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A única saída é a criatividade

Mariana Sayad
03/08/2019

Jornalista, gestora cultural
Editora do site Cultura não é Perfumaria 
Co-fundadora do Observatório Luneta

Dia 1 de agosto teve a abertura do Cidade Criativa Cidade Feliz em Santa Rita do Sapucaí. O que chama a atenção para este movimento é justamente ele não ter dono, não ter CNPJ, não ter uma curadoria, não depende de verba, não depende de gestão municipal, ou seja, depende só das pessoas quererem que aconteça. Como o prefeito prof. Wander Wilson Chaves gosta sempre de salientar, tem cuidadores, ou seja, pessoas, empresas e instituições que se unem em prol da criatividade, da arte e da cidade. Só isso… Simples, não?

Mas esse artigo não é para falar de Santa Rita, mas sim da criatividade, afinal, tivemos o privilégio de assistir a uma palestra gratuita incrível do Murilo Gun neste mesmo dia, então, realmente a criatividade é o tema da semana. Na verdade, o pensar fora da caixa, algo que sempre falamos para nossos clientes e parceiros, pois quando paramos de pensar o óbvio, conseguimos enxergar soluções inovadoras.

Aí está o desafio, como parar de pensar o óbvio? Primeiro, mudando a rotina. Se todos os dias vamos aos mesmos lugares, conversamos com as mesmas pessoas, fazemos o mesmo caminho é impossível conhecer coisas novas, pois só veremos as mesmas coisas. Segundo, é essencial a diversidade nas nossas equipes, projetos e empresas. E a diversidade inclui também pessoas que não concordam com as lideranças, pois elas fazem as perguntas que ninguém tem coragem de fazer. Tocam na ferida mesmo, mas é preciso, pois toda ferida precisa ser curada. Muitas vezes, queremos ficar na nossa zona de conforto, então, montamos equipes que sabemos que concordarão com tudo. Para resolver problemas, para inovar, para impactar mesmo precisamos de pensamentos diversos, de olhares aguçados, pessoas polêmicas, criatividade, ousadia e, como disse Murilo Gun, coragem também. Sem ela, de nada adianta todo o resto, pois colocar em prática é que são elas…

Imagem gratuita internet

Precisamos sair da nossa zona de conforto, precisamos nos sentir incomodados, pois só assim, pensamos em mudança. Quando queremos mudar, a criatividade aguça e aí é deixar fluir e partir para a ação. Quando a criatividade está em alta e a aplicamos na nossa empresa, logo ela vira inovação. Como disse o Murilo Gun: “inovação é a criatividade com nota fiscal”. Perfeito, não? Exatamente, o que fazemos no Observatório Luneta, trabalhamos a criatividade como um ativo econômico. Trabalhamos a inovação a partir da economia criativa e das novas economias, pois realmente acreditamos na transformação. Apesar do merchandising, a mensagem do artigo é não se acomode, não se contente com o que dá certo porque já foi feito… Precisamos sair da caixa, porque o mundo já mudou e vai mudar muito mais, muito mais mesmo (de verdade) e a única maneira de mantermos nossos negócios nisso tudo é a criatividade.

Sobre a colunista

Foto: Arquivo pessoal

Mariana Sayad escreve quinzenalmente sobre cultura, arte, políticas culturais de Pouso Alegre e região aqui, no Terra do Mandu. Jornalista de formação, gestora cultural há mais de 15 anos. Tem MBA em Bens Culturais pela FGV-SP e especialização em História, Sociedade e Cultura pela PUC-SP. É natural de São Paulo, mas mora em Pouso Alegre deste 2013, onde já trabalhou na Secretaria Municipal de Cultura, entre 2015 e 2016.

Atualmente, é editora do site Cultura não é Perfumaria e, ao lado de Júlia Lopes, co-fundadora da empresa Observatório Luneta, que é especializada em Economia Criativa.

 

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