Mulher é presa em Careaçu suspeita de integrar grupo que teria movimentado toneladas de drogas por mês

Investigação da Polícia Civil do Paraná aponta que a quadrilha movimentou 1,5 tonelada por mês nos últimos dois anos. 25 pessoas foram presas.

Iago Almeida / 28 novembro 2025

Operação em cinco estados contra organização criminosa. Imagem: reprodução PCPR

Uma mulher, de 24 anos, foi presa em Careaçu, Sul de Minas, suspeita de fazer parte de um grupo criminoso que teria movimentado cerca de 1,5 tonelada de maconha por mês nos últimos dois anos. A prisão foi feita pela Polícia Civil de Minas Gerais, através da Delegacia de Pouso Alegre, em apoio a uma operação desencadeada pela Polícia Civil do Paraná, nesta sexta-feira (28/11).

A mulher foi presa em casa. Depois de passar pela Central de Flagrantes da Delegacia, ela foi conduzida para o presídio de Santa Rita do Sapucaí, onde permanece à disposição da Justiça do Paraná.

A operação Concórdia foi coordenada pelo Núcleo de Maringá da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). Ao todo, 25 pessoas foram presas, todas suspeitas de integrar essa organização criminosa que movimentou mais de 30 toneladas de drogas nos últimos 24 meses.

Foram cumpridos 54 mandados de busca e apreensão, com 22 de prisão preventiva, além de três prisões em flagrante. As ações ocorreram, de forma simultânea, nos estados do Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Foram apreendidas porções de ecstasy e maconha, balanças de precisão e celulares, que serão periciados. Também foram determinados o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de quatro imóveis vinculados ao grupo criminoso.

No Sul de Minas, além da prisão da mulher em Careaçu, também foram cumpridos mandados em Pouso Alegre.

Início das investigações

A investigação iniciou há cerca de dois anos e revelou a estrutura do grupo criminoso com atuação concentrada em Maringá, Loanda e Campinas, especialmente no tráfico interestadual e na lavagem de dinheiro.

“A organização movimentava um alto volume de entorpecentes, enviando de 100 a 150 quilos de drogas por dia para o estado de São Paulo, especialmente para a cidade Campinas, o que representa mais de 1,5 tonelada de drogas por mês, além de um faturamento milionário com a venda ilícita”, afirma o delegado da PCPR Leandro Roque Munin.

A droga era embalada em malas que eram entregues a pessoas responsáveis pelo transporte, principalmente via ônibus, até Campinas. A organização criminosa utilizava estabelecimentos comerciais em Maringá, como lojas de veículos e tabacarias, para realizar a lavagem do dinheiro oriundo destas operações.

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