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Romeiros de SP visitam basílica de Borda Da Mata ao percorrer Caminho da Fé

Romeiros de São Paulo visitam basílica de Borda Da Mata durante trajeto pelo Caminho da Fé

A fé motiva 13 romeiros do estado de São Paulo a percorrerem a pé 318 km do Caminho da Fé, que passa pelo Sul de Minas. A líder do grupo, Maria Antônia Camargo, faz o trajeto pela quinta vez. “Meu marido tinha o sonho de fazer o Caminho da Fé. Em 2017 a gente recebeu uma graça em uma cirurgia do filho meu. Viemos em agradecimento.”

Eles são de Votuporanga (SP) e Palmeira do Oeste (SP). A caminhada até Aparecida (SP) começou em Águas da Prata (SP) em 4 de janeiro e eles devem chegar a Aparecida (SP), em 16 de janeiro, passando por nove municípios.

A trilha passa por estradas rurais, trechos perto de rodovias e zona urbana, um cenário que tem a maior parte entre bosques, capelas, paisagens deslumbrantes, principalmente na Serra da Mantiqueira, no Sul de Minas. A rota é sinalizada e conta com rede de pousadas, hotéis e pontos de apoio aos romeiros.

O Terra do Mandu conversou com o grupo em Borda da Mata (MG), cidade que tem a única Basílica na Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Eles admiraram a igreja em estilo lombardo romano e as belas paisagens da região.

Entre os romeiros estão o padre Carlos Rodrigues, amigos, famílias e o mais jovem é João Mariano, de 17 anos. Ele foi com os pais, pela 1ª vez e fala que o percurso reconecta a juventude com a espiritualidade.

“A fé é algo tão bonito e ao invés de os jovens procurarem e aprofundarem, acabam se afastando por influência de outras pessoas. Fazer o Caminho da Fé é um jeito de mostrar para outros jovens que a fé é algo que acolhe todas as pessoas, de todas as idades”, detalha João.

Ele se inspira no jovem Carlo Acutis, que morreu aos 15 anos e foi canonizado pela Igreja Católica, em 2025, como o ‘Santo da Internet’ e ‘influenciador de Deus’. “Eu estava lá em Aparecida quando ele virou santo. Ele é realmente um excelente exemplo.”

Caminho da Fé é um trajeto inspirado no Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. O percurso tem tem mais de 2 mil km, sendo 400 km pela Serra da Mantiqueira. São 71 municípios de Minas Gerais e São Paulo, sendo cerca de 20 municípios no Sul de Minas.

Percorrer esse trajeto envolve histórias de fé, superação pessoal, curas, graças alcançadas e de conexão com a natureza. Cada romeiro busca uma nova experiência ao reviver essa rota.

Para o Padre Carlos, “o Caminho da Fé é difícil de se descrever, tem que ser vivido. A paisagem é uma obra prima de Deus. As igrejas que passei me apaixonei. A Basílica é muito linda, mas os lugares mais simples que a gente entrou a gente fez experiência com Deus”.

Essa busca fez Lécio de Almeida ir com o grupo, pela 1ª vez, inspirado por Maria Antônia. “A gente vai rezando junto, dá risada, sofre junto nos morros e subidas e vai superando. E buscar a Deus, que é o mais importante. Um vai ajudando o outro, achei bonito isso. A gente vê essa ação de Deus através das pessoas.”

Fazer o Caminho da Fé a pé requer cuidados com o corpo. Maria Antônia ressalta que tem que cuidar muito dos pés, que surgem bolhas nos percursos. Muitos romeiros saem com pedaços de madeira, com cajados e bengalas, para dar suporte no trajeto.

A romeira acrescenta que tem como percorrer com carro de apoio ou em grupos, sempre levando mochila com poucas peças. É importante fazer refeições não tão pesadas no decorrer do dia e manter a hidratação frequentemente, principalmente em períodos de calor intenso, como em janeiro.

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