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Jovem perde 66 kg em sete meses com dieta ao descobrir que corria risco de morrer

Magson Gomes
04/08/2019

Assistente administrativo de Itajubá entrou em pânico ao receber diagnóstico de excesso de gordura no fígado. Antônio Leonardo tinha ansiedade e descontava tudo na comida.

O antes e o depois de Antônio Leonardo. Foto: Arquivo pessoal

Para sair dos 170 kg, o assistente administrativo Antônio Leonardo, de 26 anos, ouviu indicações diferentes de especialistas. Ele diz que ouviu que teria que tomar injeção para reduzir peso, mas não seria uma pessoa magra. E que para ser magro teria que se submeter a uma cirurgia bariátrica. Essas orientações deixaram Leonardo desanimado com a situação, até que resolveu buscar uma terceira opinião onde o tratamento indicado foi a dieta.

“Na primeira consulta, o nutricionista já disse que daria para chegar ao objetivo. Aí aumenta a autoestima da gente. O tratamento começa no psicológico. A gente precisa aprender a comer. A gente que é compulsiva, a doença não é obesidade, a doença é a compulsão alimentar. A gente come porque está triste; a gente come porque está feliz. A vida da gente é a comida”, diz o assistente administrativo.

Antes de iniciar a busca pelo tratamento, Antônio Leonardo não estava preocupado com os seus 170 quilos. Ele já tinha se acostumado com a obesidade e as restrições do dia a dia que tinha por conta do sobrepeso. Ele comia tudo errado. O rapaz que trabalha em um hospital de Itajubá, no Sul de Minas, disse que até sabia o que era comer certo, mas nunca teve vontade ou preocupação com isso. Até que descobriu que estava com uma esteatose hepática, que era com o excesso de gordura no fígado. Foi então que ele acendeu o sinal de alerta e foi procurar especialistas para emagrecer.

Após as indicações de injeção e bariátrica, Leonardo foi até o consultório do nutricionista Jailson Vieira. “Eu cheguei lá chorando. Falando que ia morrer. Eu não consigo fazia isso, não consigo fazer aquilo. Eu fui com o pensamento de não quero fazer. Ele falou para mim que seria fácil, que eu conseguiria. Só falou coisa boa”, recorda.

Depois da primeira consulta, sete meses se passaram o Antônio Leonardo seguiu as indicações do nutricionista e conseguiu perder os 66 kg. “A dieta dele começa na cabeça. Dieta não pode ser só no cardápio. Você tem que mudar totalmente a sua vida e você tem que querer”, comemora Leonardo que já começou o processo de fortalecimento dos músculos.

Nutricionista fala que a reeducação alimentar é o caminho

Antônio Leonardo e o nutricionista Jailson Vieira – arquivo pessoal

O nutricionista Jailson Vieira diz que o caso de Antônio Leonardo era típico com deficiências de vitaminas e minerais, o que pode ser confundido com ansiedade. “E quando a gente descobre isso, através dos exames de sangue, fica muito mais fácil controlar e obter sucesso no tratamento”, explica o nutricionista que ainda diz que mostrou para o paciente, através de outros exemplos, que era possível ele perder a quantidade de peso que precisava.

“É natural que uma pessoa de 170 kg ter essa deficiência de autoestima. Nós, profissionais da área, estamos sempre preparados para lhe dar com esse tipo de situação para abordar e incentivar o paciente. É o que a nossa equipe faz”.

O especialista ainda afirma que o caminho é a reeducação alimentar, fazer esse equilíbrio nutricional de macro e micronutrientes. “As pessoas as vezes se preocupam só com os macronutrientes, acham que o carboidrato é o vilão. Tira o carboidrato e resolve o problema. E na verdade não. O mais difícil, e é o que o profissional consegue fazer, é equilibrar os micronutrientes, que são as vitaminas e sais minerais”, diz Vieira.

Depois de alcançar o objetivo, o paciente ainda deverá ficar de um a dois anos sob supervisão e monitorar o peso e a composição do corpo.

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