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Lei em vigor reconhece fibromialgia como deficiência; mulher relata mudança de vida

Lei em vigor reconhece fibromialgia como deficiência; cantora fala o que mudou ao descobrir síndrome

Dor constante, cansaço extremo e dificuldades no dia a dia fazem parte da rotina de quem convive com a fibromialgia. Neste dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Terra do Mandu conta a história da cantora e promotora de eventos, Giselle Alexandra da Silva Pereira.

Ela mora Pouso Alegre, no Sul de Minas, e descobriu a síndrome há 2 anos, mas já sentia as dores há muito mais tempo. Além das dores e o cansaço, Giselle e tantas outras pessoas que convivem com a fibromialgia precisam lutar também contra outra barreira – o julgamento externo.

“A Fibromialgia mata. Ela mata a vontade de viver. Ela mata a vontade de trabalhar. Ela te mata de dor. E se ela não te mata de dor, ela te mata de depressão, porque você não é compreendido”, disse Giselle.

A Fibromialgia acomete mais mulheres, que homens, geralmente entre os 30 e 50 anos. O tratamento envolve acompanhamento médico, atividade física e cuidados multidisciplinares, como explica a médica Marcelle Silva Ayres.

Por conta da síndrome, Giselle teve que diminuir sua carga de trabalho como cabeleireira. Hoje, ela enfrenta os palcos como cantora, além de promover eventos. Mas, ela disse que sabe de suas limitações.

Uma nova lei, sancionada pelo Governo Federal em 2025, passou a reconhecer a fibromialgia como deficiência para fins legais. Na prática, isso pode ampliar o acesso a direitos como políticas de inclusão, prioridade em atendimentos e benefícios sociais, desde que haja avaliação médica e multiprofissional.

Giselle recebeu o Jornalista Iago Almeida para contar sobre a descoberta da Fibromialgia / Imagens: Renan Bandana

Em Pouso Alegre, a Câmara aprovou e o prefeito Coronel Dimas sancionou também uma lei que garante o direito de atendimento preferencial para pacientes com fibromialgia, em igualdade de condições com idosos, gestantes e pessoas com deficiência. O projeto foi apresentado pelo vereador Miguel Tomatinho.

Para quem convive diariamente com as dores da fibromialgia, a nova lei representa um avanço. A medida busca garantir mais reconhecimento e ampliar direitos para milhares de pacientes.

O segundo projeto ainda passará por segunda votação e seguirá para sanção do prefeito. Caso vire mesmo lei, os estabelecimentos serão obrigados a cumprir as mudanças. A advogada especialista em Direito da Saúde e das Pessoas com Deficiência, Flávia Sallum, conversou com a reportagem e explicou mais sobre o assunto.

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