Homem que recebeu primeiro transplante de coração no Samuel Libânio recebe alta
Paciente de Três Corações ficou quase nove meses internado em Pouso Alegre e se despediu com emoção, gratidão e reconhecimento ao trabalho de toda a equipe do hospital.
Após uma longa trajetória marcada por desafios, superação e esperança, o paciente Edmilson Feliciano dos Santos, primeiro a se submeter a um transplante de coração no Complexo Hospitalar Samuel Libânio (CHSL), recebeu alta hospitalar nesta semana.
A saída do paciente do hospital foi marcada por um momento de emoção e reconhecimento ao trabalho da equipe multiprofissional que acompanhou toda a sua recuperação. Profissionais de diferentes setores do hospital participaram da despedida, celebrando não apenas a alta, mas um marco histórico para o CHSL.
“Hoje é um dia muito especial para todos nós do Complexo Hospitalar Samuel Libânio. Nosso paciente, Edmilson, que passou por um transplante cardíaco, está retornando para casa após uma jornada longa e extremamente desafiadora”, afirmou Dra. Sasha Barbosa da Costa Pimenta Duarte, responsável pelo acompanhamento clínico do paciente.
Foto: CHSL
Segundo a médica, Edmilson era portador de insuficiência cardíaca, uma doença de alta mortalidade. Durante a internação, ele aguardou cerca de seis meses na fila por um órgão compatível. O transplante aconteceu em outubro de 2025.
“Em pacientes de alta complexidade, é esperado um tempo prolongado de internação, assim como intercorrências. Conseguir superar cada uma delas demonstra o preparo, a dedicação e a qualificação de uma equipe multidisciplinar altamente capacitada”, destacou.
A cardiologista também ressaltou a importância do gesto da família doadora. “Mesmo em um momento de tanta dor, essa família transformou a perda em esperança e tornou possível a realização do transplante. Esse ato de generosidade trouxe uma nova oportunidade de vida”, declarou.
Foto: CHSL
Emocionado, Edmilson agradeceu a todos que estiveram ao seu lado durante o período de internação. “Só tenho gratidão. Quero agradecer a todo mundo do hospital, desde as enfermeiras até as copeiras. Foram pessoas que viram meu sofrimento de perto e nunca me deixaram sozinho”, disse.
Ao final, o paciente resumiu a experiência com fé e emoção. “Foi uma caminhada difícil, mas, graças a Deus, deu tudo certo. Hoje eu só posso dizer muito obrigado. De coração”, enfatizou.
Foto: CHSL
Autorização pelo Ministério da Saúde
O Complexo Hospitalar Samuel Libânio foi autorizado pelo Ministério da Saúde em fevereiro desde ano a realizar transplantes cardíacos. Além de Pouso Alegre, cirurgias cardiovasculares são realizadas em Belo Horizonte (três equipes) e Itajubá.
O procedimento em Pouso Alegre foi comandado pelo cirurgião cardiovascular Alexandre Ciappina Hueb e durou sete horas. Mas, considerando todas as etapas que envolveram a retirada do órgão do doador até a finalização da cirurgia no paciente receptor foram 28 horas das equipes trabalhando.
“Foi um dia muito especial para todo Complexo Hospitalar Samuel Libânio, porque nós tivemos a oportunidade de mudar a história de vida de um paciente que está conosco há seis meses, tempo que ele ficou internado, privado de ficar com sua família por conta da necessidade de drogas que o mantinham vivo”, afirma dr. Alexandre Hueb.
O procedimento em Pouso Alegre foi comandado pelo cirurgião cardiovascular Alexandre Ciappina Hueb / Foto: divulgação CHSL
O hospital não informou o nome do doador. O coração veio de um paciente que “doou todos os órgãos do seu corpo, os rins, o fígado, coração, as córneas beneficiando muitas pessoas e propiciando este primeiro transplante”, conta o cirurgião cardiovascular.
Na época do transplante, Dr. Hueb falou da complexidade do procedimento cirúrgico. “Retirar o coração de um paciente com insuficiência cardíaca e fazer o implante de um outro coração de uma outra pessoa é muito difícil. Então é um procedimento que precisa de uma larga experiência da equipe cirúrgica. A energia vital para que o procedimento tenha sucesso é imensurável. As pessoas da minha equipe, eu elenco toda a cardiologia, todos os cirurgiões cardíacos, toda a equipe assistencial entregou a vida a cuidar de pessoas. Isso faz com que nós nos sintamos bem, porque sabemos que com esse procedimento nós podemos mudar a história de vida de uma pessoa jovem. É gratificante, do ponto de vista é emocional, é rejuvenescedor para nós e é uma energia vital muito grande, então a gente se sente muito bem”, afirmou emocionado.
Após uma longa trajetória marcada por desafios, superação e esperança, o paciente Edmilson Feliciano dos Santos, primeiro a se submeter a um transplante de coração no Complexo Hospitalar Samuel Libânio (CHSL), recebeu alta hospitalar nesta semana.
A saída do paciente do hospital foi marcada por um momento de emoção e reconhecimento ao trabalho da equipe multiprofissional que acompanhou toda a sua recuperação. Profissionais de diferentes setores do hospital participaram da despedida, celebrando não apenas a alta, mas um marco histórico para o CHSL.
“Hoje é um dia muito especial para todos nós do Complexo Hospitalar Samuel Libânio. Nosso paciente, Edmilson, que passou por um transplante cardíaco, está retornando para casa após uma jornada longa e extremamente desafiadora”, afirmou Dra. Sasha Barbosa da Costa Pimenta Duarte, responsável pelo acompanhamento clínico do paciente.
Foto: CHSL
Segundo a médica, Edmilson era portador de insuficiência cardíaca, uma doença de alta mortalidade. Durante a internação, ele aguardou cerca de seis meses na fila por um órgão compatível. O transplante aconteceu em outubro de 2025.
“Em pacientes de alta complexidade, é esperado um tempo prolongado de internação, assim como intercorrências. Conseguir superar cada uma delas demonstra o preparo, a dedicação e a qualificação de uma equipe multidisciplinar altamente capacitada”, destacou.
A cardiologista também ressaltou a importância do gesto da família doadora. “Mesmo em um momento de tanta dor, essa família transformou a perda em esperança e tornou possível a realização do transplante. Esse ato de generosidade trouxe uma nova oportunidade de vida”, declarou.
Foto: CHSL
Emocionado, Edmilson agradeceu a todos que estiveram ao seu lado durante o período de internação. “Só tenho gratidão. Quero agradecer a todo mundo do hospital, desde as enfermeiras até as copeiras. Foram pessoas que viram meu sofrimento de perto e nunca me deixaram sozinho”, disse.
Ao final, o paciente resumiu a experiência com fé e emoção. “Foi uma caminhada difícil, mas, graças a Deus, deu tudo certo. Hoje eu só posso dizer muito obrigado. De coração”, enfatizou.
Foto: CHSL
Autorização pelo Ministério da Saúde
O Complexo Hospitalar Samuel Libânio foi autorizado pelo Ministério da Saúde em fevereiro desde ano a realizar transplantes cardíacos. Além de Pouso Alegre, cirurgias cardiovasculares são realizadas em Belo Horizonte (três equipes) e Itajubá.
O procedimento em Pouso Alegre foi comandado pelo cirurgião cardiovascular Alexandre Ciappina Hueb e durou sete horas. Mas, considerando todas as etapas que envolveram a retirada do órgão do doador até a finalização da cirurgia no paciente receptor foram 28 horas das equipes trabalhando.
“Foi um dia muito especial para todo Complexo Hospitalar Samuel Libânio, porque nós tivemos a oportunidade de mudar a história de vida de um paciente que está conosco há seis meses, tempo que ele ficou internado, privado de ficar com sua família por conta da necessidade de drogas que o mantinham vivo”, afirma dr. Alexandre Hueb.
O procedimento em Pouso Alegre foi comandado pelo cirurgião cardiovascular Alexandre Ciappina Hueb / Foto: divulgação CHSL
O hospital não informou o nome do doador. O coração veio de um paciente que “doou todos os órgãos do seu corpo, os rins, o fígado, coração, as córneas beneficiando muitas pessoas e propiciando este primeiro transplante”, conta o cirurgião cardiovascular.
Na época do transplante, Dr. Hueb falou da complexidade do procedimento cirúrgico. “Retirar o coração de um paciente com insuficiência cardíaca e fazer o implante de um outro coração de uma outra pessoa é muito difícil. Então é um procedimento que precisa de uma larga experiência da equipe cirúrgica. A energia vital para que o procedimento tenha sucesso é imensurável. As pessoas da minha equipe, eu elenco toda a cardiologia, todos os cirurgiões cardíacos, toda a equipe assistencial entregou a vida a cuidar de pessoas. Isso faz com que nós nos sintamos bem, porque sabemos que com esse procedimento nós podemos mudar a história de vida de uma pessoa jovem. É gratificante, do ponto de vista é emocional, é rejuvenescedor para nós e é uma energia vital muito grande, então a gente se sente muito bem”, afirmou emocionado.
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