
Amanda Siloni foi morta com corte na garganta em Ouro Fino. Imagem redes sociais.
Amanda Aparecida Siloni, de 23 anos, foi vítima de feminicídio em Ouro Fino, nesta segunda-feira (9/2). O suspeito seria namorado dela e estava foragido. Ele foi preso na manhã desta terça-feira (10/2) pela Polícia Militar.
Amanda estava prestes a completar 24 anos. O aniversário dela é nesta quarta-feira (11/2). De acordo com a Polícia Civil, ela tinha quatro filhos menores de idade.
A jovem foi encontrada morta no quarto da própria casa, na Rua Caetano Vitor, bairro Várzea. A PM recebeu denúncia cerca de 17h e encontrou o corpo de Amanda enrolado em uma coberta, com a barriga para baixo e sinais de violência.
Ela tinha perfurações e um corte profundo na garganta. O objeto que teria sido usado no crime foi recolhido pela perícia, junto com o restante das provas.
Testemunhas confirmaram que o suspeito, de 26 anos, mantinha um relacionamento amoroso com a vítima. Segundo relatos, ele é usuário de drogas e saiu da casa da jovem cerca de 12h do dia do crime.
O suspeito tem passagens policiais por extorsão e incêndio. Ele estava foragido. A Polícia Militar o localizou e prendeu no município, por volta de 10h40 desta terça-feira.
O corpo de Amanda ainda não tinha sido liberado do Instituto Médico Legal até a manhã desta terça-feira. Segundo uma funerária local, ela será enterrada em Ouro Fino, mas o velório e enterro ainda não foram definidos.
Esse é o quinto feminicídio no Sul de Minas em 2026. Já são duas vítimas em Bom Repouso, duas em Pouso Alegre e Amanda, que perdeu a vida em um feminicídio em Ouro Fino.
PCMG abriu investigação em Ouro Fino
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) colheu provas e informações no local do crime, para investigação. A informação é que havia muito sangue ao redor da vítima.
A investigação apurou que o suspeito seria em tese, ex-namorado da vítima. Relatos apontaram que ele teria combinado um encontro com ela naquela manhã.
Uma testemunha contou à PCMG que o suspeito dormia na casa de Amanda e que ainda estava na casa quando essa testemunha saiu para trabalhar, por volta das 6h40. “A PCMG representará por medidas cautelares cabíveis ao caso”, cita a nota da instituição.