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Exposição fotográfica valoriza histórias e identidade de pessoas negras em Pouso Alegre

Idealizado por Débora Tosta, Produtora Cultural e Estudante de Direito, o projeto está em cartaz no Centro Cultural até 26 de junho. Confira entrevista!

Iago Almeida / 19 junho 2026

O Centro Cultural Cleonice Bonillo Fernandes, no Centro de Pouso Alegre/MG, recebe até o dia 26 de junho a exposição “Retratos da Negritude”, um projeto que reúne fotografias, objetos pessoais e histórias de vida de seis pessoas negras do município. A visitação é gratuita e acontece de segunda a sexta-feira.

Mais do que uma mostra fotográfica, a exposição convida o público a refletir sobre identidade, memória, representatividade e a importância de dar visibilidade às trajetórias da população negra na cidade.

Idealizador da direção artística do projeto e também um dos homenageados, Pedro Razul explica que a proposta foi retratar pessoas comuns que contribuem para a sociedade em diferentes áreas. Além dos retratos, a exposição apresenta objetos simbólicos escolhidos pelos participantes para representar suas histórias, como livros, instrumentos musicais, brinquedos, obras de arte e até uma carteira de trabalho.

No caso de Pedro, o objeto selecionado foi o livro Como Ser um Educador Antirracista, da autora Bárbara Carine. Professor de música, ele conta que a obra teve papel importante em sua formação e reforça a necessidade de discutir o combate ao racismo durante todo o ano, e não apenas em datas específicas.

“Precisamos construir uma educação que valorize as histórias, os ensinamentos e as raízes dos povos africanos e afro-brasileiros de forma permanente”, destaca.

A exposição reúne ainda as histórias da jornalista e servidora da Escola do Legislativo, Emanuela Barreto; do advogado e professor, Amaury Ludovico; do professor e pesquisador, Luiz Fernando Herculano; da percussionista e musicoterapeuta, Débora Fonseca; e da produtora cultural e estudante de Direito, Débora Tosta, responsável pela idealização do projeto.

Segundo os organizadores, a iniciativa foi viabilizada por meio de um edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e contou com registros fotográficos e entrevistas produzidos especialmente para o projeto. As imagens foram feitas pelo fotógrafo Guilherme Nadalini e também deram origem a conteúdos audiovisuais que estarão disponíveis no canal oficial da iniciativa no YouTube.

Para Pedro Razul, a mostra tem um significado que vai além da arte. Em uma cidade onde monumentos e espaços públicos ainda homenageiam majoritariamente figuras tradicionais, a exposição busca reconhecer e valorizar pessoas negras que ajudam a construir a história local.

“É uma forma simbólica de mostrar que nossas histórias também merecem ser contadas e preservadas. Não é preciso ser uma personalidade famosa para ter uma trajetória importante e inspiradora”, afirma.

A exposição “Retratos da Negritude” segue aberta ao público até o dia 26 de junho no Centro Cultural Cleonice Bonillo Fernandes, oferecendo aos visitantes uma oportunidade de conhecer histórias de vida marcadas pela resistência, pela cultura e pela valorização das próprias origens.

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