Sobre o caixão do jogador de futebol amador morto com um golpe de canivete em Pouso Alegre foram colocadas a camisa e chuteira que ele usou no jogo do último sábado (21/3) e a bandeira do time CRB Bangu. Carlos Eduardo Silva Rodrigues, conhecido como Cadu foi assassinado aos 24 anos após o jogo. A viúva Natália Baldi pede justiça.
Natália cita que Cadu iria pagar os serviços de babá para a namorada do autor, quando teve o pescoço perfurado por esse homem. O jogador foi socorrido pela esposa e levado pelo atacante do time, Peterson Mendes, até a Policlínica do bairro São Geraldo, perto do Campo do Bangu. Ele morreu no local.
A Polícia Militar registrou que a vítima foi ferida durante a discussão com o autor. Durante rastreamento os militares encontraram a babá, de 16 anos. Ela contou que durante a discussão, Cadu teria dado socos e acertado ela e o namorado, que revidou e fugiu.
O autor, de 21 anos, ligou para a PM e falou que ia se entregar. Ele foi preso perto da estação de água no bairro e confessou o crime, alegando que agiu em legítima defesa.
A Polícia Civil (PCMG) ratificou a prisão em flagrante do suspeito por homicídio consumado. O inquérito vai apurar as circunstâncias do crime e a arma não foi encontrada. A adolescente disse à PCMG que a discussão foi motivada por uma cobrança financeira e que houve agressões mútuas entre os envolvidos antes do ataque armado.
A viúva e amigos de Cadu contestam essa versão. Eles conversaram com o Terra do Mandu e disseram que o autor agrediu a vítima, na frente de testemunhas, inclusive de crianças.
O criminoso foi levado para o Presídio de Pouso Alegre. A reportagem não conseguiu contato da defesa.
Viúva detalha detalhes que antecederam homicídio
Cadu trabalhava como motoboy, deixou esposa e era padrasto de dois meninos de 2 e 6 anos. Natália conta que tinha acabado de suspender os serviços da adolescente que levava e buscava os filhos dela na escola.
“Ela (babá) falou para o meu filho de 6 anos que ele era autista, tinha problema de cabeça. Tenho as mensagens dela afirmando”, esclarece Natália. Ela fala que a adolescente teria aceitado o fim do trabalho. “Na sexta-feira (20/3) meu PIX não estava abrindo, mandei print e ela concordou que pagasse no sábado.”
A versão da viúva é que ela e o marido combinaram de pagar a babá no sábado do jogo. Quando o jogo terminou, o casal queria que Cadu fosse para um local afastado do campo e o autor já teria feito ameaças. Após o jogo, a família estava em um comércio perto do campo.
Emocionada, ela explica que o marido foi abordado quando cuidava do enteado de 6 anos, que caiu e se machucou perto de um comércio na região do Campo do Bangu. O agressor teria sido estúpido com Natália e Cadu interviu e ele e o autor discutiram.
Cadu levou o golpe de canivete. A viúva e o filho de seis anos presenciaram o crime e Cadu perdendo sangue. A criança teria achado a capa do canivete do autor no local e Natália viu a adolescente com uma faca na mão.
Carlos Eduardo, amigo de infância e presidente do time, também presenciou o crime. Ele lembra que durante o jogo, ele e as crianças viram a babá e o namorado rondarem o local e acharam estranho.
Ela acrescenta que o filho de 6 anos testemunhou a morte do padrasto e que ela vai lutar por justiça pela morte do marido.
“Espero justiça dos dois. Por mais que ela tenha 16 anos, ela começou a incentivar tudo. Ele era um pai maravilhoso, um marido incrível e não pode sair injustiçado.” Ela se emociona ao falar que o filho viu o padrasto morrendo e gritava por ele.
Cadu deixa um espírito de liderança e inspiração para a família e amigos. Ele e o amigo Carlos reativaram o time do Bangu e o campo do bairro há quatro anos e mantinham essa união entre o grupo.
O amigo recorda que eles se reuniram após o jogo e Cadu estava feliz e ao mesmo tempo a sensação de uma despedida “Veio abraçando, brincando. Teve gente que parece que sentiu. Foi no campo, ficou com a gente, chegou abraçando os meninos, brincando, jogou bola, deu risadas com ‘nós’. Foi o último momento dele.”
Viúva de jogador assassinado chora ao lado de caixão coberto com bandeira, chuteiras e camisas do CRB Bangu. Imagens Terra do Mandu/cedida pela famíilia.
Sobre o caixão do jogador de futebol amador morto com um golpe de canivete em Pouso Alegre foram colocadas a camisa e chuteira que ele usou no jogo do último sábado (21/3) e a bandeira do time CRB Bangu. Carlos Eduardo Silva Rodrigues, conhecido como Cadu foi assassinado aos 24 anos após o jogo. A viúva Natália Baldi pede justiça.
Natália cita que Cadu iria pagar os serviços de babá para a namorada do autor, quando teve o pescoço perfurado por esse homem. O jogador foi socorrido pela esposa e levado pelo atacante do time, Peterson Mendes, até a Policlínica do bairro São Geraldo, perto do Campo do Bangu. Ele morreu no local.
A Polícia Militar registrou que a vítima foi ferida durante a discussão com o autor. Durante rastreamento os militares encontraram a babá, de 16 anos. Ela contou que durante a discussão, Cadu teria dado socos e acertado ela e o namorado, que revidou e fugiu.
O autor, de 21 anos, ligou para a PM e falou que ia se entregar. Ele foi preso perto da estação de água no bairro e confessou o crime, alegando que agiu em legítima defesa.
A Polícia Civil (PCMG) ratificou a prisão em flagrante do suspeito por homicídio consumado. O inquérito vai apurar as circunstâncias do crime e a arma não foi encontrada. A adolescente disse à PCMG que a discussão foi motivada por uma cobrança financeira e que houve agressões mútuas entre os envolvidos antes do ataque armado.
A viúva e amigos de Cadu contestam essa versão. Eles conversaram com o Terra do Mandu e disseram que o autor agrediu a vítima, na frente de testemunhas, inclusive de crianças.
O criminoso foi levado para o Presídio de Pouso Alegre. A reportagem não conseguiu contato da defesa.
Viúva detalha detalhes que antecederam homicídio
Cadu trabalhava como motoboy, deixou esposa e era padrasto de dois meninos de 2 e 6 anos. Natália conta que tinha acabado de suspender os serviços da adolescente que levava e buscava os filhos dela na escola.
“Ela (babá) falou para o meu filho de 6 anos que ele era autista, tinha problema de cabeça. Tenho as mensagens dela afirmando”, esclarece Natália. Ela fala que a adolescente teria aceitado o fim do trabalho. “Na sexta-feira (20/3) meu PIX não estava abrindo, mandei print e ela concordou que pagasse no sábado.”
A versão da viúva é que ela e o marido combinaram de pagar a babá no sábado do jogo. Quando o jogo terminou, o casal queria que Cadu fosse para um local afastado do campo e o autor já teria feito ameaças. Após o jogo, a família estava em um comércio perto do campo.
Emocionada, ela explica que o marido foi abordado quando cuidava do enteado de 6 anos, que caiu e se machucou perto de um comércio na região do Campo do Bangu. O agressor teria sido estúpido com Natália e Cadu interviu e ele e o autor discutiram.
Cadu levou o golpe de canivete. A viúva e o filho de seis anos presenciaram o crime e Cadu perdendo sangue. A criança teria achado a capa do canivete do autor no local e Natália viu a adolescente com uma faca na mão.
Carlos Eduardo, amigo de infância e presidente do time, também presenciou o crime. Ele lembra que durante o jogo, ele e as crianças viram a babá e o namorado rondarem o local e acharam estranho.
Ela acrescenta que o filho de 6 anos testemunhou a morte do padrasto e que ela vai lutar por justiça pela morte do marido.
“Espero justiça dos dois. Por mais que ela tenha 16 anos, ela começou a incentivar tudo. Ele era um pai maravilhoso, um marido incrível e não pode sair injustiçado.” Ela se emociona ao falar que o filho viu o padrasto morrendo e gritava por ele.
Cadu deixa um espírito de liderança e inspiração para a família e amigos. Ele e o amigo Carlos reativaram o time do Bangu e o campo do bairro há quatro anos e mantinham essa união entre o grupo.
O amigo recorda que eles se reuniram após o jogo e Cadu estava feliz e ao mesmo tempo a sensação de uma despedida “Veio abraçando, brincando. Teve gente que parece que sentiu. Foi no campo, ficou com a gente, chegou abraçando os meninos, brincando, jogou bola, deu risadas com ‘nós’. Foi o último momento dele.”
Viúva de jogador assassinado chora ao lado de caixão coberto com bandeira, chuteiras e camisas do CRB Bangu. Imagens Terra do Mandu/cedida pela famíilia.
Utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.