
PM prende suspeitos de matar João Guizani e apreende arma, munições e objetos. Imagens PMMG/Funerária Santa Rita.
A Polícia Militar prendeu dois suspeitos de matar a tiros um jovem de 21 anos, no Centro de Santa Rita do Sapucaí (MG). Eles foram presos na madrugada desta segunda-feira (16/3). Câmeras de segurança flagraram o homicídio na noite de sábado (14/3).
Os presos são dois homens, de 24 e 28 anos. Para a PM, o homicídio tem motivação passional.
O suspeito de 24 anos teria deixado um bilhete de ameaça na casa da ex-companheira, ligada à vítima João Henrique de Castro Guizani. O bilhete foi relacionado ao caso e apreendido.
Guizani foi atendido no Hospital Antônio Moreira da Costa, mas não resistiu aos ferimentos a tiros. Ele foi enterrado neste domingo (15/3), no Cemitério Municipal.
Da execução a tiros à prisão
Câmeras flagraram quando Guizani atravessava a rua e percebeu uma moto na contramão. Ele correu para dentro de um bar e o piloto da moto atirou no jovem.
Em seguida, o jovem sai do bar e já cai, na calçada. Pessoas que estavam na rua o socorreram.
A PM foi acionada quando o baleado foi atendido no hospital. Na sequência, os militares iniciaram o rastreamento e identificaram suspeitos.
Na busca realizada na casa de um dos suspeitos foi apreendida a placa de uma moto. A identificação tinha características semelhantes à moto usada no crime.
Os dois suspeitos foram encontrados em uma chácara e tentaram fugir da polícia e resistir. Os militares fizeram intervenção tática e prenderam os dois no local.
A moto usada no crime foi encontrada escondida na mata. Os militares apreenderam a moto, um revólver calibre .38 com numeração raspada, dez munições calibre .38 intactas, celulares e o bilhete com ameaças.
O suspeito mais novo foi identificado como piloto da moto e autor dos tiros. Ele confessou o crime. O mais velho é apontado como co-autor do homicídio. A PM disse que ele estava na garupa do moto e ajudou na execução do crime.
Todos os materiais apreendidos e os dois suspeitos foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Pouso Alegre para as providências cabíveis. A PCMG investiga o crime.