Categoria: Cultura

Desde que encerrou a carreira de goleiro de futebol, em 2018, Mario Lúcio Duarte Costa, ou apenas Aranha, se dedica, exclusivamente, ao trabalho que já desenvolvia nos tempos de atleta: o combate ao racismo contra os negros. Entre palestras e lives, Aranha acaba de lançar seu primeiro livro sobre assunto.

O tema escolhido para a publicação é uma nova perspectiva da história dos negros no Brasil. O título do livro é ‘Brasil Tumbeiro’ (editora Mostarda), que se contrapõe ao termo usado na época em que os negros eram trazidos em navios da África para a América, principalmente, para o Brasil.

“A gente se acostumou a ouvir navio negreiro. E isso me incomoda porque passa a impressão que aquele navio era para transportar negros. E não. Era para transportar mercadorias. E tumbeiro era mais apropriado. Naquela época, algumas pessoas já usavam esse termo porque, do contingente que vinha da África, metade ou mais da metade acabava morrendo. Era um volume muito grande de pessoas que morriam. Então, se remetia mais a uma tumba”, conta Aranha.

VEJA A ENTREVISTA DE ARANHA AO MANDU NEWS:

Conteúdo do livro

No livro, Aranha faz uma relação entre o passado da escravidão com o Brasil atual, onde se ‘tem morrido muito negros’. Ao mesmo tempo que fala de heróis e heroínas negros da história do país; da importância de existir exemplos em todas as áreas profissionais para estimular as novas gerações.

“A princípio, seria um livro somente escolar. Eu tinha a ideia de trazer para o aluno e para o jovem, a participação negra na história do Brasil para que, nas aulas, quando o assunto foi sobre a escravidão, não fosse uma aula vergonhosa para quem está ali ensinando, e que não fosse uma coisa humilhante, desagradável para quem estava aprendendo”, explica o autor.

“A gente sempre estudou e aprendeu a história do Brasil, principalmente a parte da escravidão, como se os negros só fizessem parte de uma modalidade. Como se eles fossem escravos e, num belo dia, a princesa Isabel acordou e decidiu acabar com tudo e libertar todos os negros. E não foi bem essa a história. Então, eu procurei contar de uma maneira mais justa essa história da escravidão, como ela começa, como ela chegou no Brasil. Como ela se desenvolveu e terminou”, narra.

A importância das referências

Aranha lembra que o Brasil tem grandes personagens negros na sua história, que poderiam servir de exemplos, espelho, e mostrar para os jovens que não é só na arte, só no futebol que existe oportunidade.

“Se no pior período para ser negro, no período da escravidão, tivemos engenheiros, médicos, advogados, escritores… porque hoje, que as coisas estão mais fáceis, a gente não tem esses grandes exemplos, não tem uma grande maioria nessas áreas? Se você não tem exemplos, referências, como é que você vai se estimular em ser alguma coisa que nem passou pela sua mente, que você julgava uma coisa impossível?”, questiona.

O próprio Aranha, que nasceu e cresceu no bairro São João, periferia de Pouso Alegre, no Sul de Minas, não teve referências para seguir uma carreira que não fosse no futebol, como muitos jovens que saem das periferias para buscar vencer no esporte ou na arte.

“Eu nunca pensei em ser um advogado, um médico, um engenheiro. Nunca tive estímulo para estudar. E nem a minha família me cobrava isso. Porque ninguém, próximo da nossa realidade, chegou a ser. Porque nós seríamos? Então, o exemplo vem daí”, destaca.

Racismo no futebol: Episódio de 2014

Aranha encerrou a carreira em 2018 no Avaí, time de Santa Catarina. Passou por Ponte Preta, Joinville, Palmeiras, Santos e Atlético-MG. Quando estava no Santos, ele viveu um dos mais marcantes episódios de racismo no futebol brasileiro.

Em 2014, numa partida contra o Grêmio pela Copa do Brasil, parte da torcida do time gaúcho começou a emitir sons de macaco quando Aranha pegava na bola. As câmeras da televisão flagraram as ofensas racistas e o clube de Porto Alegre foi punido com a exclusão da competição.

Aranha já trabalhava para combater o racismo contra os negros. Após o episódio de 2014, ele passou a ter ainda mais voz sobre o assunto. “A grande mídia, principalmente, começou a me dar atenção e espaço para falar de outras coisas que não fosse sobre futebol, sobre o esporte, sobre a minha carreira. E, quanto mais eu falava, mais gente interessada em ouvir aparecia”.

Prêmio Direitos Humanos

A luta contra o racismo e pela igualdade deu a Aranha o reconhecimento do Governo Federal, em homenagem entregue pela então presidente Dilma Rousseff. O ex-goleiro, campeão da Libertadores, considera o troféu do ministério dos Direitos Humanos como um dos maiores títulos da vida e da carreira.

Mário Aranha reforça que não existe outra maneira de resolver um problema que não seja falando e debatendo sobre ele. O autor de Brasil Tumbeiro ainda cita que não tem como combater, firmemente o racismo no Brasil sem magoar alguém.

“Direta ou indiretamente, quem não é negro acabou levando uma vantagem. Enquanto os negros eram proibidos de estudar, outras pessoas, filhos de fazendeiros, ganhavam bolsas em universidades. Então assim, teve todo esse lance em que muitas coisas refletem hoje. Um tema muito complicado que os próprios negros não gostam de tocar, de debater porque acaba magoando alguém. Mas hoje é necessário. Como disse, não tem como resolver um problema, sem discutir, sem falar sobre ele”, finaliza o ex-goleiro.

Categoria: Cultura

Músico Rafael Toledo morre aos 50 anos de complicações da Covid-19. Foto: reprodução

O músico Rafael Toledo faleceu, nesta sexta-feira (02), em Pouso Alegre de complicações da Covid-19. O músico, que era violonista, compositor e produtor, estava internado no Hospital das Clínicas Samuel Libânio. Amigos e colegas da arte lamentaram a morte de Rafael Toledo.

A superintendente de Cultura de Pouso Alegre, Regina Franco, lamenta a morte do músico. Rafael Toledo foi professor no Conservatório Estadual de Música e na rede municipal. Regina destaca que ele era um entusiasta e um músico muito talentoso. “Era uma pessoa muito querida; um músico muito talentoso e que respeitava as pessoas. Estava sempre procurando contribuir com o cenário da música em Pouso Alegre”, diz a superintendente de Cultura.

O cantor e compositor Elder Costa usou as redes sociais para lamentar a morte de Rafael Toledo. “Partiu meu grande amigo Rafael Toledo. Muito grato por tudo meu irmão! Você foi um ser humano maravilhoso! Um amigo muito especial. Um músico talentosíssimo! Quando encontrávamos pra tocar, não precisávamos de ensaios, saíamos tocando e tudo soava lindo! Eu amava tocar com você meu brother. Tão prestativo! Tão amoroso! Você chegava e resolvia tudo! Era um pai, marido, filho e avô exemplar. Você foi um lindão e eu vou sentir muitas saudades de você seu danado. Que que Deus te receba com todo amor do mundo. Juntos no coração pra sempre meu querido e amado amigo”, escreveu.

Rafael com coral de crianças no Centro Cultural de Pouso Alegre. Foto: Regina Franco

O colega músico Aldo Custo também escreveu: “Vai com Deus meu irmão e amigo de sonhos e sons! Meus sentimentos a seus pais, irmãos ,filhos ,sua esposa e sua netinha querida, que tanto o amou aqui , e continuará amando do outro lado VIDA!!! A dor e a perda são imensuráveis pra mim, pra música e pra todos os que amam vc Rafa!!!!”

Outras tantas pessoas que admiravam o trabalho e a pessoa de Rafael Toledo lamentaram nas redes sociais. Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório.

Categoria: Cultura

O Festival Cultural de Pouso Alegre acontece nos dois próximos finais de semana. Durante os dias 26 e 27 de junho e 3 e 4 de julho, o público poderá acompanhar apresentações de música, dança e contações de história. Toda a programação será transmitida na internet, sem público presencial.

Essa é uma iniciativa de espaços culturais que foram beneficiados pela Lei Aldir Blanc, auxílio criado para trabalhadores da cultura e manutenção dos espaços culturais durante o período de pandemia da Covid-19. O festival tem realização de Fran Morais Produções, RB Produções, TopShows, Estúdio Flamenco Júnia de Deus, Corpus Escola de Dança, Grand Pas Ballet, Livraria Intelecto e Visual Audio.

Toda a programação será transmitida gratuitamente nos canais e redes sociais dos espaços culturais participantes a partir das 17h. Confira os canais para acompanhar as apresentações:

Lei Aldir Blanc em Pouso Alegre

De acordo com a prefeitura de Pouso Alegre, em 2020, a iniciativa distribuiu premiações de até 8,5 mil reais a 34 propostas artísticas – que beneficiaram 100 trabalhadores da cultura – e também subsídios de até R$ 20 mil a 23 espaços artísticos e culturais. A Lei Aldir Blanc busca apoiar profissionais da área que sofreram com impacto das medidas de distanciamento social por causa do coronavírus.

Categoria: Cultura

Nesta sexta-feira (25) a cantora e compositora pouso-alegrense, Paula Oliver, recebe Xande de Pilares em uma live para o lançamento do videoclipe da música Reza Forte, composição de Dudu Nobre e o próprio Xande de Pilares. A live será às 23h30, no Instagram da cantora.

A música Reza Forte faz parte do primeiro EP lançado por Paula Oliver, no final do ano passado. O primeiro trabalho da carreira fala do empoderamento feminino, da violência contra a mulher. O ‘disco’ recebeu elogios em diversos artigos da mídia especializada no Brasil, classificando Paulo Oliver como uma bela sambista.

“Eu tive essa ideia de fazer essa live, convidei o Xande para participar porque ele é um dos compositores, junto com o Dudu Nobre, da canção Reza Forte. Achei conveniente fazer a live e o lançamento no mesmo dia, justamente, para convidar a galera que vai participar da live, no meu canal no Instagram, às 21h. E às 22h, tem o lançamento do clipe oficial da música Reza Forte no meu canal no YouTube”.

A música Reza Forte fala do empoderamento feminino, da mulher no comando. A letra fala disso, do homem chegando cheio de caô, cheio de mão, querendo ser o bam-bam-bam; e a mulher pera lá, vamos com calma; quem dita as regras é ela.

Paula despertou para a música ao quebrar o pé, cantando na igreja

Paula Oliver tem 45 anos, é advogada de carreira, concursada na Justiça do Trabalho, e mãe de quatro filhas. A música entrou de vez na vida da advogada em 2016, quando quebrou o pé, cantando na missa do ‘Senhor Bom Jesus’, na Catedral de Pouso Alegre.

“A música sempre esteve em mim. Eu é que não estava na música. Em 2016, quando eu quebrei o meu pé, fui obrigada a ficar 90 dias afastada e foi quando eu comecei a repensar a minha vida, e percebi que o que me fazia, realmente, feliz, a minha missão de alma, era levar recados positivos para as pessoas, e por meio da música. Sempre gostei muito de cantar”.

Foi então que Paula passou a se considerar cantora. “Que antes não me considerava, não tomava posse disso. E aí, as coisas foram surgindo”. Paula Oliver participou de festivais de música brasileira e esteve no programa de música ‘Canta Comigo’, na RecordTV.

Paula Oliver é advogada e decidiu também trabalhar com música a partir de 2016, depois de quebrar o pé na Catedral, quando cantava no coral. Foto: Divulgação

Com a chegada da pandemia, e mais uma vez tendo que ficar em casa, assim como no tempo do pé quebrado, nesse período de introspecção Paula se descobriu compositora. “E eu já tinha contato com alguns compositores no Rio de Janeiro e as coisas foram surgindo. Vi que tinha essa possibilidade de gravar a distância. Gosto muito de desafios e o meu EP foi gravado um pouco em Minas, São Paulo e no Rio de Janeiro; numa união de muitas mãos e corações”.

Nesse processo de produção, gravação, Paula recebeu de um dos compositores o telefone de Dudu Nobre e resolveu ligar. “E com minha cara de pau, porque o não eu já tinha, mandei meu trabalho para ele. Ele gostou muito e depois me ofereceu a música Reza Forte para que eu gravasse”, lembra a sambista.

Paula continua como advogada na Justiça do Trabalho e vai conciliando com a carreira de cantora. Por causa da pandemia, ela inda não pôde fazer o show de lançamento de seu primeiro trabalho. Mas o repertório já está pronto, com arranjos preparados para quando esse momento chegar. “Tem que vir vacina logo para a gente poder trabalhar e poder divulgar mais o trabalho”.

Categoria: Cultura

O Asilo Betânia da Providência realizada, nesta sexta-feira (25), o ‘Arraiá do Betânia’, com a noite das canjicas. Por causa da pandemia, o evento será no sistema drive-thru. Quem quiser adquirir o combo de canjica doce e salgada passa de carro ou a pé e pega seu kit, que custa R$ 30 para um litro de canjiquinha salgada, mais 500 ml de canjica doce e um pacote surpresa.

O atendimento do drive-thru começa Às 17h e vai até às 20h. Os interessados podem adquirir os ingressos do vale canjicas antecipadamente, à venda no próprio asilo, que fica na Rua Olegário Maciel, ou na loja Mattos Calçados, da Av. Dr Lisboa. Todo o dinheiro arrecado com o Arraiá do Betânia será utilizado para a troca do piso da instituição.

VEJA MAIS DETALHES NO VÍDEO:

Categoria: Cultura

Estamos em Inconfidentes, a Capital Nacional do Crochê. Peças produzidas aqui decoram ambientes de todas as partes do Brasil. São tapetes, passadeiras, caminhos de mesa, jogo para banheiros e tantas outras peças.

Com as pessoas ficando cada vez mais em casa, devido à pandemia da Covid-19, os lojistas estão vendendo mais. “As pessoas passaram a valorizar, ainda mais, os trabalhos manuais, as peças artesanais. Tanto para quem compra a peça pronta, como para quem faz o crochê, que a gente passou a vender mais barbante”, conta Vitória Veronez, gerente de uma das principais lojas da cidade, que também comercializa a matéria prima para quem quer produzir crochê.

A pandemia também acelerou o processo das vendas pela internet. Segundo Vitória Veronez, atualmente, 90% do faturamento da loja vêm do comércio online. “Cresceu muito. Antes, a gente fazia poucos pedidos pela internet. O pessoal preferia vir na lojoa, ver pessoalmente. Hoje, a gente faz chamada de vídeo, mostra tudo, como se a pessoa estivesse aqui na loja mesmo”.

Mas tem gente que prefere vir pessoalmente, conhecer cada detalhe. A Maria Alciete saiu de Cruzeiro do Sul, no Acre, a mais de 4 mil km, para conhecer o crochê de Inconfidentes. E ficou encantada. A intenção dela é comprar para revender no norte do Brasil. “O preço que achei muito bom e as peças muito lindas. É tudo maravilhoso. Estou impressionada”, diz.

Tradição que atravessa gerações

Segundo dados da prefeitura, em torno de 60% das residências de Inconfidentes têm alguma pessoa que faz crochê. Na casa do Alex Bueno, o pai e a mãe são ‘crocheteiros’. Ele aprendeu dar os primeiros pontos aos 10 anos.

“Eu aprendi com minha mãe. Quando eu era criança, ela me ensinou fazer alguns pontinhos, aí eu a ajudava porque ela já crochetava para a Maria Veronez. Fui ajudando, aprendendo e aprimorando”, conta Alex que tem o pai e a mãe crocheteiros. Ele mesmo trabalha como vendedor em uma loja de barbantes e linhas.

Habilidade em fazer crochê é patrimônio cultural da cidade. Foto: Terra do Mandu

A dona Maria Veronez também começou a fazer crochê ainda criança, devido a necessidade de ganhar dinheiro para ajudar na renda da família. “Para poder comprar roupa; as coisas para casa. Nós viemos da roça para cá. Aí fui aprendendo, vendendo mão-de-obra para os outros”

Dona Maria trabalhou seis anos como professora, mas continuava a confeccionar as peças de crochê para as revendedoras. Até que perdeu a vaga de professora e decidiu abrir uma empresa e vender sua própria produção.

Hoje, Maria Veronez é a dona dessa loja e mãe Vitória, nossa primeira entrevistada. Se antes ela produzia as peças para os outros, agora compra a produção de cerca de 500 crocheteiras.

Maria Veronez começou fazer crochê aos 11 anos para ajudar nas despesas da casa. Foto: Terra do Mandu

Patrimônio Cultural de Minas

E esse jeitinho habilidoso de fazer o Crochê de Inconfidentes é reconhecido como Patrimônio Cultural do Estado de Minas Gerais.

Para não deixar dúvidas da sua importância e beleza, a arte crochê reveste os troncos das árvores no Centro da cidade.

O Crochê chegou em Inconfidentes com os imigrantes. Enquanto os homens trabalhavam na lavoura, as mulheres faziam crochê em casa. Com o passar do tempo, o crochê passou a ser uma nova fonte de renda para as famílias e acabou se tornando negócio.

Hoje, Inconfidentes tem a indústria e o comércio fortalecido pelas empresas deste ramo, com a fabricação de linhas e a venda por atacado e varejo das peças feitas à mão por muitas crocheteiras, que usam tanto a linha de seda, quando a de barbante.

Há as grandes empresas que trabalham com vendas no atacado. Tem ainda as famílias que trabalham em casa ou em suas próprias lojas produzidos peças em tear, bordados e o artesanato em crochê.

 

Categoria: Cultura

A partir desta sexta-feira (11), turistas que forem visitar Monte Verde, distrito de Camanducaia, poderão acompanhar uma programação cultural com atrações musicais, decorações temáticas e muita comida boa. Entre 11 de junho e 15 de agosto, a vila promoverá três eventos: Amor nas Montanhas, Inverno nas Montanhas e o Festival de Gastronomia.

“A gente entra agora na alta temporada de inverno. Então colocamos o nosso Festival de Inverno, onde vão acontecer as apresentações de música na avenida principal. E como ano passado a gente não conseguiu fazer o Festival Gastronômico nem o Amor nas Montanhas, a gente resolveu colocar esses três eventos juntos, porque o amor e a gastronomia combinam com o frio”, explica a presidente da Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região (MOVE), Rebecca Wagner.

A programação conta com apresentações de cortejo; espetáculos no Pátio da Galeria Suíça; gaita de fole; pratos que remetem ao Dia dos Namorados; decorações temáticas, entre outras ações. Porém, Rebecca explica que todas as atrações serão de passagem e em ambiente aberto: “A gaita de fole vai entrar na avenida Monte Verde e vai tocando até chegar a Praça do Carvalho, que é o ponto final da apresentação. Então todo mundo que estiver almoçando, passeando ou nas suas casas, eles vão ouvir esse show”.

A expectativa é receber cerca de 500 mil turistas e movimentar R$ 250 milhões na economia durante esses 64 dias de atrações. Os eventos são organizados pela MOVE, em parceria com a Prefeitura Municipal, com recursos da Lei de Incentivo ao Turismo.

Turismo consciente

Segundo a presidente da MOVE, Monte Verde foi exemplo na retomada do turismo no Brasil. O distrito adota uma série de medidas para evitar a disseminação da Covid-19. O controle começa logo na entrada. Os visitantes encontram uma barreira sanitária, que funciona 24 horas por dia, e têm a temperatura aferida. A fiscalização também faz a checagem da reserva de hospedagem. Porém, é permitido o turismo de um dia.

Além disso, a prefeitura de Camanducaia transformou a avenida principal do distrito em mão única: “Então estendeu as calçadas e restringiu a passagem de carros para que a gente consiga ter dos dois lados da avenida Monte Verde um espaço bem maior para não ter aglomeração de trânsito de pessoas”, explica Rebecca Wagner.

Prefeitura transformou avenida principal do distrito em mão única. Foto: monteverde.org

Os hotéis e pousadas de Monte Verde estão operando com o limite de ocupação em 60%, sendo obrigatório o cadastro das reservas no sistema. Já restaurantes, bares e lanchonetes devem limitar quatro pessoas por mesa e proibir a junção de mesas. Também fica vedado o consumo em pé nos estabelecimentos.

Retomada da economia

A série de eventos que acontece a partir desta sexta-feira (11) faz parte das ações elaboradas pela MOVE para estimular a economia local e minimizar os prejuízos ocorridos durante o fechamento do comércio e turismo. Isso porque Monte Verde teve um prejuízo de cerca de R$ 15 milhões durante os 30 dias em que ficou fechado em razão da onda roxa. Porém, a presidente da MOVE afirma que será necessário alguns anos para recuperar a economia.

“Recuperar o prejuízo que a gente teve, eu acho que isso vai demorar alguns anos. Porque como a gente também tem a capacidade reduzida de hotelaria, de mesas, o turismo de Monte Verde vai demorar um bom tempo pra tomar o fôlego que a gente tinha. Por isso que a gente está promovendo esses eventos com muita cautela e segurança, mas pra gente não perder a essência de Monte Verde – que é aquele lugar que as pessoas gostam de viajar com suas famílias, com seus casais, e seus filhos. A gente não pode deixar Monte Verde ser esquecido por essas coisas tão gostosas que a gente tem aqui”, destaca Rebecca Wagner.

VEJA A ENTREVISTA:

Categoria: Cultura

Padre Mário Borghi, fundador do Mosteiro Popular Nossa Senhora de Guadalupe, acaba de lançar seu terceiro livro.  A publicação é uma reflexão para o momento em que vivemos; um aconselhamento para vivermos o Pluralismo. O título da obra ‘Viver ao Plural’.

“A mensagem é para vencer aquele clima de intolerância; de competição, portanto, de angústia e inimizade. Desde um ano para cá, logo depois do começo da pandemia, aumento muito”, explica Pe Mário.

O sacerdote fala que não é apenas um problema político e ideológico, ou até religiosos intransigentes ou progressistas. “É um problema da humanidade”.

Padre Mário fala que é uma angústia porque as pessoas são ‘engessadas. A pessoa e a panelinha, o grupo social, parecem como castelos onde se escondem e se defendem em grupos. E esta tensão aumentou em 2020 e 2021’, na avaliação do padre.

“Então, proposta desse livro é dizer: calma aí! Pegue as coisas com um pouco de bom censo. E, sobretudo, veja as coisas com sabedoria; um pouco de longe, quase. Sem o envolvimento emocional angustiante. Sem procurar vencer os seus inimigos. Vamos ver o que tem de bom na família, no grupo social, na sua religião, nos teus correligionários de política. Isto é, na humanidade. O que é que tem de bom?”, aponta padre Mário Borghi.

Esse pensamento de ver o que tem de bom vale também para os inimigos ideológicos e religiosos. “É olhar tudo, examinar tudo e ficar com aquilo que faz bem a todo mundo”.

Na entrevista dada ao Terra do Mandu padre Mário Borghi fala mais sobre esse pluralismo amplo, em todas as coisas. Na segunda parte do livro, o padre apresenta três documentos atuais da Igreja Católica, incluindo o tema da Campanha da Fraternidade desde ano, que é ecumênica, para todas as religiões.

Onde comprar o livro

O livro está a venda por R$ 30 reais e pode ser adquirido no mosteiro, na loja Bela Maria, no Foch e na loja papel e cia, na Rua Comendador José Garcia.

Padre Mário, através de ajuda de empresas e pessoas da comunidade, distribui mais de 500 cestas básicas para famílias carentes todo mês. Ele atua com outros projetos sociais como a Fazenda Esperança, a APAC para recuperação de condenados.

Categoria: Cultura

Chegou o Dia! Neste sábado (08), a partir das 17h, tem Live Solidária para você assistir aqui no YouTube e Facebook do Terra do Mandu. Nesta véspera do Dia das Mães vamos ouvir música boa e ajudar famílias que tiveram a situação agravada pela pandemia e precisam de doações de cestas básicas.

A Live Zero Fome terá a participação dos grupos PDM, trazendo seu samba contagiante; Mus&kah, com duas doses folk e blues, além de uma pitadinha de MPB; e o Trio Scuba, com o melhor do rock.

Durante a transmissão, você pode ajudar com as doações em dinheiro que serão convertidas em cestas básicas e destinadas a instituições filantrópicas de Pouso Alegre. Será disponibilizado um QRCode com o pix receber a sua doação.

Dois artistas plásticos de Pouso Alegre também doaram obras para serem vendidas na Live Solidária, com o valor sendo transformado em alimentos para as famílias carentes. Os artistas são Prado Neto e Rogério Barbosa, ambos têm um trabalho reconhecido até fora do Brasil, com exposições em vários cantos.

As instituições beneficiadas

As instituições que serão beneficiadas pela Live Solidária Zero Fome são o Mosteiro Popular Nossa Senhora de Guadalupe e o Instituto Filippo Smaldone que, juntos, atendem mais de 700 famílias carentes de Pouso Alegre.

No início da pandemia da Covid-19 eram 150 famílias cadastradas no Mosteiro Popular para receber uma cesta por mês. Agora são 496 já cadastradas. O Mosteiro Popular fica no bairro São Geraldo, onde há a maior concentração de famílias em vulnerabilidade social em Pouso Alegre.

O Instituto Filippo Smaldone atende cerca de 200 crianças com algum tipo de deficiência. O foco da instituição filantrópica é o atendimento a crianças com deficiência auditiva. Porém, meninos e meninas com outras deficiências também recebem os cuidados de saúde e pedagógico no local. O com o agravamento da crise gerada pela pandemia, o Filippo Smaldone teve que ampliar a oferta de ajuda às famílias das crianças atendidas na instituição.

Anota aí, fique ligado e participe interagindo, compartilhado e fazendo as doações, dentro das suas possibilidades. Também teremos sorteios de prêmios durante toda a Live.

 

Categoria: Cultura

Loja tem peças de 18 artesãos de Pouso Alegre e Região. Foto: Terra do Mandu

A Nós de Minas é uma loja colaborativa de artesanato, com o melhor feito à mão de Pouso Alegre e região. No espaço, é possível encontrar artigos para o dia a dia, para a decoração de sua casa e opções para presentear no Dia das Mães, Dias dos Namorados ou qualquer época do ano. Há produtos que custam de R$ 10 a R$ 200.

A artesã idealizadora do espaço, Suzana Pereira, explica que a loja reúne diversos tipos de trabalhos. Tem peças em cerâmica, totalmente pintado à mão; três versões de crochê, o de decoração, itens para casa e objetos no crochê amigurumi 3d; tem cartonagem, que é um material feito a partir do papelão; tem peças em macramê, arte milenar de tecer usando apenas as mãos. Tem ainda costura criativa e patchwork. Há peças em pinturas e bordados e o livro da escritora de Pouso Alegre Maria Mello Mineralidades

Na Nós de Minas você também encontra sabonete vegano, feito com óleos essenciais e argila, em um processo todo feito à mão desde o plantio das ervas. Mesa posta, com opções de envio de cestas de aniversário ou de café da manhã.

Há ainda um cantinho para saborear um delicioso café, com pó artesanal gourmet. Ou degustar uma cachaça artesanal, com selo de qualidade, produzida em Barbacena.

São 18 artesãos colaboradores

Cada tipo de trabalho é desenvolvido por um artista diferente. São 18 pessoas criando e disponibilizando sua arte para ser valorizada.

A florista Adriana Reis montou seu espaço dentro da loja colaborativa. Ela tem um ateliê botânico com diversas plantas. Adriana também faz arranjos com flores secas. “Hoje, mais do que nunca, no tempo que estamos vivendo, a flor é uma forma de abraçar. Quando você oferece um arranjo floral, quando você oferece um vaso, é o abraço que hoje você está impedido de dar. É uma forma de demonstrar carinho, gratidão, amizade”, afirma a florista.

Para Adriana, fazer parte da loja colaborativa é muito importante. “A visibilidade aumentou muito depois que vim para a Nós de Minas. Eu tenho ainda o ateliê em casa, mas aqui é uma vitrine. Meu trabalho está exposto a um custo baixo. Então, vale muito a pena”, conta.

Você também pode fazer parte da Nós de Minas

A loja colaborativa Nós de Minas é a união de várias pessoas e surgiu como o objetivo de valorizar o artesão local e sua produção, quem não tinham um espaço para expor os produtos para venda.

Artesãos que queiram expor seus produtos para a venda podem fazer parte da loja colaborativa, explica Suzana. “Nós sabemos que é que difícil o artesão ter um espaço só dele. São vários custos. Uma loja linda e aconchegante, no coração de Pouso Alegre”.

A nossa intenção é valorizar a arte e o artista local. Essa valorização é importante porque o artesão põe todo amor na sua peça. São peças únicas, feitas à mão. O artesanato não tem preço. O artesanato tem valor. Começa daí, de a gente visitar e adquirir esses produtos para ajudar na fomentação local, na divulgação mesmo dos artistas”.

Visite, conheça compre e valorize o artesão:

A Loja Nós de Minas fica na Rua Santo Antônio, número 108, no Centro. E funciona de segunda à sexta, das 09h às 18h e aos sábados das 09h às 14h. Contato no Instagram e pelo telefone: (35) 9. 9900-7369

No local, as pessoas vão encontrar peças que custam entre R$ 10 e R$ 200.

Loja Nós de Minas reúne peças de vários artesão. Foto: Terra do Mandu