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Polícia Civil abre inquérito para apurar denúncia de assédio sexual em SRS

Foto: Google Maps

A Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito para apurar o possível caso de assédio sexual na Câmara Municipal de Santa Rita do Sapucaí. Uma estagiária, de 20 anos, afirma ter sofrido assédio do secretário-geral da Casa.

Em nota divulgada nesta terça-feira (08/08), a Polícia Civil informou que ouviu a jovem e instaurou o inquérito em seguida. Além disso, a polícia afirmou que mais informações só serão reveladas após a conclusão das investigações.

“A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) ouviu a vítima sobre o caso do possível assédio em Santa Rita do Sapucaí. A autoridade policial da Comarca instaurou Inquérito Policial, que se seguirá com diligências investigativas e oitivas de envolvidos e testemunhas. Mais informações somente com a conclusão do procedimento”, disse a PC.

Nossa reportagem ouviu o advogado de acusação na última semana e ele afirmou que outras meninas, que também teriam sido vítimas do mesmo servidor, vão prestar depoimento como testemunhas. Também ouvimos o advogado de defesa (veja abaixo).

A jovem foi ouvida pela primeira vez na última semana e novamente pela manhã desta segunda-feira (07/08). Ela prestou depoimento na Câmara, que será protocolado na sindicância que foi aberta e está em andamento para apurar os fatos. O processo segue em sigilo.

A estagiária afirma que o servidor, que tem mais de 40 anos de serviços prestados à Câmara, passa as mãos em suas pernas, barriga, tirava fotos dela, além de outros episódios que estão protocolados em seu depoimento.

Protesto de mulheres

Nesta terça-feira (08/08), um ato de protesto vai acontecer na praça em frente a Câmara às 18h30. A manifestação é organizada por um grupo de mulheres de Santa Rita do Sapucaí, chamado de Coletivo Marias. Veja:

Advogado de defesa fala sobre o caso

A equipe do Terra do Mandu foi até o escritório do advogado Valdomiro Vieira, que está defendendo o servidor, ouvir seu pronunciamento sobre o caso. O profissional afirma que esse tipo de ato, como o de protesto marcado pelo grupo de mulheres, pode atrapalhar o processo de investigação do caso. Assista:

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