A vida do bebê Kalleb, que tem cinco dias, é considerada um milagre! O bebê nasceu em 3 de janeiro de 2026, em casa, em Borda da Mata. A gestação de risco de Gislaine Cristina da Costa, de 23 anos, terminou em 27 semanas (6 meses), quando ela sozinha, fez o próprio parto em casa e teve hemorragia.
Tudo aconteceu muito rápido. Gislaini sentiu o estômago incomodar e vomitou. Ela achou que o esforço ao passar mal a fez urinar, mas era a bolsa gestacional que tinha se rompido.
O marido Taylon Oliveira, de 22 anos, tinha saído para levar a mãe para o trabalho em um hospital em Pouso Alegre, por volta de 6h. A gestante estava com o filho do casal, Taylor Oliveira, de três anos. As contrações começaram e ela ligou para a sogra que avisou que Taylor já estava voltando para casa.
As contrações aumentaram e Gislaine sentiu a cabeça de Kalleb sair. Ela começou a perder muito sangue e apoiou a perna no sofá para proteger o bebê durante o nascimento. O bebê nasceu e enquanto isso, Gislaini gritava por ajuda.
Segundo a família, ela teve parada cardiorrespiratória e ficou com a pressão a 4 por 3. Gislaini ter sobrevivido também foi um milagre.
O socorro veio da vizinha Eliane Araújo, que tem uma padaria ao lado da casa. Ela ficou desesperada por não conseguir entrar para ajudar. Gislaini estava com hemorragia e sem forças, então pediu ao filho de três anos para ajudar e dar a chave pela janela, para a vizinha.
Taylor estava angustiado ao ver a mãe naquela situação e orgulhoso com o nascimento do irmão. Ele deu a chave e a vizinha entrou. Elaine lembra que “foi muito triste ver a Gislaini naquela situação, tendo perdido tanto sangue. O bebê não tinha reação.” Ela acionou a Polícia Militar que solicitou uma ambulância.
Taylon chegou em casa e viu a mulher perdendo muito sangue e o pequeno Kaleb sem respirar por um período, antes da chegada da ambulância. “Ele estava roxo, não chorava, estava parado e a gente tentava mas ele não reagia, parecia que ele não ia sobreviver.
O bebê cabia na palma da mão do pai. Kalleb pesava 900 gramas. Gislaine passou por cirurgia devido à hemorragia. O casal diz que os médicos também consideram que o bebê sobreviver e estar se recuperando é um milagre. Gislaini tinha tido outra gravidez de risco, a de Taylor, que nasceu prematuro, mas aos sete meses.
A recuperação de mãe e filho surpreendem. O bebê que viveu por um milagre precisa ganhar mais peso e desenvolver para ter alta, ainda sem previsão. A segunda pesagem do bebê será realizada nesta sexta-feira (9/1).
Bebê considerado milagre por sobreviver ganha nome de Kalleb. Imagem cedida pela família ao Terra do Mandu.
Família passa por dificuldades após parto prematuro
Enquanto o pequeno Kalleb está na UTI Neonatal do Complexo Hospitalar Samuel Libânio, em Pouso Alegre, os pais o visitam todos os dias. Gislaini não pôde amamentar o filho e o casal ainda não pode ter o bebê nos braços, devido ao quadro de saúde dele.
A família enfrenta dificuldades financeiras para fazer as visitas diárias. Eles não tiveram tempo para terminar o enxoval, devido ao parto ter antecipado cerca de três meses.
“Precisamos de ajuda. Pode ser por PIX para a locomoção, pois temos que ir todos os dias e não sabemos até quando ele vai ficar internado, em Pouso Alegre. E as pessoas podem nos ajudar com orações, fraldas, roupinhas.”
O quarto do bebê está pronto. Tem berço, guarda-roupa e uma cadeirinha (Moisés), tudo aguardando o momento da chegada de Kalleb. As roupinhas são grandes, pois eram as do irmão Taylor. Por isso a família precisa de doações de roupas para recém-nascido e fraldas.
Para ajudar é só entrar em contato com o pai de Kalleb. O telefone é (35) 99877-8960. As doações em PIX podem ser feitas pela chave CPF 159.893.476-77, em nome de Gislaini Cristina da Costa.

