da pecuária e da fabricação muitas vezes artesanal, que começa com famílias. E a marca Serra das Antas que se destacou no “Oscar do Queijo” é uma empresa familiar fundada pelo casal Airton Gianesi da Cota e Waldeci Coutinho.

Airton veio de São Paulo para Bueno Brandão há 35 anos. A família dele iniciou a produção de leite de cabra na zona rural, perto da MG-295. Produzir queijos foi algo que começou em casa, mas, que com a proporção maior a cada ano gerou a criação da indústria Na Morada, em 1992.

São processados mensalmente 6 mil litros de leite de vaca e 2 mil litros de leite de cabra atualmente para fazer os queijos. O produto tem como mercado principal São Paulo, onde a empresa instalou um escritório e câmara fria para distribuição. Apesar de estar instalada no Sul de Minas, a maior parte da produção segue para o estado de São Paulo e capitais como Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Brasília e agora Belo Horizonte.

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O amor por hambúrguer faz parte da vocação familiar que João Souza herdou do pai, Ildeu Júnior, em Pouso Alegre (MG). O empresário agora investe junto com a sócia e esposa, Caroline Coutinho, R$ 5 milhões em sua empresa que começou com um sonho derivado desse amor. A previsão é que em 2022 a empresa atualmente local, ganhe o mercado nacional.

SONHO QUE COMEÇOU COM CARNE MOÍDA

O pai de João tem há décadas um trailer de lanches no município. Quando mais novo, João o ajudava. O passar do tempo o levou a trabalhar em São Paulo por dez anos, como executivo em uma multinacional. O sonho de empreender no ramo da família o fez abrir mão do emprego há cinco anos e criar uma indústria que fabrica hambúrguer para supermercados e empresas.

Com o crescimento de 100% a cada ano a empresa está em fase de expansão. Em um terreno na área industrial ela ganha uma sede de 5 mil metros quadrados e expectativa de ampliar de 17 para 40 o número de empregos diretos.

A expectativa é inaugurar no primeiro semestre de 2022 a sede e com isso, ampliar a produção que atualmente é de 20 mil hambúrgueres e deve crescer sete vezes.

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O empreendedorismo feminino tem ganhando cada vez mais espaço na sociedade. A presença da mulher em diferentes áreas tem quebrado paradigmas e revolucionado o mundo dos negócios. Como é o caso da empresária Carolina Vono Alckmim, de Santa Rita do Sapucaí, que foi apontada como uma das “100 Mulheres Mais Poderosas do Agro” pela Forbes, após decidir empreender na cafeicultura.

“Na lista, a Forbes procurou selecionar representantes do movimento de mudança no campo. Por meio delas, o objetivo é homenagear as demais mulheres que atuam no agronegócio – mesmo que o trabalho seja realizado a partir das cidades”, diz a matéria da Forbes.

Segundo Carolina Vono, estar na lista das “100 Mulheres Mais Poderosas do Agro” é um reconhecimento do trabalho realizado por todas as mulheres da região na cafeicultura. A empresária do Sul de Minas tem desenvolvido importantes projetos no campo, como o Frutificar – que capacita mulheres para a produção de café com o objetivo de melhorar a qualidade do grão.

“É um dos projetos que conseguimos implantar no sentido de resgate da cultura do povo do campo, melhoria no manejo para produção de café especial e também para aproximar e valorizar a diversidade dos trabalhadores que temos no campo. Não são apenas homens que trabalham no dia a dia na lavoura, são mulheres também. Então o projeto Frutificar foi uma ideia de dedicar um espaço aonde a gente pudesse valorizar esse cuidado feminino. E um espaço onde elas pudessem se desenvolver e se sentir valorizadas”, destaca a empreendedora.

Passeio turístico nas lavouras

Turistas podem visitar as lavouras de café e fazer degustação de drinks. Foto: Divulgação

Outro projeto que tem ganhado destaque é o passeio de imersão, no qual turistas tem a oportunidade de visitar as lavouras e conhecer as produções de café. Carolina explica que a iniciativa é uma forma de permitir que as pessoas valorizem a cafeicultura, que tem um importante papel na vida dos brasileiros.

“A gente mora no país que é o principal produtor de café do mundo, e a gente não sabe como é essa cultura, como é a lavoura, como essa produção funciona. Então nós criamos um passeio para trazer as pessoas para passar um dia na fazenda. Então a gente apresenta a lavoura de café, como se fosse um passeio de vinícola. É tão encantador quanto”, afirma a empresária de Santa Rita do Sapucaí.

O passeio conta com piquenique no meio da lavoura; acompanhamento do processo de pós-colheita, que influencia na bebida final; almoço mineiro na fazenda; workshop sensorial para que os turistas possam conhecer os diferentes perfis de cafés – cafés com notas de chocolates, caramelo e frutadas -, além de degustação de drinks de café, cervejas artesanais feitas com grão e queijos da região.

Empreendedorismo rural

Um aspecto que chama atenção é que a empresária não tem formação na área da agricultura. Formada em farmácia e técnica em eletrônica, Carolina resolveu unir empreendedorismo, inovação e experiências anteriores para ingressar no universo do café. Esse contato com o campo começou por intermédio do seu esposo, que faz parte da quinta geração de produtores de café de Santa Rita do Sapucaí.

“Eu tive a oportunidade de empreender, e toda essa bagagem que eu tive me ajudou muito. Porque na escola técnica eu comecei a apreender sobre empreendedorismo. Na farmácia sobre procedimentos, ser técnico e olhar para as pessoas. Então tendo a oportunidade de empreender no café, na empresa da família do meu esposo, eu consegui trazer esse olhar. Eu entrei nas fazendas olhando para as pessoas e consegui aplicar esses projetos para melhorar essa cultura, conexão e propagar o café especial – porque que é um produto muito fino do nosso país e a maioria dos brasileiros não tem contato”, explica Carolina Vono.

Carolina conheceu o universo do café por intermédio do seu esposo. Foto: Divulgação

A empresária reforça a importância de incentivar outras mulheres a empreender. Ela reforça que a qualificação profissional e o apoio mútuo entre as mulheres é fundamental para fortalecimento do empreendedorismo.

“A gente precisa se capacitar, sem dúvida. Ninguém consegue empreender e ter sucesso em um negócio se não for atrás de informação. E, especialmente, se unam a grupo de outras mulher. Por mais que as experiências e iniciativas sejam diferentes, a energia de apoio, de incentivo, é muito importante”, destaca a empreendedora.

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Pouso Alegre tem muitos encantos e belezas que, muitas vezes, não são notadas por quem mora aqui, nem mesmo por quem visita a cidade. São atrativos religiosos, culturais, naturais e comerciais.

Com tanta coisa para mostrar, a prefeitura lançou o projeto ‘Vem pra Pouso Alegre’. O evento foi realizado na noite desta quinta-feira (21). Durante o discurso, o prefeito Rafael Simões destacou que esse momento se soma à retomada do turismo pós-pandemia.

“O turismo foi um dos mais prejudicados, mas isso ficou pra trás. Agora á hora da gente pensar pra frente. Pensar em tudo de bom que podemos ter nessa caminhada. Hoje a gente faz o lançamento ‘Vem pra Pouso Alegre’, porque nós sabemos que o turismo é muito importante como gerador de emprego, gerador, inclusive, de qualidade de vida”, afirma Rafael Simões.

O mapeamento dos pontos turísticos de Pouso Alegre teve início no ano passado. O levantamento feito através de uma consultoria encomendada pelo Sebrae e pelo sindicato dos restaurantes e hotéis da cidade. Esse trabalho resultou nos roteiros turísticos.

“Viemos batalhando há muito tempo pelo turismo nosso, em Pouso Alegre. Organizamos várias situações pra chegar onde chegamos na data de hoje, lançando uma marca do turismo de Pouso Alegre. Uma marca do povo de Pouso Alegre. Então em breve, o pessoal está passando por treinamento, nós teremos os roteiros turísticos de fato funcionando no nosso município. Isso nos trará muito desenvolvimento econômico e girará muito a nossa economia. Será um grande sucesso, com certeza”, afirma o diretor de turismo da Acipa e do SINDIPA, Rolando Brandão.

O projeto ‘Vem pra Pouso Alegre’ ganhou uma marca própria e um site, onde estão todas as informações de turismo e cultura da cidade. “Pouso Alegre tem uma riqueza muito grande na questão do turismo religioso. A gente tem vários edifícios históricos. A parte natural daqui é muito interessante, porque nós temos o Cristo e o parque natural. E ali é uma área que está anexa a uma reserva do exercito e outra particular da Serra do Sabia. Então é uma área muito importante com a questão ambiental, e dá pra gente potenciais de trilhas e caminhada, a parte de cicloturismo – que está muito bem desenvolvida também”, conta o gerente de turismo da prefeitura, Ricardo Bustamente.

O evento de lançamento do projeto teve a participação de representantes do governo do estado e prefeituras da região. O deputado estadual, Dr. Paulo Valdir, destaque que o projeto é importante para todo o Sul de Minas.

Pouso Alegre tem atrativos naturais, culturais, religiosos e comerciais. Foto: PMPA

“Hoje é uma noite muito importante para todos nós, não só de Pouso Alegre, mas como todo o Sul de Minas. Pouso Alegre tem várias vocações. Primeiro a cidade foi colocada em ordem, melhorou a qualidade de vida das pessoas, e agora está aberta ao turismo. Pouso Alegre tem turismo religioso, rural e, principalmente, turismo de negócio, que traz empregabilidade e dignidade às família”, afirma o deputado estadual.

Para lançar o projeto ‘Vem pra Pouso Alegre’, a prefeitura de Pouso Alegre fez um vídeo oficial mostrando os atrativos da cidade, que muitas vezes não são notados pela população local e da região.

“Apresentamos um vídeo que me deixou extremamente emocionado, porque mostra coisas que no dia a dia a gente não vê. Eu tenho dito que nós temos que exercitar aquele sentimento de pertencimento ao povo de Pouso alegre. Que é de fato amar a sua cidade e divulgar isso pra que a gente possa trazer visitantes que vão usar nossos hotéis, comércios, e vamos, com certeza, propagar isso pelo Brasil inteiro, porque não dizer pro mundo”, destaca o prefeito.

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A consultora de licitações Ana Claudia Megale Batista foi diagnosticada com câncer de mama há seis anos. Hoje, ela está na reta final do tratamento, e resolveu escrever um livro para ajudar outras mulheres que enfrentam a doença.

“Eu tive a ideia de escrever esse livro quando estava na pior fase do tratamento e tentava buscar na internet depoimentos de pacientes com câncer que estavam passando pela mesma fase que eu. Não encontrando, comecei a pensar em levar a minha experiência para outras mulheres que estão passando pelo mesmo. Porque a gente sente uma necessidade muito grande de saber o que nos espera no tratamento. Estamos numa fase vulnerável, tratar essa doença não é fácil, então eu acho que seria de uma grande ajuda”, afirma Ana Claudia Megale.

O livro “O câncer me curou” retrata, por meio de personagens fictícios, a trajetória de Ana Claudia na luta contra o câncer. Além disso, traz dicas para que mulheres possam passar pelo tratamento de uma forma leve e otimista, como não deixar de lado o amor próprio, desfrutar de cada momento, rodear-se de pessoas queridas e muito mais.

“Esse livro não é um livro de pesar. É uma história de superação, que demostra que podemos ter uma vida feliz durante o diagnóstico e tratamento. E é isso que eu quero trazer para essas mulheres. O câncer, por ser um tema ainda muito tabu, causa essa incerteza, esse medo. Eu mesma pensava que quem tinha câncer ia morrer. E não é bem assim. Então é um livro que traz esperança para quem está passando por isso”, conta a autora.

Moradora de Pouso Alegre retrata luta contra o câncer de mama em seu 1º livro. Foto: Reprodução

Ana Claudia traz em seu primeiro livro uma autorreflexão sobre os seis anos de tratamento contra a doença. Ela disse que após descobrir que estava com câncer de mama, passou a ver a vida com outro olhos. Inclusive foi essa mudança na visão de mundo que a levou a colocar o título: “O câncer me curou”.

“A gente começa a enxergar a vida de outra forma. Eu acho que qualquer situação difícil que o ser humano passa, que não se sabe o que vai acontecer no final, você começa a dar prioridades para coisas mais simples. Começa a ter um outro olhar sobre a vida. E foi essa transformação que eu tive”, relata Ana Claudia Megale.

O livro está foi lançado nesta quinta-feira (21) na Associação São Rafael, em Pouso Alegre. Inclusive parte da renda das vendas do livro será em prol da instituição, que mantém tratamentos de pessoas com câncer.

Descoberta do câncer

Ana nasceu no interior de São Paulo, mas mora em Pouso Alegre há muito tempo. Ela foi diagnosticada com câncer de mama há seis anos, um dia antes de completar 42 anos de idade, durante exames de rotina.

“Eu fui diagnosticada na minha primeira mamografia. Nessa fase eu estava amamentando, eu tive minha caçulinha. E quando você amamenta, tem que esperar uns meses para poder fazer a mamografia. E era um exame de rotina, porque eu já estava na idade de fazer o exame. E se eu demorasse, acho que não estaria aqui hoje. Porque o meu câncer, apesar de ser pequeninho, já estava no estágio três, quando migra para as glândulas linfáticas. Então já poderia ter células cancerígenas rodando pelo meu corpo”, afirma a consultora de licitações.

Inclusive a autora do livro reforça a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. Ela afirma que quanto antes a doença for descoberta, maior é a chance de cura do paciente.  “Fazer a mamografia a partir dos 40 anos, fazer o autoexame. Porque não existem sintomas no início da doença”, destaca.

Atualmente, faltam cerca de dois anos para que a Ana conclua o tratamento  do câncer. Além da hormonioterapia, ela faz quimioterapia duas vezes ao ano. Porém, a autora do livro afirma que está bem e “que se sente curada”.

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Nesta terça-feira, 19 de outubro, Pouso Alegre comemora 173 anos de sua elevação a cidade. Nesse dia, é feriado municipal para a celebração da data. Mas, nem sempre foi assim.

Até o centenário de Pouso Alegre a data mais comemorada era o aniversário da emancipação político-administrativa do lugar, que ocorreu antes da elevação a cidade. Pouso Alegre se tornou um lugar com administração própria em 13 de outubro de 1831.

O diretor do Museu Municipal, Mayke Riceli, explica que, em 1931 houve uma grande comemoração pelo centenário da emancipação de Pouso Alegre. No entanto, em 1948 teve outra grande celebração pelos 100 anos da cidade. Aí, a segunda data passou a ser mais lembrada e festejada. A bandeira de Pouso Alegre traz as duas datas.

VEJA TODA ESSA EXPLICAÇÃO NO VÍDEO ABAIXO:

Cidade que mais cresce no Sul de Minas

Nas últimas décadas Pouso Alegre se tornou a cidade que mais cresce, em termos populacionais, no Sul de Minas. A economia e oferta de serviços de educação e saúde também aumenta na mesma proporção.

Pouso Alegre é a segunda maior cidade da região e vem diminuindo a distância em relação a Poços de Caldas, ano a ano. Segundo a estimativa populacional divulgada pelo IBGE, a população de Pouso Alegre chegou a 154.293 em 2021. O número representa um crescimento de 1,14% na comparação com o número de habitantes de 2020, acima da média nacional e das demais cidades do Sul de Minas.

Geração de empregos

No ano, Pouso Alegre tem a segunda melhor média do Sul de Minas, com total de 2.603 nos oito meses de dados divulgados pelo Caged. As vagas estão, principalmente, no setor de indústria e de serviços.

Segundo a Associação do Comércio e Indústria (Acipa) as projeções são de que o último trimestre de 2021 terá números ainda melhores, com a retomada da economia, após a queda dos indicadores da pandemia.

Veja entrevista feita com Filipe Vargas, diretor da Acipa, sobre os últimos dados divulgados pelo Caged, relativos a agosto.

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A campanha Outubro Rosa visa alertar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Mulheres que já têm histórico na família precisam ascender um alerta, pois estão mais propensas a desenvolver a doença. Porém, o surgimento de um tumor também pode estar relacionado ao estilo de vida da pessoa.

“Mulheres que tem história de câncer de mama na família, principalmente se forem parentes de primeiro grau (mãe, irmã, filha), tem o dobro de risco de uma pessoa que não tenha histórico. Então a gente tem que ter ainda mais atenção para essa mulher. Mas somente 5% a 10% dos tumores ocorrem por causas genéticas. A grande maioria é por fatores relacionados ao estilo de vida”, explica a médica radio-oncologista, Priscilla Furtado Souza Pasquinelli.

Por esse motivo, é necessário que as mulheres desenvolvam hábitos saudáveis para prevenir o câncer e também tenham ciência da importância do diagnóstico precoce da doença, por meio do autoexame e mamografia. Segundo a médica Priscilla Pasquinelli, o autocuidado pode reduzir em 30% o risco de desenvolver câncer de mama.

“Hábitos alimentares saudáveis, prática de atividade física, manter um peso adequado, reduzir o uso de bebidas alcoólicas: só com essas recomendações a gente já consegue diminuir o risco de ter um câncer em 30%. Temos ainda a prevenção secundária, que é o diagnóstico precoce. Ou seja, depois que já desenvolveu a doença, o ideal é que a gente descubra bem no comecinho. Porque quanto mais no começo, maior é a chance de cura e, muitas vezes, o tratamento pode ser menos agressivo. Daí a importância de realizar os exames”, afirma a radio-oncologista.

Autoexame e mamografia

O autoexame de mama é uma das técnicas de prevenção ao câncer de mama que pode auxiliar a identificar a doença nos estágios iniciais. Por meio do toque, a mulher pode perceber se há alguma alteração na mama em seu dia a dia. A mamografia também é fundamental, pois pode detectar a doença antes mesmo do desenvolvimento de algum sintoma. Ou seja, a mulher precisa se autoconhecer e realizar exames de rotina como forma de prevenção.

“O autoexame é muito importante para o autoconhecimento da mulher. Ninguém melhor que ela para perceber o surgimento de alguma alteração. Por exemplo, um caroço na mama, a saída de um líquido pelo pico do peito, um afundamento na mama ou do mamilo. Qualquer alteração desse tipo, ela vai ser a primeira a perceber. E a importância do exame de imagem, que no caso é a mamografia, que vai fazer o rastreio. Então a gente precisa que essa mulher tenha consciência que ela tem que se cuidar e fazer os exames na época correta”, destaca Priscilla Pasquinelli.

Leia também: Todos os sábados de outubro têm ação de prevenção ao câncer de mama no São João

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Com o intuito de estimular a educação ambiental e desenvolver hábitos saudáveis, estudantes de escolas municipais de Pouso Alegre têm participado de um projeto para desenvolver hortas dentro das instituições. As crianças participam de todo o processo: plantio, cultivo e colheita de hortaliças e legumes.

A reportagem do Terra do Mandu esteve no CEIM Benedita de Fátima Canadas, localizada no bairro Jatobá, para acompanhar a rotina da criançada. E eles realmente participam de todas as etapas do cultivo. Pegam as mudas, plantam, regam – tudo isso durante o período escolar.

“É necessário, porque se nós estamos trabalhando a preservação, o cultivo, desenvolvimento e germinação, então eles precisam participar, conhecer os cuidados não só com a horta, mas pessoal também para que não se machuquem”, afirma a professora Rita de Cássia Borges.

A diretora da creche, Telma Cobra, explica que cada dia da semana uma turma fica responsável pela horta. O projeto já faz parte do currículo escolar da instituição há seis anos. “Eles adoram mexer na terra, regar. Eles participam e gostam muito. Então a professora vem com as crianças para arrancar o matinho dos canteiros, regar”, conta a diretora do CEIM Benedita de Fátima Canadas.

Os estudantes, com o auxilio dos professores, já plantaram alface, tomate, beterraba, cenoura. Cada época do ano, é cultivado algum tipo de legume ou hortaliça. E esses alimentos são aproveitados na merenda escolar dos estudantes. Ou seja, eles comem o alimento que plantaram.

“Já fizemos a colheita e distribuímos para as famílias. Colhemos alface e rabanete. Então foi colhido, saboreado pelas crianças, distribuído às famílias e servido na refeição da creche também”, destaca a professora Rita Borges.

Os crianças também podem pegar mudas para plantar em casa e terem suas próprias hortas. Assim, a criançada tem ainda mais contato com a natureza, e apreende a plantar, cuidar e colher os alimentos.

O projeto é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação, em parceria com o Instituto Melhores Dias, e tem patrocínio da General Mills.