Após ter o medicamento liberado por parte do plano de saúde Hapvida/Notredame, a vigilante patrimonial Elizangela Oliveira Lima, de 31 anos, deverá ser transferida para continuar o tratamento em São José do Rio Preto, em São Paulo. A pouso-alegrense lutava na Justiça pela liberação do medicamento de alto custo, que vai ajudar em sua luta contra o câncer de mama.
Em vídeo gravado nesta quinta-feira (21/5), junto ao marido Diego, Elizangela disse que vai terminar a radioterapia que está realizando em Barretos, onde segue internada no Hospital do Câncer, antes de ser transferida para continuar o tratamento na unidade de saúde do Hapvida/Notredame. em Rio Preto.
“Eu quero agradecer primeiramente à Deus, depois a minha família, aos meus amigos, a população de Pouso Alegre. Todos se comoveram para esse caso. Se chegou onde chegou, foi graças a cada compartilhamento de vocês. Quero agradecer de coração. Estou aqui em Barretos ainda, porque eu preciso finalizar um procedimento de radioterapia que eu estou fazendo no pulmão. E logo que esse tratamento for encerrado, nós vamos ser transferidos”, disse ela no vídeo enviado ao Terra do Mandu.
Foto enviada pelo casal ao Terra do Mandu, nesta quinta-feira, 21 de maio
O esposo de Elizangela, Diego Gomes Silva, confirmou que o plano de saúde entrou em contato com ele na noite desta quarta-feira (20/5), após toda repercussão do caso na mídia e redes sociais. Diego cita que a mulher segue tratando uma doença secundária, que apareceu após a demora na liberação do medicamento.
“No dia de ontem, quarta-feira, a operadora do nosso convênio entrou em contato comigo, informando que liberou algumas ampolas para o tratamento da minha esposa, dando acesso ao medicamento. A gente segue aqui internado no Hospital de Amor, tratando de uma doença secundária, que é efeito da demora ao acesso ao medicamento. A gente encerrando esse tratamento, que é primordial para a saúde dela, seremos transferidos para um hospital da Hapvida em Rio Preto, e nessa estrutura a gente vai dar continuidade ao tratamento dela com a quimioterapia”, explica Diego.
Natural de Pouso Alegre, Sul de Minas, Elizângela descobriu o câncer de mama triplo negativo, que é raro, durante a gestação do filho caçula em 2024, hoje com 11 meses de vida. O câncer de mama triplo negativo (CMTN) é um dos subtipos mais desafiadores e agressivos da oncologia.
No dia 30 de maio, Elizângela completará 32 anos. Ela tem quatro filhos. Ela tinha conquistado na Justiça o direito a receber, através do plano de saúde, o remédio Sacituzumab. Segundo a família, são necessários quase R$ 70 mil por mês para compra do medicamento para o tratamento da mulher.
Entretanto, a Hapvida se negou a fornecer o medicamento e não cumpriu ainda uma liminar da Justiça, que a obrigada a entregar o medicamento para a paciente com câncer. O Terra do Mandu procurou a empresa de convênio nesta quarta, que emitiu uma nota se justificando e informando que o medicamento estaria liberado.
“A operadora reafirma o compromisso com a qualidade da assistência e o cuidado integral em todas as etapas do atendimento aos beneficiários. Cada paciente é acompanhado de forma individualizada, com avaliações criteriosas do quadro clínico e liberação das medicações conforme as necessidades específicas, garantindo que os tratamentos oferecidos sejam sempre os mais adequados e eficazes. Esclarece, ainda, que o medicamento em questão foi liberado. A empresa está em contato com a beneficiária para prestar todo o suporte e acolhimento necessários durante todo o processo de atendimento”, diz a nota completa da Hapvida/Notredame.
Elizangela e Diego ao lado dos quatro filhos / Foto enviada ao Terra do Mandu
