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Privatização da Copasa é concluída com atração R$ 8 bilhões com vendas das ações do Governo de Minas

A empresa Equatorial assume os serviços da companhia em mais de 600 municípios mineiros. Veja as declarações dos novos donos e do governador sobre o negócio.

Magson Gomes / 16 junho 2026

O processo de privatização da Copasa foi concluído, nesta terça-feira (16/6), em cerimônia realizada na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A venda da maior parte das ações que pertenciam ao Estado de Minas Gerais foram adquiridas por investidores, totalizando mais de R$ 8 bilhões pela comercialização de 171.113.881 ações, ao custo de R$ 49,03 cada.

A Copasa, até então, possuía economia mista, com parte de investimento privado e outra parte (50,03%) pertencente ao governo mineiro. Com a privatização, o Estado transfere o controle da empresa para o setor privado. O resultado consolida uma nova estrutura acionária em que o investidor de referência, Gerais Saneamento S.A. (Grupo Equatorial), passa a deter 30% do capital social da companhia, observadas as condições previstas nos documentos da operação e nos instrumentos de governança aplicáveis

A Copasa está presente em mais de 600 municípios mineiros. De acordo com a companhia, a conclusão da operação de privatização marca o início de uma nova etapa para a empresa, que seguirá atuando com foco na prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, mantendo sua experiência operacional, presença territorial e compromisso histórico com os mineiros.

Durante seu pronunciamento na B3, em São Paulo, a presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, destacou que este é um marco importante na trajetória da instituição, encerrando uma etapa que exigiu extrema capacidade técnica, responsabilidade e um sólido trabalho coletivo.

Segundo a executiva, a companhia inicia essa jornada comemorativa de avanço totalmente preparada para o futuro, reforçando que o novo ciclo valoriza diretamente a dedicação diária de cada trabalhador e garante que a ação integrada preserve a identidade e a excelência construídas pelo corpo técnico.

“Quero dizer que estamos preparados para esta nova jornada. Todo esse processo demonstra que estamos no caminho certo, construindo uma empresa sólida, transparente e preparada para o desenvolvimento do futuro, o de honrar o nosso compromisso inegociável com a universalização do saneamento e ampliar a qualidade do atendimento prestado a todos os nossos clientes de Minas Gerais”, enfatizou a presidente.

A consolidação desse novo modelo de governança foi celebrada em São Paulo durante a sessão solene na Bolsa de Valores (B3), contando com a participação do governador de Minas Gerais, Mateus Simões, e da secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Batista.

Em seu pronunciamento, o governador afirmou que mesmo tendo menor parte das ações, apenas 5%, o Estado  tem o poder de veto em determinadas situações. Isso por conta da participação que inclui uma golden share, ação preferencial de classe especial. Veja as declarações no vídeo acima!

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