Homem espancado na rua em Maria da Fé morre após quatro semanas internado
Júlio César Quirino foi sepultado no dia que completaria 38 anos. O caso é investigado pela delegacia da Polícia Civil de Cristina (MG).
Magson Gomes / 21 janeiro 2026Júlio César Quirino foi sepultado no dia que completaria 38 anos. O caso é investigado pela delegacia da Polícia Civil de Cristina (MG).
Magson Gomes / 21 janeiro 2026A família de Júlio César Quirino cobra justiça pelo seu assassinato. O homem, que trabalhava em um armazém de batatas, morreu quatro semanas após ser agredido em uma rua de Maria da Fé, Sul de Minas. Uma câmera de segurança filmou a agressão, ocorrida na noite do dia 21 de dezembro de 2025.
Júlio César Quirino faleceu quase um mês após ser internado em estado grave. O sepultamento ocorreu no último domingo (18/1), quando o homem completaria 38 anos de idade.
As versões do caso
A vítima estava na rua com outros dois amigos. A câmera de segurança mostra que eles vão até uma casa de esquina. Os dois amigos voltam e Júlio César fica um pouco para trás.
Naquele momento, aparece o homem da casa, que dá soco em Júlio César, que cai ao chão, levanta e é agredido novamente. Na segunda queda, a vítima teria batido a cabeça no meio-fio da calçada e permanece imóvel.
A Polícia Militar foi chamada já no hospital de Maria da Fé pelos amigos da vítima. Eles contaram para a PM que Júlio César teria pedido bebida a moças que estavam na varanda da casa, momento em que o agressor saiu e foi para cima da vítima com socos.
Já o autor das agressões, de 42 anos, contou para a polícia que a agressão foi uma reação a uma importunação ofensiva. Ele e a família alegam que a vítima teria proferido xingamentos e realizado gestos obscenos em direção às filhas do autor, que estavam na sacada da residência.
O homem de 42 anos afirmou ainda que agiu para repelir a ofensa à honra de sua família e que chegou a acionar o socorro médico antes de se retirar do local por segurança.
A reportagem do Terra do Mandu conversou com parentes da vítima. Eles falam que Júlio césar era um pai de família, que nunca se envolveu em brigas e que era uma pessoa querida em Maria da fé desde pequeno. Também falam que ele não iria xingar ou desrespeitar as meninas, porque ele tinha duas filhas, de 16 anos e 13 anos. Júlio César deixa ainda esposa e um filho de 17 anos.
Não conseguimos contato com a defesa do agressor nem com a família dele.
O caso da agressão está sendo investigado pela delegacia da Polícia Civil de Cristina, cidade vizinha a Maria da Fé. Conforme apurado junto à PCMG, o inquérito ainda está em fase preliminar.
No entanto, com a morte confirmada da vítima, a tipificação para o crime deverá ser alterada. Até o momento, não houve pedido de prisão para o autor da agressão.
1
2
3
4
5
Copyright © 2022 Terra do Mandu. All Rights Reserved by Terra do Mandu