Pouso Alegre fecha 1º semestre com mais de 600 vagas de empregos geradas

Os setores de serviço e construção civil são os principais geradores de emprego. Enquanto a indústria e o comércio continuam com saldo negativo em 2017.

A economia brasileira ainda vive tempos difíceis. Empresários reclamam e os trabalhadores sentem na pele a falta de oportunidade no mercado de trabalho. Mesmo diante desse cenário, a geração de empregos em Pouso Alegre tem mostrado sinais de recuperação. Pelo quarto mês seguido, o saldo mensal de contratações superou o de demissões. O último mês negativo foi março com – 163. Abril (+254), maio (+266), junho (+213) e julho (+96) tiveram saldo positivo.

Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

De janeiro a junho, fechando o primeiro semestre, Pouso Alegre o saldo entre admissões e demissões é de 679 vagas. No mesmo período do ano passado, o saldo foi negativo em 334 vagas. Na geração de empregos no primeiro semestre de 2017, o destaque positivo é do setor de serviços, que sozinho, teve saldo de 521 vagas, a construção civil vem na sequência com o número de 303 empregos.

No semestre, o saldo negativo continua na indústria, com fechamento de 173 vagas, e comércio 127 vagas.

Dentro do setor de serviços, educação abriu vagas em Pouso Alegre com chegada de novas escolas. Entre elas, a Faculdade Una que contratou cerca de 50 pessoas e continua em processo de contratação para mais 25 vagas.

Uma das faculdades que chegou a Pouso Alegre em 2017, gerando empregos no setor de serviços.

“O que nós temos no momento é uma ampliação constante de vagas nos próximos semestres nos próximos meses também. A mediada que novos cursos vão sendo alocados em nosso portfólio, novas oportunidades, tanto para nossa equipe administrativa, assim como serviços mais básicos como manutenção e portaria, e nossas contratações especializadas de coordenadores e professores de nossos cursos”, conta o diretor da UMA Pouso Alegre, Wilfred Sacramento.

Nossa reportagem também ouviu o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes, e vice-presidente da Associação do Comércio e Indústria de Pouso Alegre, Marco Antônio Dias. Para ele, a geração de empregos no setor de serviços se deu também com abertura de novas empresas do ramo de hotelaria e restaurantes.

“Dentro do nosso setor, nós temos investimentos a longo prazo. E quando a economia estava aquecida, gerou muitas empresas para Pouso Alegre nesse setor e elas tiveram que contratar”, explica Marco Dias que ainda diz que agora o ramo está em queda.

O vice-presidente da Acipa fala ainda que indústria e comércio tem buscado mão de obra terceirizada, agora com aval da lei aprovada pelo Governo Federal. E isso conta como geração de empregos no setor de serviços.

Nos últimos anos, principalmente antes da crise, Pouso Alegre tem se destacado na geração de emprego com chegada de grandes indústrias. Marco Antônio Dias acredita que os dados do primeiro semestre mostram a tendência de recuperação da economia.

O anúncio recente de novos investimentos na cidade de indústrias do ramo farmacêutico é um dos motivos para acreditar nessa recuperação, diz Marco Dias.

O saldo de empregos na construção civil, de janeiro a julho, é de 328 postos de trabalhos gerados.