Pouso Alegre

Defesa de suspeito de matar mototaxista mantém posição que ele é inocente

Delegado afirma que reconstituição apontou compatibilidade entre suspeito e assassino. Mãe e advogada de homem preso contestam.

Nayara Andery / 03 abril 2025

A advogada do suspeito de matar Wadisson Gonçalves, de 27 anos, em um mototáxi em Pouso Alegre, entrou com recurso para pedir a liberdade dele. Yasmim Ribeiro mantém afirmação que ele é inocente.

Dois homens estão presos de 29 de janeiro. O cliente dela, tem 27 anos e é apontado como assassino. O outro homem seria o mandante, segundo a Polícia Civil.

O crime

Wadisson foi morto em 10 de julho de 2024, dentro do mototáxi em que era dono, no São Geraldo. Imagens flagraram uma moto com duas pessoas parar em frente. O garupa desceu de capacete, deu cerca de 15 tiros, subiu na moto e eles fugiram.

O que dizem advogada e mãe do suspeito

Yasmim pediu a reconstituição do crime, que foi feita pela PCMG em 14 de março. Ela contesta o inquérito policial que determinou a prisão preventiva.

Segundo a advogada, haveria diferença entre a altura do preso e do homem flagrado no crime. Ela fala reúne possíveis provas e testemunhas para apresentar na justiça. Yasmin alega que o preso não estava no mototáxi no dia e horário do crime.

O delegado responsável pelo inquérito, Marcello Paladino, concedeu entrevista ao Mandu News, na última segunda-feira (31/03). Ele afirma que a reconstituição mostrou compatibilidade entre o principal suspeito executor e a pessoa que cometeu o crime. Os dois suspeitos foram denunciados pelo MPMG.

Para a mãe do preso, Daniela Marques, a principal diferença seria que o filho tem 1,97m e o homem que aparece na imagem do crime seria mais baixo. “Você acha que se fosse ele (o culpado) ele ia pedir a reconstituição de um crime que ia ‘bater’?”

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