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Pessoas se arriscam entre carros onde idoso morreu atropelado; prefeitura explica mudanças no local

Magson Gomes
05/12/2019

Gerente de Trânsito explica que travessias elevadas foram construídas próximo da rotatória para dar mais segurança aos pedestres. Novas alterações devem ser feitas no local como parte do projeto de requalificação do Centro de Pouso Alegre.

Mesmo depois da morte de um idoso por atropelamento na rotatória da Avenida Perimetral, no acesso ao bairro São Geraldo, muitas pessoas ainda se arriscam entre os carros, fora da faixa de pedestre. Dona Regilene Lagos é uma delas. Ela contou para nossa reportagem (veja no vídeo) que prefere passar por ali porque já está acostumada. “Até pouco tempo havia uma faixa de pedestre aqui e eles fizeram a faixa fora de mão”, diz ela.

Na última terça-feira (03), o idoso Silvino Pereira dos Santos, de 66 anos, foi atropelado por uma carreta e morreu no local. O motorista da carreta não teria percebido o acidente e seguiu a viagem, sendo abordado na MG-290. A vítima foi sepultada ontem no cemitério municipal de Pouso Alegre.

Silvino Pereira faria 67 anos no próximo dia 15. Foto: Terra do Mandu/reprodução

O QUE DIZ A PREFEITURA

Nossa reportagem procurou a secretaria municipal de Trânsito para falar sobre as mudanças nas faixas no local e possíveis alterações para deixar a travessia mais segura para veículos e pedestres.

O gerente de Trânsito Antenor Bernardes explicou que, até pouco tempo, a faixa de pedestre realmente era onde houve o atropelamento do idoso. Mas, mesmo com a faixa, era alto o índice de acidentes no local.

Bernardes explica que a secretaria de trânsito optou por construir duas faixas elevadas de cada lado e isso deixou a travessia dos pedestres mais segura.

Ainda de acordo com o gerente de Trânsito, novas alterações deverão ser feitas no local. Os estudos estão em andamento e fazem parte do projeto de requalificação do Centro da cidade. Ainda não há um prazo nem que tipo de serviço será feito na rotatória da Avenida Perimetral.

A jovem Miriam Cândida prefere não arriscar. Ela atravessa com seu filho ainda no carrinho de bebê numa das faixas elevada próximo à rotatória. “Com certeza é mais seguro. Aqui, pelo menos, os motoristas respeitam e param para você passar. Tem umas pessoas que avançam com a gente atravessando, mas a maioria respeita a gente. Nem que não tivesse trânsito eu não passaria ali onde foi o acidente”, diz a jovem.

Miriam só passa pela faixa elevada. Foto: Magson Gomes/Terra do Mandu

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