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Doenças Raras: CHSL é credenciado para fazer atendimento para Sul e Sudoeste de Minas

O Terra do Mandu ouviu médicos que fazem parte da equipe. Geralmente, as doenças raras são crônicas, progressivas e incapacitantes.

Magson Gomes / 01 março 2026

O Complexo Hospitalar Samuel Libânio (CHSL) passou a atender casos de pacientes com doenças raras. A resolução do Governo de Minas que coloca o completo como um centro de referência de doenças raras foi publicada em outubro do ano passado.

A partir de então, foram adotadas as medidas para o processo de habilitação do Samuel Libânio como um Centro do Serviço de Referência para para os casos do Sul e Sudoeste de Minas. Uma equipe multiprofissional composta por médicos com especialidades diversas recebeu treinamento específico para fazer os atendimentos.

Até então, os atendimentos para pessoas diagnósticas com alguma doença para nessas regiões tinham que buscar atendimento em Belo Horizonte ou Juiz de Fora.

De acordo com o Ministério da Saúde, doença rara é aquela que afeta até 65 pessoas em cada grupo de 100 mil indivíduos. No último dia de fevereiro é celebrado o Dia Mundial e Nacional das Doenças Raras. O objetivo levar conhecimento à população e buscar incentivos para pesquisas científicas que auxiliem pacientes e seus familiares.

O Terra do Mandu ouviu o neurologista infantil Walter Magalhães Fernandes, responsável pelo Centro de Referência de Doenças Raras do CHSL. O médico explica que o principal diagnóstico dos casos é feito através do teste completo do pezinho. “O tratamento precoce é primordial para o bem-estar do paciente”, diz o médico.

Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o número exato de doenças raras não é conhecido, mas a estimativa é que existam até 8 mil tipos diferentes em todo o mundo.

Geralmente, as doenças raras são crônicas, progressivas e incapacitantes. Dr Walter Magalhães comenta que muitas delas surgem por questões genéticas, como os casos consanguíneos de casamentos entre primos. Veja no vídeo acima!

A médica neurologista, Patrícia Marques Mendes, especialista em doenças neuromusculares, também faz parte da equipe do CHSL de atendimento aos casos de doenças raras. Ela diz que há casos em que os pacientes passam por dezenas de exames, levam meses a anos para concluir o diagnóstico, para depois iniciar o tratamento.

“E em doenças raras o tempo faz toda diferença”, afirma a médica, que comemora o serviço no Samuel Libânio, que irá garantir mais agilidade nesse processo, para os pacientes e famílias terem mais qualidade de vida. Confira a fala da médica no vídeo.

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