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“Cães que viviam nas dependências de quartel do Exército foram abandonados em área rural, longe da cidade”, denunciam protetores dos animais

Magson Gomes
03/07/2019

Caso foi denunciado por protetores dos animais. Comando do 14º GAC admitiu que pediu a retirada dos animais, após reclamações e receio de ataques a crianças que frequentam o quartel.

Hélio Carlos de Oliveira, protetor independente, diz que denunciará caso de maus-tratos no MPF. Foto: Terra do Mandu

Pelo menos, 10 cães de rua que viviam nas dependências do 14º Grupo de Artilharia de Campanha do Exército em Pouso Alegre teriam sido abandonados em uma área rural às margens da BR-459, a mais de 40 quilômetros do quartel. O fato teria ocorrido a cerca de um mês, mas só veio a público esta semana depois que Hélio Carlos de Oliveira, protetor independente da causa animal, divulgou a denúncia em seu perfil nas redes sociais.

Segundo Hélio, voluntários conseguiram resgatar seis animais e dois foram encontrados mortos por atropelamento. Os animais que foram resgatados estão no sítio de uma voluntária, mas estão sendo colocados para adoção.

O protetor Hélio Carlos disse que, ainda esta semana, irá formalizar uma denúncia no Ministério Público Federal.

A reportagem do Terra do Mandu falou com um militar que trabalha no quartel, que preferiu não se identificar. Ele confirmou que eram mais de dez animais que viviam nas dependências na unidade, alguns há mais de três anos, e eram cuidados pela maioria dos militares. Ainda segundo o militar, os cachorros eram dóceis e, às vezes, avançavam apenas em motos e cavalos que passavam em frente ao quartel. O militar ainda contou que o abandono dos animais foi feito à noite, atendendo a um pedido do comando da unidade do Exército.

O que diz o comando do 14º GAC

Também entramos em contato com a assessoria de comunicação do 14ª GAC. A assessoria nos retornou informando que o comandante não poderia receber nossa equipe hoje, mas que confirmava a informação já dita à imprensa de que mais de mais de 10 animais foram levados para uma área rural. De acordo com a declaração do comandante, eram entre 15 e 20 cães, machos e fêmeas, que viviam nas dependências do quartel. Em época em que as cadelas estavam no cio, esse número aumentava. Outra justificativa para a retirada dos cães é que teriam surgido reclamações de que os animais estavam avançando em pessoas que transitavam pelo passeio do quartel. Além do receio que os cães atacassem crianças que frequentam o 14º GAC, através de um projeto social.

ASSISTA A REPORTAGEM EM VÍDEO:

 

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