A obra no ribeirão do bairro Fátima 3 teve o prazo final prorrogado de setembro para dezembro. Os trabalhos visam solucionar o problema de alagamentos e do desmoronamento da margem do ribeirão. A prefeitura incluiu calçadas, gradis e árvores ao projeto.
A obra foi iniciada pela prefeitura em março. Edilson Mota, secretário de Infraestrutura, Obras e Serviços Públicos explica que o ribeirão tem cerca de 750 metros de extensão. O projeto inicial é de construção de gabiões, em ambos os lados do ribeirão, em aproximadamente 1,5 km de extensão.
Obra no ribeirão do Fátima 3 tem prazo final prorrogado e mudanças. Imagem Terra do Mandu/Renan Bandana.
Os trabalhos são realizados no trecho entre as duas pontes da avenida. A escolha desse ponto se deve a ser o trecho onde o talude e árvores caíram em 2026.
Cada gabião é construído com estruturas de pedra e metal, para dar segurança à margem do córrego. Ele será implantando nas laterais, cabeceira e na saída do fluxo de águas fluviais no bairro.
Mota destaca que a obra amplia a calha fluvial e “o ribeirão pode correr em uma área de cerca de 5 metros de largura e 5 metros de profundidade”. O objetivo é “aumentar a velocidade da água, para não ter problema de enchente”.
Após as equipes finalizarem os gabiões, será feita a recomposição da avenida. Ela foi parcialmente demolida para realização da obra.
O prazo foi prorrogado para incluir as calçadas em ambos os lados, gradis de proteção de pedestres e o plantio de 252 árvores. “Essas alterações vieram depois, numa reunião com os moradores do bairro, foi pedido. Eles solicitaram e o prefeito resolveu acatar essa demanda para ter sempre um ambiente melhor para a população.”
João Luiz dos Santos mora há 18 anos no bairro Fátima III. O aposentado se lembra das inúmeras vezes que o ribeirão transbordou e de quando ele e vizinhos ficavam apreensivos com as erosões e assoreamento.
“Esse ribeirão, daqui a uns anos, ele ia ficar rasinho porque essas árvores iam cair tudo. Ia cair mesmo, estava caindo já.” Para o morador, a população esperou por anos essa obra.
Ele pede que além da construção, o poder público faça posteriormente a limpeza do ribeirão, para evitar assoreamento. “Porque se deixar o ribeirão ficar assoreando, daqui a pouco ele tá rasinho de novo.”
E as árvores?
Quem passa pelo local ainda vê algumas, das mais de 60 árvores no entorno do ribeirão. Muitas foram plantadas por moradores.
Todas estão sendo retiradas para a realização do projeto do gabião. Para João Luiz, “é uma pena que tiveram que derrubar as árvores tudo”.
A prefeitura faz a compensação ambiental. Serão plantadas 1.269 árvores. Dessas, 252 serão para o entorno desse trecho do ribeirão e o restante, no cinturão ambiental que margeia Pouso Alegre.
O secretário de obras acrescenta que a Avenida Celso Gama terá Jacarandá, Goiabeira, Maria Preta, somando cerca de 10 a 12 espécies de árvores. O intuito é oferecer segurança com a obra no ribeirão e um local que valorize o meio ambiente.

