Mercadorias apreendidas pela Receita são descaracterizadas por presos para doação social

Custodiados que estão no presídio de Pouso Alegre, no Sul de Minas, atuam na descaracterização de produtos como roupas e outros itens, com a retirada de etiquetas e marcas.

Iago Almeida / 17 abril 2026

Custodiados que estão no presídio de Pouso Alegre, no Sul de Minas, atuam na descaracterização de produtos confiscados pela Receita Federal, como roupas e outros itens, com a retirada de etiquetas e marcas. O Projeto Transformar Sustentável foi implantado na unidade prisional no início de abril.

A ação foi oficializada pela Polícia Penal de Minas Gerais (PPMG), por meio do Presídio de Pouso Alegre, em uma parceria com o Instituto Federal do Sul de Minas Gerais e com a Receita Federal.

A iniciativa tem como objetivo a destinação social e sustentável de itens de vestuário apreendidos, por meio da mão de obra de custodiados, e possui vigência até o ano de 2028. O projeto promove a descaracterização de produtos confiscados, dentro do processo de remição de pena por trabalho.

Após a descaracterização, os produtos são destinados a Organizações Não Governamentais (ONGs), prefeituras e instituições filantrópicas, contribuindo para o melhor funcionamento e a manutenção de ações sociais em diferentes regiões de Minas Gerais.

De acordo o diretor-geral do Presídio de Pouso Alegre, Bruno Martins, a iniciativa integra educação, sustentabilidade e responsabilidade social, ao mesmo tempo em que amplia as oportunidades de trabalho dentro do ambiente prisional.

“O impacto do projeto dentro da unidade é direto, trazendo mais disciplina, menos ociosidade e um ambiente mais seguro e organizado. Ele vem dando importantes oportunidades aos detentos”, disse.

Ainda segundo Bruno Martins, a participação dos custodiados contribui para o desenvolvimento de habilidades e senso de responsabilidade, fortalecendo o processo de ressocialização. “A partir dessas iniciativas, a Polícia Penal de Minas Gerais segue firme, mostrando que segurança pública também se constrói com trabalho e recomeço”. 

A parceria já está em fase de implementação e deve ampliar gradualmente a participação de custodiados nas atividades, acompanhando a demanda de materiais destinados ao projeto. As atividades serão desenvolvidas dentro da unidade prisional, com acompanhamento técnico e em respeito às normas de segurança vigentes dentro do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG).

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