Motorista de ônibus circular é vítima de racismo e registra ofensas em vídeo
Alexandre Vilela é motorista da Expresso Planalto, em Pouso Alegre/MG, e afirma que está com medo, pois a empresa não o escalou para trabalhar após o ocorrido
Um motorista de ônibus da empresa Expresso Planalto foi vítima de ofensas racistas enquanto trabalhava na manhã da última quarta-feira (9/9), em um ponto de ônibus da Avenida Duque de Caxias, no Centro de Pouso Alegre/MG. Segundo o trabalhador, o caso aconteceu por volta das 9h50.
Ele havia parado o ônibus no local, conhecido como ponto final, e entrado no espaço de descanso dos motoristas da empresa. Em determinado momento, uma mulher começou a gritar e fazer ofensas racistas contra ele. Diante da situação, o motorista pegou o celular e registrou parte da abordagem.
As imagens passaram a circular em grupos de mensagens e nas redes sociais. No vídeo, a mulher chama o motorista de “preto” e “macaco” e, em outro momento, manda o trabalhador “para o inferno”.
O motorista contou que ficou surpreso com a situação e se sentiu humilhado e constrangido. As ofensas aconteceram em via pública e na presença de outras pessoas.
Motorista buscou providências
Após o episódio, o trabalhador informou que procurou o Ministério do Trabalho para denunciar o caso. Ele também registrou um boletim de ocorrências na Polícia Militar.
Segundo a PM, em nota enviada ao Terra do Mandu, o boletim de ocorrência foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Pouso Alegre para a adoção das providências legais e investigativas cabíveis.
O racismo é crime previsto na legislação brasileira e é considerado inafiançável e imprescritível. Ofensas relacionadas à cor, raça, etnia ou procedência nacional podem resultar em responsabilização criminal, conforme as circunstâncias e o enquadramento feito pelas autoridades.
Casos podem ser denunciados às polícias Militar ou Civil, ao Ministério Público ou à Defensoria Pública. Registros em vídeo, fotografias, áudios e o relato de testemunhas podem ajudar na apuração.
Planalto diz que está adotando as medidas cabíveis
Por meio de nota, a empresa Expresso Planalto informou que está adotando as medidas cabíveis diante de situações que possam contrariar esses princípios, sempre com responsabilidade, seriedade e respeito às normas legais.
A empresa citou ainda na nota que repudia toda e qualquer forma de racismo, preconceito ou discriminação, e que tem compromisso com o respeito, a dignidade e a igualdade no relacionamento com colaboradores, passageiros e com toda a sociedade.
“O racismo e as demais formas de discriminação são incompatíveis com os valores defendidos pela empresa e não são tolerados em nenhuma circunstância. A Expresso Planalto Pouso Alegre preza por um ambiente pautado pelo respeito, pela inclusão, pela dignidade e pela convivência harmoniosa, permanecendo à disposição para colaborar com as autoridades competentes, quando necessário”, diz a nota.
Em entrevista ao Terra do Mandu, o motorista informou que não está sendo prestada ajuda por parte da empresa, citou e mostrou mensagens encaminhadas ao RH da Expresso Planalto que não foram respondidas, e ainda informou que foi retirado da escala de trabalho.
Alexandre Vilela é do Rio de Janeiro. Sua família ficou no estado, enquanto ele se mudou para Pouso Alegre para trabalhar como motorista na empresa, há cerca de um ano.
Ele disse “a empresa simplesmente fala que foi brincadeira. Não deram suporte algum. Tô sendo perseguido, estou em alojamento alugado pela empresa e a empresa não me deixa trabalhar. Mando mensagem não me respondem. Não sei o que mais eu vou fazer”, lamentou o motorista.
O Terra do Mandu procurou a Expresso Planalto sobre os questionamentos feitos pelo motorista na entrevista, mas não teve retorno. O espaço segue aberto, caso a empresa queira se pronunciar.
Um motorista de ônibus da empresa Expresso Planalto foi vítima de ofensas racistas enquanto trabalhava na manhã da última quarta-feira (9/9), em um ponto de ônibus da Avenida Duque de Caxias, no Centro de Pouso Alegre/MG. Segundo o trabalhador, o caso aconteceu por volta das 9h50.
Ele havia parado o ônibus no local, conhecido como ponto final, e entrado no espaço de descanso dos motoristas da empresa. Em determinado momento, uma mulher começou a gritar e fazer ofensas racistas contra ele. Diante da situação, o motorista pegou o celular e registrou parte da abordagem.
As imagens passaram a circular em grupos de mensagens e nas redes sociais. No vídeo, a mulher chama o motorista de “preto” e “macaco” e, em outro momento, manda o trabalhador “para o inferno”.
O motorista contou que ficou surpreso com a situação e se sentiu humilhado e constrangido. As ofensas aconteceram em via pública e na presença de outras pessoas.
Motorista buscou providências
Após o episódio, o trabalhador informou que procurou o Ministério do Trabalho para denunciar o caso. Ele também registrou um boletim de ocorrências na Polícia Militar.
Segundo a PM, em nota enviada ao Terra do Mandu, o boletim de ocorrência foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Pouso Alegre para a adoção das providências legais e investigativas cabíveis.
O racismo é crime previsto na legislação brasileira e é considerado inafiançável e imprescritível. Ofensas relacionadas à cor, raça, etnia ou procedência nacional podem resultar em responsabilização criminal, conforme as circunstâncias e o enquadramento feito pelas autoridades.
Casos podem ser denunciados às polícias Militar ou Civil, ao Ministério Público ou à Defensoria Pública. Registros em vídeo, fotografias, áudios e o relato de testemunhas podem ajudar na apuração.
Planalto diz que está adotando as medidas cabíveis
Por meio de nota, a empresa Expresso Planalto informou que está adotando as medidas cabíveis diante de situações que possam contrariar esses princípios, sempre com responsabilidade, seriedade e respeito às normas legais.
A empresa citou ainda na nota que repudia toda e qualquer forma de racismo, preconceito ou discriminação, e que tem compromisso com o respeito, a dignidade e a igualdade no relacionamento com colaboradores, passageiros e com toda a sociedade.
“O racismo e as demais formas de discriminação são incompatíveis com os valores defendidos pela empresa e não são tolerados em nenhuma circunstância. A Expresso Planalto Pouso Alegre preza por um ambiente pautado pelo respeito, pela inclusão, pela dignidade e pela convivência harmoniosa, permanecendo à disposição para colaborar com as autoridades competentes, quando necessário”, diz a nota.
Em entrevista ao Terra do Mandu, o motorista informou que não está sendo prestada ajuda por parte da empresa, citou e mostrou mensagens encaminhadas ao RH da Expresso Planalto que não foram respondidas, e ainda informou que foi retirado da escala de trabalho.
Alexandre Vilela é do Rio de Janeiro. Sua família ficou no estado, enquanto ele se mudou para Pouso Alegre para trabalhar como motorista na empresa, há cerca de um ano.
Ele disse “a empresa simplesmente fala que foi brincadeira. Não deram suporte algum. Tô sendo perseguido, estou em alojamento alugado pela empresa e a empresa não me deixa trabalhar. Mando mensagem não me respondem. Não sei o que mais eu vou fazer”, lamentou o motorista.
O Terra do Mandu procurou a Expresso Planalto sobre os questionamentos feitos pelo motorista na entrevista, mas não teve retorno. O espaço segue aberto, caso a empresa queira se pronunciar.
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